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De volta aos treinos

Depois de mais de dois meses longes dos treinos, estou de volta. A idéia é ganhar condicionamento cardiovascular com exercícios leves e de baixo impacto (para os joelhos) até quando o médico não me liberar.

Desde segunda feira (05/01/2010) meus treinos consistem em nada muito além do quê caminhadas diárias de 30~40 minutos e exercícios para os grupos musculares dos membros superiores.

Hoje, sábado dia 09/01/2010, fiz mais um treino pela manhã, porém foi um treino de “tiro”. Estranho?? Mas não tive como escapar, pois estava indo cortar o cabelo quando eu vi que o meu ônibus tinha passado no meu ponto e estava parado no semáforo, logo lembrei de um outro ponto logo mais abaixo e explodí em disparada ao segundo ponto… treino de tiro de 200 metros porém não consegui registrar o tempo, mas consegui pegar o ônibus. :)

Ainda bem que meus treinos devem ser de “baixa intensidade e baixo impacto”. :p

Au revoir.

Pedal na Serra da Cantareira

Era a minha vez de sair da comodidade da minha cidade e ir pedalar com os amigos onde desejassem (tá certo que os pedais em Itu e Cabreúva, também tive de pegar ônibus e ninguém fez conta). No ínicio da semana começaram a rolar emails para que fôssemos na Serra da Cantareira no então próximo Sábado dia 14/11/2009 e eu não tive como negar. E nem queria.

Como todo dia de semana, acordei nesse Sábado às cinco da manhã, peguei minhas coisas que já estavam arrumadas desde da noite anterior e saí pedalando até a rodoviária. Havia conversado com outros amigos cicloturistas que já haviam transportado a bicicleta em ônibus da viação Cometa e nenhum deles teve problemas. Eu não seria o primeiro, né?

Mais ou menos. Quando cheguei na boca do guichê e pedi minha passagem para São Paulo, logo o atendente me disse que eu precisaria embalar minha bicicleta, pois a viação Cometa não permitira o transporte do mesmo sem uma “embalagem”. Fiz cara de espanto e disse que não tinha a caixa da minha bicicleta e perguntei o motivo de não poder embarcar e ele me respondeu que de outra forma a bicicleta poderia sofrer algum dano no traslado e a empresa teria de se reponsabilizar por isso e a solução encontrada foi embalar! O cacete! Esse negócio de embalar, pra mim, é uma tentativa de inibir o cidadão levar sua bagagem!

Logo o primeiro estresse foi sanado, quando o rapaz do guichê me vendeu a passagem sob na condição de eu me responsabilizar por qualquer dano ao equipo transportado. Coloquei então minha bike no bagageiro do ônibus e me mandei pra sampa. Já na estação rodoviária da Barra Funda, liguei para o companehiro Boo e que estava chegando com seu verículo para podermos ir até a serra (infelizmente o metrô de São Paulo ainda não permite que o usuário leve sua bicicleta no vagão aos Sábados de manhã, mas mesmo assim considero a integração metrô – bicicleta bem avançado, principalmente comparando com a viação Cometa ;) ).

Como era caminho, passamos na casa dele primeiro, onde eu troquei de roupa, demos uma geral nas bikes e fomos a caminho da serra. Ainda antes de chegar no destino, paramos em uma padoca para fazer a carga energética inicial. Pãezinhos na chapa, café, água e etc. Enfim prontos, tomamos rumo a Cantareira.

Algumas subidas e poucas descidas, vimos de longe em um recuo da pista dois carros parados, com a nítida impressão de que um deles estava quebrado. Encostamos e eram justamente o resto da trupe que, teoricamente, estavam nos aguardando no topo da serra pro nosso rolê. Estavam em volta do carro Biriba, Gaba, Mau, Limão (Tiozinho!) e… Zina?!?! O quê? O Zina (Ronaldo!) foi pro rolê e ainda zuou o Piolho?! :)

O lance é que o carro do Zina (Toiço) tinha super aquecido e seria imprudente ao veículo andar sob essas condições. Não olhei pro relógio, nem nada, só sei que lá ficamos uns bons e importantes minutos de nosso passeio. Mas fazer o quê? Esse tipo de coisa acontece mesmo… Se tivéssemos saído no pedal desde nossas casa, isso não teria acontecido. O jeito era esperar que os “mecânicos” solucionassem.

