Entries Tagged 'Ciclismo' ↓
abril 13th, 2009 — Ciclismo, Esporte, Meio ambiente, Pessoal
Como da última vez o relógio despertou cedinho, me troquei, preparei um lanche e fui pra rua rumo a rodoviária de Sorocaba. Havia trocado os pneus da minha bike na noite anterior e antes de completar um 1km eu já estava parado tentando arrumar um problema justamente no pneu. Algo ficou mal feito e para não perder o ônibus tive de pedalar sem os freios traseiros.
Já na rodoviaria, comprei minha passagem e tentei arrumar o problema mas sem sucesso. Quando o ônibus chegou, amarrei a bicicleta no bagageiro, me adentrei no veículo e decidi tomar meu desjejum (sim, tomei-o no ônibus mesmo). Chegando no meu primeiro destino (Itu/SP), decidi tentar arrumar de vez o problema do pneu enquanto esperava o resto do povo. Não só deu tempo, como ainda tive que esperar por uns 45 minutos.
Primeiro chegou o boo, que veio pedalando de Salto/SP e depois, de carro, vieram o Rogério e o Gaba. Utilizando lotação máxima do veículo, colocamos as bikes no carro e fomos para Cabreúva/SP, porém antes paramos para tomar um café-da-manhã (meu segundo, diga-se de passagem) num padoca no meio do caminho.
Chegamos na casa do Maurício, irmão do Gaba, descarregamos as bicicletas e começamos a nos aprontar para sair pro pedal. Depois de tudo pronto, pé na estrada! Saimos pelas ruas de Cabreúva guiados pelo Maurício e logo já estávamos em ruas de terra. Foram alguns quilômetros de cross-country e muita pirambeira, pois estávamos pedalando no pé da Serra do Japi.

Pirambeira

Pirambeira

Mais pirambeira
Estava bem quente e fizemos um rolê bem legal, subindo e descendo constantemente. Tiramos muitas fotos bonitas, já que a paisagem e o céu azul estavam a nosso favor. No final do passeio paramos para tomar um energético milk-shake, descansar e preparar para o retorno.
Da mesma forma, colocamos as bikes no carro do Gaba que deixou o Boo em Itu que ia voltar novamente no pedal para Salto e depois me deixou na entrada da “castelinho” para que eu voltasse também no pedal para Sorocaba, já que ele estava voltando para São Paulo.

Da esquerda para direita: Gaba, Mau, eu, Boo e Roger (foto Roger)
Nesse último trecho senti um pouco de cansaço e mantive um rítimo leve. Não sei exatamente se foi por conta do despreparo, dos pneus “cravão” ou da corrida (treino) puxada que tinha feito na quinta-feira.
De qualquer forma, foi um pedal bem legal, com muito mais estradas de terra, subidas e descidas e um contato maior com a natureza (um visual realmente deslumbrante). E no final os números foram:
- Velocidade máxima: 42,3 Km/h
- Distância percorrida: 52,67 Km
- Velocidade média: 15,8 Km/h
- Tempo total de pedal (útil): 3h19min
Até a próxima!
março 15th, 2009 — Ciclismo, Esporte, Pessoal
O destino ainda era pouco certo, mas a vontade era sem fim. Às 5:30 da manhã o relógio desperta e novamente vem aquela vontade de dormir mais um pouquinho, porém a manhã do dia sete de março de 2009 era uma manhã atípica.
Com tudo preparado no dia anterior, peguei minha mochila, subi na minha bicicleta e fui para a rodoviária. Lá amarrei minha companheira no bagageiro e subi no ônibus com destino a cidade de Itu-SP. Na rodoviária de Itu, o camarada Boo me pegou de carro e fomos até a chácara da tia dele (um lugar muito bonito, calmo, com muito verde, uma piscina e muito som de pássaros (nenhum som de motor)) que fica em Salto.

Cross country em Salto/SP
Tiramos as bikes, enchemos as caramanholas e fomos ao encontro de outros três pedaleiros (Gaba, Limão e Mau) que nos aguardavam na mesma rodoviária de Itu (sim, fui e voltei). Finalmente partirmos para tal Fazenda do Chocolate. No caminho para a passamos por um trecho com muita mata (apesar de ser asfaltado) beirando o rio Tietê e uma serrinha com uma subida beeem íngrime.

Pedal nas ruas de Itu/SP - foto boo

Entrada da estrada Itu-Cabreúva - foto boo

Desleixo humano em relação aos recursos naturais - Rio Tietê
Chegando na fazenda, estacionamos nosso veículo ao pé de uma árvore e corremos para a lanchonete devorar algo cheio de carboidratos.
Conhecemos a fazenda e logo voltamos embora. A descida da serra, obviamente, foi mais tranquila e rápida e em pouco tempo de pedal já estávamos passando na frente do Shopping Plaza Itu, qual era destino de três integrantes do grupo.

Fazenda do Chocolate
Após nos desperdimos, eu e o boo tomamos caminho rumo a Salto-SP, de volta a chácara do boo. Pegamos a rodovia do Açúcar que nos rendeu mais 20km de pedal. Fizemos novamente um cross-country (6km) pelas estradinhas de terra até o destino (quase) final. Na chácara, um lugar bem tranquilo para olhos e ouvidos, descansamos, tomamos mais água e nos ajeitamos para voltarmos para nossos respectivos destinos. O destino do boo era São Paulo e o meu Sorocaba, então em determinado ponto cada um ia tomar seu caminho e foi justamente nesse ponto (fim da Castelinho (rod. Senador José Emírio de Moraes) com intersecção da rod. Castelo Branco) onde o boo me deixou com minha companheira.
Subi na minha bike e fui para Sorocaba. Passei pelo pedágio e sem parada cheguei até a marginal do Rio Sorocaba (+ou- 10Km). Lá fiz uma rápida pausa para comunicação, alimentação e hidratação e logo tomei o caminho de casa, num rítimo mais lento pelas ciclovias da cidade. Perto das 18:00, cansado mas feliz, adrentei em minha residência.

