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	<title>[SUPERATRATIVO] &#187; Imagens</title>
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		<title>Caminho do Sol pero no mucho: Dia Zero</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 03:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Não consegui escrever um pré post falando da cicloviagem que os Capira e os Capitar iam fazer, mas a maioria das pessoas que acompanham o blog (pouquíssimas) já sabiam do fato. De qualquer forma, falha minha, me desculpem. Sigo escrevendo agora de trás para frente, ou seja, da forma como se ainda estivesse na trip, como se estivesse postando ao fim de cada dia de pedal, pois fazendo dessa forma cronológica, me ajuda a lembra de mais coisas e aumenta a riqueza dos detalhes&#8230; vamos ao que interessa.</p>
<p>Há um bom tempo, os amigos do pedal já queriam fazer uma viagem de mais de um dia e esse sonho começou a se concretizar quando muitos toparam fazer o famoso <a title="http://www.caminhodosol.org" href="http://www.caminhodosol.org">Caminho do Sol</a>. De lá para cá foram dezenas de conversas sobre o trajeto, compramos o DVD do Caminho do Sol, pesquisamos na internet sobre relatos de pessoas já haviam feito, vimos fotos, trocamos idéias com pessoas mais experientes e no final batemos um papo com o sr. José Palma, idealizador do caminho, sujeito muito atencioso e prestativo, qual nos informou sobre as &#8220;regras&#8221; e valores.</p>
<p>Concentrada toda essa gama de informções em nossa lista de discussão, a maioria questionou o valor cobrado da credencial que permite o peregrino carimbar e &#8220;validar&#8221; nos devidos postos sua passagem por lá. Além disso a credencial te permite se hospedar em locais especiais, por preços especiais, que foram cuidadosamente escolhidos pelo sr. Palma. O próprio sr. Palma se encarrega de fazer as devidas reservas.</p>
<p>Depois de muita discussão acerca do assunto, enfim resolvemos fazer tudo da nossa maneira, ou seja, ligar para pousadas, pequisar/negociar preços, fazer as reservas e etc. Desde a hospedagem até o traslado, saiu quase tudo da maneira planejada, mas isso detalharei mais adiante e/ou nos próximos posts.</p>
<p>Dia Zero &#8211; 02/06/2010<br />
Sorocaba(SP) &#8211; Santana de Parnaíba(SP)</p>
<p>O dia que antecedeu  cicloviagem foi cheio de afazeres e alguns imprevistos.  Não trabalhei nesse dia e aproveitei para revisar tudo o que precisava para a viagem (fiz isso duas vezes), montei minha bagagem, retirei algumas coisas que acha desnecessário, coloquei anti furos nos pneus, revisei freios e marchas, lavei as caramanholas e comecei toda a montagem das coisas na bicicleta.</p>
<div id="attachment_888" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-888" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01317/"><img class="size-medium wp-image-888" title="DSC01317" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01317-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Kilza pronta pra guerra</p></div>
<p><span id="more-883"></span>Nesse interim, liguei para as empresas de ônibus que nos levaria de São Paulo à Santana de Parnaíba (Viação Osasco, argh!) e no final, de Piracicaba à Sorocaba (Pontur) e tudo certo, com os horários devidamente sincronizados e respondendo positivamente a minha pergunta sobre bicicletas no bagageiro. Fiquei mais animado com essas respostas e o único problema seria a viação Cometa (argh!!), mas como eu nã queria ficar implorando ou justificando nada pra ninguém, combinei com o Nerso que a gente ia embalar as bikes e entrar como bagagem normal.</p>
<p>O Nerso ficou de passar num loja para comprar plástico bolha e fita adesiva para embulharmos as bicicletas. Ele tava todo atrasado, pois ainda não tinha arrumado nada para a viagem. Creio que com a intenção de ganhar tempo, ele pediu pro pai dele nos levar paraa rodoviária, mesmo ele morando do lado oposto da cidade em relação a minha casa.</p>
