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	<title>[SUPERATRATIVO] &#187; Ciclismo</title>
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	<description>simples assim!</description>
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		<title>Caminho do Sol pero no mucho: Dia Três</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 02:24:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Dia 3 – 05/06/2010 Rio das Pedras &#8211; São Pedro Último dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol não podíamos nos dar ao luxo de errar feio. Falei com o Nerso e depois com o resto do pessoal que podia acontecer o que fosse, mas tínhamos de estar de volta a Piracicaba antes das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 3 – 05/06/2010<br />
Rio das Pedras &#8211; São Pedro</p>
<p>Último dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol não podíamos nos dar ao luxo de errar feio. Falei com o Nerso e depois com o resto do pessoal que podia acontecer o que fosse, mas tínhamos de estar de volta a Piracicaba antes das 19h00 para pegar o último ônibus para Sorocaba.</p>
<p>A estratégia de acordarmos cedo e sair logo, irmos até a rodoviária de Piracicaba e verificar os horários dos ônibus foi consenso entre todos. Às 5h50 de sábado o celular do Nerso desperta ao som de Platoon altíssimo, pronto para acordar inclusive os outros hóspedes. Chovera a noite toda, o que me deixou um pouco preocupado durante a noite, mas de certa forma dormi bem. Acordamos sem barulho de chuva e fomos ao café da manhã após o Bur e o Piola baterem na porta do quarto.</p>
<p>As pessoas que trabalhavam no hotel Silver eram realmente muito estranhas, pois sentamos na mesa ao lado de outra que estavam pai e filhos também cicloturistas e começamos a bater um papo. Chegou um senhor e perguntou se estávamos juntos e começou a colocar as coisas na mesma do lado da nossa, mesmo a gente falando que não estava junto. Depois disso voltou a nos servir e colocou quatro copos de suco de laranja na mesa (o Nerso ainda não tinha chegado) sem sequer falarmos se queríamos ou não. Quando ainda estávamos preparando o lanche, ele passou servindo um pedaço de bolo e ele teve a moral de colocar o bolo em cima da minha xícara que estava com a boca para baixo. Não aguentei e comecei a rir e ele disse que tava meio dormindo. Depois de alguns minutos, ele viu que alguns copos de suco estavam vazios e passou enchendo de todo mundo (ok, ele quis ser gentil, mas podia ter perguntado se queríamos mais, para evitar desperdícios).</p>
<div id="attachment_997" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-997" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc00660/"><img class="size-medium wp-image-997" title="DSC00660" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC00660-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">ZO rulez 6h da manhã</p></div>
<p>Por conta da intensa chuva durante a noite, o dia amanhceu bem frio e não resisti tomar um cafezinho acompanhando o bolo. Coloquei açúcar na xícara e servi o café da garrafa que estava na mesa e quando dei uma golada, quase cuspi de volta. Estava muito doce e só perguntei para ter certeza que eles serviam café já adoçado. Achei bem estranho, pois cada um tem um gosto e uma percepção de muito ou pouco doce, mas beleza, acabei me servindo novamente sem adição extra de açúcar. Terminamos o café e o Nerso ficou zuando os tiozinhos do hotel dizendo que eram zumbis e que o hotel Silver era um acrônimo para Resident Evil 5 quando lido no sentido inverso (R (abreviatura para Resident) Evli S (onde S seria o 5) -&gt; REVLIS), mas depois eu falei pra eles que o Silver não formava a palavra R EVIL S e sim R EVLI S e que eles estavam sendo influenciados pelo poder do anel (quanta besteira ao mesmo tempo!).</p>
<p><span id="more-994"></span>Imagino que não ter tido sucesso em explicar para o leitor sobre o tal do Resident Evil 5, mas isso não importa muito. Voltamos ao quarto, juntamos nossas coisas, nos trocamos e fomos pegar as bikes. Quando fizemos isso, percebemos que todas as bicicletas haviam tomado chuva! Não tinha muito o que fazer a não ser continuar a preparação para a saída. Com o clima de chuva, envolvi minha mochila em um saco de lixo azul que eu tinha levado justamente para esse fim, enquanto o Piola ficou chorando que ele não tinha como cobrir a bagagem dele caso chovesse (cabaço!).</p>
<p>Na porta do hotel, pai e filho cicloturistas também se preparavam para sair e nos deram dicas pois conheciam bem a região. Com tudo pronto saimos no pedal. Parecia brincadeira, mas no primeiro quilômetro já paramos para tirar fotos da &#8220;entrada&#8221; da cidade, pois como dizia o Nerso &#8220;isso é cicloturismo&#8221;. Tiramos fotos e logo continuamos por estrada pavimentada. A idéia era chegar em Piracicaba, ver os horários de ônibus e seguir o caminho até onde desse, sem correr muito risco de perder o último ônibus. Pai e filho nos encontraram no caminho e pedalamos praticamente juntos até Piracicaba (cerca de 10 quilômetros, ou menos).</p>
<div id="attachment_998" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-998" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01629/"><img class="size-medium wp-image-998" title="DSC01629" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01629-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto clássica</p></div>
<p>Chegando em Piracicaba nos separamos e fomos atrás de saber onde era a rodoviária. Cada um que a gente perguntava indicava um caminho diferente e isso tomou um pouco do nosso tempo, mas por bem haviámos saido no horário planejado de Rio das Pedras (antes das 8h). Na rodoviária fui atrás de saber sobre ônibus de São Pedro para Piracicaba, Águas de São Pedro para Piracicaba e por fim de Piracicaba para Sorocaba, enquanto o Bur foi atrás de saber os horários para São Paulo. Me certifiquei duas vezes com as moças do guichê sobre colocar as bicicletas no bagageiro do ônibus e ela me garantiu que isso não seria um problema.</p>
<p>Pelo horário, fazendo contas no caminho mais crítico, conseguíriamos chegar até São Pedro antes das 17h o que nos permitia arriscar a ida até lá em bicicleta. Comemos algo na própria rodoviária e apesar da preguiça e vontade de ficar por lá, seguimos nosso caminho. Na saída de Pira para o próximo destino, passamos por cima da ponte do Rio Piracicaba e os &#8220;cicloturistas&#8221; mal perceberam a beleza do rio e de suas quedas. Como eu já havia passado alí algumas vezes (inclusive almocei em um restaurante na beira do rio) tiv e um <em>deja vu</em> e considerei que seria interessante não perdemos essa beleza gratuíta, então tive de gritas para os apressadinhos que voltassem e curtissem mais essas coisas. Fiquei até zuando o Nerso dizendo &#8220;isso sim é cicloturismo&#8221;, pois ele também tinha passado reto no rio.</p>
<div id="attachment_1003" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1003" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01667/"><img class="size-medium wp-image-1003" title="DSC01667" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01667-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Sérgio Reis que o diga</p></div>
<div id="attachment_1004" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1004" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01671/"><img class="size-medium wp-image-1004" title="DSC01671" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01671-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Agora sim, cicloturistas!!</p></div>
<p>Decemos até os piers que beiram o rio e nos deslumbramos com as quedas e a força d&#8217;água. Queríamos ficar ali curtindo, o Nerso sugeriu que fossemos até o final onde supostamente havia um engenho, mas chegamos a conclusão que poderia ser perigoso gastar muito tempo alí. Depois de alguns minutos, euforia e fotos, seguimos nosso rumo com destino a São Pedro.</p>
<p>Ainda em trecho urbano, mas já na rodovia pedalamos entre carros e caminhões exercendo nosso direito e logo desembocamos na rodovia propriamente dita, onde havia um trecho de bom asfalto e acostamento. Algumas subidas e descidas e apesar do sol começar a dar o ar da graça, o vento sempre contra prejudicava o desempenho já abalado por dois dias de pedais insanos. Continuamos pedalando e pelas placas estávamos a menos de 30 km do nosso destino. Apesar dos pesares, o último dia estava sendo bem suave mesmo, já que 100% do trecho era de estrada pavimentada e também parecia ser um trecho menor.</p>
<p>A situação só ficou um pouco mais complicada com o fim do acostamento, onde o movimento de carros e caminhões não era tão baixo. Tenho que destacar a imprudência de certos motoristas, principalmente um f.d.p. que saiu buzinando a muitos metros atrás, acelerando e que me fez sair da pista (eu devia estar a uns 30 Km/h) para cair na área de escape de terra. Quando fui pra terra/grama, a trepidação obviamente aumentou muito e naquela velocidade achei que ia cair, mas felizmente conseguir segurar bem. Olhei para frente e vi todos (menos o Piola) tendo o mesmo problema com o filho da puta e vi que o Bur também ficou indignado xingando o cara e mostrando dedo do meio para ele.</p>
<p>Para contrastar com esse péssimo incidente, tenho também que destacar a bela atitude de um cara em um Toyta Corolla que percebendo talvez nossa vulnerabilidade, quando subíamos um trecho íngrime onde os carros tem duas faixas, diminuiu a velocidade quando se encontrava na faixa da direita bem atrás de nós, sei lá, a uns 11 ou 12 km/h, meio que nos protegendo, ao contrário de muitos que nos ultrapassavam &#8220;tirando fina&#8221; da gente. O corolla só saiu atrás de nós e nos ultrapassou quando não havia mais carros na fila da esquerda e mais nenhum outro atrás dele. Impressionante! Esse é o tipo de atitude que gostaríamos de ver mais. &#8220;Menos agressão; Mais educação!&#8221;. Para fechar esse trecho com chave de ouro, nada melhor que um belo visual.</p>
<div id="attachment_1007" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1007" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01700/"><img class="size-medium wp-image-1007" title="DSC01700" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01700-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">uhuuu!</p></div>
<p>Apesar do movimento de carros já era possível perceber que estávamos chegando em Águas de São Pedro. No momento que iríamos começar a descer, a gente se depara com uma casa que vende iguarias do milho. Sei que o Bur é viciado nesse tipo de comida e perguntei a ele se tava afim de parar lá e ele nem pensou duas vezes. Suco de milho verde e um salgado para amenizar a fome, tomamos nossa lanche de boa já sabendo que mais alguns quilômetros e nossa viagem chegaria ao fim. Quando saímos da casa do milho, avistamos uma seta amarela do Caminho do Sol, mas não demos muita bola e tocamos nosso próprio caminho.Já na estrada, mesmo com descida, falei pro Piola que não queria mais pedalar, que tava cansado demais, mas ele ficou me enchendo o saco pra eu continuar, que faltava pouco e blá blá blá (queria o quê?! Eu não domei dorflex com café pra ficar com &#8220;sangue nos zóio no último dia de pedal). O Piola continuou me enchendo o saco e perguntou se eu estava freiando na descida, mas obviamente eu não estava e tentei explicar pra ele que o vento contra poderia segurar um pouco e que como ele estava atrás de mim, poderia fazer uso do &#8220;vácuo&#8221; criado e ter uma percepção de velocidade diferente. Tomara que ele tenha entendido isso&#8230; Só sei que ele cansou e resolveu me passar, então continuei já que eu sabia que não ia ter outro jeito e em poucos minutos já estávamos fazendo pose no portal da Estância Hidromineral Águas de São Pedro.</p>
<div id="attachment_1008" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1008" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01733/"><img class="size-medium wp-image-1008" title="DSC01733" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01733-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Falta pouco!!</p></div>
<p>Logo que transpassamos o portal vimos uma placa para &#8220;Casa de Santiago&#8221; que é o ponto final do Caminho do Sol, lugar para onde os peregrinos se dirigem para receber o cerificado e as congratulações por terem terminado o tal caminho. O Piola, o mais evil da trupe, queria ir lá tirar um sarro, bater panela, qualquer coisa em protesto ao caminho, mas eu particularmente não quis ir, pois achei que seria uma tremenda falta de respeito para com as pessoas que organizam e para os que participam com as devidas credenciais.</p>
<p>De Águas para São Pedro eram somente 7 ou 8 km, que percorríamos facilmente. No início, ainda dentro de Águas de São Pedro, foi só subida, muita subida o que fez tirar o gás final de muita gente (menos o drogado do Piola). Depois de tanta subida, dividindo espaço com carro e caminhões (tava ficando chato aquilo), veio um belo trecho de reta e mais pra frente seguido de uma longa descida que culminaria em São Pedro.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1011" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01740/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1011" title="DSC01740" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01740-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Eu estava muito cansado e fiquei bem pra trás e aproveitei para pedalar no meu rítimo e tirar últimas fotos. Mais para frente o pessoal me esperou e o Bur me perguntou se tava beleza. Consenti e disse que não queria parar, pois pra mim seria pior. Todos continuaram a pedalar e novamente o Bur o Piola dispararam na frente, porém mais uma vez eles perderam a oprtunidade de curtir o visu.</p>
<div id="attachment_1012" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1012" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01753/"><img class="size-medium wp-image-1012" title="DSC01753" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01753-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tremendo visu!</p></div>
<p>Depois da bela e suave descida, chegamos enfim na tão esperada cidade de São Pedro. Tiramos a clássica foto na entrada da cidade junto do letreiro pouco depois das 14h e logo já fomos procurar a rodoviária para comprarmos as passagens de ônibus. O céu estava mais azul com menos nuvens e a galera tava animada com a chegada e ao descobrirmos o caminho para a rodoviária o Nerso e o Piola pedalaram que nem loucos. Como já estávamos em São Pedro nem quis arriscar pedalar junto com eles e fui apreciando a cidade, já com o intuíto de procurar um bar para fazermos nossa bebemoração.</p>
<p>Passamos em frente a um galpão bem arrumadinho, olhei e vi dois silos dentro do local e o senso de alcóolatra me disse para parar e ver o que era aquilo. Voltei com a bicicleta para a calçada e me adentrei no local e percebi que era uma espécie de microcervejaria. Como não vi ninguém com algum uniforme e só eu e o Bur tínhamos parado, decidimos que era melhor comprarmos as passagens, avisar o pessoar sobre a boa nova e voltar para nos &#8220;hidratar&#8221;. Dito e feito: chegamos no guichê, falamos o destino e que íamos com as bicicletas, a mulher nos vendeu (eu percebi que tinha perdido minha carteira, mas o Nerso tinha a escondido) e subimos para o &#8220;bar&#8221;. Chegando no bar, começamos a bater um papo cervejístico forte com o dono, o Cláudio, que nos recebeu muito bem.</p>
<p>Viemos a descobrir que ele faz é chope, que servia alí mesmo e mandamos ver uma torre de 2,5 litros de chope claro Halb Zehn Bier. Claro que tínhamos que acompanhar com algo para comer e quando pedi a ele, ele nos serviu uns amedoins. Ficamos alí num clima descontraído, batendo papo, zuando, relembrando das histórias desse pedal louco e quando vimos, já tinha acabado a torre. Pedimos outra, mas não queríamos mais comer amendoim e o Cláudio mostrou um bar do outro lado da rua que o cara fazia porções e levava até a choperia.</p>
<div id="attachment_1023" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1023" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01784/"><img class="size-medium wp-image-1023" title="DSC01784" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01784-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Detonando no fim da viagem</p></div>
<p>Claro que derrubamos mais uma torre de 2,5 litros e duas porções de salame e uma de batata frita em meio a diversão e depoimentos em vídeo sobre a cicloviagem. As poucas horas que ficamos lá passou voando e quando vimos já eram 16h50 e tínhamos de pagar as contas, pegar as bikes e subir no busão.</p>
<p>Claro que tivemos problemas para colocar as bicicletas dentro da merda do ônibus (acho que foi a viação Piracicabana), mas mostramos ao motorista que já havíamos comprado as passagens e que a moça do guichê autorizou sem problemas desde lá de Piracicaba. Ele disse que era complicado por conta do espaço, mas poucos estavam usando o bagageiro e desmontamos as rodas da frente, abaixamos o selim e provamos que ocuparia muito menos que ele achava e ele se convenceu (ou não quis ficar discutindo com a gente). A viagem de São Pedro à Piracicaba foi em menos de uma hora e como estávamos extasiados e quase chapados, ficamos zuando e fazendo videos o tempo todo e então o tempo passou muito rápido novamente.</p>
<p>Chegamos em Pira novamente, descarregamos as bikes e nos despedimos dos camaradas Bur e Piola. Ao descarregar as bikes, fomos agradecer ao motorista por ter nos compreendido (de certa forma meio irônica) e não sei se ele realmente se ligou que não custou nada ou se ele realmente interpretou como ironia, mas ele falou que não tinha sido nada e que era pra gente ter uma boa viagem (na próxima conexão) e depois, antes realmente de subir no ônibus novamente, voltou a despedir de nós e falar boa viagem. Espero que ele seja mais um a passar para o lado do cicloturismo (não literalmente no sentido de passar a viajar de bicicleta, mas sim ser amigo do pedalante).</p>
<p>Compramos a passagem para Sorocaba e ficamos no aguardo da viação Pontur, a única que não fez cara feia ou tentou sabotar nossa investida em colocar as bicicletas dentro do ônibus, enquanto os capitar Piola e o Bur seguiam viagem para a cidade grande. Talvez pelo cansaço a viagem foi tranquila e rápida (1h30min) e logo já estávamos descarregando as bikes no frio de Sorocaba. Arrumamos as magrelas, enchi novamente o pneu, me despedi do Nerso e cada um foi para sua respectiva casa, em sua respectiva bicicleta (pedal até o último metro!!). Em casa, uma comida quentinha me esperava para finalizar a viagem com chave de ouro.</p>
<p>Eis os números da cicloviagem:</p>
<p>- Tempo: 3 dias de pedal (4 dias de viagem)<br />
- Tempo total (pedalando): 15h33min49seg<br />
- Distância: 230,02 Km<br />
- Vel. média: 14,7 Km/h<br />
- Vel. máxima: 64,1 Km/h<br />
- Cidades: Sorocaba, São Paulo, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itu, Salto, Elias Fausto, Capivari, Mombuca, Rio das Pedras, Piracicaba, Águas de São Pedro e São Pedro.</p>
<p>Minhas fotos do último dia:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/21/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_05062010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/21/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_05062010</a></p>
<p>Todas as fotos do Bur:</p>
<p><a href="http://ricardocarnauba.multiply.com/photos/album/1/Caminho_do_sol_dias_0306_0406_0506">http://ricardocarnauba.multiply.com/photos/album/1/Caminho_do_sol_dias_0306_0406_0506</a></p>
<p>Para fechar o post, gostaria de agradecer a todos que participaram dessa cicloviagem de forma direta ao Nerso, Bur e Piola que estiveram esses quatro dias (desde o dia zero) pedalando, zuando, tretando, passando por dificuldade e bebendo juntos; E de forma indireta aqueles que ajudaram de alguma forma, o pessoal do CaipiraCapitar, os amigos, namorada e família. Com certeza essa foi uma experiência única na minha vida e que abriu um precedente enorme para muitas coisas. Com certeza teremos mais!! Valeu!!</p>
<p>Oss!</p>


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		<title>Caminho do sol pero no mucho: Dia Dois</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 11:08:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Transito]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho do Sol]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 2 – 04/06/2010 Salto﻿ &#8211; Rio das Pedras A noite passou rápida demais, com um pouco de frio, espirros, asma e até vozes noturnas sem sentido, o relógio despertou cedo (6h00) mas a dificuldade para acordar não foi tanta quanto do primeiro dia. O Bur fez o favor de despir o Nerso para que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 2 – 04/06/2010<br />
Salto﻿ &#8211; Rio das Pedras</p>
<p>A noite passou rápida demais, com um pouco de frio, espirros, asma e até vozes noturnas sem sentido, o relógio despertou cedo (6h00) mas a dificuldade para acordar não foi tanta quanto do primeiro dia. O Bur fez o favor de despir o Nerso para que ele acordasse mais rápido e por consequência, nos acordar de maneira traumática.</p>