Horas depois, conseguimos chegar ao topo da serra, onde descarregamos as bicicletas e nos preparamos para o rolê. Meio quilômetro de asfalto e uma entrada invisível no meio da mata determinava o começo da aventura e sem parar já emendamos o chão de terra. Não sou experiente em Mountain Bike e sou um zero à esquerda quando se trata de Downhill, e era isso que nos esperava.

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Quebrada a barreira dos cem

Em qualquer coisa que se faça, o fator psicológico conta muito. Aliás, conta demais! Agitamos um pedal perto do feriado dia 12 de outubro/2009, no primeiro fim de semana após meu retorno ao trabalho. Talvez por esse motivo (volta ao trabalho) eu tenha ficado com minha não mais costumeira crise de asma, justamente no fim de semana do pedal!

Tal fim de semana estava escrito para ser totalmente frustante, pois muito provavelmente eu não conseguiria fazer alguma atividade. O tempo tinha dado uma virada e eu que ainda estava pouco acostumado com o clima do centro oeste brasileiro, sofri. Tentei me controlar, mas na madrugada de sábado para domingo (11/10/2009) sucumbi a falta de ar.

O Ricardo estava vindo de São Paulo só para pedalar conosco e o Jupa e o Nelson estavam preparados. Como dormi na casa da minha namorada, precisava pelo menos cumprir o papel de levar meu amigo Ricardo ao encontro do dois outros pedalantes. No tempo entre me aprontar e voltar para casa para esperar o Ricardo, dei uma leve melhorada. Mesmo assim não me sentia apto para fazer uma cicloviagem.

Em casa, bem agasalho (até de certa forma exagerada), descansei um pouco no sofá, enquanto o paulistano não chegava. Mais uma leve melhora obtive. Quando o Ricardo chegou, perto das 7h40min, o dia já estava mais quente. Quando começamos a descarregar a bike dele, começou a me dar uma vontade enorme de sair com os caras para pedalar. Nesse momento liguei para o Jupa para dizer que não ia e expliquei o motivo, e ele simplesmente disse: “tu acha que dá, mas tá com medo de passar mal? Vamo aí “de boa” até um local perto, se você se sentir mal ou volta sozinho ou a gente volta contigo”. Por mais incrível que pareça, a Juliana consentiu com a idéia. Parece que a partir de então minha melhora ocorreu de forma exponencial.

Preparados, eu e o Ricardo passamos primeiramente em uma padoca, já que eu não tinha comido nada. Depois de dois pães na chapa e um cafezinho, me despedi da Juliana e fomos para a casa da Carol, encontrar com o Jupa.

Início

Eu, Boo (Ricardo) e Jupa - Eu era o único agasalhado

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Maratona Revezamento Pão de Açucar

No primeiro dia útil de férias (19/09/2009) viajei com minha namorada para São Paulo (capital) para participar da 17a Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar, que realizar-se-ia no dia 20/09/2009 no parque Ibirapuera dessa cidade.

O planejamento era ficar em um hotel para chegar a tempo e descansado para a corrida, conseguir adiantar alguns itens da viagem (irei relatar depois) e aproveitar o late checkout para tomar um banho pós corrida, pré viagem (ou seja, para não viajar suado e fedido). Pois bem, chegamos em São Paulo perto das 14h e fomos direto ao hotel para fazer checkin, deixar as malas e ir tranquilos para comprar passagens de ônibus (adiantado) de um dos destinos da nossa viagem.

Antes de entrar na estação do metrô (estação Santa Cruz), comemos um sanduíche na Casa do Pão de Queijo. Era nosso almoço (perto das 16h). Logo chegamos na estação Tietê, compramos as passagens e voltamos ao destino inicial (mesmo querendo ir na decathlon). Perto das 20h, caminhamos até o shopping Ibirapuera para comer uma massa antes da corrida. Continue lendo →

Batizada!

Não foi um batismo com água benta (ou isotônico (que ainda vou fazer)), foi um batismo com lama!