<p>Depois de muito esperar, o Nerso chega em casa com um pedaço grande de papelão dizendo que mudou de idéia e resolveu não comprar plástico bolha, já que era mais caro e o papelão protegia mais e era mais ecologicamente correto. Não gostei muito da mudança substancial de planos, pois com o papelão levamos mais tempo (ainda) pra embrulhar, além da área ocupada ter sido maior (apesar de concordar com os argumentos dele).</p>
<p>Pouco depois das 15h30 chegamos na rodoviária de Sorocaba e compramos as passagens de 15h50 para São Paulo. O planejamento inicial era pegar o das 14h e tentar pegar o ônibus das 16h para Santana de Parnaíba e pelo horário já havíamos furado o planejamento logo ao sair. Como um cara prevenido, tinha o telefone gratuíto (0800) da viação Osasco e liguei para confirmar os próximos horários: 17h50 e 19h35.</p>
<p>Não tivemos problemas ao embarcar com as bikes embaladas e dentro do ônibus falei com o Piola sobre o horário que ele deveria chegar na rodoviária e fiquei sabendo que o Bur tinha desistido do pedal por conta de uma gripe. Chegamos na rodoviária da Barra Funda as 17h20 e liguei para o Piola para saber onde estava, porém o maldito não havia sequer saído de sua residência. Mais um furo no planejamento. Esperamos na Barra Funda até as 18h30, quando finalmente ele dá o ar da graça. Eu já tava meio zuado, corri na farmácia comprar um remédio para dor de cabeça e uns lenços para assoar o nariz, enquanto o Piola ia em algum canto comprar algo pra comer.</p>
<div id="attachment_893" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-893" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01318/"><img class="size-medium wp-image-893" title="DSC01318" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01318-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Bikes embaladas e tetris no telefone</p></div>
<p>Depois de uma rápida discussão sobre horários, decidimos ir até o ponto onde o ônibus deveria parar. Estava bem dificil de carregar as bicicletas embaladas, principalmente a minha e a solução foi colocá-la sobre a bicicleta do Piola e carregá-la até lá. Antes de subir ou descer escadas, sai correndo para saber onde era exatamente o ponto e depois de finalmente descobrir, voltei ao encontro dos outros camaradas para carregar as bicicletas até lá. Quando estávamos chegando, havia um ônibus parado e como não dava pra ver qual linha era e nossa velocidade era limitada por conta das bicicletas, apenas vimos o ônibus partir sem ter como tentar alguma coisa. Fiquei, assim como o Piola, com a nítida impressão que havíamos perdido o ônibus. Tentei ligar para o 0800 da companhia, mas o horário comercial já tinha passado.</p>
<p>A solução foi esperar. E esperamos. Esperamos. E esperamos. Nada do maldito ônibus da maldita viação Osasco passar. Eu tava puto, querendo voltar para Sorocaba no próximo ônibus, mas deixamos como hora limite as 21h30 (repare no horário e pense em quem tinha como meta factível pegar o ônibus das 16h). Às 21h14 eu falei pro Piola &#8220;o ônibus não vai chegar até as 21h30&#8243; e as 21h15 o f.d.p do ônibus encosta no ponto (devia ter dito que ele não ia chegar bem antes). As pessoas desceram do ônibus e o motorista mandou a gente entrar. Falei para ele que tínhamos que colocar as bagagens no bagageiro, ele desceu pra abrir e quando viu as bicicletas (mesmo embaladas) disse que não ia caber. Insisti em dizer que caberia (mas não cabia), que o cara do 0800 me confirmou que cabia quando eu liguei e que a gente tinha que dar um jeito na situação, já que não tínhamos para onde ir. O motorista não deu muita bola e eu louco pra tretar com o cara, mas consegui ficar mais nervoso com o Nerso que tava jogando contra, dizendo que não adiantava eu argumentar que não ia caber e a gente tinha que dar um jeito. Não concordo!! Quem tinha que dar um jeito era a empresa que disse que dava e depois não dava. Nessa o motorista entrou no ônibus, fez cara de &#8220;fazer o quê&#8221; e foi embora (e eu com vontade de chutar a lataria do ônibus).</p>
<div id="attachment_896" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-896" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01324/"><img class="size-medium wp-image-896" title="DSC01324" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01324-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cubículo onde deveriam caber as bicicletas</p></div>