<p>De qualquer forma, lá pelas 6h30 já estávamos tomando nosso desjejum.  Como já falado no post <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/">anteirior</a>, a Pousada Por do Sol de Salto dava de 1000 a zero na pousada 1896, inclusive no café da manhã que tivemos direito a pão, queijo, presunto, margarina, suco de laranja, leite, café, fruta e bolo (talvez tenha esquecido de algo mais). Nos esbaldamos de comer e no final, após o Piola decidir destruir o banheiro, ficamos batendo um papo cabeça no salão onde é servido o café. Quando percebemos, tínhamos ficado lá mais de meia hora a mais. Então voltamos logo para o quarto, arrumamos todas as coisas e levamos para o saguão da pousada para colocar as bagagens nas bicicletas e partir.</p>
<div id="attachment_966" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-966" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01464/"><img class="size-medium wp-image-966" title="DSC01464" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01464-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Interior da Pousada Por do Sol de Salto</p></div>
<p>Nos despedimos do pessoal da pousada e saímos buscando novamente as setas amarelas. Paramos no primeiro posto de gasolina para dar uma limpada e lubrificada rápida nas bicicletas e depois fomos até o Carrefour de Salto para comprar água e mantimentos. Saimos do Carrefour, encontramos o caminho correto e seguimos embora. Antes mesmo de sair de Salto, demos de cara com a Fazenda Vesúvio, qual deveríamos parar, obter os devidos carimbos e transpassar pela fazenda seguindo o caminho, porém sabíamos que era inútil por não termos credencial. Conseguimos obter duas informações preciosas: uma que era possível pegar uma estrada contorna uma indústria que não me recordo o nome agora e outra que era possível contornar a fazenda, atravessar uma área de plantação de cana, passar por um grande tonel, depois passar por duas casas e sair pela portaria da frente dando de cara com uma seta amarela.</p>
<p><span id="more-962"></span>A segunda opção é a que escolhemos por parecer mais certa e mais perto. Saindo da fazenda Vesúvio pegamos a primeira entrada à esqurda em uma rua de terra, meio que paralelo a fazenda e mais adianta encontramos com dois motoristas de caminhão. Um deles conhecia muito bem a região e nos sugeriu seguir em frente até o fim da estrada e quando aparecesse uma bifuracação, <strong>não</strong> pegasse a direita e seguisse meio no caminho formado pela cana cortada. Fizemos extamente o que ele sugeriu, passamos por um objeto de madeira enorme, que lembrava um tonel, mas enorme e depois passamos na frente de duas casas (não sabíamos se estávamos em terras particulares ou não). Mais adiante nos deparamos com uma porteira de madeira que dava para outra estrada de terra, onde lá pudemos ver uma seta amarela! Conseguimos voltar ao ponto certo só conversando com as pessoas locais e arriscando um pouquinho; Foi muito legal.</p>
<div id="attachment_967" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-967" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01485/"><img class="size-medium wp-image-967" title="DSC01485" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01485-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Contornando a fazenda Vesúvio</p></div>
<div id="attachment_968" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-968" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01494/"><img class="size-medium wp-image-968" title="DSC01494" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01494-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">De volta ao caminho</p></div>
<p>Ao passar pela porteira, eu estava com muita fome, abri o figo seco que eu levava e comemos quase tudo. Voltamos a cair na estrada terra já sentindo o cansaço do primeiro dia. Essa estrada tinha muita pedra e muita piramba, o que tornava um pedal mais forte e um pouco mais técnico. Seguimos pedalando e parando de vez enquando para tomar uma água, até determinado ponto vi uma plantação de cana que considerei madura (achismo puro), onde parei, atravessei a cerca e peguei uma para tomar. Todos pararam e de repente aparece um cachorro meio que percebendo toda a movimentação na frente da fazenda. Ficamos ali comendo cana e bricando com o cachoro que tava mais interessado em comida do que qualquer outra coisa.</p>
<div id="attachment_970" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-970" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc00625-2/"><img class="size-medium wp-image-970" title="DSC00625" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC00625-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cão chupando cana - foto Carnaúba</p></div>
<p>Porém tínhamos que seguir em frente, pois queríamos chegar em Elias Fausto rápido para não termos de pedalar novamente no escuro. O calor começa a pegar um pouco e continuamos a pedalar &#8220;forte&#8221; em meio as pedras e subidas que tínhamos pelo caminho. O Piola o Bur andavam sempre na frente, deixando eu e o Nerso para trás. E foi subida, foi descida, paradas para fotos e mais subidas e descidas com muitas pedrinhas que atrapalhavam muito o desenvolver da velocidade, até quase acabar nossa água. Depois de mais de 35 Km e mais de duas horas de pedal, chegamos em Elias Fausto.</p>
<p>Já beirava as 13 horas e decidimos almoçar na cidade. Entre a procura/decisão de qual restaurante ir, encontramos alguns bikers que pareciam também fazer o caminho do Sol, mas não rolou integração já que pareciam que eles nos olhavam com desdém, mas pode ser só impressão. Eles tinham bike boas, provavelmente melhor que as nossas, não levavam as mochilas nos bagageiros (aliás, nem tinham bagageiros) e tinham carro de apoio com bike reserva e tudo; Coisa chique!</p>
<p>Depois que eu quase perdi minha carteira com dinheiro e cartão de crédito, decidimos ir no restaurante que o Nerso tanto queria ir, pois ele não tava afim de PF (prato feito). Exigências atendidas, entramos no restaurante com bicicleta e tudo a conselho de um funcionário do próprio restaurante e lá apreciamos um buffet de salada, guarnição e carnes. Todos comeram muito bem, mas o Piola exagerou, ao repetir umas duas vezes e tomar uma cerveja. Depois de terminar o almoço já estava arrependido, pois tinha comido mais que o necessário e o cansaço e a fadiga vieram forte. Decidimos que sairíamos as 14h.</p>
<p>Saímos do restaurante para tomar um café, comprar água para repor as caramanholas, o embaçado do Nerso foi comprar isotônio, passar protetor solar e finalmente sair, as 14h20. Logo encontramos as setas amarelas e logo estávamos em estrada de terra novamente. A estrada parecia ter menos pedras, porém diversos trechos tinha uma terra bem fofa o que também atrapalhava um pouco.</p>
<div id="attachment_973" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-973" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01538/"><img class="size-medium wp-image-973" title="DSC01538" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01538-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Estrada para Capivari</p></div>
<p>Não me recordava exatamente, mas tinha a impressão que distância entre Elias Fausto e Capivari era maior do que Elias Fausto &#8211; Salto. De qualquer forma, continuamos pedalando por estrada de terra com paisagens realmente belas. Passamos por algo que parecia um condomínio ou hotel Fazenda que somente eu percebi (os outros passaram pedalando que nem louco e nem pararam) e depois um casarão abandonado. Eu e o Nerso ainda discutíamos o caminho mais curto e falava com apoio do Bur que seria impossível pedalar pela rod. do Açúcar, enquanto o Piola só falava em seguir as malditas setas amarelas. Eu lembrava bem no mapa que fiz, que em determinado ponto teríamos que cruzar tal rodovia e quando isso aconteceu, o Nerso olhou e concordou que seria realmente complicado pedalarmos por lá.</p>
<p>Do outro lado da estrada havia somente cana de açúcar e tava muito alta e que talvez essa sim fosse boa para que pudéssemos colher e comer, mas tínhamos acabado de almoçar e comida era a última coisa que eu pensaria naquele momento. Pedalar no meio do canavial foi muito legal e deu um ânimo a mais, principalmente porque a comida já tinha baixado um pouco além de quê, a cidade de Capivaria já se encontrava no nosso campo de visão.</p>
<div id="attachment_974" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-974" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01551/"><img class="size-medium wp-image-974" title="DSC01551" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01551-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;A colheita maldita&quot;</p></div>
<div id="attachment_975" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-975" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01554/"><img class="size-medium wp-image-975" title="DSC01554" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01554-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Sangue nos zóio - pedal animado no canavial</p></div>
<p>Após cruzarmos por máquinas e trabalhadores cortando cana, avistamos Capivari, ficamos animados, posamos para fotos e batemos uma papo rápido com o pessoal que tinha um dia mais difícil que o nosso. Animados, continuamos a seguri as setas amarelas crendo estarmos a pouquíssimos quilômetros de chegar no centro de Capivari.  Não sei exatamete o que aconteceu, só sei que as setas sempre nos indicava sentido Oeste do qual cremos precisar passar e de repente não víamos mais a cidade e tínhamos a constante sensação de andarmos em círculos. Passamos por um ponto de descanso criado pelo pessoal do Caminho do Sol e para mim o caminho já não estava fazendo muito mais sentido, ou meu senso de direção tinha ido pro espaço. Claramente não foi de todo o pior, já que passamos por outros pontos belos e dígnos de fotos, mas foi estranho.</p>
<p>Passamos por uma placa que dizia &#8220;Parabéns peregrinos. Este é o meio do caminho&#8230;&#8221; e ao ler a placa eu fiquei com muita vontade de chutá-la, pois para mim AINDA era o meio do caminho. Bom, após subidas, descidas, cana de açúcar e voltas em círculo, chegamos em um trecho que margiamos algo como um lago e mais na frente nos deparamos com uma represa d&#8217;água mas não chegamos a descobrir sua real função. Depois de paradas para fotos, descobrimos que estávamos na fazenda Milhã qual a cruzamos sem parar e conversando com um rapaz a cavalo, descobrimos que finalmente estávamos a 6km de Capiravi.</p>
<p>Sem perder tempo chegamos em Capivari já preocupados com o horário, pois passava das 16h. Paramos em um supermercado, compramos um galão de 5 litros de água, nos reabastecemos, pegamos algumas instruções com o pessoal local e rumamos para a saída. A cidade de Capivari não é uma cidade pequeninha e por algum motivo estava bem agitada e com as ruas lotadas de carros (argh). Pegamos logo a saída para Mombuca numa enorme piramba, o que não foi tão ruim por ser pavimentada. Mais pra frente encontramos uma seta amarela indicando um caminho não pavimentado por meio de fazendas e canaviais. A decisão de parar de seguir as setas amarelas foi unânime e fomos pedalando forte.</p>
<div id="attachment_980" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-980" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01599/"><img class="size-medium wp-image-980" title="DSC01599" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01599-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Piramba em Capivari</p></div>
<p>Para variar o Piola e o Bur ficaram bem na frente e eu e o Nerso fomos tentando andar no mesmo rítimo. Parei para pegar meus óculos transparentes e aproveitei para ligar o brake ligth e depois disso passamos a pedalar de forma mais ritimada. Passei meu brake ligth para o Nerso para que ele ficasse atrás e eu fosse cortando o vento para que pedalássemos em rítimo mais forte. Estava bem preocupado com o horário. Passamos pela Marcelo e Bur sem parar e seguimos sempre eu na frente fazendo vácuo para o Nerso. Depois de uns 10 ou 15 minutos, ainda com o céu claro (já sem Sol), chegamos em Mombuca.</p>
<p>Paramos um pouco e esperamos pela dupla que vinha logo atrás. O Nerso falou que o rítimo tava forte e que daquele ponto até Rio das Pedras o rítimo teria de diminuir. Falei que iríamos pedalar novamente no escuro, para ligarmos os brake ligths e pedalarmos sempre juntos. A visão ainda estava boa, mas já com sinais nítidos de penumbra. Menos de vinte minutos de pedal depois já estava quase como um breu, pouco podíamos enxergar, mas nesse ponto não podíamos fazer mais nada além de pedalar com cautela na rodovia sem acostamento e chamar o máximo de atenção possível dos motoristas O Nerso sacou uns adesivos reflexivos e colocou no bagageiro do Piola que estava sem luz traseira.</p>
<p>Foi um trecho muito insano, apensar do pouco movimento de carros, toda vez que vinha um, era um aperto. Mesmo com luz traseira, tirei vesti minha jaqueta laranja (chamativa) com impressões reflexivas e andei atrás do pelotão por ser o mais &#8220;visível&#8221; entre todos. A capa da Curtlo do meu bike tour (bolsa de guidão) também é feito de tinta reflexiva, então tirei e vesti na própria bolsa, para chamar atenção dos carros que vinham na direção oposta. Pedalar totalmente no escuro não foi a pior parte, pois o corpo se adapta a escuridão, a retina dilata e você consegue enxergar muita coisa (principamente com a visão periférica). O problema é quando vinham carros/caminhões na direção oposta (que representavam pouco perigo) mas a luz nos fazia ficar praticamente cegos por alguns segundos e dava muito medo de sair da pista e cair e/ou passar em algum buraco, perder o controle e cair.</p>
<p>Mesmo assim não tinha outra saída a não ser pedalar com o maior cuidado possível e chamar a maior atenção possível. Foram momentos de muita tensão. Não sei exatamente por quanto tempo pedalamos, tenho a impressão de ter pedalado de trinta a uma hora, mas é complicado precisar. Depois de passar muito medo, começamos a ver as luzes da cidade e voltamos a nos animar e em poucos minutos havíamos chegado na entrada principal da cidade.</p>
<div id="attachment_981" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-981" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01612/"><img class="size-medium wp-image-981" title="DSC01612" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01612-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">uhuuuuu!!!</p></div>
<p>Fizemos a nossa parte em pedalar sem parar na escuridão e a adrenalina fez a parte dela em nos deixar muito loucos quando terminamos o que seria a parte mais &#8220;punk&#8221; de todo o pedal. Pilhados, com o resultado da adrenalina/endorfina no sangue, pedalamos mais tranquilos pela cidade de Rio das Pedras em busca do Hotel Silver. Aliás, atravessamos a cidade para chegar no Hotel que fica localizado perto da saída oposta qual entramos, sentido Piracicaba.</p>
<p>Chegamos no hotel e não fomos muito bem recebidos pelo senhor que tomava conta no dia. Eu havia feito a reserva por telefone e conversei com um outro senhor bem simpático e atencioso que infelizmente não estava nesse dia. Depois de uma treta com os quartos , qual o atendente alegava não ter a reserva de dois quartos que pedi (apenas 1 estava reservado) qual até o Nerso ficou puto comigo, fomos então guardar as bicicletas em um lugar meio estranho onde novamente ouvi críticas por ser um lugar que parecia ser pouco seguro. Queríamos colocar as bicicletas dentro de um quartinho que já estavam duas outras bicicletas, mas o senhor atendente alegava que não podia e que as bicicletas eram do dono do hotel. POrém uma hora ele cedeu, guardamos as bicicletas no maldito quartinho e fomos para o quarto onde primeiramente pedimos pizza e depois fomos as arrumações e banho.</p>
<p>O quarto era bem simples, mas não era um primor de organização e limpeza (bem diferente da Pousada Por do Sol de Salto). Felizmente não estava muito frio no dia e não foi necessário cobertor que parecia um trapo e devia estar entupido de pó e ácaros (que cobertor que não tem? Mas veja, esse estava péssimo).</p>
<p>E no final do segundo dia, desviando um pouco o caminho do sol (Rio das Pedras não faz parte da rota), pedalamos mais de 90 Km (cerca de 93) e novamente no finalzinho pedalamos no escuro, passando pelas cidades de Salto, Elias Fausto, Capivari, Mombuca e Rio das Pedras.</p>
<p>Até amanhã!</p>


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		<title>Caminho do Sol pero no mucho: Dia Um</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 23:40:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Transito]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho do Sol]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 1 &#8211; 03/06/2010 Santana de Parnaíba &#8211; Salto Mesmo com a empolgação do primeiro dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol, foi complicado não odiar escutar o despertador tocar as 8h. Com muita dificuldade conseguimos realmente sair da cama lá pelas 9h15 para tomar o café da manhã. Quando cheguei na sala onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 1 &#8211; 03/06/2010<br />
Santana de Parnaíba &#8211; Salto</p>
<p>Mesmo com a empolgação do primeiro dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol, foi complicado não odiar escutar o despertador tocar as 8h. Com muita dificuldade conseguimos realmente sair da cama lá pelas 9h15 para tomar o café da manhã.</p>
<p>Quando cheguei na sala onde é servido o café da pousada 1896 vi que ela estava vazia.  Falei bom dia a todos que lá estavam e perguntei sobre o meu merecido e prometido desjejum. Um homem de cabelos e barba branca, que tagarelava por todo canto e fumava um cigarro dentro da sala, empurrou uma parte de tranqueira que estava na mesa e começou a colocar as coisas com uma mão só (já que a outra usava para segurar o maldito cigarro).  Ele colocou as xícaras e talheres, serviu uma bandeija cheia de pão francês cortado verticalmente, além da margarina caseira qual fiz questão de experimentar e colocou uma &#8220;lingua de sogra&#8221; sobre um cômodo antigo do lado da mesa. Peguei uma xícara de café e comecei a me servir, já sabendo que não viram frios tampouco suco de fruta natural.</p>
<p>No final ainda arrisquei perguntar a possibilidade de ter uma fruta e a resposta foi que a fruta tinha acabado porque a pousada tinha recebido muitos hóspedes. Eu fiquei MUITO decepcionado com essa pousada e pra mim não existe justificativa de ter acabado por conta da quantidade hóspedes, pois até onde o cara tinha me falado, todos tinham reservado e todos pagaram o mesmo valor pela hospedagem, então se vira e compra mais!! <strong>Minha sugestão:  não se hospeda nessa droga dessa pousada!</strong> NUNCA! Mesmo que pague pela credencial,  se for dormir em Santana de Parnaíba, procure outra que vai acabar saindo mais barato e provalvemente terá um atendimento 10 vezes melhor.</p>
<div id="attachment_919" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-919" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01345/"><img class="size-medium wp-image-919" title="DSC01345" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01345-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Hall no interior da pousada 1896</p></div>
<p>Tomei meu café tentando não pensar na merda que fizemos ao ficar nessa pousada e tentando concentrar minhas energias em deixar minha bike perfeita para sairmos. Subi até o quarto, me troquei, arrumei minhas coisas, escovei os dentes e desci com tudo que era meu. Comecei a arrumar as coisas na bicicleta e quando tava quase tudo pronto percebo um problema no freio traseiro. Puxa, estica, solta isso e aquilo, nada funciona, até que depois de muito tempo perdido o problema era na manete do freio que tinha soltado do cabo de aço por causa da bolsa de guidão. Problema corrigido e todos a postos para iniciarmos o pedal, era hora então de partir.</p>
<p><span id="more-912"></span>Logo na saída, já quase pisamos em cima dos tapetes de cerragem feitos a mão por fiéis em comemoração ao dia de Corpus Christi. A cidade de Santana de Parnaíba estava em festa, com as ruas fechadas para carros, diversas pessoas andando pelas ruas aproveitando o feriado com sentido religioso ou somente por diversão.</p>
<div id="attachment_922" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-922" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01349/"><img class="size-medium wp-image-922" title="DSC01349" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01349-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Tapete em Santana de Parnaíba/SP</p></div>
<p>Mal saímos da pousada, dez metros rua abaixo e nos deparamos com uma padoca qual paramos sem sequer subir nas bicicletas. Era importante essa primeira parada para comprarmos água, isotônico e comida para o pedal, já que não sabíamos como seriam os próximos quilômetros. O Nerso aproveitou para tomar seu café da manhã, que revoltado com a pousada não quis nem sentar a mesa com o camaradas de pedal. Feito tudo isso, no momento em que íamos sair por definitivo chega uma penca de ciclistas de meia idade e começam a bater bapo.</p>