Na fria manhã de sábado do dia 22/08/2009, saí com mais dois pedalantes (Jupa e Nelson) para fazer mais uma cicloviagem. Como os dois são mais experientes do que eu, fiquei tranquilo em relação à organização e ao planejamento, tendo com simples tarefa chegar no horário, levar meus suprimentos nutricionais (especificados pela NutriSaudável) e ter disposição.

Às 8h30 da manhã, os três cavaleiros já estavam apostos na rod. João Leme dos Santos (na saída de Sorocaba, sentido Salto de Pirapora). Seguimos pela referida rodovia por alguns quilômetros (uns 5 ou 7) e entramos em um dos primeiros bairros de Salto de Pirapora, na entrada para a Universidade do Cavalo. Atravessamos o bairro acabando em uma estradinha que nos levaria a outra com acesso à rodovia Raposo Tavares. Essa primeira estradinha tinha um relevo variado, com constantes subidas e descidas e vistas panorâmicas (o Nelson quase desceu da bike para correr entre os campos de trigo :) ).

Pouco mais de 20km pedalados, paramos para descansar um bocado e nos alimentar. Nesse ponto, estávamos a decidir se pegaríamos a “Raposo” por estrada ou via uma trilha desconhecida que o companheiro Jupa vira no GoogleMaps. Não foi difícil decidir pela trilha e para lá fomos nós. Ao adrentarmos a trilha, uma leve subida seguida e uma íngreme descida, que nos esperava no final com uma bela poça de água (e lama). Hesitamos um pouco, mas não tinha jeito e assumimos que era parte da diversão e, foi nesse momento, que minha bike foi batizada. Não caí na poça, mas a bicicleta foi bem atingida pela lama.

Depois da lama, veio o caos: uma subida muito íngreme, com barro e algumas pedras soltas e que fizeram que nós descessemos das bicicletas e empurrássemos-nas morro acima. Trilha não muito estreita, mas com mato bem fechado dava um clima silencioso e um pouco escuro (dadas as proporções de horário (meio dia) e clima nublado, claro), qual finalizamos poucos quilômetros depois.

Demos de cara, enfim, com a Rodovia Raposo Tavares, também com subidas e descidas, mas em asfalto, o que nos fez desenvolver um pouco mais de velocidade. Saímos da “Raposo” e encaramos mais um pedacinho de estrada de terra e depois de poucos quilômetros, com o odômetro marcando 42 km percorridos, chegamos a chácara do Jupa (município de Capela do Alto). Passamos numa padoca, compramos pão, queijo, presunto, laranja e banana, e detonamos com quase tudo isso em poucos minutos.

Lá demos uma descansada e resolvemos voltar. Decidimos voltar pela “Raposo” direto (daria para escolher outro trajeto), sem perder muito tempo. O percurso foi tranquilo, com exceção de um dos poucos trechos sem acostamento que pegamos perto de Araçoiaba da Serra, onde um caminhão do grupo Votorantim (ou da empresa que fazia o transporte para) deu-nos uma buzinada altíssima e uma fechada sem nenhuma necessidade (fazendo-nos sair da pista). Diversos caminhões passaram pela gente, em trechos também sem acostamento e nenhum deles sequer deu uma buzinadinha “de alerta”. É realmente lamentável esse tipo de atitude, principalmente de uma empresa que se diz “ecologicamente correta” (pelo menos era o que dizia nas lonas de outros caminhões que passavam), já que a bicicleta não polui como os motorizados.

Estresse passado, pista com acostamento e nova pausa para um lanche, foram os momentos que precederam nossa chegada em Sorocaba. Na av. Gal. Carneiro, sentido centro, nos despedimos do Nelson, que ainda encararia mais uns 10 quilômetros até sua respectiva residência.

Ao chegar em casa e conferir o odômetros, fizemos:

Distância: 78km
Tempo total útil: 5h00min29seg
Velocidade Média: 15,5 Km/h
Velocidade Máxima: 57,0 Km/h
Cidades: Salto de Pirapora, Capela do Alto, Araçoiaba da Serra e Sorocaba

Foi uma experiência muito boa, um pedal com poucas paradas, com um clima bem ameno (muito vento, na verdade) e com um visual muito legal na maioria das vezes. Nunca havia passado por tantas cidades assim. Mais uma cicloviagem para ficar registrada!

Até a próxima.