<p>Os doidos queriam ir para Santana de Parnaíba no pedal, mas eu com asma não ia nem que me batessem. Perguntei pro Piola se ele não tinha um amigão que quebrasse o galho nessas horas difíceis e levaria a gente para Santana no carro dele (Piola) e ele foi enfático: &#8220;o Bur!&#8221;. O Piola sugeriu que fôssemos até a Mooca, pegasse o carro dele e fôssemos então até a casa do Bur.</p>
<p>Antes de sair que nem doido, no pedal a noite fria e em São Paulo, pedi pra ele ligar antes e combinar certinho o com nosso futuro carona. Tudo acertado e pedalamos como loucos para a Mooca. Depois de mais ou menos 20km chegamos na casa do Piola, tomamos água, usamos o banheiro, arrumamos as bikes e fomos para casa do Bur. Antes demos uma passada no Habib`s para &#8220;jantar&#8221;. Pegamos o Bur que tava com uma cara de sono, de acabado e de bravo, e rumamos para Santana de Parnaíba.</p>
<p>Já na cidade, demos de cara com o monumento principal. Paramos para tirar fotos e aproveitamos para pedir informações ao policiais que por alí estavam (já se passavam da 1h30 da manhã). Informações adquiridas, em poucos minutos chegamos na pousada 1896. A pousada é bem rústica, estilosa, como um casarão antigo, muita madeira. Descarregamos as bicicletas e o Bur ficou animado com aquele movimento todo e foi embora afimando que nos encontraria em Salto/SP no dia seguinte.</p>
<div id="attachment_907" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-907" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01332/"><img class="size-medium wp-image-907" title="DSC01332" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01332-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tirando foto 2 da manhã numa friaca total</p></div>
<p>Na pousada, após guardar todas as bikes e as respectivas malas, a primeira coisa feita foi pagar. O valor de cada um era R$ 50,00 em quarto coletivo com direito a café da manhã (já paguei bem menos por coisa muuuuito melhor). Como estava bem frio, perguntei sobre coberta extra e o cara respondeu perguntando se a gente não tinha saco de dormir (obviamente que não, já que eu tava pedindo cobertor a mais). Fomos para o quarto e já avisei a galera que não iríamos ter toalha para banho, o que gerou dúvidas, mas confirmada na manhã do póximo dia.</p>
<p>Antes de dormir, o Nerso ficou fazendo a maior zona na pousada, barulho para tudo quanto é lugar e ligando o som do celular. Mas depois se acalamou e conseguimos dormir de boa. Já se passavam das duas da manhã e o primeiro dia de pedal prometia ser difícil.</p>
<p>Mais fotos do dia zero:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/17/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_02062010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/17/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_02062010</a></p>
<p>Até amanhã.</p>
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		<title>Igual, porém diferente</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 02:23:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Como alguns já sabem, alguns caipiras do pedal estão pensando seriamente em fazer o Caminho do Sol que deverá se configurar como uma das mais ousadas cicloviagens até hoje praticadas pelos CapiraCapitarBikers. Sem querer entrar muito nesse tópico, mas isso foi o gatilho para que nos obrigássemos a treinar mais e por mais em prática [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como alguns já sabem, alguns caipiras do pedal estão pensando seriamente em fazer o <a href="http://www.caminhodosol.org">Caminho do Sol</a> que deverá se configurar como uma das mais ousadas cicloviagens até hoje praticadas pelos CapiraCapitarBikers. Sem querer entrar muito nesse tópico, mas isso foi o gatilho para que nos obrigássemos a treinar mais e por mais em prática a cultura, a filosofia por assim dizer, do cicloturismo.</p>