<p>Foi muito legal o bate papo. O pessoal vinha de sampa e o trajeto que fizeram foi pegar o trem até Barueri e de lá pedalar até Sanatana de Parnaíba, coisa que nós CapiraCapitarBikers podíamos ter feito. De qualquer forma, o pessoal foi pedalar até lá, simplesmente para conhecer e/ou visistar a cidade, pra mim o mais singelo Cicloturismo (intermodal além de tudo) e depois iam voltar do mesmo modo: bicicleta + trem. Tivemos que nos despedir, já que estávamos mais que atrasados e não dava pra compartilhar mais experiências.</p>
<p>Seguimos as setas amarelas indicadas ao longo do caminho e caimos na estrada dos Romeiros, sentido Pirapora do Bom Jesus. Esse primeiro trecho era recheado de subidas, descidas e belas vistas. Se não me falha a memória, depois de duas ingrimes subidas, veio a frustrante descida pois logo no começo dela já havia uma seta amarela indicando a entrada por um caminho de terra batida. Era uma subida forte, mas dava pra ir devagar e logo chegamos ao topo (mirante) da cidade de Pirapora do Bom Jesus.</p>
<div id="attachment_933" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-933" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01375/"><img class="size-medium wp-image-933" title="DSC01375" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01375-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">In the Sky - Mirante de Pirapora do Om Jeseus</p></div>
<p>Esse mirante avançava um penhasco que quase se debruça pela cidade de Pirapora, mostrando um visual fenomenal. Fizemos uma parada rápida para fotos, vídeos e água, curtimos um pouco o ambiente com muito vento no rosto, mas nossa parada devia ser breve pois havíamos pedalado apenas 13 quilômetros.</p>
<p>Morro abaixo ainda em estrada de terra, continuamos a seguir as setas amarelas e agora do lado direito o morro terminva exibindo com graça o rio Tietê e a barreira construída provavelmente para geração de energia. Mais fotos, mas de forma rápida e já demos continuidade ao pedal que passou por um pequeno trecho em <em>Single Track.</em> Saindo desse trecho já caímos em estrada pavimentda novamente (ainda estrada dos Romeiros) mas logo paramos em um carrinho para tomar um Caldo de Cana.  Depois da garapa já estávamos no centro da cidade e que também estava toda enfeitada com tapetes especiais, onde obviamente também paramos para tirar algumas fotos.</p>
<div id="attachment_950" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-950" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01381/"><img class="size-medium wp-image-950" title="DSC01381" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01381-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Energia!!</p></div>
<p>O percurso <strong>dentro </strong>da cidade foi bem vagaroso, pois havia muito movimento de pessoas mesmo nas ruas e a atitude mais prudente foi descer da bicicleta e empurrá-la. Depois das fotos e água, resolvemos continuar a pedalar, pois o percurso ainda estava no começo. Continuamos a seguir as setas amarelas e retornamos a sair na estrada dos Romeiros, com muias subidas e descidas.</p>
<div id="attachment_951" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-951" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01393/"><img class="size-medium wp-image-951" title="DSC01393" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01393-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pirapora do Bom Jesus</p></div>
<p>O trecho entre as cidades de Pirapora do Bom Jesus e Cabreúva foi talvez a mais bela do dia.  No começo pegamos muita subida, seguido de uma enorme descida (onde atingimos velocidade de mais de 60Km/h) e depois fomos serpenteando a terra as margens do rio Tietê, com uma mata. Esse trecho foi bem produtivo já que era estrada pavimentada com asfalto bom e baixo movimento de carros. Passamos por diversos ciclistas que pareciam fazer seu treino de feriado.</p>
<p>Paramos algumas vezes para reagrupar todo mundo (fiquei várias vezes para trás), para descansar e tomar água. Passamos também por dois peregrinos caminhantes, que aliás foram os únicos que vimos durante todo o percurso de três dias, coisa que me espantou já que imaginei que a quantidade seria muito maior.</p>
<div id="attachment_952" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-952" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01408/"><img class="size-medium wp-image-952" title="DSC01408" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01408-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A bela estrada dos Romeiros </p></div>
<p>Mais descidas e subidas, o que fez com que a fadiga começasse a aparecer. Havíamos pedalado pouco mais de 30 Km e ainda não havíamos chegado em Cabreúva e eu sentia que meu rítimo diminuira mais ainda. Após uma piramba relativamente grande, paramos no topo para apreciar a paisagem e aproveitar a dar mais um desncanso para as pernas e nesse momento começamos a pensar na estratégia para a chegada. No meu planejamento deveríamos pedalar quase 70 Km e fizemos todo o cálculo de velocidade média e horário de chegada em cima desse valor. Inoncetes&#8230;</p>
<p>Mais descida e mais subida e com uma reta no final chegamos a cidade de Cabreúva! Essa cidade também estava bem enfeitada com os tapetes especiais de Corpus Christis e mais uma vez paramos para comer. Chegamos em uma praça que parecia a praça &#8220;principal&#8221; da cidade, onde encontramos uma padaria bem legal. Lá tomei um refrigerante de cola (cafeína!!) e um salgado bem reforçado. O Nerso ficou vendo alguma coisa estranha na bicicleta dele, enquanto o Piola ficava fazendo um filminho besta, se recusando a comer alguma coisa. Ele ficou falando que toda vez que a gente parava, comíamos alguma coisa e chegamos no acordo que deveríamos apelidar o caminho de Caminho Gastronômico. Besteiras a parte, o Nerso chegou na padoca, arrematou metade do meu salgado e mandou mais dois isotônicos para dentro da sua mochila de hidratação e o Piola hipocritamente ia pro segundo salgado.</p>
<p>Todos alimentados (novamente) resolvemos sair logo, pois passava das 15h e isso começava a preocupar. Continuamos com a estratégia de seguir as setas amarelas, achando que isso era o mais certo e confiável a fazer e isso nos levou a uma estrada de terra e que por consequência uma paisagem mais bela do que apenas asfalto e concreto. Mas nem tudo são flores, pois o solo mais rugoso, subidas mais ingremes e infelizmente um percurso maior, nos fizeram sofrer. Pedalamos por um bom tempo praticamente sem parar sem saber se valeria a pena termos seguido o caminho por estrada pavimentada ou não. Já depois do quilômetro 60 passamos pelo Armazém do Limoeiro,  que ouvi dizer muito bem sobre e muito queríamos ter parado para ter pelo menos tomado uma pinguinha.</p>
<div id="attachment_953" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-953" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01444/"><img class="size-medium wp-image-953" title="DSC01444" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01444-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cabreúva - itu/Salto - Paisagem para tirar o fôlego</p></div>
<p>Fácil imaginar que não paramos, pois o horário realmente nos preocupava, mas creio que foi um erro não termos pelo menos recarregado as caramanholas e ter obtido informação de quanto ainda faltaria para chegar a Salto. Na doidera, seguimos o belo caminho atrás de uma trupe de bikers que seguiam o caminho sem bagagem e com carro de apoio. Obviamente nem chegamos perto dos caras,  mas o importante foi que demos um adianto no trajeto que já fazia bastante calor há um bom tempo. Felizmente, depois do Armazém, passamos por um ponto de hidratação de alguma prova de aventura onde havia água filtrada disponível e pudemos recarregar as caramanholas. Logo depois do ponto de hidratação, veio uma longa descida, onde tirei várias fotos legais e fiquei para trás do grupo e na descida mais forte vi o Nerso e o Piola parados no meio, o que me fez imaginar que alguém tinha sofrido um acidente.</p>
<p>Fui chegando perto, continuei vendo os dois, mas não via a bicicleta do Nerso, imaginando que o doido tinha detonado com ela. Perguntei de forma angustiada o que tinha acontecido; Quem tinha caído. Os dois deram risada e o Nerso disse que ele havia caído. Como passei por algo parecido há pouco tempo fiquei meio apreensivo perguntando se estava tudo bem, se tinha se quebrado, se ralado, mas incrivelmente parecia tudo bem, quero dizer, quase tudo pois tinha batido o ombro que ficara dolorido por todo o pedal. Verificamos o ombro do cidadão que alegou ter condições físicas de continuar, depois verificamos a bicicleta e incrivelmente estava tudo em ordem! Depois de alguns minutos o próprio Nerso falou que podíamos seguir e voltamos a pedalar em rítimo mais lento.</p>
<p>O pedal continuou sempre em estrada de terra e nessa altura do campeonato não havia outra alternativa a não ser seguir as setas amarelas. O sol começava a baixar e a preocupação foi aumentando, com medo de não encontrarmos mais setas, ou sofrermos algum acidente mais sério por conta da falta de iluminação. Passamos pela fazenda Cana Verde, onde encontramos uma mulher andando pelas redondesas. Conversamos com ela e ela disse que também estava fazendo o Caminho do Sol, disse que se hospedou na referida fazenda e que iria fazer o percurso em quatro dias e nos indicou o caminho sem precisar ir até a fazenda. Ela ainda perguntou sobre cinco caras que ainda não tinham chegado, dissemos que vimos cinco bicigrinos parados no armazém do Limoeiro e seguimos nosso caminho.</p>
<p>O dia foi caindo e quando demos por nós estávamos pedalando praticamente na penumbra da noite. Parei, liguei o brake light e coloque na bolsa de guidão, ajudando muito pouco. Começamos a ver luzes ao longe porém não sabíamos se era Salto ou Itu, mas não tinha caminho a não ser continuar. Foi o que fizemos, passamos ao lado de uma estrada de ferro e mais adiante um trem e ainda tivemos tempo para zuar o Jupa, sem o mesmo estar presente. Passamos por baixo de um viaduto do trem, seguimos mais uns metros adiante e chegamos num cruzamento e não sabíamos o que fazer. Passou um carro e disse que o caminho da direita chegava em Salto porém havia uma ponte em construção (ou reforma), mas acreditamos que daria pra passar de bicicleta e resolvemos arriscar. Quando estávamos saindo vimos a seta amarela e sabíamos que estávamos no caminho certo.</p>
<p>Realmente a ponte em reforma só permitia passar pedestres, bicicletas e no máximo motos. Passamos mais ou menos numa boa, pois apesar da luz adianta, naquele ponto ainda estava bem escuro. Adentramos a cidade em clima de comemoração, já que o pior tinha passado. Pegamos informação sobre o hotel com alguns moradores locais e o Nerso nos guiou para um lado nada a ver da cidade. Rolou um pequeno estresse entre nós, mas resolvemos quando achamos um cidadão que sabia nos indicar mais ou menos a direção do hotel. Depois de cruzar a cidade de Salto, passado das 20h chegamos a posada Por do Sol de Salto, onde o camarada Bur já nos aguardava.</p>
<div id="attachment_954" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-954" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01452/"><img class="size-medium wp-image-954" title="DSC01452" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01452-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Achando o caminho para a pousada</p></div>
<p>Nos acomodamos, tomamos banho e pedimos pizza. A sra Gil e o sr. Paulo nos atenderam muitissimo bem e deixou nossa estadia muito agradável. Depois disso, ficamos no quarto dando uma zuada até nos preparamos para dormir o mais cedo possível, pois o segundo dia seria mais duro e a idéia era acordamos mais cedo para evitar de ter de pedalar a noite por caminhos desconhecidos novamente. O quarto era para quatro pessoas com um banheiro, TV e frigobar, por R$35,00 por pessoa com café da manhã. Bem melhor do que a pousada 1896.</p>
<div id="attachment_955" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-955" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01455/"><img class="size-medium wp-image-955" title="DSC01455" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01455-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pousada Por do Sol</p></div>
<p>No final do primeiro dia, pedalamos 83 km, passando pelas cidades Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itu e Salto e o primeiro dia do Caminho do Sol acabou sem Sol.</p>
<p>Mais fotos em: <a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/18/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_03062010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/18/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_03062010</a></p>
<p>Até amanhã.</p>


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		<title>Caminho do Sol pero no mucho: Dia Zero</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 03:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
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		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho do Sol]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Não consegui escrever um pré post falando da cicloviagem que os Capira e os Capitar iam fazer, mas a maioria das pessoas que acompanham o blog (pouquíssimas) já sabiam do fato. De qualquer forma, falha minha, me desculpem. Sigo escrevendo agora de trás para frente, ou seja, da forma como se ainda estivesse na trip, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não consegui escrever um pré post falando da cicloviagem que os Capira e os Capitar iam fazer, mas a maioria das pessoas que acompanham o blog (pouquíssimas) já sabiam do fato. De qualquer forma, falha minha, me desculpem. Sigo escrevendo agora de trás para frente, ou seja, da forma como se ainda estivesse na trip, como se estivesse postando ao fim de cada dia de pedal, pois fazendo dessa forma cronológica, me ajuda a lembra de mais coisas e aumenta a riqueza dos detalhes&#8230; vamos ao que interessa.</p>
<p>Há um bom tempo, os amigos do pedal já queriam fazer uma viagem de mais de um dia e esse sonho começou a se concretizar quando muitos toparam fazer o famoso <a title="http://www.caminhodosol.org" href="http://www.caminhodosol.org">Caminho do Sol</a>. De lá para cá foram dezenas de conversas sobre o trajeto, compramos o DVD do Caminho do Sol, pesquisamos na internet sobre relatos de pessoas já haviam feito, vimos fotos, trocamos idéias com pessoas mais experientes e no final batemos um papo com o sr. José Palma, idealizador do caminho, sujeito muito atencioso e prestativo, qual nos informou sobre as &#8220;regras&#8221; e valores.</p>
<p>Concentrada toda essa gama de informções em nossa lista de discussão, a maioria questionou o valor cobrado da credencial que permite o peregrino carimbar e &#8220;validar&#8221; nos devidos postos sua passagem por lá. Além disso a credencial te permite se hospedar em locais especiais, por preços especiais, que foram cuidadosamente escolhidos pelo sr. Palma. O próprio sr. Palma se encarrega de fazer as devidas reservas.</p>
<p>Depois de muita discussão acerca do assunto, enfim resolvemos fazer tudo da nossa maneira, ou seja, ligar para pousadas, pequisar/negociar preços, fazer as reservas e etc. Desde a hospedagem até o traslado, saiu quase tudo da maneira planejada, mas isso detalharei mais adiante e/ou nos próximos posts.</p>
<p>Dia Zero &#8211; 02/06/2010<br />
Sorocaba(SP) &#8211; Santana de Parnaíba(SP)</p>
<p>O dia que antecedeu  cicloviagem foi cheio de afazeres e alguns imprevistos.  Não trabalhei nesse dia e aproveitei para revisar tudo o que precisava para a viagem (fiz isso duas vezes), montei minha bagagem, retirei algumas coisas que acha desnecessário, coloquei anti furos nos pneus, revisei freios e marchas, lavei as caramanholas e comecei toda a montagem das coisas na bicicleta.</p>
<div id="attachment_888" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-888" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01317/"><img class="size-medium wp-image-888" title="DSC01317" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01317-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Kilza pronta pra guerra</p></div>
<p><span id="more-883"></span>Nesse interim, liguei para as empresas de ônibus que nos levaria de São Paulo à Santana de Parnaíba (Viação Osasco, argh!) e no final, de Piracicaba à Sorocaba (Pontur) e tudo certo, com os horários devidamente sincronizados e respondendo positivamente a minha pergunta sobre bicicletas no bagageiro. Fiquei mais animado com essas respostas e o único problema seria a viação Cometa (argh!!), mas como eu nã queria ficar implorando ou justificando nada pra ninguém, combinei com o Nerso que a gente ia embalar as bikes e entrar como bagagem normal.</p>
<p>O Nerso ficou de passar num loja para comprar plástico bolha e fita adesiva para embulharmos as bicicletas. Ele tava todo atrasado, pois ainda não tinha arrumado nada para a viagem. Creio que com a intenção de ganhar tempo, ele pediu pro pai dele nos levar paraa rodoviária, mesmo ele morando do lado oposto da cidade em relação a minha casa.</p>
<p>Depois de muito esperar, o Nerso chega em casa com um pedaço grande de papelão dizendo que mudou de idéia e resolveu não comprar plástico bolha, já que era mais caro e o papelão protegia mais e era mais ecologicamente correto. Não gostei muito da mudança substancial de planos, pois com o papelão levamos mais tempo (ainda) pra embrulhar, além da área ocupada ter sido maior (apesar de concordar com os argumentos dele).</p>
<p>Pouco depois das 15h30 chegamos na rodoviária de Sorocaba e compramos as passagens de 15h50 para São Paulo. O planejamento inicial era pegar o das 14h e tentar pegar o ônibus das 16h para Santana de Parnaíba e pelo horário já havíamos furado o planejamento logo ao sair. Como um cara prevenido, tinha o telefone gratuíto (0800) da viação Osasco e liguei para confirmar os próximos horários: 17h50 e 19h35.</p>
<p>Não tivemos problemas ao embarcar com as bikes embaladas e dentro do ônibus falei com o Piola sobre o horário que ele deveria chegar na rodoviária e fiquei sabendo que o Bur tinha desistido do pedal por conta de uma gripe. Chegamos na rodoviária da Barra Funda as 17h20 e liguei para o Piola para saber onde estava, porém o maldito não havia sequer saído de sua residência. Mais um furo no planejamento. Esperamos na Barra Funda até as 18h30, quando finalmente ele dá o ar da graça. Eu já tava meio zuado, corri na farmácia comprar um remédio para dor de cabeça e uns lenços para assoar o nariz, enquanto o Piola ia em algum canto comprar algo pra comer.</p>
<div id="attachment_893" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-893" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01318/"><img class="size-medium wp-image-893" title="DSC01318" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01318-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Bikes embaladas e tetris no telefone</p></div>
<p>Depois de uma rápida discussão sobre horários, decidimos ir até o ponto onde o ônibus deveria parar. Estava bem dificil de carregar as bicicletas embaladas, principalmente a minha e a solução foi colocá-la sobre a bicicleta do Piola e carregá-la até lá. Antes de subir ou descer escadas, sai correndo para saber onde era exatamente o ponto e depois de finalmente descobrir, voltei ao encontro dos outros camaradas para carregar as bicicletas até lá. Quando estávamos chegando, havia um ônibus parado e como não dava pra ver qual linha era e nossa velocidade era limitada por conta das bicicletas, apenas vimos o ônibus partir sem ter como tentar alguma coisa. Fiquei, assim como o Piola, com a nítida impressão que havíamos perdido o ônibus. Tentei ligar para o 0800 da companhia, mas o horário comercial já tinha passado.</p>
<p>A solução foi esperar. E esperamos. Esperamos. E esperamos. Nada do maldito ônibus da maldita viação Osasco passar. Eu tava puto, querendo voltar para Sorocaba no próximo ônibus, mas deixamos como hora limite as 21h30 (repare no horário e pense em quem tinha como meta factível pegar o ônibus das 16h). Às 21h14 eu falei pro Piola &#8220;o ônibus não vai chegar até as 21h30&#8243; e as 21h15 o f.d.p do ônibus encosta no ponto (devia ter dito que ele não ia chegar bem antes). As pessoas desceram do ônibus e o motorista mandou a gente entrar. Falei para ele que tínhamos que colocar as bagagens no bagageiro, ele desceu pra abrir e quando viu as bicicletas (mesmo embaladas) disse que não ia caber. Insisti em dizer que caberia (mas não cabia), que o cara do 0800 me confirmou que cabia quando eu liguei e que a gente tinha que dar um jeito na situação, já que não tínhamos para onde ir. O motorista não deu muita bola e eu louco pra tretar com o cara, mas consegui ficar mais nervoso com o Nerso que tava jogando contra, dizendo que não adiantava eu argumentar que não ia caber e a gente tinha que dar um jeito. Não concordo!! Quem tinha que dar um jeito era a empresa que disse que dava e depois não dava. Nessa o motorista entrou no ônibus, fez cara de &#8220;fazer o quê&#8221; e foi embora (e eu com vontade de chutar a lataria do ônibus).</p>