Foto com a galera, fim do pedal (Fim do pedal pra quem?)
Resultados obtidos:
- Velocidade máxima: 60 km/h
- Distância percorrida: 92 km
- Velocidade média: 17,6 km/h
- Tempo total de pedal (útil): 4h56min
- Cidades percorridas: Sorocaba, Itu e Salto
A lição aprendida dessa vez foi que a utilização do pneu apropriado para o ambiente nos rendeu mais horas de pedal, a alimentação melhor também nos rendeu menos cansaço (no final, menor sensação de estar “acabado”) apesar de ainda não ter sido ideal, o deslocamento em um número maior de pessoas também contribuiu muito para o psicologico e o visual foi um incentivo a mais. Além disso, creio que estou me sentindo mais preparado para fazer uma viagem mais longa, com um destino certo, coisa que pretendo fazer até o final do ano.
O importante é que todos se divertiram, gostaram muito do passeio e ficaram se perguntando “quando será a próxima?”, o que indica que logo logo teremos mais trips para fazer.
Até a próxima cicloviagem.
março 2nd, 2009 — Ciclismo, Meio ambiente, Pessoal, Transito
Eu: E aí, Fernando? Tudo beleza? Fazendo uma comprinha?
F:Beleza. Um ventiladorzinho… Esse calor tá demais.
Depois de uma rápida conversa, meu interlocutor mirando meu capacete debaixo do meu braço pergunta:
F: Pô! Veio pro supermercado de bicicleta?
Eu: É! Não tenho carro, esse é meu veículo!
F: Cê tá “bom” hein?
“Menos carro, mais bicicleta!” (:
novembro 4th, 2008 — Ciclismo, Imagens, Pessoal
Foi louco! Não poderia dar outro “adjetivo” a cicloviagem que eu e meu amigo Ricardo Carnaúba (boo) fizemos. A primeira cicloviagem que faço e apesar da mudança, subtancial, de planos, foi muito legal, produtiva e com muitos aprendizados.
A idéia inicial era saírmos de Sorocaba/SP as sete da manhã do dia 1o de novembro (sábado) com destino a cidade de Salto/SP, especificadamente na chácara da tia do Boo. Porém, devido ao cansaço da semana, baladas e afins, saímos as onze horas da manhã desse mesmo dia.
Empolgados, pegamos nossas bikes devidamente ajustadas e saímos pro pedal. Como o boo é de São Paulo e nunca tinha vindo pra Sorocaba, minha idéia era fazer um rolezinho na cidade, aproveitando para comprar algumas coisinhas que faltavam como câmaras, kit remendo e etc. Passamos em uma bicicletaria relativamente perto de casa, compramos o que tinha que ser comprado e tomamos rumo, pelo centro comercial da cidade, a Rodovia Sendor José Ermírio de Moraes, vulgo “Castelinho”. Antes de chegarmos a citada rodovia, o percurso foi parte pela rua, como é de nosso direito, outra parte em ciclovia, como é de nosso dever.
No meio do caminho paramos no supermecado Extra, onde tomamos uma água, o boo tomou um gatorade (1), comemos uma granola e umas bananas seca. Levamos uma idéia de baixo de uma enorme árvore no estacionamento do tal supermercado e decidimos sair. Um pouco de rua, “rachando” com carros e motos (essa segunda sem qualquer resquício de respeito no trânsito) e depois dá-lhe ciclovia. Debaixo da ponte que dá acesso à Castelinho, conversamos um pouco sobre a segurança, o que fazer e como fazer, em termos de sinalização e convivência com veículos motorizados.

Uma das diversas paradas para fotos
Subimos a ponte e num trecho delicado (sem acostamento, no meio da rodovia), iniciamos o pedal na rodovia. Pedalamos debaixo de um Sol escaldante por cerca de 5km, onde avistamos uma árvore que fazia uma generosa sombra. Não resistimos ao frescor da sombra e resolvemos parar para tomar mais um gole d’água. Da árvore, fomos pedalando até um posto de gasolina, já perto da entrada que dá acesso a rodovia Castelo Branco. Comprei uma água, enchi minha caramanhola, comi um nutri e o boo tomou mais um gatorade (2).
De lá fomos até a entrada que dá acesso a estrada velha para Itu. Decidimos então voltar, já que passavam dos 30km rodados. Na volta, mais algumas paradas para fotos, hidratação, descanso e uma delas novamente no Extra para comprar macarrão e molho para preparar nosso “troféu”. Depois de quatro subidas ingrimes, já esgotados pelo pedal longo (pelo menos para nós) foi dificil acreditar que havíamos chegado. Tomei um gatorade que tinha em casa e o boo tomou outro (3). O boo preparou o macarrão, que ficou muito bom, e nos esbaldamos de tanto comer.
No final das contas, obtivemos os seguintes dados:
- 62 km/h velocidade máxima
- 62 km distância percorrida
- 19,5 km/h velocidade média
- 3h28min tempo total de pedal (útil)
A lição aprendida foi que precisamos nos planejar melhor em relação ao percurso e horário, treinar mais para se preparar para esse tipo de evento e tomar mais cuidado com a alimentação, coisa que poderia nos ter rendido alguns quilometros a mais e menos cansaço.
Até a próxima cicloviagem.