<p>Marcamos então de fazermos uma <em>trip</em> no dia 16/05/2010, novamente sem um percurso definido. Depois de discussões (poucas, vá) sobre o tema, ficou certo que faríamos uma bela volta saindo de Sorocaba/SP, passando por Salto de Pirapora/SP, Sarapuí/SP, Capela do Alto/SP, Araçoiaba da Serra/SP e novamente Sorocaba, conforme o link desenhado no bikely:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-do-Interior-Sudoeste-SP">http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-do-Interior-Sudoeste-SP</a></p>
<p>Acontece que várias coisas aconteceram antes da cicloviagem. O Fabrício, novo integrante, logo de cara já não conseguiu alvará de soltura. O Bur teve de levar não sei quem para o aeroporto e ele tinha combinado com o desorganizado Marcelo Piola, acabaram por atrasar. Só sei que no final das contas, os paulistanos chegaram na roça depois das 8 horas da matina. Chegaram, foram comer, depois foram se trocar, arrumar as ferramentas, mantimentos e etc, para então sairmos. Opa, peraí, alguém nada satisfeito pediu pra voltar duas vezes porque o pneu dele não estava devidamente cheio (detalhe que os <strong>dois</strong> pneus estavam com cerca de 50 psi cada).</p>
<p><span id="more-855"></span>Estresse incial passado, tocamos o barco sentido Salto de Pirapora, primeiro ponto do planejamento, porém durante o percurso, fomos conversando sobre realmente fazer ou não os 120km proposto. E minha idéia foi &#8220;vamos decidir na hora&#8221;. Na estrada João Leme dos Santos, após passar a UFSCar campus Sorocaba, indiquei a entrada para um bairro de Salto de Pirapora que conheci de outra <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/09/07/batizada/">trip</a> que fiz.<br />
Perguntaram sobre a distância total e eu tinha dito algo em torno de 77km, logo concordaram em fazer um trajeto parecido e adentramos ao bairro. Menos trânsito, menos carros e mais visual.</p>
<div id="attachment_862" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-862" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01134-2/"><img class="size-medium wp-image-862" title="DSC01134" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC011341-400x300.jpg" alt="Estrada Salto - Raposo" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Estrada Salto Pirapora - Raposo Tavares</p></div>
<p>Adiante, avistamos um cara andando de bike e pensei que logo alcançaríamos o cabra, porém percebi que ele estava em um rítimo mais forte que o nosso, então deixei quieto a possibilidade de ir lá trocar idéia, interagir e tal e preferi continuar tirando fotos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-863" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01146/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-863" title="DSC01146" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01146-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Voltamos para a estrada e continuamos o pedal e pouco mais a frente, o pelotão alcançou o cabra que pedalava forte na nossa frente e viemos a descobrir que seu nome é Airton. Trocamos idéia, ele disse que também vinha de Sorocaba porém por um caminho diferente do nosso e que fazia tal percurso todos os domingos. Falamos um pouco sobre nós e fomos pedalando juntos até pouco antes de chegarmos na rodovia Raposo Tavares. Falamos sobre o grupo CaipiraCapitar e o convidamos a fazer parte. Passei meu telefone aguardando um contato para que eu pudesse enviar o convite do grupo para o email dele.</p>
<p>Pedalamos juntos, demos algumas risadas, paramos para fotos, descemos morro, subimos morro e no final da estrada, resolvemos parar para um lanche. Convidamos o Airton, mas ele não aceitou e resolveu continuar o trajeto sozinho, já ia voltar para Sorocaba e nós iríamos até a cidade de Capela do Alto. No ponto de ônibus, comemos o primeiro lanche, tomamos uma água, descansamos pouco e logo decidimos seguir a diante.</p>
<div id="attachment_864" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-864" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01170/"><img class="size-medium wp-image-864" title="DSC01170" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01170-400x300.jpg" alt="Piola, Airton e Bur fazendo graça para foto" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Piola, Airton e Bur fazendo graça para foto</p></div>