<div id="attachment_896" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-896" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01324/"><img class="size-medium wp-image-896" title="DSC01324" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01324-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cubículo onde deveriam caber as bicicletas</p></div>
<p>Os doidos queriam ir para Santana de Parnaíba no pedal, mas eu com asma não ia nem que me batessem. Perguntei pro Piola se ele não tinha um amigão que quebrasse o galho nessas horas difíceis e levaria a gente para Santana no carro dele (Piola) e ele foi enfático: &#8220;o Bur!&#8221;. O Piola sugeriu que fôssemos até a Mooca, pegasse o carro dele e fôssemos então até a casa do Bur.</p>
<p>Antes de sair que nem doido, no pedal a noite fria e em São Paulo, pedi pra ele ligar antes e combinar certinho o com nosso futuro carona. Tudo acertado e pedalamos como loucos para a Mooca. Depois de mais ou menos 20km chegamos na casa do Piola, tomamos água, usamos o banheiro, arrumamos as bikes e fomos para casa do Bur. Antes demos uma passada no Habib`s para &#8220;jantar&#8221;. Pegamos o Bur que tava com uma cara de sono, de acabado e de bravo, e rumamos para Santana de Parnaíba.</p>
<p>Já na cidade, demos de cara com o monumento principal. Paramos para tirar fotos e aproveitamos para pedir informações ao policiais que por alí estavam (já se passavam da 1h30 da manhã). Informações adquiridas, em poucos minutos chegamos na pousada 1896. A pousada é bem rústica, estilosa, como um casarão antigo, muita madeira. Descarregamos as bicicletas e o Bur ficou animado com aquele movimento todo e foi embora afimando que nos encontraria em Salto/SP no dia seguinte.</p>
<div id="attachment_907" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-907" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01332/"><img class="size-medium wp-image-907" title="DSC01332" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01332-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tirando foto 2 da manhã numa friaca total</p></div>
<p>Na pousada, após guardar todas as bikes e as respectivas malas, a primeira coisa feita foi pagar. O valor de cada um era R$ 50,00 em quarto coletivo com direito a café da manhã (já paguei bem menos por coisa muuuuito melhor). Como estava bem frio, perguntei sobre coberta extra e o cara respondeu perguntando se a gente não tinha saco de dormir (obviamente que não, já que eu tava pedindo cobertor a mais). Fomos para o quarto e já avisei a galera que não iríamos ter toalha para banho, o que gerou dúvidas, mas confirmada na manhã do póximo dia.</p>
<p>Antes de dormir, o Nerso ficou fazendo a maior zona na pousada, barulho para tudo quanto é lugar e ligando o som do celular. Mas depois se acalamou e conseguimos dormir de boa. Já se passavam das duas da manhã e o primeiro dia de pedal prometia ser difícil.</p>
<p>Mais fotos do dia zero:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/17/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_02062010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/17/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_02062010</a></p>
<p>Até amanhã.</p>


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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 02:23:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Como alguns já sabem, alguns caipiras do pedal estão pensando seriamente em fazer o Caminho do Sol que deverá se configurar como uma das mais ousadas cicloviagens até hoje praticadas pelos CapiraCapitarBikers. Sem querer entrar muito nesse tópico, mas isso foi o gatilho para que nos obrigássemos a treinar mais e por mais em prática [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como alguns já sabem, alguns caipiras do pedal estão pensando seriamente em fazer o <a href="http://www.caminhodosol.org">Caminho do Sol</a> que deverá se configurar como uma das mais ousadas cicloviagens até hoje praticadas pelos CapiraCapitarBikers. Sem querer entrar muito nesse tópico, mas isso foi o gatilho para que nos obrigássemos a treinar mais e por mais em prática a cultura, a filosofia por assim dizer, do cicloturismo.</p>
<p>Marcamos então de fazermos uma <em>trip</em> no dia 16/05/2010, novamente sem um percurso definido. Depois de discussões (poucas, vá) sobre o tema, ficou certo que faríamos uma bela volta saindo de Sorocaba/SP, passando por Salto de Pirapora/SP, Sarapuí/SP, Capela do Alto/SP, Araçoiaba da Serra/SP e novamente Sorocaba, conforme o link desenhado no bikely:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-do-Interior-Sudoeste-SP">http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-do-Interior-Sudoeste-SP</a></p>
<p>Acontece que várias coisas aconteceram antes da cicloviagem. O Fabrício, novo integrante, logo de cara já não conseguiu alvará de soltura. O Bur teve de levar não sei quem para o aeroporto e ele tinha combinado com o desorganizado Marcelo Piola, acabaram por atrasar. Só sei que no final das contas, os paulistanos chegaram na roça depois das 8 horas da matina. Chegaram, foram comer, depois foram se trocar, arrumar as ferramentas, mantimentos e etc, para então sairmos. Opa, peraí, alguém nada satisfeito pediu pra voltar duas vezes porque o pneu dele não estava devidamente cheio (detalhe que os <strong>dois</strong> pneus estavam com cerca de 50 psi cada).</p>
<p><span id="more-855"></span>Estresse incial passado, tocamos o barco sentido Salto de Pirapora, primeiro ponto do planejamento, porém durante o percurso, fomos conversando sobre realmente fazer ou não os 120km proposto. E minha idéia foi &#8220;vamos decidir na hora&#8221;. Na estrada João Leme dos Santos, após passar a UFSCar campus Sorocaba, indiquei a entrada para um bairro de Salto de Pirapora que conheci de outra <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/09/07/batizada/">trip</a> que fiz.<br />
Perguntaram sobre a distância total e eu tinha dito algo em torno de 77km, logo concordaram em fazer um trajeto parecido e adentramos ao bairro. Menos trânsito, menos carros e mais visual.</p>
<div id="attachment_862" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-862" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01134-2/"><img class="size-medium wp-image-862" title="DSC01134" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC011341-400x300.jpg" alt="Estrada Salto - Raposo" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Estrada Salto Pirapora - Raposo Tavares</p></div>
<p>Adiante, avistamos um cara andando de bike e pensei que logo alcançaríamos o cabra, porém percebi que ele estava em um rítimo mais forte que o nosso, então deixei quieto a possibilidade de ir lá trocar idéia, interagir e tal e preferi continuar tirando fotos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-863" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01146/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-863" title="DSC01146" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01146-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Voltamos para a estrada e continuamos o pedal e pouco mais a frente, o pelotão alcançou o cabra que pedalava forte na nossa frente e viemos a descobrir que seu nome é Airton. Trocamos idéia, ele disse que também vinha de Sorocaba porém por um caminho diferente do nosso e que fazia tal percurso todos os domingos. Falamos um pouco sobre nós e fomos pedalando juntos até pouco antes de chegarmos na rodovia Raposo Tavares. Falamos sobre o grupo CaipiraCapitar e o convidamos a fazer parte. Passei meu telefone aguardando um contato para que eu pudesse enviar o convite do grupo para o email dele.</p>
<p>Pedalamos juntos, demos algumas risadas, paramos para fotos, descemos morro, subimos morro e no final da estrada, resolvemos parar para um lanche. Convidamos o Airton, mas ele não aceitou e resolveu continuar o trajeto sozinho, já ia voltar para Sorocaba e nós iríamos até a cidade de Capela do Alto. No ponto de ônibus, comemos o primeiro lanche, tomamos uma água, descansamos pouco e logo decidimos seguir a diante.</p>
<div id="attachment_864" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-864" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01170/"><img class="size-medium wp-image-864" title="DSC01170" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01170-400x300.jpg" alt="Piola, Airton e Bur fazendo graça para foto" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Piola, Airton e Bur fazendo graça para foto</p></div>
<p>Pegamos a saída a direita, que era uma outra estradinha com asfalto muito ruim e que desembocava na rod. Raposo Tavares, nosso destino. Já nessa rodovia, com bom acostamento pedalamos em um rítimo muito bom até a entrada do acesso a rodovia Sen. Laurindo Dias Minhoto que nos levaria até a cidade de Capela do Alto. A estrada estava com o asfalto realmente péssimo e isso dificultava um pouco nosso desempenho, principalmente do camarada Boo que estrada com uma bicicleta estradeira. Esse ponto negativo, tornara-se para nós também um ponto positivo, pois isso provavelmente induzia os carros a quererem evitar tal via de acesso, o que ficava um pedalar mais seguro!</p>
<p>Não recordo exatamente os número, mas creio que levamos pouco mais de 10km para chegar na cidade de Capela do Alto, onde seria nossa segunda parada para um lanche, recarregar as caramanholas e mais uma vez interagir com as pessoas. Logo que entramos na cidade já fui conversar com um cara para saber mais da cidade. Comecei puxando papo sobre &#8220;como chegar&#8221; e na conversa ele acabou falando que era de Sorocaba, e estava trabalhando fazia uma semana em Capela. Descobri também que ele mora perto da minha casa e faz o bate e volta diário de Sorocaba-Capela do Alto, assim como eu faço Sorocaba-São Paulo. Ele me mostrou o caminho, nos despedimos e fomos embora.</p>
<div id="attachment_867" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-867" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01192/"><img class="size-medium wp-image-867" title="DSC01192" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01192-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Capela do Arto!!</p></div>
<p>Seguindo o caminho indicado, acabamos chegando em uma praça onde estava rolando uma feira e como haviam vários bancos e com algumas sombras, sugeri aos camaradas para gente dar uma descansada alí. Primeiramente fui comprar água para repor as caramanholas e depois o Piola foi no tiozão do caldo de cana para pegar três garapas geladas com limão. Começamos a tomar nossa garapa e aparece um mano muito louco com cara de quem estava chapado. Para em frente de nós, entrega um &#8220;bolo&#8221; de dinheiro e diz: &#8220;conta pra mim aí por favor por que eu num to conseguindo&#8221;, eu catei aquela massaroca de dinheiro, organizei, contei, dobrei, falei o valor e devolvi; Ele consentiu, somou o valor dito a suas moedas (que estavam no seu bolso), agradeceu e me ofereceu 1 real pelo serviço. A partir daí a conversa rolou solta.</p>
<div id="attachment_870" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-870" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01197/"><img class="size-medium wp-image-870" title="DSC01197" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01197-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Típica praça</p></div>
<p>Ele começou agradecendo a gente, num parava de agradecer, depois começou a elogiar demasiadamente os atributos físicos do nosso amigo Piola. Diz exatamente assim: &#8220;&#8230; eu não so muié, eu não so viado, mas ocê é bunito pra caraio&#8230;&#8221;. uahauhuahuahuahuah. Ainda misturou o personagem Ciclope dos x-men como se fosse na verdade do jogo Street Fighter, ou seja, diversão garantida. Quando o &#8220;Fio&#8221; (como ele se auto denominou) foi embora, também nos organizamos para sair.</p>
<p>Peguei informações com a dona do boteco que nos vendeu água e saimos. Logo encontramos o posto de gasolina indicado e a saída para a Rod. Ver. João Antonio Nunes. Assim como a estrada que nos deu acesso a Capela do Alto, essa que permitia a nossa saída, também apresentava diversos buracos. e sem acostamento. Logo que entramos na rodovia, lembrei-me do mapa que tinha feito no googlemaps e me liguei que passaríamos perto do bairro Iperozinho, onde situa-se o <a href="http://pousadainglesa.blogspot.com/">Rancho dos Ingleses</a>. Depois de alguns quilômetros e uma longa subida cuzamos o referido bairro porém não planejamos parar. Após isso, mais decida e mais subida, passamos em frente ao Restaurante Apiário Morada do Sol e continuamos sem parar, para mais dois ou três quilômetros adentrarmos a cidade de Araçoiaba da Serra.</p>
<p>Como de praxe, paramos na praça, mas nada de especial havia. Tomamos água e por estarmos em um rítimo legal, resolvemos continuar até Sorocaba. Após sair da praça fomos obrigados a parar no &#8220;Parque Balneário Joubert Antonio da Rocha&#8221;. Lá havia uma ciclovia pintada em azul, que contorna um lago artificial bem grande, dando um percurso de mais de 1km, no meu ponto de vista, interessantíssimo para que quer caminhar ou correr. Além do quê, muito legal ir para lá somente para matar o tempo, curtindo um bom fim de tarde.</p>
<div id="attachment_871" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-871" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01222/"><img class="size-medium wp-image-871" title="DSC01222" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01222-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Parque Balneário</p></div>
<p>De lá, vencendo a imensa preguiça instaurada, decidimos sair e voltar logo para casa. Pegamos a rod. Raposo Tavares, já duplicada nesse trecho e implacamos um bom rítimo de pedal, que nos rendeu um aumento na velocidade média total.  Depois de mais quase 20 Km, chegamos ao nosso destino. Em casa, após higienização, mandamos para dentro um prato de salada, macarrão (tagliarine) e picanha, tudo isso regado a cervejas especiais. De sobremesa ainda pudemos saborear sorvete com <em>brownie (petit gateau)</em> e sorvete com calda quente de banana.</p>
<p>No final, os resultados foram:</p>
<p>Vel. média &#8211; 18,5 Km/h<br />
Vel. máx &#8211; 57,3 Km/h<br />
Distância &#8211; 74,91 Km<br />
Tempo total útil &#8211; 4h02min49seg<br />
Tempo total &#8211; aprox. 6h</p>
<p>E o trecho foi igual ao feito nessa <a href="../../2009/09/07/batizada/">trip</a>, porém com uma pequena diferença:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-Interior-Sudoeste-II">http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-Interior-Sudoeste-II</a></p>
<p>Mais fotos podem ser encontradas no multiply:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/14/Volta_Interior_Paulista_I_-_16052010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/14/Volta_Interior_Paulista_I_-_16052010</a></p>
<p>Para concluir, novamente gostaria de agradecer a todos que participaram desse pedal e conseguimos fazer um bom percurso com um tempo total (não útil) muito menor do que outras oportunidades, devido principalmente as poucas paradas além do bom rítimo impresso. Creio que ainda teremos dificuldades no Caminho do Sol, mas com certeza iremos mais calejados o possível.</p>
<p>Ossu!</p>


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		<title>Trip Sorocaba &#8211; Piedade</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 02:11:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=780</guid>
		<description><![CDATA[Primeiramente devo desculpas a todos pela demora do relato da último pedal bate e volta que fizemos. Os motivos foram minha queda no pedal culminando com semanas extremamente complicadas no trabalho. Bom, chega de lamurias e vamos aos fatos. Agitada a viagem com proposta do Fabiano para irmos para Piedade/SP saindo de Sorocaba/SP via estrada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiramente devo desculpas a todos pela demora do relato da último pedal bate e  volta que fizemos. Os motivos foram minha queda no pedal culminando com semanas extremamente complicadas no trabalho.</p>
<p>Bom, chega de lamurias e vamos aos fatos. Agitada a viagem com proposta do Fabiano para irmos para Piedade/SP saindo de Sorocaba/SP via estrada de terra, calma e tranquila. Começou com o fato de poucos poderiam ir ou queriam ir e no final marcamos eu, o Marcelo, o Nerso e o Fabiano.</p>
<p>O dia 21/03/2010 amanheceu com leve chuva e mesmo com uma noite nem tão boa de sono, acordei animado para pedalar. Logo cedinho, lá pelas 6h30 ou 7h00 o nosso guia Fabiano me liga dizendo que não ia mais conosco, pois tinha caido e aberto o pulso.</p>
<p>Conforme combinado, o Marcelo chegou em casa as 7h30 da manhã e com a chuva aproveitei ligar para o Nerso para saber se estava tudo nos conformes. Com a resposta positiva, saimos até o ponto de encontro (term. São Paulo) mesmo debaixo de chuva. Chegamos no terminal exatamente as 7h55 da manhã e lá esperamos. Esperamos. Cansamos. Esperamos e eis que depois que quase 1hora de atraso aparece o Nerso com mais doi pupilos (Trekker A e Trekker B).</p>
<div id="attachment_784" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-784" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01002/"><img class="size-medium wp-image-784" title="DSC01002" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01002-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">zzzzzzzzzz. Na saída de Sorocaba, esperando as frangas</p></div>
<p><span id="more-780"></span>Ele nos apresentou os Trekkers Juliano e Rui e sem mais delongas saimos pro pedal. Quando começamos a pedalar as nuvens começaram a desaparecer e parecia que íamos levar muito Sol na cabeça. Pela ciclovia chegamos até a entrada de Votorantim, atravessamos a cidade e nos deparamos com diversos motoristas imprudentes e desatenciosos. Como a cidade não é grande, logo estávamos na estrada que dá acesso ao trevo Piedade/Salto de Pirapora.</p>
<p>Dá-lhe ladeira para aquecer os músculos, ossos e o cérebro, mas dessa vez sem <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/">ciclofaixa especial</a>, então andamos sempre em linha, pois alí dava a impressão que o nível da educação no trânsito tinha despencado. A sorte foi o horário e o baixo fluxo de motorizados. No meio da ladeira percebemos um tiozinho do outro lado da pista dando um &#8220;bode&#8221; e saindo todo torto falando sozinho, chapado. Os caras ficaram meio que dando risada do tiozinho e logo vim a descobrir que um dos trekkers havia chegado em casa as 5h da matina e mal tinha dormido pro pedal!! Bom, ele não foi o primeiro, né Adirso?</p>
<p>Logo chegamos ao ponto que imaginei que seria a entrada para a tal estrada minicipal, porém a dúvida bateu. Fizemos uma rápida reunião e decidimos ir até o botecão beira de estrada que havíamos passado no último pedal, para nos reabastecer e obter informações mais confiáveis. E assim fizemos, porém no caminho para o botecão beira de estrada vimos uma nítida entrada para uma estrada de terra, o Nerso foi até lá para conferir e ficamos com a quase certeza de que era a entrada para a estrada que estávamos procurando, mas como estávamos bem perto mesmo do botecão, insistimos nesse aumento de percurso pelas razões já ditas.</p>
<div id="attachment_785" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-785" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01028/"><img class="size-medium wp-image-785" title="DSC01028" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01028-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">No botecão, da esquerda para direita: Nerso, eu, Juliano (trekker A), Marcelo e Rui (Trekker b)</p></div>
<p>Ir até o botecão realmente não foi perda de tempo. Lá pudemos recarregar as caramanholas, comer alguma coisa, tomar uma água de côco e conversar com as pessoas que alí estavam. Todos preparados e reabastecidos, decidimos tentar a sorte vontado um pedaço da estrada pavimentada e tentando passar por uma cerca. Antes mesmo de chegar na cerca de arame enfarpado, desistimos, pois o mato estava bem alto, o chão íngreme e ao abrirmos caminho percebemos a presença de muuuuitos aracnídeos. Continuamos &#8220;voltando&#8221; pela estrada pavimentada já pensando em ir até a entrada oficial da estrada, porém poucos metros a frente enxergamos uma porteira.</p>
<p>A galera não pensou duas vezes e todos pararam alí mesmo para saber como era a melhor forma de passarmos para o lado de dentro da área fechada. Bem do lado da porteira, entre o início do arame enfarpado e a própria grade da porteira, havia um espaço suficiente para a passagem de uma bicicleta. Fomos passando um por um por, do outro lado da cerca, sem ressentimento algum de sermos transgressores da lei. Claramente tive de registrar o momento.</p>
<div id="attachment_786" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-786" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01031/"><img class="size-medium wp-image-786" title="DSC01031" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01031-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Ceis vão tudo pro xadreiz!!</p></div>
<p>Essa via dentro dessa propriedade aparecentemente particular era bem legal, extremamente agradável. Agora parecia que começávamos a entrar mais em contato com a natureza e o pedal tinha tudo para ser magnífico. Logo de cara pegamos uma descidona cheia de valetas, qual eu e o Nerso descemos no maior pau, com a adrenalina na veia. Claro que depois de uma descida, sempre vem uma subida e então sebo nas canelas (ou no pedal). Mas não foi tão difícil, difícil foi a impressão que começávamos a andar em círculo.</p>
