Dando sequência aos posts relativos a minha viagem de férias, depois da maratona de revezamento, peguei um avião até Brasilia no mesmo dia. Chegamos lá perto das 18:20 e resolvemos pegar um táxi até a rodoferroviaria (é uma estção de trem e ônibus rodoviário. Perguntei pro taxista sobre os tipos de transporte que lá faziam e ele me respondeu que, hoje em dia, trem somente para cargas) da cidade.
Como sou um cara metódico, tinha pesquisado sobre taxis em Brasília e a dica era não pegar qualquer táxi na saída do aeroporto e sim ligar para um rádio taxi qualquer que iria economizar 30% do valor. Fiz exatamente isso: fui até o balcão de informações do aeroporto e pedi para a atendede me chamar um táxi de um rádio taxi e confirmei o valor. Até aí tudo bem. Quando o táxi chegou (detalhe que o taxista só sabia meu primeiro nome e me achou gritando pelo meu nome na saída do aeroporto) não confirmei o valor com o motorista que seguiu o caminho rumo rodoferroviária logo após ter ligado o taximetro.
Em determinado ponto da viagem, sempre de olho no taximetro, percebi que o valor estava muito perto do valor fechado por telefone e resolvi perguntar se faltava muito. Nessa o taxista começou a fazer umas piadinhas do tipo “faltam somente uns 35km” etc e tal. No final das contas, o valor ficou em R$ 43,60 contra R$ 31,00 (mais ou menos) acordado. Reclamei, chorei e resmunguei, mas ele insistiu em dizer que a atendente do aeroporto tinha entendido errado e que ele não tinha culpa, mas que faria um desconto de R$3,60 (nem 10%). Puto da vida, paguei e fui esperar o ônibus.
Importante para os que pretendem pegar táxi em Brasília: só depois vim a saber que esse método funciona na maioria das vezes, mas você deve exigir o desconto em cima do valor do taximetro. Ou seja, fui idiota em cair na lorota do taxista e o próprio taxista não foi 100% honesto, mas espero deixar o leitor esperto em relação a isso. Feche o valor (mais ou menos) antes de embarcar ou exija que ele te dê o devido desconto!
Voltando ao post, entramos na rodoferroviária, fui até o guichê da empresa Real Expresso e confirmei o horário, plataforma de embarque e tudo mais que estava em dúvida (até se teria banheiro no ônibus). Depois disso, comemos alguma coisa na lanchonete da rodoviária, pois sabíamos que seria o último lugar onde teria algo aberto pra comer.
No horário marcado, adentramos ao ônibus e percebemos que ele estava quase lotado. Foi muito importante a dica do atendente da empresa Real Expresso sugerir que comprássemos os bilhetes com antecedência [em São Paulo] (É possível comprar via internet também e não sei porque não o fiz). Só para constar, as duas passagens ficaram em R$ 62,42.
Ficamos um pouco assustados no ônibus, pois quase todos os passageiros levavam uma manta para se cobrir. O clima estava super agradável para dois paulistas e pensei que o ar condicionado seria o grande vilão. Mas não foi! A temperatura foi agradável o caminho todo e olha que não sou chegado muito ar condicionado.
Fora o mal humor do motorista e a incerteza de onde estávamos realmente, a viagem foi tranquila. Quando chegamos em Alto Paraíso de Goiás, a luz da cidade apagou e não sabíamos exatamente se era hora de descer ou não. Felizmente a luz voltou depois de alguns minutos e pudemos reconhecer nomes de pousadas pesquisadas na internet. Havíamos chegado em Alto Paraíso de Goias!
Porém a aventura estava apenas começando. Deixamos o ônibus às 0:30 da manhã do dia 21/09/2009 e a pousada que havia feito a reserva ficava em São Jorge, um distrito de Alto Paraíso, 35 Km distante da cidade “sede”. Em horário “comercial” ônibus já são escassos de um lugar para o outro, imaginem de madrugada. Sabendo disso, antes de sair de Sorocaba, já havia esquematizado com um guia local, para que ele fosse me pegar na rodoviária e me deixasse na minha pousada, por um valor “pífio” de R$80,00. Não tive escolha, era isso, ou ficar em alguma pousada em Alto Paraíso e dizer adeus a praticamente meio dia de passeio.
Entre a minha demora em confirmar se iria ou não pra chapada e a correria do guia Rafael que iria ser pai, ele não pôde ir me buscar, mas mandou um bicho muito grilo chamado Alexandre Heavy Metal, qual eu passei a chamar simplesmente de “Metal”. Quando descemos do ônibus, haviam apenas dois carros estacionados na rodoviária, qual um deles dava uma leve impressão de ter sérias dificuldades em sair do lugar (eu tô cagando pra carro luxuoso, carro bonitinho, enceradinho. Aliás, eu tô cagando pra carro de qualquer espécie, mas eu queria chegar vivo no meu destino, pô!). Quando terminei de descarregar a segunda bagagem do porta malas do ônibus, escuto o então Metal perguntando pelo meu nome.
O cumprimentei e ele nos levou pro seu veículo automotor e adivinhem qual era? Sim, era o que parecia não ter condições de sair do lugar
. Depois de três tentativas de dar a partida e uns segundos de angustia do carro quase “morrendo”, conseguimos progredir. A estrada para São Jorge é simples, mas o asfalto é bom e o percurso até então estava muito tranquilo. A tensão aumentou quando começou a estrada de terra, onde inevitavelmente aumentou significativamente o desconforto. Nada do outro mundo, mas a sensação por estar em um lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas (principalmente desconhecidas no voltante) e uma estrada então desconhecida e com pouca infraestrutura, geraram a tal tensão.
Não foi tão tranquilo, mas foi relativamente rápido. Para esquecer, relaxar e garantir que o Metal não ia dormir no volante (ele não apresentava sinais de sono, mas era questão de sobrevivência
), resolvi ir conversando o caminho todo, fazendo dezenas de perguntas sobre a chapada. Depois de 45 mintos de estrada, chegamos na Pousada Mundo Dha Lua, onde o proprietário Bruno nos aguardava (1:15 da manhã). Ele nos levou até o quarto, falou rápido onde estavam as coisas e nos deixou.
Um rápido banho e cama, para descansar para o próximo dia, que não iria ser moleza!
Dica de traslado Alto Paraíso – São Jorge (Alternativo)
Guias Locais motorizados
EcoRotas (http://www.ecorotas.com.br)
MotoTaxi (cobram cerca de R$1,00 o km rodado. Mas provavelmente não dará para utilizar se for de mala)