<p>Pegamos a saída a direita, que era uma outra estradinha com asfalto muito ruim e que desembocava na rod. Raposo Tavares, nosso destino. Já nessa rodovia, com bom acostamento pedalamos em um rítimo muito bom até a entrada do acesso a rodovia Sen. Laurindo Dias Minhoto que nos levaria até a cidade de Capela do Alto. A estrada estava com o asfalto realmente péssimo e isso dificultava um pouco nosso desempenho, principalmente do camarada Boo que estrada com uma bicicleta estradeira. Esse ponto negativo, tornara-se para nós também um ponto positivo, pois isso provavelmente induzia os carros a quererem evitar tal via de acesso, o que ficava um pedalar mais seguro!</p>
<p>Não recordo exatamente os número, mas creio que levamos pouco mais de 10km para chegar na cidade de Capela do Alto, onde seria nossa segunda parada para um lanche, recarregar as caramanholas e mais uma vez interagir com as pessoas. Logo que entramos na cidade já fui conversar com um cara para saber mais da cidade. Comecei puxando papo sobre &#8220;como chegar&#8221; e na conversa ele acabou falando que era de Sorocaba, e estava trabalhando fazia uma semana em Capela. Descobri também que ele mora perto da minha casa e faz o bate e volta diário de Sorocaba-Capela do Alto, assim como eu faço Sorocaba-São Paulo. Ele me mostrou o caminho, nos despedimos e fomos embora.</p>
<div id="attachment_867" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-867" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01192/"><img class="size-medium wp-image-867" title="DSC01192" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01192-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Capela do Arto!!</p></div>
<p>Seguindo o caminho indicado, acabamos chegando em uma praça onde estava rolando uma feira e como haviam vários bancos e com algumas sombras, sugeri aos camaradas para gente dar uma descansada alí. Primeiramente fui comprar água para repor as caramanholas e depois o Piola foi no tiozão do caldo de cana para pegar três garapas geladas com limão. Começamos a tomar nossa garapa e aparece um mano muito louco com cara de quem estava chapado. Para em frente de nós, entrega um &#8220;bolo&#8221; de dinheiro e diz: &#8220;conta pra mim aí por favor por que eu num to conseguindo&#8221;, eu catei aquela massaroca de dinheiro, organizei, contei, dobrei, falei o valor e devolvi; Ele consentiu, somou o valor dito a suas moedas (que estavam no seu bolso), agradeceu e me ofereceu 1 real pelo serviço. A partir daí a conversa rolou solta.</p>
<div id="attachment_870" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-870" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01197/"><img class="size-medium wp-image-870" title="DSC01197" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01197-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Típica praça</p></div>
<p>Ele começou agradecendo a gente, num parava de agradecer, depois começou a elogiar demasiadamente os atributos físicos do nosso amigo Piola. Diz exatamente assim: &#8220;&#8230; eu não so muié, eu não so viado, mas ocê é bunito pra caraio&#8230;&#8221;. uahauhuahuahuahuah. Ainda misturou o personagem Ciclope dos x-men como se fosse na verdade do jogo Street Fighter, ou seja, diversão garantida. Quando o &#8220;Fio&#8221; (como ele se auto denominou) foi embora, também nos organizamos para sair.</p>
<p>Peguei informações com a dona do boteco que nos vendeu água e saimos. Logo encontramos o posto de gasolina indicado e a saída para a Rod. Ver. João Antonio Nunes. Assim como a estrada que nos deu acesso a Capela do Alto, essa que permitia a nossa saída, também apresentava diversos buracos. e sem acostamento. Logo que entramos na rodovia, lembrei-me do mapa que tinha feito no googlemaps e me liguei que passaríamos perto do bairro Iperozinho, onde situa-se o <a href="http://pousadainglesa.blogspot.com/">Rancho dos Ingleses</a>. Depois de alguns quilômetros e uma longa subida cuzamos o referido bairro porém não planejamos parar. Após isso, mais decida e mais subida, passamos em frente ao Restaurante Apiário Morada do Sol e continuamos sem parar, para mais dois ou três quilômetros adentrarmos a cidade de Araçoiaba da Serra.</p>