<p>No final desse trecho encontramos uma espécie de vila. Umas 5 ou 6 casas aninhadas em três fieliras. Decidimos passar sem falar nada, pensando na possíbilidade de alguém não gostar de nos vir alí. Na porta de uma das casas, havia um senhor parado e alguém decidiu (talvez eu) parar para conversar e perguntar qual o caminho para tal estrada Votorantim &#8211; Jurupará. O tiozinho estava tão bêbado, tão chapado, que ninguém entendeu nada do que ele disse e pior, deu uma vontade enorme de dar risada (lembrei do Toiço, que mesmo sem estar chapado, é difícil de compreender o que ele diz).</p>
<p>Não havia muito o que fazer, seguimos em frente, uma descida gostosa que atravessava uma estrada. Estranhei aquela estrada parei e tive a impressão que o nosso caminho seria por alí, mas o Nerso passou &#8220;voado&#8221; do meu lado, ladeira abaixo dizendo que o caminho era em frente e que ele tinha certeza, já que o fanho (tiozinho bêbado) tinha dito isso a ele. Eu (e talvez todos) muito desconfei e ao ver um outro tiozinho numa bicicleta, resolvi perguntar o caminho da estrada. Ele disse: &#8220;é aquela estrada que vocês acabaram de cruzar, ladeira acima&#8221;. Nem preciso dizer que todos ficaram puto com o Nerso, pois nos fez subir uns bons metros em ladreira bem íngreme.</p>
<p>Não tinha muito como reclamar, após a subidinha, pegamos a tão esperada estrada Votorantim-Jurupará e rumamos embora. A estrada tava tranquila, levemente íngreme, havia uma parede de terra enorme do nosso lado direito e do lado esquerdo várias árvores o que tornava o clima bem ameno. Mesmo assim, com a subida leve, porém longa, fez nos derramar muito suor. Mais para frente, a parede do lado direito foi &#8220;abaixando&#8221; (na verdade o terreno é que estava se elevando) e já ficava quase nivelado com a estrada e mais para frente ainda todo o matagal sumiu e começaram a aparecer campos de gado.</p>
<p>O barulho de água corrente era constante e um dos trekkers tentou ver se achava uma cachoeira ou algo do gênero. Ele achou, mas era uma trilhinha muito apertada e muitíssimo íngreme (daquelas que você deve descer sentado) e ninguém acho que valeria o esforço. Continuamos pedalando e começaram a aparecer algumas (duas) casas e muitos bois e vacas, qual o Nerso até tentou investir numa conversa, mas sem muito sucesso.</p>
<div id="attachment_797" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-797" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01040/"><img class="size-medium wp-image-797" title="DSC01040" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01040-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Visual tranquilo, longe da feiura do concreto</p></div>
<p>No final da subida (até que enfim) vimos um descampado com um açude (parecia um açude) com algumas pessoas pesacando, e uma casa logo mais acima. Como vencemos a longa subida, a para nos certificarmos que estávamos no caminho certo, decidimos bater na porta da casa e perguntar o caminho correto. A mulher lá de dentro estranhou um pouco, mas disse o que queríamos ouvir: a estrada era essa mesma e Jurupará ficava, segundo ela, à uns seis quilômetros dali. Quando voltamos para a estrada para chegar logo nesse tal de Jurupará, o Marcelo percebeu que seu pneu tinha furado. Trocamos a câmara e já que tínhamos parado, era a hora do segundo &#8220;brake&#8221; para um lanche.</p>
<p>Caboridratos para dentro do organismo, água para hidratar e pé na estrada! A empolgação tomou conta de mim e do Nerso e descemos as ladeiras &#8220;a millhão&#8221;, sem muito medo do que poderia acontecer.  Claramente tínhamos que andar todos junto, já que somos um grupo e algumas vezes eu parei para esperar o resto da trupe. A paisagem estava muito bela e tinha árvores bem altas, fazendo com que o clima desse uma amenizada novamente. Depois de descer uma ladeirinha meio rápida (mas não tão rápido assim), comecei a conversar com um dos trekker, acho que o trekker A, ele me chamou de &#8220;retardado&#8221; e falou que tinha um cara que queria ir para o Nordeste de bicicleta. Eu achei legal e começamos a bater papo sobre o assunto. Nesse momento passa o Nerso muito rápido do meu lado e eu, sei lá porque cargas d&#8217;água, resolvi seguir a mesma cadência do doido. Foi aí que saímos para uma clareira, onde as árvores altas diminuíram e o chão mais seco (obviamente) juntamente com o início de outra ladeira. No meio da ladeira tinha um morrinho, pulamos juntos e quando voltei ao chão perdi totalmente o controle da bicicleta eu fui pro chão.</p>
<p>Só senti as pancadas e ví o mundo literamente girar, só esperando para parar e saber o resultado. Dor, muita dor na coxa direita, nos cotovelos e no dedo do pé direito. Fiquei alí parado uns minutos que pareceram uma eternidade, enquanto os outros vieram para ver o que tinha acontecido. Tentei levantar e a pressão baixou, voltei a sentar e respirar, jogar água na cabeça. O Nerso e alguém mais que não lembro tentava ver se a bicicleta tinha sofrido alguma avaria (claro sim) e tentavam consertá-la. Depois de uns minutos, tentei levantar novamente, mas novamente senti que ia desmaiar. Fique mais tempo sentado e o trekker B veio empurrar minha cabeça para baixo enquanto eu tentavaempurrá-la para cima, alegando que isso faria minha pressão normalizar. Conicidência ou não, funcionou.</p>
<p>Ainda atordoado, não sabia direito o que fazer, pois a minha perna direita doia muito e não sabia se teria condições de continuar o pedal. Após esperar mais um tempo, adotamos a estratégia de tentar pedalar por mais um pouco e iria fazendo auto avaliações durante o percurso para saber até que ponto eu conseguiria ir. Bem onde eu havia caído, havia paisagens belíssimas qual eu não sentia mais vontade de apreciar.</p>
<div id="attachment_802" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-802" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01044/"><img class="size-medium wp-image-802" title="DSC01044" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01044-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Parecia cena de filme (de terror). Muito louco.</p></div>
<p>Fomos pedalando vagarosamente e a força exercidas pela perna direita me causava muita dor e isso abalava meu psicologico pois vinha constantemente a minha cabeça a idéia de eu ter quebrado a perna. Antes mesmo de chegar em Jurupará, os trekkers descobriram outra cachoeira, essa mais acessível e mais bela, porém da mesma forma, não senti vontade em apreciar ou mesmo entrar na água.</p>
<div id="attachment_805" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-805" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01051/"><img class="size-medium wp-image-805" title="DSC01051" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01051-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cachoeira &quot;descoberta&quot; pelos trekkers</p></div>
<p>Eu não queria estragar o passeio da galera, mas minha decepção e tristeza era facilmente perceptível. Já no bairro de Jurupará, decidimos procurar uma farmácia ou uma venda que tivesse algum tipo de medicamento para os ralados dos ccotovelos e do joelho, mas foi em vão. Encontramos apenas uma vendinha qual pudemos comprar água e um algodão para tentar limpar os ferimentos. Após isso, com a cabeça um pouco mais no lugar, cheguei a conclusão de que não conseguiria voltar para Sorocaba e a solução foi ligar para a mãe da minha namorada que estava em uma chácara e combinar de me pegar lá (a história contada não foi bem essa, mas para não alarmamos ninguém resolvemos omitir o porquê da desistência do pedal completo), mas ainda tínhamos que pedalar até Piedade, pois ainda estávamos no meio do caminho para tal cidade.</p>
<p>Nem preciso dizer que o caminho foi angustiante, pelo menos para mim. Apesar das dores e do cansaço, eu ainda via animação na cara dos outros pedalantes, mas não conseguia, de jeito algum, esquecer minhas preocupações. De Jurupará até Piedade era só subida, eu estava desacreditando. Certa hora um dos trekkers se perguntou (em voz alta) se teríamos mais subida e, mesmo perbendo que ele não queria uma resposta necessariamente, eu afirmei que se subíssemos mais, chegaríamos no céu, mas queimei minha lingua ao perceber que ainda havia mais um derradeira subida.</p>
<div id="attachment_806" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-806" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01055/"><img class="size-medium wp-image-806" title="DSC01055" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01055-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Montanhaaaa!! (olha o cotovelão)</p></div>
<p>O caminho para Piedade foi relativamente rápido. Na verdade foi lerdo pela quantidade de subidas, mas foi curto e as paisagens insistiam em nos chamar para uma parada para fotos, o que foi impossível de recusar mesmo querendo ir chegar logo ao encontro do meu socorro.</p>
<div id="attachment_807" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-807" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01057/"><img class="size-medium wp-image-807" title="DSC01057" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01057-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Visual</p></div>
<p>Depois de quase chegarmos no céu, chegamos finalmente a uma estradinha de asfalto muito íngreme. Como eu estava em péssimas condições físicas, psicológicas e sem o freio dianteiro, fui descendo muito lentamente, mesmo parecendo impossível. Em poucos segundos ví o Nerso fazendo uma curva muito rápida lá embaixo, há uns sei la, 500 metros na minha frente (imagino que ele deve ter atingido uns 50 ou 60 km/h). Chegando em Piedade, aportamos em uma padoca com as moças foram muito gentis e me forneceram gelo e depois jornal para forrar o carro de apoio.</p>
<p>A Albany chegou, colocamos a bicicleta no carro e fomos até chácara do Sandro e depois fui embora até Sorocaba para dar uma passadela no hospital. Enquanto isso, os capirabikers continuaram a aventura. Não posso dizer muito sobre o que aconteceu na viagem de volta, só sei que eles seguiram o planejamento inicial e voltaram pela estrada dos Garcias até a represa da light. De lá devem ter pegado aquela subida enorme e depois aquela descida monstruosa até Votorantim. Pelo centro de Votorantim chegaram em Sorocaba são e salvos, onde se espalharam, cada um para seu destino.</p>
<div id="attachment_808" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-808" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01073/"><img class="size-medium wp-image-808" title="DSC01073" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01073-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto clássica</p></div>
<div id="attachment_809" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-809" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01088/"><img class="size-medium wp-image-809" title="DSC01088" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01088-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Represa Itupararanga</p></div>
<p>Nenhum corno estava com odômetro, então o percurso completo ficou uma incógnita. Eu arrisco a dizer que eles pedalaram em torno de 75 a 80 Km. Depois disso falei com o Marcelo e o Nerso e fiquei sabendo que eles chegaram uma 19h00 em Sorocaba. Eu passei no hospital e além dos hematomas, feridas na pele (ralados) e a dor insuportável na coxa, não era nada grave, nenhuma trinca ou quebra. Ainda faltam alguns exames para fazer sair, mas minha perna está quase 100%.</p>
<p>Depois fiquei refletindo sobre o que me aconteceu e eu só tenho de estar feliz por não ter acontecido nada de mais grave. As dores dos machucados serviram de lembrete para quando eu quiser achar que sou um &#8220;downhilheiro&#8221;, me por no meu lugar e voltar a pensar como um cicloturista. Como é de praxe, para finalizar gostaria de agradecer a todos que socorreram desse acidente e pedir desculpas aos pedalantes por ter, de certa forma, estragado com o passeio deles.</p>
<p>Mais fotos do pedal em:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/13/Trip_Sorocaba_-_Piedade_-_21032010#">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/13/Trip_Sorocaba_-_Piedade_-_21032010#</a></p>
<p>O percurso no bikely:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Sorocaba-Piedade-estr-terra">http://www.bikely.com/maps/bike-path/Sorocaba-Piedade-estr-terra</a></p>
<p>Logo, logo estarei na ativamente novamente para encarar um próximo desafio!</p>
<p>Até a próxima.</p>


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		<title>Trip Pedreira de Salto de Pirapora</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 02:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente estamos nos organizando e a quantidade de pedais tem aumentado. Esse último fim de semana (07/03/2010) foi a vez de visitarmos a famosa Pedreira em Salto de Pirapora. Mas o que tem de especial em uma pedreira? Em uma pedreira, não sei, mas essa é famosa por ser uma pedreira desativada e qual a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente estamos nos organizando e a quantidade de pedais tem aumentado. Esse último fim de semana (07/03/2010) foi a vez de visitarmos a famosa Pedreira em Salto de Pirapora.</p>
<p>Mas o que tem de especial em uma pedreira? Em uma pedreira, não sei, mas essa é famosa por ser uma pedreira desativada e qual a água de um lençol freático fez preencher boa parte dá área que fora <strong>devastada</strong> pela ação do homem.</p>
<p>A sugestão de visitar a pedreira foi do camarada Fabiano, que já tinha feito um rolê por lá há um tempo atrás e nos convidou a fazê-lo novamente. Já usando tecnologia &#8220;nova&#8221;, boa parte do pedaleiros confirmaram a ida, menos os manos Adilson, Fominha, Boo e Ricardo. Marcamos às 8h00 em frente ao terminal São Paulo e como de costume, uma atrasadinha nos fez sair às 8h30 (nos encontramos às 8h15). O Piola havia vindo de Sampa e chegou no horário marcado (7h00 em ponto!), tomou café da manhã (café na caneca do Tux/Linux), se trocou, arrumamos as bicicletas e saimos ao encontro do mano Jupa. Ao nos encontrarmos ele confirmou que sua namorada, a Carol, ia conosco, estreiando assim em uma cicloviagem totalmente independente de motor (já fizera com auxilo de ônibus uma vez).</p>
<p>Passamos na casa da Carol, reorganizamos as coisas que iríamos levar e saímos para o encontro com o resto da trupe. Ao chegarmos na marginal Dom Aguirre, avistamos o Nerso Loco que não sabia do paradeiro do Fabiano. Voltamos pela ciclovia até a frente do terminal e vimos dois cabras pedalando no sentido contrário, qual eu saí cumprimentando com um &#8220;e aí?&#8221;, mas os caras passaram reto e eu com cara de bobo, mas o Jupa o reconheceu e eles se abraçaram. Apresentações feitas, por fim conhecemos pessoalmente o próprio Fabiano e o Zé, camarada de faculdade do primeiro elemento.</p>
<div id="attachment_737" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-737" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00762/"><img class="size-medium wp-image-737" title="DSC00762" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00762-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fabiano, Carol e Nerso - bla bla bla</p></div>
<p>Todos estavam felizes e sorridentes, mas era a hora de partirmos. Saímos pela ciclovia da marginal sentido Votorantim, passamos por baixo do viaduto da rodovia Raposo Tavares, subimos o morro até a divisa entre Sorocaba e Votoratim, infelizmente pedalamos um curto trecho sob a calçada, voltamos as regras de trânsito pedalando no sentido correto do fluxo, atravessamos a cidade e pegamos a rodovia de acesso as cidades de Piedade e Salto de Pirapora.</p>
<p><span id="more-736"></span></p>
<p>Nesse ponto, esperamos o grupo de formar novamente e o Fabiano sugeriu que fôssemos pela &#8220;calçada&#8221; (entre aspas, porque era marginal a rodovia, mas não tinha nada de pavimentação, sinalização e etc.), mas como somos do contra, resolvemos ir em linha pela estrada mesmo, como é de nosso direito. Nem preciso que os carros passavam &#8220;rasgando&#8221; pela gente, sem um pingo sequer de senso de segurança, pois possivelmente estavam com pressa para ir buscar seus respectivos café da manhã. Mesmo assim, passamos por uma ciclofaixa que fora criada justamente para os cicloturistas passarem <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<div id="attachment_740" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-740" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00777/"><img class="size-medium wp-image-740" title="DSC00777" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00777-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Ciclofaixa na rodovia</p></div>
<p>Infelizmente a ciclofaixa improvisada acabou e continuamos a pedalar no canto da pista. Ainda no perímetro urbano, boas subidas e em um trecho plano, passei por um cara que estava pedalando na &#8220;calçada&#8221;. Quase não vi o cara, pois depois da guia vinha um longo e alto tufo de mato, um pedacinho de terra (a tal da calçada) e mais mato depois. Engraçado porque ele nos viu passando por ele e percebeu que ele podia pedalar na pista também, foi então que ele resolveu apertar o rítimo do pedal ainda na terra e pulou na minha frente já no asfalto e ainda foi na &#8220;busca&#8221; do Zé e do Piola que pedalavam mais na frente. Percebi que ele ficou lá por um bom tempo só no vácuo e quando percebeu que podia ultrapassar os caras, não teve dúvidas, mandou ver. Depois eu fiquei tirando sarro do caras porque eles, com suas bikes caras, tinham sido ultrapassados por um tiozinho de barra forte (claro que era gozação minha, pois a bicicleta ajuda, mas é só uma pequena parte do todo).</p>
<p>Distanciando-nos da urbanização, rapidamente a paisagem começava a mudar e, mesmo sendo parte do belo visual mais uma forma de exploração demasiada, passamos por uma grande quantidade de eucalipitos, qual nos ajudava muito com a leve redução da temperatura local e com o leve e agradável aroma da planta. Uma agradável descida e entramos em um trecho mais complicado, com pista única e toda mal cuidada mas que tinha um pequeno acostamento (em piores condições que a pista, claro), qual nos sentimos obrigados a andar por ela. A Carol ficou reclamando que aquilo era passeio para &#8220;meninos&#8221; e que devíamos ter escolhido um trecho com menos pedras, mas era questão de sobrevivência <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Fora os caminhões que passavam &#8220;lambendo&#8221; nossas bicicletas, o trecho era curto e passou bem rápido. O final do trecho dava em uma rotatória, que indicava um retorno para Sorocaba e outro sentido para Piedade qual foi nossa opção. A pista estava em melhores condições e com o acostamento também na mesma proporção. Pedalamos por um curto trecho de reta e logo veio uma descida, qual logo nos primeiros metros avistamos placas indicativas de Caldo de Cana e Água de Côco.  Era uma casa comercial típica de beira de estrada: feita toda de madeira e  teto de zinco e obviamente paramos para reabastecermos o corpo e as caramanholas.</p>
<div id="attachment_747" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-747" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00795_edited/"><img class="size-medium wp-image-747" title="DSC00795_edited" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00795_edited-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Botecão beira estrada</p></div>
<p>A cana estava em falta ou o camarada estava com preguiça de ligar a máquina de moer, então ficamos só na água de côco. Não posso deixar de lembrar e enfatizar que o Nerso encheu sua mochila de hidratação com quatro sabores diferentes de um refresco meio duvidoso. Claro que ficou com sabor de nada (ou de tudo). Segundo o tiozão do bar, mais três quilômetros para frente iríamos encontrar a entrada para a pedreira. Dito e feito, após uma boa descida e uma leve subida, seguida de uma outra subida um pouco mais pesada e perigosa (com vários caminhões lotados passando pela gente), passamos em frente a fábrica de cimentos Votorantim e menos de 1 Km a frente chegamos na entrada da pedreira.</p>
<p>Começava então um trecho de estrada de terra com o que figurava uma ótima descida, típica de um cross contry arrojado, que foi impedido forçosamente pelo demasiado fluxo de caminhões, que levantavam muita poeira ao passar. No final da descida pudemos observar a esquerda a continuidade da degradação da mãe Terra e do nosso lado direto o primeira vista da pedreira alagada. Isso nos deu ânimo para encarar a subida que viria e chegar logo ao local desejado. Continuamos na estrada de terra e logo vimos um primeiro bar, qual paramos novamente para comer um quitute antes nos de encontrarmos com a famosa pedreira. Saímos com ânsia de logo chegar e a partir desse ponto já observávamos bastante sinal de civilização: mais bares, algumas casas e alguns carros. Poucos metros bastaram para que pudéssemos curtir a primeira &#8220;miragem&#8221; do deserto.</p>
<div id="attachment_752" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-752" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00814/"><img class="size-medium wp-image-752" title="DSC00814" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00814-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A recompensa</p></div>
<p>Era um buraco enorme e largo, não achegava a perder de vista, mas era grande, cheio de água com uma cor verde de ser perguntar como, nem parecia que era obra do abuso do ser humano para com a natureza. Uma beleza estonteante e convidativa a um banho, principalmente por conta do calor que fazia. Admiramos a paisagem por alguns minutos, tiramos fotos e voltamos a contemplar a beleza do lugar, mas não sei porquê, se foi timidez ou receio, ninguém arriscou cair na água. Já que ficamos nessa situação, o Fabiano propôs visitarmos outra escavação da pedreira, quase tão bonita, um pouco menor mas com menos gente. Segundo ele, era menos &#8220;muvucado&#8221; porque o acesso era mais difícil e deveríamos pular uma cerca de arame enfarpado e poucos sabiam do lugar. Como transgressores da lei que somos, topamos na hora.</p>
<p>Voltamos um pouquinnho, passamos de volta pelo &#8220;mata burro&#8221;, atravessamos um fiozinho de água e chegamos na cerca. Com um pouco mais de cuidado, um a um, formos transpondo a barreira. Pedalamos um pouquinho numa mata pouco alta e nesse ponto era possível escutar uma queda d&#8217;água. Do nosso lado direito passava um regato pouco forte, o que dava a impressão de ser oriundo do tal lençol freático que o maquinário da pedreira atingiu. Mas isso é só especulação. <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Em poquíssimos metros já podíamos ver a nova paisagem. Saímos no ponto mais alto da esvavação (ou quase) e imagem era como uma cópia da primeira, porém  em uma proporção menor. Da mesma forma, contemplamos o lugar e novamente meio que esquencendo como a paisagem surgiu, agradecemos por ela existir.</p>
<div id="attachment_755" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-755" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00834/"><img class="size-medium wp-image-755" title="DSC00834" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00834-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Visual de tirar o fôlego</p></div>
<p>Desse ponto, demos a volta onde havia um acesso menos íngreme até a região alagada. Lá fazia uma generosa sombra por conta da ribanceira, tiramos mais fotos, comemos alguma coisa e decidimos entrar na água. Todos foram para água, mesmo os que não sabiam nadar (ficaram no raso, claro) e estar alí, nadando no meio daquela monstruosidade, sem som de carros passando e poulindo nosso ar, se refrescando com água limpa (pelo menos acreditávamos), com bons e lembrar que chegamos até ali pedalando, era coisa difícil de acreditar. Nunca me arrependi de ter saído para algum pedal (principalmente para essas viagens), mas não sei porque eu ficava repetindo para mim mesmo &#8220;Valeu a pena. Valeu muito a pena&#8221;. Muita coisa passou pela minha cabeça naquele momento, passou que o Ricardo (Bur) não tinha conseguido ir conosco, que eu podia nunca ter conhecido o lugar, que muitas pessoas simplesmente levam a vida atrás de dinheiro, sucesso e <em>status </em>e que essas coisas não vão trazer a real paz de espírito (justificativas são ecoadas como em um livro de auto ajuda).</p>
<p>Refelxões a parte, o lago, por assim dizer, era muito fundo e a maioria de sua área não dava pé, então tínhamos que ficar nadando ou flutuando o tempo todo. Como sabíamos que ainda nos restava o caminho de volta, decidimos sair logo pois o tempo nadando, era energia que poderia nos faltar no final do pedal.</p>
<p>Arrumamos logo as coisas, o Fabiano trocou a câmara furada por uma nova e saimos no pedal. Pelo mesmo lugar que entramos, saímos. Saímos novamente na estrada de terra e depois no asfalto a mesma estrada da fábrica de cimentos Votorantim. Nesse ponto tínhamos algumas opções: 1- Voltar pelo mesmo caminho por aslfato até pegarmos a entrada para rod. João Lemes dos Santos; 2- Pegar a rod. João Leme por dentro da plantação de eucaliptos, pelo caminho que o fabiano sabia; 3- Também fazer o percurso pelos eucalitipitos, porém por uma entrada que o Nerso indicara sem saber ao certo; 4- Por final, continuar a rodovia da fábrica até o centro de Salto de Pirapora e de lá pegarmos a rodovia João Leme dos Santos. A opção escolhida foi utilizar o caminho que o Fabiano fizera uma vez, por dentro dos eucaliptos, saindo em um acesso a rod. João Leme dos Santos.</p>
<p>Seria redundante dizer que nos perdemos. Primeiramente entramos na trilha entre eucalipitos, meio que tendo a certeza que estávamos certos. As trilhas foram se esgotando e as alternativas sempre davam a impressão de que iríamos voltar ao lugar que entradamo. Seguimos tentando nos basear em Norte olhando para o Sol e em certo ponto o Fabiano já não sabia mais nos dizer o caminho e foi aí que alguns queriam voltar e pegar a estrada novamente. Eu achava um desperdício largar mão da aventura para voltar para a certeza da estrada. Com o apoio do Nerso e a dúvida de outros, seguimos caminho no instinto (o que é errado segundo dicas de sobrevivência), o Nerso, loco que só ele, enfiava a bike em tudo quanto é matinho mais baixo em busca de uma trilha.</p>
<p>Depois de uma subida fdp, passei por uma trilha que me chamou a atenção por parecer haver um portão bem no final. Mesmo assim, seguimos um pouco mais a frente onde havia um tronco caído no meio do caminho. O Jupa se predispôs a descer um trecho para saber se valia a pena gastarmos energia na trilha, pois dava impressão que iríamos pegar sentindo estrada novamente. O bródi foi e voltou com a resposta que não queríamos ouvir. Nessa hora mais gente foi a favor de voltar, mas algo me dizia que iríamos nos arrepender e o Nerso ficava repetindo &#8220;vamos no instinto. Da hora! Vamos no instinto&#8221;. Não sei porquê, mas gostava disso.</p>
<p>Mas éramos um grupo e a decisão da maioria devia prevalecer. Como última carta, falei da entrada que me chamou a anteção por causa do portão e sem muito crédito o pessoal consentiu em verificar como última alternativa. Quando chegamos de frente tive a impressão de ver um cara passando de cavalo. Não precisei nem falar pro doido do Nerso descer a trilha &#8220;sentando a madeira&#8221; no pedal. Era um trecho muito bonito, com eucalípitos mais velhos e maiores, o que formava um aconchegante caminho de sombra.</p>
<div id="attachment_762" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-762" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00870/"><img class="size-medium wp-image-762" title="DSC00870" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00870-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">High way to hell (or heaven?)</p></div>
<p>Lá de longe ele acenou para descermos e me senti obrigado a descer no maior pau, mas no meio do caminho desisti, freiei e fui descendo de vagar, curtindo a sombra, a paisagem e a descida em si, com os braços abertos e agradecendo pelo momento ímpar em minha vida. Quando chegamos, demos de cara com uma estrada (estreita, mas não chegava a ser uma &#8220;trilha&#8221;) de terra e o Nerso disse que era por aquele caminho mesmo. Quando o Fabiano chegou, reconheceu a estrada e disse que se lembrava dela e então estávamos no caminho certo.</p>
<p>Passamos pelo cara do cavalo, acenamos e continuamos no pedal. Depois disso vieram duas descidas alucinantes, cheias de &#8220;costelas de boi&#8221;, valetas e pedras, muitas pedras. Eu não sei onde eu tava com a cabeça, só sei que eu vi o Nerso descendo igual a uma <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/">vaca loca</a>, não resisti e fui na mesma pegada. Infelizmente dei um susto no Floresta (Zé) pois passei muito perto dele e muito mais rápido e não tive como passar mais longe, senão cairia numa valeta e provavelmente sairia numa ambulância. Nesse interim de subidas e descidas alucinates, chegamos a um ponto onde indicava a chácara do restaurante Komida, qual eu reconheci por ter organizado um dos churras de minha formatura lá. Demos continuidade e depois de uma leve descida pudemos avistar a estrada pavimentada, que era justamente a estrada que desemboca na rod. João Leme dos Santos, como haviámos planejado.</p>
<p>Mesmo todos (ou a maioria) sendo adeptos de estradas de terra, ficamos muito felizes por não termos desistido da aventura ao nos perder, além da satisfação de chegar no lugar que queríamos cortando boa parte do caminho em estradinhas simples sem bolhas metálicas poluidoras. Daí pra frente foi tranquilo (ou quase), pois em alguns quilômetros pegamos a tal da rod. João Leme dos Santos. Passamos um pouco de sufoco nela, pois era um trecho sem acostamento, onde tivemos que andar em linha e procurando andar juntos para formar uma &#8220;massa&#8221;. Apesar do aperto, percebi que muito carros e caminhões sempre abriam distância lateral quando era possível.</p>
<div id="attachment_763" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-763" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00888/"><img class="size-medium wp-image-763" title="DSC00888" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00888-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Em linha</p></div>
<p>Logo chegamos na &#8220;entrada&#8221; de Sorocaba e adentramos via avenida Dr. Antonio Pannunzio, onde eu e o Piola ficaríamos. Paramos para despedir da galera bem em frente a um tiozinho que vendia caldo de cana, qual quase todos optaram por tomar (como estava perto de casa, eu preferi guardar espaço pra cerveja).</p>
<p>Após despedias e agradecimentos pelo pedal, em questão de minutos chegamos em casa, para bater aquele prato de comida e tomar aquela cerveja.</p>
<div id="attachment_764" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-764" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00896/"><img class="size-medium wp-image-764" title="DSC00896" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00896-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Tá ficando chato isso</p></div>
<p>No final de mais um dia de pedal, obtivemos os valores:</p>
<p>Distância: 53,34 Km<br />
Vel. Média: 14,1 Km/h<br />
Vel. Máx.: 57,3 Km/h<br />
Tempo total (útil): 3h46&#8217;06&#8221;</p>
<p>Mais fotos na minha conta no <a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/10/Trip_Pedreira_Salto_de_Pirapora_-_07032010#">multiply.</a> E o trajeto segundo rota no <a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Trilha-Pedreira-Santa-In-s">bikely</a>.</p>
<p>Mais uma vez, gostaria de agradecer imensamente a todos pelos momentos compartilhados (congratulações especiais ao Zé Floresta e a Carol). Não imaginei que seria tão gratificante conhecer a pedreira, tão energizante tomar aquele banho de piscina natual e tão emocionante se perder no meio dos eucalipitos. Sinto que cada pedal tem valido cada vez mais a pena, pelos lugares, pela aventura e pela companhia. Obrigado!</p>
<p>p.s. quero me perder de novooooooo! <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>


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		<title>Caçadores da Estrada Perdida</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 02:21:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[Estrada do Vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Pedal]]></category>
		<category><![CDATA[Represa Itupararanga]]></category>

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		<description><![CDATA[Como aconteceu da outra vez, foi aquela chuva de emails insisttindo para todos responderem e enviarem aos seus respectivos contatos pedalísticos, por assim dizer, sobre a próxima trip propsta. Infelizmente a interação foi baixa, o que permitiu pouco desenvolver sobre o assunto.De qualquer forma a idéia inicial era aproveitar o feriadão do Carnaval para pedalar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como aconteceu da outra <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/">vez</a>, foi aquela chuva de emails insisttindo para todos responderem e enviarem aos seus respectivos contatos pedalísticos, por assim dizer, sobre a próxima <em>trip</em> propsta. Infelizmente a interação foi baixa, o que permitiu pouco desenvolver sobre o assunto.De qualquer forma a idéia inicial era aproveitar o feriadão do Carnaval para pedalar um pouco.</p>
<p>A opção escolhida foi o famoso Roteiro do Vinho de São Roque/SP, onde existe uma pequena estrada que beira [quase] todas as vinícolas do município de São Roque. Essa cidade é bem conhecida pela festa do Vinho e da Alcachofra. No calor da discussão, suportados pela ferramenta GoogleMaps, foi detectado que o trecho mais curto entre Sorocaba e São Roque era de pouco mais de 50 Km, o que daria   mais de 100 Km entre ida e volta. O Jupa ainda sugeriu fazer um dos trechos por um caminho mais longo, passando por lugares mais bonitos e com estrada relativamente mais calma. Traçando a rota sugerida pelo mano, pensando que passaríamos invariavelmente pelo roteiro do vinho, sairíamos de Sorocaba/SP, passando por Piedade/SP, Ibiuna/SP e finalmente  São Roque, o Google Maps informava a humilde distância de 68 Km, o que nos forçaria a pedalar perto dos 140 Km.</p>
<p>Claro que seria insanidade para nós, a maioria nerds que vivem (trabalham) na frente do computador e há poucos anos descobriu o pedal. De cara a minha sugestão foi por essa rota, porém fazendo um dos trechos de ônibus, ou seja, sairíamos de Sorocaba rumo a São Roque pelo caminho mais longo, chegaríamos no roteiro do vinho, tomaríamos uns gorós por lá e voltaríamos tranquilos para casa. Logo em seguida pesquisei as linhas de ônibus que fazem o trecho Sorocaba &#8211; São Roque e descobri o que eu temia: a viação Cometa. Como em <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/11/26/pedal-na-serra-da-cantareira/">outras</a> oportunidades, tive sérios problemas para embarcar com a bike no ônibus, o que me deixou com receio. Com esse meu receio externado a todos, mudamos a estratégia para tentar embarcar em Sorocaba e voltar no pedal de São Roque, pois caso recebêssemos um &#8220;não&#8221; na tentativa de colocar as bicicletas no bagageiro, faríamos um outro pedal (um plano B, qual eu não lembro qual era). Com a mudança da estratégia, veio também a mudança no trajeto, que vou detalhar mais a seguir.</p>
<p>No dia do pedal (14/02/2010) lá pelas cinco horas da madrugada o Marcello me liga para dizer que não viria pois estava com dor de barriga ou algo do tipo (além de não vir, ainda acorda os outros de madrugada). Alguns minutos depois, para meu desespero, o relógio despertou e levantei não muito animado para um café da manhã sem café, pois o dia já amanhecera quente e resolvi acompanhar com suco. Fui finalizar os preparativos para o pedal e percebi que o pneu traseiro da minha bicicleta estava totalmente murcho (ou mucho) e me bateu uma leve preocupação a respeito. Saquei minh bomba e enchi rapidamente esperando para saber quanto tempo aguentaria até murchar novamente. Nesse meio tempo finalizei a preparação dos sanduíches, preparei a bolsa de guidão (bike tour), passei protetor solar, me troquei e deixei os outros aparatos no jeito. Como outrora, as 7 da manhã eu já estava mais que pronto.</p>
<p><span id="more-661"></span>Com a não vinda do Piola, o camarada Bur (ou Boo) se atrasou um pouco e ainda não tinha conseguido comprar os plásticos bolha para embalarmos as bicicletas. Como já não tínhamos muito mais a perder, mantivemos a estratégia já pensando em uma rota alternativa ao pedal. Em poucos minutos o Bur já estava pronto e mais ou menos 7h45 saímos de casa. Passamos pela avenida Gal. Carneiro, encontramos com o camarada Jupa e continuamos pedalando até a rodoviária.</p>
<p>Logo que chegamos, o ônibus das 8h06min da viação Cometa com destino a São Paulo via São Roque já estava com o motor ligado e quase pronto para sair&#8230; não teríamos tempo de muita ação. O lance foi primeiramente encontrar os outros e depois ver o que faríamos. Dentro da rodoviária avistei o Nerso Vaca Loca e depois saimos procurar o Adirso e o Fominha. Uns vinte minutos depois e muitas ligações no telefone móvel deles, encontramo-os saindo de uma lanchonete da rodoviária, onde fizeram &#8220;uma boquinha&#8221;. Alí mesmo pensamos em um plano B, já que sequer tínhamos os plásticos bolha, mas como a discussão estava dificil, veio a lucidez de primeiro receber o &#8220;NÃO&#8221; oficial da viação Cometa e depois discutir uma possível rota alternativa. O Jupa foi até o guichê e disse que precisava de seis passagens para São Roque, porém todos precisavam embarcar com suas respectivas bicicletas. Fiquei observando não muito perto, vi expressões, a moça do balcão conversou com alguém de dentro e o Jupa acenou e agradeceu. Tudo muito rápido.</p>
<p>Quando ele veio na minha direção, já estava certo que teríamos de começar a pensar em um novo trajeto, porém para minha surpresa e espanto, eles iriam permitir que embarcássemos com as bicicletas! Sem sequer questionar ou implorar de joelhos!! Eu mal podia acreditar. Perguntei se eles exigiram que as bikes estivessem embaladas e o Jupa respondeu que nada fora exigido. Novamente: impressionante!! Antes que eles mudassem de idéias, sugeri que comprássemos as passagens logo e assim fizemos. Infelizmnete o próximo coletivo para São Roque seria somente as 9h36 e tivemos de esperar por quase uma hora sem fazer nada. Ficamos apenas sentados na praça em frente a rodocenter, batendo papo, bebndo e comendo algo.</p>
<div id="attachment_667" class="wp-caption aligncenter" style="width: 471px"><a rel="attachment wp-att-667" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00592/"><img class="size-full wp-image-667" title="DSC00592" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00592.jpg" alt="Eu dormi na praça..." width="461" height="346" /></a><p class="wp-caption-text">Eu dormi na praça...</p></div>
<p style="text-align: left;">Depois de conversar, dar risada e comer, vimos um ônibus modelo antigo da Cometa chegar e corremos olhar para saber se era o nosso. Ao constatar que sim, pegamos as bikes e nos dirigimos em frente ao bagageiro do ônibus com as passagens nas mãos. A segunda surpresa positiva do dia foi em relação a atitude do motorista que ao olhar as magrelas ávidas para embarcar, abriu o bagageiro do ônibus e foi saindo de canto com um sorriso no rosto dizendo algo como &#8220;se virem, o bagageiro é de vocês&#8221;. O Jupa já pulou para dentro do bagageiro e começou a organizar as bicicletas utilizando-se das aranhas que havíamos trazido. Mais uma surpresa positiva!</p>
<p style="text-align: left;">Em dez minutos todas as magrelas estavam organizadas e nós estávamos prontos para subir no ônibus. Um último alerta do Jupa foi em relação a integridade física das bicicletas, já que não iríamos utilizar feltros nem plástico bolha para proteger o quadro (dito e feito, o quadro da bike Bur ficou com uma pequeno risco e a minha com um risco pouco mais leve que vim a descobrir somente hoje). Felizes e animados, subimos no busão com destino a cidade de São Roque.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_678" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><a rel="attachment wp-att-678" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00597/"><img class="size-full wp-image-678" title="DSC00597" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00597.jpg" alt="" width="432" height="324" /></a><p class="wp-caption-text">Para provar que não estou mentindo</p></div>
<p style="text-align: left;">Menos de uma hora depois, já estávamos na rodoviária de São Roque, prontos para começar o verdadeiro pedal (não vou entrar em detalhes da viagem para não comprometer meus companheiros de pedal).</p>
<p style="text-align: left;">Bloqueadores solar renovados (o Sol tava muito forte), caramanholas rebastecidas era hora de partir. O Nerso foi na ponta do pelotão, pois dizia saber o caminho. Quando começamos a sair da região central de São Roque, pegamos o acesso a Ibiúna e dá-lhe ladeira. Em poucos quilômetros já começamos a perceber os sinais das videiras porém nada de encontrar o tal do caminho (ou o roteiro) do vinho. Em uma dessas intermináveis subidas, o mano Adilson já tinha &#8220;quebrado&#8221;&#8230; Achei estranho, pois no último <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/">pedal</a> ele se mostrou extremamente resistente e foi aí, empurrando a bike ao lado dele, ele me confessou que tinha ido curtir o carnaval junto da namorada e fora dormir depois das três da manhã (prá acordar às 7). Combinamos de que na primeira descida, iríamos subir nas bikes e pedalar e assim aconteceu até o Jupa não ver uma estação de trem abandonada para querer ir tirar fotos.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_687" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a rel="attachment wp-att-687" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00616/"><img class="size-full wp-image-687" title="DSC00616" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00616.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Que céu!</p></div>