<p>Como de praxe, paramos na praça, mas nada de especial havia. Tomamos água e por estarmos em um rítimo legal, resolvemos continuar até Sorocaba. Após sair da praça fomos obrigados a parar no &#8220;Parque Balneário Joubert Antonio da Rocha&#8221;. Lá havia uma ciclovia pintada em azul, que contorna um lago artificial bem grande, dando um percurso de mais de 1km, no meu ponto de vista, interessantíssimo para que quer caminhar ou correr. Além do quê, muito legal ir para lá somente para matar o tempo, curtindo um bom fim de tarde.</p>
<div id="attachment_871" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-871" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01222/"><img class="size-medium wp-image-871" title="DSC01222" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01222-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Parque Balneário</p></div>
<p>De lá, vencendo a imensa preguiça instaurada, decidimos sair e voltar logo para casa. Pegamos a rod. Raposo Tavares, já duplicada nesse trecho e implacamos um bom rítimo de pedal, que nos rendeu um aumento na velocidade média total.  Depois de mais quase 20 Km, chegamos ao nosso destino. Em casa, após higienização, mandamos para dentro um prato de salada, macarrão (tagliarine) e picanha, tudo isso regado a cervejas especiais. De sobremesa ainda pudemos saborear sorvete com <em>brownie (petit gateau)</em> e sorvete com calda quente de banana.</p>
<p>No final, os resultados foram:</p>
<p>Vel. média &#8211; 18,5 Km/h<br />
Vel. máx &#8211; 57,3 Km/h<br />
Distância &#8211; 74,91 Km<br />
Tempo total útil &#8211; 4h02min49seg<br />
Tempo total &#8211; aprox. 6h</p>
<p>E o trecho foi igual ao feito nessa <a href="../../2009/09/07/batizada/">trip</a>, porém com uma pequena diferença:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-Interior-Sudoeste-II">http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-Interior-Sudoeste-II</a></p>
<p>Mais fotos podem ser encontradas no multiply:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/14/Volta_Interior_Paulista_I_-_16052010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/14/Volta_Interior_Paulista_I_-_16052010</a></p>
<p>Para concluir, novamente gostaria de agradecer a todos que participaram desse pedal e conseguimos fazer um bom percurso com um tempo total (não útil) muito menor do que outras oportunidades, devido principalmente as poucas paradas além do bom rítimo impresso. Creio que ainda teremos dificuldades no Caminho do Sol, mas com certeza iremos mais calejados o possível.</p>
<p>Ossu!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Da Lama ao Caos</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 01:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[trilha]]></category>
		<category><![CDATA[trip]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho que começar esse post dizendo: esse foi o pedal mais hardcore que já fiz (entenda hardcore como louco, sofrido, lúdico, pesado e plural). Ah, mais um detalhe: peço desculpas de ante mão pelos possíveis erros de grafia/digitação e de frases meio sem sentido, pois o post deve ficar grande e provavelmente não terei tanta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho que começar esse <em>post</em> dizendo: esse foi o pedal mais <em>hardcore</em> que já fiz (entenda <em>hardcore</em> como louco, sofrido, lúdico, pesado e plural).</p>
<p>Ah, mais um detalhe: peço desculpas de ante mão pelos possíveis erros de grafia/digitação e de frases meio sem sentido, pois o post deve ficar grande e provavelmente não terei tanta energia para fazer mais do que uma revisão. Então, preparem-se. <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> <em> </em></p>