<p style="text-align: left;">Depois disso veio outra ladeira e no cume, para esperar o Adilson empurrar a bicicleta, o Jupa foi tirar informações sobre o trecho e descobrimos que pegamos o caminho errado e estávamos justamente no final do roteiro do vinho. Se quiséssemos fazê-lo, teríamos que começar do final. E voltar era uma palavra que estava na última página do nosso dicionário. A informação que obtivemos foi de que a &#8220;última&#8221; vinícola da estrada do vinho era a vinícola Góes e estavamos a 1km dela, então decidimos que ela iria ser a única vinícola visitada por nós naquele dia.</p>
<p style="text-align: left;">Achei que ia encontrar algo como uma entrada de uma fazenda, algo simples, talvez com alguma recepção um pouco mais sofitiscada, mas ao contrário da minha imaginação, encontramos uma estrutura moderiníssima, com portal de entrada, pavimentação, estacionamento, quiosques fixos (alvenaria), a recepção da vinícola, um restaurante e um lago artificial com grama e baquinhos em volta. Realmente me surpreendeu. Mas essa estrutura toda fez com que o turismo, ou melhor o enoturismo a tornasse bem mais movimentada.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_690" class="wp-caption aligncenter" style="width: 514px"><a rel="attachment wp-att-690" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00625/"><img class="size-full wp-image-690" title="DSC00625" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00625.jpg" alt="" width="504" height="378" /></a><p class="wp-caption-text">Vinícola Góes</p></div>
<p style="text-align: left;">Na vinícola tivemos tempo de descansar, nos hidratar, repor as caramanholas (tava muito quente o dia), comemos também uns sanduíches feitos por nós mesmos. O Adilson conseguiu dar uma descansadinha de leve e se alimentou bem. Por lá ficamos bons minutos, tirando fotos, conversando e descansando ao som de um MPB ao vivo que rolava no meio do &#8220;parque&#8221;. Depois de muito enrolar, decidimos que era hora de começar a volta para casa. Olhamos o mapa, pegamos algumas informações e &#8220;pé na estrada&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Voltamos para a via que entramos na estrada do vinho e pegamos sentido Ibiúna, onde segundo as placas era um caminho de 17Km. A estrada estava exelente, assim como o acostamento e então não demoramos muito para chegar na próxima cidade, o que seria muito mais rápido se não fossem as pirambeiras. E por falar em pirambeira, logo na primeira rua que pegamos de Ibiúna encaramos talvez a maior pirambeira do pedal, a rua Mário Oniuoko. Foi flórida.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_697" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a rel="attachment wp-att-697" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00641/"><img class="size-full wp-image-697" title="DSC00641" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00641.jpg" alt="" width="450" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Entrada de Ibiúna</p></div>
<p style="text-align: left;">Depois disso, paramos na praça da matriz para tomar mais uma sobra e repor as caramanholas com água, porque como eu já disse duas vezes, o Sol tava literalmente , de matar. Tirando a menina que não parava de olhar para o Nerso, todos alguns comeram uns salgados, outros só beberam e logo seguimos em frente. Metros a frente e voltamos a cair na rodovia Bunjiro Nakao, onde rumamos sentido Piedade. Nesse ponto a estrada estava mais perigosa, com trechos sem acostamentos e boa parte sinuosa, além do agravante do fluxo de motorizados ter aumentado. Seguimos por bons quilômetros e certa hora o Jupa foi diminuindo a velocidade para acompanhar a galera que estava mais para trás e, não sei extamente porquê, me pediu para puxar o rítimo na frente.</p>
<p style="text-align: left;">Tive a impressão que apareceram mais decidas (num dava pra somente subir, né? <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  ) e isso fez com que o rítimo do pedal aumentasse. Creio que a puxada que dei fora um pouco exagerada, pois em determinado ponto, somente o Bur me acompanhava. Vimos um pouco de civilização e paramos num ponto de ônibus para perguntar das referências que tínhamos (estrada do Bairro do Colégio e estrada para represa de Itupararanga), mas o homem disse que não conhecia muito o local. Atravessamos de volta a pista para tomar uma sombra e esperar o resto da trupe, quando sai um homem de dentro de uma chácara e começamos a perguntar sobre as mesmas referências do primeiro. Ele disse que estávamos no caminho e que tinha algumas descidas boas. Agradecemos e ele atravessou para o outro lado da pista para ir no ponto de ônibus.</p>
<p style="text-align: left;">Eu e u Bur já estávamos cansados de esperar e decidimos seguir em frente, porém antes iríamos renovar a camada de bloqueador solar. Quando terminamos e vestimos os capacetes, o homem do outro lado grita dizendo: &#8220;olha lá, tem mais ciclistas vindo!!&#8221; &#8211; como se parecesse mera coincidência. Consenti e falei que era o resto do pessoal que estávamos esperamos. Saimos novamente para o pedal sem mais delongas. Fiz mistério no começo do post, mas a idéia agora era não passar em Piedade e sim pegar algum caminho perdido sentido Votorantim (para que passássemos pela represa de Itupararanga). Buscando no googlemaps uns dias antes, percebemos que tinha uma estrada que parecia de terra, nos evitaria passar por Piedade e nos daria uns 12Km de economia. Porém, feliz ou infelizmente, era uma estrada que só dava pra ver via fotos de satélite (o mapeamento do google não indicava tal estrada).</p>
<p style="text-align: left;">Fomos pedalando com um pouco mais de cautela e nos deparamos com uma pequena vila, com dois homens sentado em um banco na beira da estrada. O Jupa estava na frente e parou para bater um papo e perguntar se aquela entrada saía na Estrada dos Garcias e os homens disseram que sim e que ainda haveria um bar a uns três quilômetros para dentro. Mesmo sem ter muita certeza se daria certo, depositamos nossa confiança na palavra dos dois homens e seguimos em frente, em estrada de terra. Ficamos felizes por entrar alí, pois a incidência de veículos automotores diminuira drasticamente. A felicidade durou pouco tempo, porque nos deparamos com três enormes pirambeiras (duas no começo e uma no final), porém após pouco mais 3Km chegamos ao bar para nos reabastecer, conforme o senhor da estrada falou.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_704" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a rel="attachment wp-att-704" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00661/"><img class="size-full wp-image-704" title="DSC00661" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00661.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Bar no meio do nada</p></div>
<p style="text-align: left;">Nesse ponto fizemos uma parada estratégica para nos alimentarmos direito. Sacamos os lanches feitos em casa e todos comeram com gosto (aliviou parte do peso da minha bolsa de guidão), ainda tomamos uns refris (eu tomei refri de cola por causa da cafeína) e no final ainda tinha banana desidratada e biscoito passatempo. Acabamos com o estoque de água do Bar No Meio do Nada e enchemos novamente as caramanholas e mochilas de hidratação. De pança cheia e cabeça levemente mais fresca, saimos com destino a estrada dos Garcias. Logo que saímos do bar, já nos deparamos com a última piramba, cerca de 1Km ainda em estrada de terra.</p>
<p style="text-align: left;">No final dessa pirambeira jpa conseguíamos enxergar a estrada, que deveria ser a estrada dos Garcias. Era o final da Estrada Perdida.</p>
<p style="text-align: left;">Sem saber exatamente se era a estrada certa ou não, olhando para o mapa que tinha na minha bolsa de guidão, deduzi que deveríamos sair a direita da Estrada Perdida para que pudéssemos seguir até Votorantim, margeando a represa de Itupararanga. Logo na primeira descida já conseguimos contemplar parte do nosso troféu:</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_708" class="wp-caption aligncenter" style="width: 514px"><a rel="attachment wp-att-708" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00669/"><img class="size-full wp-image-708" title="DSC00669" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00669.jpg" alt="" width="504" height="378" /></a><p class="wp-caption-text">Mal podíamos acreditar ao ver a pontinha da represa</p></div>
<p style="text-align: left;">Mais alguns quilômetros rodados e o mano Bur me fala: &#8220;Cara, esse pedal vai dar mais de 80 Km&#8221;. Eu fiquei um pouco espantado e neguei sem pensar direito, porém quando olhei no odômetro já estávamos quase atingindo os 60 e então me desculpei dizendo que ele tinha razão, pois nosso pedal muito provavelmente ultrapassaria a marca dos 80.</p>
<p style="text-align: left;">Poucos quilômetros a frente e mais alguns sobe e desce nos deparamos com mais uma ponta da represa, que uma fazenda margeia e onde creio termos tirado a melhor fotografia:</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_711" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a rel="attachment wp-att-711" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00690/"><img class="size-full wp-image-711" title="DSC00690" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00690.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Foto dígna de um poster</p></div>
<p style="text-align: left;">Depois disso o pedal fluir muito tranquilo, pelo menos eu acho. Rapidamente passamos em frente a entrada de dois &#8220;clubes&#8221; que fazem uso da represa e fornecem espaço a banhistas e jetski. Nada muito organizado porém com uma atmosfera sociável (pra não dizer &#8220;muvucado&#8221;) e eclética (tocava de samba a rap). Nada que nos interessasse muito, então passamos sem parar e o trânsito nesse ponto começara a aumentar (pista sem acostamento pra variar) e logo chegamos ao ponto que tanto queríamos, a Represa de Itupararanga.</p>
<p style="text-align: left;">Em bicicleta é tudo mais tranquilo, você aproveita o tempo no seu tempo e o espaço no seu espaço. Os automóveis tinham de passar um por vez, além de não poderem parar no meio da barragem para tirar fotos como as que tiramos.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_712" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a rel="attachment wp-att-712" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00694/"><img class="size-full wp-image-712" title="DSC00694" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00694.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Represa!!!</p></div>
<div id="attachment_713" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a rel="attachment wp-att-713" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00697/"><img class="size-full wp-image-713" title="DSC00697" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00697.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">SkiBunda</p></div>
<p style="text-align: left;">Após contemplar mais uma obra, dessa vez da engenharia &#8220;moderna&#8221; (vamos ser sinceros, deve ter sido foda construir uma barragem dessa, inclusive pela época que foi feita) saimos novamente pro pedal, mas desta vez sem muito mais surpresas, pois era hora de chegar em casa e pegar o troféu pela aventura. Para variar um pouco encaramos uma subida enorme, onde devíamos estar pedalando a menos de 10Km/h. Fim do sufoco, paramos eu e o Bur em frente a uma barraquinha de água de côco para esperar o restante da trupe. Quando o Jupa chegou fomos até a barraquinha tomar água de côco, mas chegamos tarde, pois tinha acabdo.</p>
<p style="text-align: left;">Todos reunidos era hora de &#8220;cair pra dentro&#8221;, pois teríamos muitas descidas. O Bur foi na frete e eu em seguida, já atingindo velocidade de mais de 40 km/h, segurando no freio. O início da descida foi ruim pois haviam muitos carros e trechos péssimos de estrada (muitos buracos, o que deu mais medo do que dividir a pista com os motorizados). Depois desse trecho ruim a descida começou a apertar e, ainda bem, a estrada a melhorar significativamente. Sem pedalar atingimos velocidades muito altas e a penúltima vez que olhei no meu odômetro marcava quase 70Km/h e ainda nos restavam bons metros (ou quilôemtros) de descida. Tentei pedalar, mas com uma relação &#8220;curta&#8221;, foi em vão, mesmo assim, ao final da descida, com todos quase juntos, verificamos que tínhamos atingido mais de 80Km/h (o meu odômetro marcou 85,6 Km/h). Impressionante!! Todos ficaram estasiados com os números e alucinados com a adrenalina. Foi muito loco!</p>
<p style="text-align: left;">Depois desse momento ímpar, o pedal fluiu bem, com mais alguns trechos de leves subidas e descidas e logo chegamos a cidade de Votorantim, onde houve a primeira divisão do grupo. Os pedalantes Adirso e Fominha iriam seguir um outro caminho para suas respectivas casa, enquanto o resto iria pedalar até minha casa para degustarmos uma bela massa.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_716" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a rel="attachment wp-att-716" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00701/"><img class="size-full wp-image-716" title="DSC00701" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00701.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Despedida - Da esquerda para direita: Jupa, Adilson, Fomina e Eu. Embaixo: Nerso e Bur</p></div>
<p style="text-align: left;">Ainda levamos uns bons minutos para chegar em Sorocaba, mais precisamente em minha casa. Foram mais subidas e muita dor na perna, mas tudo valeu a pena. Depois de chegar e tomar um banho era hora de comer e degustar as artesanais, como já tem virado praxe.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_717" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a rel="attachment wp-att-717" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00708/"><img class="size-full wp-image-717" title="DSC00708" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00708.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Artesanais</p></div>
<p style="text-align: left;">Depois nutrido e hidratado, fui conferir os dados do meu odômetro que me informava:</p>
<p>Tempo total (útil): 4h44min42seg<br />
Distância percorrida: 81,78 Km<br />
Velocidade média: 17,2 Km/h<br />
Velocidade máxima: 85,6 Km/h</p>
<p>Para finalizar, claro que gostaria de agradecer a todos por compartilhar momentos como esse e que conto com a presença de cada um nos próximos eventos. Esse ano está sendo muito produtivo pela quantidade e qualidade dos pedais e espero que melhore ainda mais. Valeu galera!!</p>
<p>Para visualizar todas as fotos, acesse o link no multiply:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/9/9">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/9/9</a></p>
<p>Para ver todo o trajeto, veja o link no bikely:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/S-o-Roque-Sorocaba">http://www.bikely.com/maps/bike-path/S-o-Roque-Sorocaba</a></p>
<p>Até a próxima.</p>


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		<title>Da Lama ao Caos</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 01:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Tenho que começar esse post dizendo: esse foi o pedal mais hardcore que já fiz (entenda hardcore como louco, sofrido, lúdico, pesado e plural). Ah, mais um detalhe: peço desculpas de ante mão pelos possíveis erros de grafia/digitação e de frases meio sem sentido, pois o post deve ficar grande e provavelmente não terei tanta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho que começar esse <em>post</em> dizendo: esse foi o pedal mais <em>hardcore</em> que já fiz (entenda <em>hardcore</em> como louco, sofrido, lúdico, pesado e plural).</p>
<p>Ah, mais um detalhe: peço desculpas de ante mão pelos possíveis erros de grafia/digitação e de frases meio sem sentido, pois o post deve ficar grande e provavelmente não terei tanta energia para fazer mais do que uma revisão. Então, preparem-se. <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> <em> </em></p>
<p>Passamos (eu, Bur, Piola, Nerso, Jupa e o Dirsão) sobre qual pedal faríamos, que dia seria e que horas seria. Só lembro que foi um inferno astral de <em>e-mails </em>e viadagens por conta de toda a chuva dos últimos dias. Finalmente na sexta-feira todos toparam vir para Sorocaba e acompanhar o novo (e experiente) companheiro, o Ricardo, em um pedal na famosa Trilha do Túnel. A trilha leva esse nome porque passa por dois sinistros túneis, qual vou detalhar mais na frente.</p>
<p>Na véspera do pedal, mais precisamente no início da noite caiu um &#8220;pé d&#8217;água&#8221; em Sorocaba e parecia que o mundo estava desabando. Eu estava no aniversário de um amigo e pensava &#8220;amanhã vai ser foda&#8221;. Foi então que comecei a receber algums SMSs dos amigos pedaleiros que estavam ansiosos para o dia posterior e quando voltei pra casa resolvi ligar para o Jupa que me passou o e-mail do Adirso que foi enfático &#8220;&#8230;do jeito que tá chovendo agora, não vai sobrar nada para amanhã&#8221;.</p>
<p>As sábias palavras do camarada pedaleiro se profetizaram e me dei por conta quando, 6h20 da manhã do dia 24/01/2010 minutos após ter acordado, escovado os dentes e preparado o café, sai de casa para comprar pão fresquinho na padaria (fui <a title="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/" target="_blank">a pé</a>, claro).</p>
<div id="attachment_615" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-615" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00381/"><img class="size-medium wp-image-615" title="DSC00381" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00381-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Um novo amanhecer...</p></div>
<p><span id="more-613"></span></p>
<p>Exatamente às 7h05 da manhã já estava prontíssmo aguardando os camaradas de sampa chegarem. Um pequeno atraso de um horae saímos para encontrar o camarada Jupa na Av. Gal. Carneiro. Encontro rápido e saimos batidos para o mini <em>shopping </em>da Granja Olga, onde encontramos o resto da galera (Adirso, Ricardo e Nerso) com mais três agregados (Fábio, Fominha e ) e hora que o sol já começava a dar o ar da graça.</p>
<p>Todos se cumprimentaram, se conheceram, era mais do que hora para pedalar. Pegamos um pequeno trecho da rod. Raposo Tavares sentido bairro Brigadeiro Tobias e logo mais entramos numa estradinha de terra rumo a &#8220;boca da trilha&#8221;. Curto pedal cross country passando por carro, ônibus e motos, entre chácaras e beirando a rod. Raposo Tavares e chegamos ao local.</p>
<p>No bar local, ao pé do morro, nos deparamos com diversos carros tipo <em>pickup </em>e muita moto. Conversando com o pessoal, fomos informados que estava acontecendo uma competição de resistência de moto por todo morro. Bem, perder viagem não era uma opção foi encarar mesmo assim e a instrução era &#8220;ouviu barulho de moto, se joga com a bicicleta pro lado (no mato).</p>
<p>Caramanholas reabastecidas, era a hora da diversão. Uma pequena subida e nos deparamos com o local &#8220;oficial&#8221; da organização dessa competição, quebramos a direita, veio uma leve descida e depois uma enorme subida. Ela não era apenas íngreme, ela era íngreme, comprida e tinha vários pontos escorregadios, onde a bike patinava. Era uma mistura de técnica com preparo físico.</p>
<p>Como ainda era começo, muitos tentaram ser fortes e subir até o fim no pedal, mas a maioria sucumbiu ao cansaço e acabaram empurando as magrelas (eu inclusive). Depois empurrar as bikes morro acima, chegamos em um trecho plano e feliz por ter desbravado talvez a parte mais íngreme do pedal. Doce ilusão. Poucos metros a frente, uma leve descida, uma quabradinha à direita e outra à esquerda e pronto, nova subida, não era somente maior, como parecia muito mais técnica, pois haviam trechos lisos e outros onde chão &#8220;cedia&#8221;.</p>
<div id="attachment_624" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-624" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00412/"><img class="size-medium wp-image-624" title="DSC00412" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00412-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Montanha!</p></div>
<p>Um novo trecho plano, suficiente para respirar, tomar uma água e esperar os remanescentes antes de seguir caminho e dar de cara com o início do vale:</p>
<div id="attachment_625" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-625" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00419/"><img class="size-medium wp-image-625" title="DSC00419" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00419-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Vale</p></div>
<p>Apreciamos o momento, tiramos fotos e começamos a presenciar a infeliz realidade qual passaríamos durante todo o resto do pedal, os motoqueiros. Poluindo o ambiente com fumaça e barulho, passavam &#8220;rasgando&#8221; nos obrigando a jogarmos-nos aos lados fora da trilha em ato desesperado. Tenho que admitir que não houve momento de extremo perigo, porém a cada som de motor zunindo em nossos ouvidos, sempre gritávamos &#8220;motooooo!!&#8221; indicando o momento de parar de pedalar e nos salvaguardar.</p>
<p>Depois dessa rápida parada, saimos para um novo trecho de subida, porém muito mais leve e muito menos íngreme. Nesse trecho foi possível desenvolver uma velocidade um pouco maior, além de poder pedalar sem parar (sem precisar empurrar).Ao fim dessa subida chegamos finalmente ao cume da montanha, onde pudemos novamente desfrutar de um belo visual.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-628" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00439/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-628" title="DSC00439" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00439-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Após essa nova pausa para fotos, era hora de encarar um dos trechos mais complicados do pedal, uma descida em <em>single track</em>. Na verdade a descida era muito mais do um &#8220;simples&#8221; <em>single track </em>e oportunamente eu a apelidaria de &#8220;trincheira&#8221; ou &#8220;valeta&#8221;. É difícil descrever a situação mas por conta de algum evento natural ou por ação do homem, entrar nessa trilha dava nitidamente a impressão que estava em uma vala onde os pedais geralmente encostavam nas paredes de terra e os pedaleiro tinham de descer apoiando os pés nessas paredes, como se estivessem fazendo um rapel (sem cordas de segurança <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ).</p>
<p>O mais estranho e perigoso é quando escutávamos barulho de motor e então era um &#8220;deus nos acuda&#8221; para parar, achar uma brecha no mato, se embrenhar por lá tentando se esquivar do maluco que descia alucinado.</p>
<div id="attachment_633" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-633" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00452/"><img class="size-medium wp-image-633" title="DSC00452" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00452-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pra vala, literalmente</p></div>
<p>A instrução era de descermos mais esparsados uns dos outros, para que se alguém caíssem, não causasse um efeito dominó. Porém havia um insano entre nós que descia sem muito medo e como disse o amigo Bur &#8220;o Nerso parece uma vaca louca descendo a trilha&#8221;. Insanidades a parte e muito tempo de uma descida muito perigosa, conseguimos chegar ao fim. Fim dessa parte, claro.</p>
<p>Depois disso a trilha melhorou e ficou bem plana, porém bem fechada e com muita lama. Por causa das chuvas da semana o chão estava literalmente encharcado. Em determinado ponto, já beirando o riacho que cruzava o morro, nos deparamos com vários motoqueiros parados em um trecho muito complicado da trilha. Os mais inteligentes e sensantos, que não usavam veículo motorizado, podiam passar pelo trecho simplesmente levantando a bicicleta e subindo em algumas pedras, ao contrários dos infelizes motorizados já que seria impossível levantar o peso de uma moto de trilha (200 Kg? Sei lá). Mesmo assim, alguns bons garotos ajudaram muitas motos, tentando levantar o guidão enquanto o piloto acelerava para tentar subir entre as pedras.</p>
<p>Passado esse momento que nos fez perder preciosos minutos, alguns quilômetros (ou nem tanto) a frente chegara um dos trechos mais interessantes da trilha, o tal do túnel. Naõ sei exatamente o propósito do túnel, mas é uma estrutura de pedras e concreto que permitia fluir a água do riacho de um lado a outro e por não prever a passagem se pessoas (utilizando quaisquer veículos) não há pontos de iluminação dentro dele. Primeiro que para chegar ao túnel, foi preciso entrar no riacho onde a água dava na altura da cintura e para isso alguns do aventureiros optou por sair pedalando em terra enquanto os mais cautelosos prefiriram entrar carregando a bicicleta.</p>
<div id="attachment_638" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-638" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00472/"><img class="size-medium wp-image-638" title="DSC00472" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00472-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiro Túnel</p></div>
<p>E depois, atravessar um túnel sem ilumunição e com água corrente na altura do joelho foi uma experiência muito interessante, recheada de adrenalina. Como não tínhamos farois nas bicicletas (apenas um ou dois previnidos que foram na frente) tivemos que adentrar em fila indiana beirando o lado <strong>direito</strong> do túnel, conforme a orientação dos mais experientes. Foi um percurso curto que fomos com extrema cautela e sempre confiando um no outro. Na saída do túnel, já com iluminação natural do dia, a orientação era saírmos pela <strong>esquerda</strong> que era a parte mais rasa do riacho. Depois o Jupa me contou que se confudiu e foi sair pelo lado direito do túnel e levou um capote <em>a lá Cirque du Soleil </em>e quando levantou das águas profundas não achou sua respectiva bicicleta&#8230; o cara perdeu a bicicleta no meio do riacho!! (lógico que ele achou depois, mas deve ter rolado um certo desespero momentaneo).</p>
<div id="attachment_639" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-639" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00483/"><img class="size-medium wp-image-639" title="DSC00483" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00483-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Saída do 1o túnel</p></div>
<p>Eu só sei que foi um euforia geral, depois entrar na água pedalando, atravessar o túnel sem enxergar quase nada e sair do túnel com a água quase na cintura (em certos pontos acima dela), a galera tava em êxtase! Muito louco.</p>
<p>Depois disso, voltamos a atravessar o riacho para pegar a continuação da trilha (saída para direita), andamos por mais alguns bons trechos em <em>single track, </em>sempre desviando dos malditos motoqueiros, quando finalmente entramos em uma bifurcação da trilha onde os competidores de moto não poderiam passar. Nesse ponto estávamos indo direto ao segundo túnel qual enfrentaríamos e dessa bifurcação até lá foi um trecho com diversas partes alagadas; Realmente as chuvas desse janeiro de 2010 estavam causando estragos.</p>
<p>Algumas &#8220;lagoas&#8221; e alguns quilômetros depois estavam todos parados na entrada do segundo túnel, mais longo e consequentemente muito mais escuro. Esse túnel realmente estava escuro e não dava para enxergar nada! Esse túnel era realmente sinistro, pois além da escuridão, havia água parada e gelada e o lado qual estávamos percorrendo (no lado direto, bem colado a parede, meio que tateando para auxiliar) parecia ceder rumo ao centro do túnel!</p>
<div id="attachment_642" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-642" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00497-2/"><img class="size-medium wp-image-642" title="DSC00497" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00497-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Segundo túnel</p></div>
<p>Depois da tensão de atravessar esse segundo túnel, ainda passamos por algumas lagoas e seguimos a trilha até o primeiro sinal de civilização. Ainda seguimos por mais alguns quilômetros por estrada de terra (porém mais cross country), até a Rodovia Raposo Tavares, no bar do &#8220;risca faca&#8221; em Inhaíba. Nesse último trecho eu estava pedalando igual um condenado e minha bicicleta mals saía do lugar, achei que tinha &#8220;quebrado&#8221; e fiquei um pouco preocupado com a volta. Porém quando paramos no bar para reabastecer percebi que mesmo para empurar a bicicleta estava difícil e imaginei ser um problema mecânico.</p>
<p>Porém não tive muot tempo pra identificar o que era, já que todos queriam sair logo do bar com certo receio em relação a segurança do grupo. O problema foi que, mesmo no asfalto onde a bicicleta deveria render mais eu não estava conseguindo pedalar e era justamente em um enorme subida. Fiz um esforço DESCOMUNAL para terminar o trecho de subida qual todos fizeram com certa facilidade. Creio que só consegui terminar a subida porque o amigo Jupa foi pedalando junto comigo meio que dando um incentivo moral e também pelo fato de ver todos sentados ladeira acima me esperando a sabor de uma sombra.</p>
<p>Quando me juntei ao grupo, o Jupa, Nerso e o Bur chegaram para olhar o que poderia estar errado com a bike. Tiramos a roda da frente, eles desmontaram o pino do centro do cubo e perceberam um desgaste enorme no garfo. Algo estava atritando muito entre o garfo e a roda e o esforço que fiz gerou um significativo sulco no metal (do garfo). Creio que inverteram o lado do pino e seus estribos, montaram na roda e montaram no garfo e quando testaram, a roda voltara a rodar livremente! <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A partir de então o pedal fluiu tranquilo e numa velocidade mais aceitável até o mini shopping qual havíamos saído. O Ricardo e sua trupe já tinham colocado as bikes no carro e já estavam tomando um chope dentro do mini shopping. Conversamos um pouco, tomamos alguma coisa e como ainda tínhamos mais 12Km de pedal, nos despedimos e tomamos caminho de volta pra casa. Nesse trecho, passamos pela cicloponte e vimos o rio Sorocaba alagado. Uma leve chuva ameaçou cair, mas deixou todos só na vontade. Em frente a academia BioFit nos separamos e despedimos do amigo Jupa e pedalamos até em casa, terminando assim o mais plural dos pedais que já fiz, como os dados:</p>
<p>Total útil: 4h15min46seg<br />
Distância: 54.55 Km<br />
Vel. Média: 12.7 Km/h<br />
Vel. Máxima: 68.2 Km/h</p>
<p>Para comemorar a aventura, nada melhor que um bom banho, uma bela pratada de massa (só uma?? <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ) e várias cervejas para hidratar:</p>
<div id="attachment_647" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-647" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00528/"><img class="size-medium wp-image-647" title="DSC00528" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00528-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Seleção de &quot;artesanais&quot;</p></div>
<p>Gostaria de dizer obrigado a todos que participaram do pedal pelas conversas, pelas risadas, pelas orientações, pelas demonstrações de companheirismo, pelos lanches ou simplesmente por ter participado. É por essas que eu digo que nunca vou parar&#8230; &#8220;a vida é loca&#8221;.</p>
<p>Até a próxima.</p>


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		<title>Pedal na Serra da Cantareira</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 02:05:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Era a minha vez de sair da comodidade da minha cidade e ir pedalar com os amigos onde desejassem (tá certo que os pedais em Itu e Cabreúva, também tive de pegar ônibus e ninguém fez conta). No ínicio da semana começaram a rolar emails para que fôssemos na Serra da Cantareira no então próximo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era a minha vez de sair da comodidade da minha cidade e ir pedalar com os amigos onde desejassem (tá certo que os pedais em Itu e Cabreúva, também tive de pegar ônibus e ninguém fez conta). No ínicio da semana começaram a rolar emails para que fôssemos na Serra da Cantareira no então próximo Sábado dia 14/11/2009 e eu não tive como negar. E nem queria.</p>
<p>Como todo dia de semana, acordei nesse Sábado às cinco da manhã, peguei minhas coisas que já estavam arrumadas desde da noite anterior e saí pedalando até a rodoviária. Havia conversado com outros amigos cicloturistas que já haviam transportado a bicicleta em ônibus da viação Cometa e nenhum deles teve problemas. Eu não seria o primeiro, né?</p>
<p>Mais ou menos. Quando cheguei na boca do guichê e pedi minha passagem para São Paulo, logo o atendente me disse que eu precisaria embalar minha bicicleta, pois a viação Cometa não permitira o transporte do mesmo sem uma &#8220;embalagem&#8221;. Fiz cara de espanto e disse que não tinha a caixa da minha bicicleta e perguntei o motivo de não poder embarcar e ele me respondeu que de outra forma a bicicleta poderia sofrer algum dano no traslado e a empresa teria de se reponsabilizar por isso e a solução encontrada foi embalar! O cacete! Esse negócio de embalar, pra mim, é uma tentativa de inibir o cidadão levar sua bagagem!</p>
<p>Logo o primeiro estresse foi sanado, quando o rapaz do guichê me vendeu a passagem sob na condição de eu me responsabilizar por qualquer dano ao equipo transportado. Coloquei então minha <em>bike </em>no bagageiro do ônibus e me mandei pra sampa. Já na estação rodoviária da Barra Funda, liguei para o companehiro Boo e que estava chegando com seu verículo para podermos ir até a serra (infelizmente o metrô de São Paulo ainda não permite que o usuário leve sua bicicleta no vagão aos Sábados de manhã, mas mesmo assim considero a integração metrô &#8211; bicicleta bem avançado, principalmente comparando com a viação Cometa <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ).</p>
<p>Como era caminho, passamos na casa dele primeiro, onde eu troquei de roupa, demos uma geral nas bikes e fomos a caminho da serra. Ainda antes de chegar no destino, paramos em uma padoca para fazer a carga energética inicial. Pãezinhos na chapa, café, água e etc. Enfim prontos, tomamos rumo a Cantareira.</p>
<p>Algumas subidas e poucas descidas, vimos de longe em um recuo da pista dois carros parados, com a nítida impressão de que um deles estava quebrado. Encostamos e eram justamente o resto da trupe que, teoricamente, estavam nos aguardando no topo da serra pro nosso rolê. Estavam em volta do carro Biriba, Gaba, Mau, Limão (Tiozinho!) e&#8230; Zina?!?! O quê? O Zina (Ronaldo!) foi pro rolê e ainda zuou o Piolho?! <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O lance é que o carro do Zina (Toiço) tinha super aquecido e seria imprudente ao veículo andar sob essas condições. Não olhei pro relógio, nem nada, só sei que lá ficamos uns bons e importantes minutos de nosso passeio. Mas fazer o quê? Esse tipo de coisa acontece mesmo&#8230; Se tivéssemos saído no pedal desde nossas casa, isso não teria acontecido. O jeito era esperar que os &#8220;mecânicos&#8221; solucionassem.</p>
<p>Horas depois, conseguimos chegar ao topo da serra, onde descarregamos as bicicletas e nos preparamos para o rolê. Meio quilômetro de asfalto e uma entrada invisível no meio da mata determinava o começo da aventura e sem parar já emendamos o chão de terra. Não sou experiente em <em>Mountain Bike</em> e sou um zero à esquerda quando se trata de <em>Downhill, </em>e era isso que nos esperava.</p>
<p><span id="more-530"></span>Creio que nem 200 metros adiante já tivemos que descer das bicicletas para passar pelas &#8220;crateras&#8221; que nos esperavam. Logo na primeira que já tinha uma poça enorme o Zina levou um rola e desceu o morrinho parecendo o brinquedo Splash do Playcenter, pois depois da queda vinha uma piscina de lama para amortecer o impacto <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> . Depois de algumas risadas meio ao ar puro, continuamos o pedal, sempre quase rolando morro abaixo, pois para mim (e creio que para os outros) o trecho era bem técnico. Sempre senti que minha bike era um pouco grande para mim, mas nos pedais urbanos, cross country e pedais na estrada nunca me senti desconfortável, porém dessa vez eu achei que iria cair a cada metro andado&#8230; realmente o tamanho fez a diferença.</p>
<div id="attachment_534" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-534" title="100_2341" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/100_2341-400x300.jpg" alt="Splash!" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Splash!</p></div>
<p>Depois de pedalado mais um pouco, a trilha ficou menos técnica e me senti mais confiante no pedal. Mesmo assim, tínhamos de descer das bicicletas constantemente pois troncos e valetas enormes no meio da trilha nos forçavam a isso. Cinco quilômetros depois saimos em uma clareira onde tomamos um pouco de água e descansamos por uns cinco minutos. Estranhamente parecia que eu tinha pedalado uns 20 Km. Saimos logo por uma descida e demos de cara com uma subida muito íngreme, quase impossível de subir pedalando e depois disso o trilha voltou a ficar um pouco mais fácil onde encontramos vários trechos de lama, muita lama.</p>
<p>Quase no final, saímos para uma descida muuuito íngreme e essa sim, impossível de descer pedalando. Quase caindo e segurando as bikes, fomos descendo vagarosamente e acabamos em uma outra clareira que desembocava em uma estrada de terra batida onde circulam carros. Pegamos essa estradinha procurando sair finalmente para o asfalto, qual nos levaria para o Bar do Pedrão.</p>
<div id="attachment_535" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-535" title="100_2343" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/100_2343-400x300.jpg" alt="Lama!!" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Lama!!</p></div>
<p>Atolados de barro, adentramos o Bar do Pedrão, um lugar aberto que rolava um reagge. Pedimos uns lanches (uns mais toiços que os outros), umas cervejas e uns refri. Eu fui de breja, claro <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  Depois da demora, comemos o lanche e a discussão que permeava era como fazer para voltar. Uns queriam subir de ônibus, pegar os carros e  descer pra pegar as bikes  e os que ficaram serra abaixo; Outros queriam ficar por lá e esperar os carros chegarem; Outros ainda queriam pedir carona na estrada e subir na maciota; Eu fui enfático: quero subir no pedal! Ainda bem que o Maurício (irmão do Gaba) e o Boo aceitaram o desafio proposto.</p>
<p>Alguns quiseram argumentar que a subida era íngreme, que a estrada não tinha acostamento e que iríamos demorar uma hora e meia só pra subir. Quando falaram que era 10 Km, pensei comigo &#8220;estou mais acostumado com estrada, não deve ser não ruim assim&#8221;. Enchemos as caramanholas e pé na estrada!</p>
<p>Sim, foi uma subida cansativa, quase que initerrupta. Sim, eles tinham razão em relação ao acostamento, pois não havia sequer um centímetro disso. Porém, ao contrrário das profecias, subindo em um rítimo moderado, sem perder muito a cadência, fizemos o percurso de pouco mais de 7Km em cerca de 40 minutos. Apenas duas situações de perigo aconteceram: o primeiro, um palhaço de moto, que tinha a estrada inteira para ele, quis passar &#8220;rasgando&#8221; perto de mim; e o segundo, um &#8220;sem noção&#8221; dirigindo um Citroen vermelho passou a uns 5 cm de mim e do Boo, em uma situação de risco em que vinha um carro na outra mão e não tinha espaço para nos passar, ao invés de diminuir a velocidade do veículo, esperar o outro carro passar (era questão de segundos) e depois nos ultrapassar com segurança segundo o <a href="http://www.denatran.gov.br/ctb.htm">artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro</a>, resolveu acelerar e nos ultrapassar &#8220;tirando tinta&#8221;! Foi tentativa de homicídio!</p>
<div id="attachment_539" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-539" title="100_2349" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/100_2349-400x300.jpg" alt="Se liga na missão" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Se liga na missão</p></div>
<p>O que importa é que chegamos são, salvos e prontos para mais. O Maurício e Boo pegaram os carros e foram resgatar o preguiçosos que estavam tomando cerveja e jogando bilhar no bar, enquanto eu ficava tomando conta das bicicletas. Depois colocamos as bicicletas nos carros e voltamos, melancólicos, para a cidade grande. Eu ainda precisar tomar rumo para Sorocaba, então dei uma leve lavada na bicicleta na casa do Boo e depois fomos no pedal até a estação do metrô. Me despedi do brother e utilizando o <a href="http://www.metro.sp.gov.br/noticias/campanhas/bicicleta/regulamento.asp">benefício do metrô</a>, entrei na estação com minha parceira.</p>
<p>Não tive problema nenhum em circular com a bicicleta no metrô, claro que sempre desmontado dela. O meu grande problema e sufoco foi novamente com a viação Cometa. Passei um perrengue para que pudessem permitir eu viajar com a bicicleta no bagageiro. Detalhe, eu era o único viajante que levava &#8220;bagagem&#8221;, ou seja, o bagageiro do ônibus estava vazio! Tentei argumentar que era viajante e que a bicicleta era minha bagagem, disse ao senhor muito arrogante na estação da Barra Funda que a ANTT permitia, etc e etc. Mas o argumento final foi que havia viajado para São Paulo por tal viação e que iria voltar da mesma forma, exibindo o bilhete de ida. No final, voltei para casa com a bike sem embalar mesmo como um &#8220;favor&#8221; que tal companhia me prestou&#8230; cômico!</p>
<p>Em Sorocaba, depois de ter descido do ônibus, fui para casa pedalando, claro. E cheguei pouco depois das 20h e com algumas minhocas na cabeça:</p>
<p>1- O tamanho da minha bicicleta realmente me incomodou e penso muito em fazer um bike fit para saber se troco de bike ou não;</p>
<p>2- Preciso tirar a tal carteirinha de cicloturista para que possa a me ajudar nos momentos em que preciso fazer integração da bicicleta com outros meios de transportes ou mesmo andar nas estradas;</p>
<p>3- Se continuar viajando, pretendo comprar um &#8220;mala-bike&#8221;, que ajuda na proteção do equipamento e evita transtornos como o que aconteceu nesse pedal;</p>
<p>4- Não pretendo parar de pedalar e viajar tão cedo <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Até a próxima!</p>


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