<p>Passamos (eu, Bur, Piola, Nerso, Jupa e o Dirsão) sobre qual pedal faríamos, que dia seria e que horas seria. Só lembro que foi um inferno astral de <em>e-mails </em>e viadagens por conta de toda a chuva dos últimos dias. Finalmente na sexta-feira todos toparam vir para Sorocaba e acompanhar o novo (e experiente) companheiro, o Ricardo, em um pedal na famosa Trilha do Túnel. A trilha leva esse nome porque passa por dois sinistros túneis, qual vou detalhar mais na frente.</p>
<p>Na véspera do pedal, mais precisamente no início da noite caiu um &#8220;pé d&#8217;água&#8221; em Sorocaba e parecia que o mundo estava desabando. Eu estava no aniversário de um amigo e pensava &#8220;amanhã vai ser foda&#8221;. Foi então que comecei a receber algums SMSs dos amigos pedaleiros que estavam ansiosos para o dia posterior e quando voltei pra casa resolvi ligar para o Jupa que me passou o e-mail do Adirso que foi enfático &#8220;&#8230;do jeito que tá chovendo agora, não vai sobrar nada para amanhã&#8221;.</p>
<p>As sábias palavras do camarada pedaleiro se profetizaram e me dei por conta quando, 6h20 da manhã do dia 24/01/2010 minutos após ter acordado, escovado os dentes e preparado o café, sai de casa para comprar pão fresquinho na padaria (fui <a title="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/" target="_blank">a pé</a>, claro).</p>
<div id="attachment_615" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-615" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00381/"><img class="size-medium wp-image-615" title="DSC00381" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00381-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Um novo amanhecer...</p></div>
<p><span id="more-613"></span></p>
<p>Exatamente às 7h05 da manhã já estava prontíssmo aguardando os camaradas de sampa chegarem. Um pequeno atraso de um horae saímos para encontrar o camarada Jupa na Av. Gal. Carneiro. Encontro rápido e saimos batidos para o mini <em>shopping </em>da Granja Olga, onde encontramos o resto da galera (Adirso, Ricardo e Nerso) com mais três agregados (Fábio, Fominha e ) e hora que o sol já começava a dar o ar da graça.</p>
<p>Todos se cumprimentaram, se conheceram, era mais do que hora para pedalar. Pegamos um pequeno trecho da rod. Raposo Tavares sentido bairro Brigadeiro Tobias e logo mais entramos numa estradinha de terra rumo a &#8220;boca da trilha&#8221;. Curto pedal cross country passando por carro, ônibus e motos, entre chácaras e beirando a rod. Raposo Tavares e chegamos ao local.</p>
<p>No bar local, ao pé do morro, nos deparamos com diversos carros tipo <em>pickup </em>e muita moto. Conversando com o pessoal, fomos informados que estava acontecendo uma competição de resistência de moto por todo morro. Bem, perder viagem não era uma opção foi encarar mesmo assim e a instrução era &#8220;ouviu barulho de moto, se joga com a bicicleta pro lado (no mato).</p>
<p>Caramanholas reabastecidas, era a hora da diversão. Uma pequena subida e nos deparamos com o local &#8220;oficial&#8221; da organização dessa competição, quebramos a direita, veio uma leve descida e depois uma enorme subida. Ela não era apenas íngreme, ela era íngreme, comprida e tinha vários pontos escorregadios, onde a bike patinava. Era uma mistura de técnica com preparo físico.</p>
<p>Como ainda era começo, muitos tentaram ser fortes e subir até o fim no pedal, mas a maioria sucumbiu ao cansaço e acabaram empurando as magrelas (eu inclusive). Depois empurrar as bikes morro acima, chegamos em um trecho plano e feliz por ter desbravado talvez a parte mais íngreme do pedal. Doce ilusão. Poucos metros a frente, uma leve descida, uma quabradinha à direita e outra à esquerda e pronto, nova subida, não era somente maior, como parecia muito mais técnica, pois haviam trechos lisos e outros onde chão &#8220;cedia&#8221;.</p>
<div id="attachment_624" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-624" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00412/"><img class="size-medium wp-image-624" title="DSC00412" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00412-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Montanha!</p></div>
<p>Um novo trecho plano, suficiente para respirar, tomar uma água e esperar os remanescentes antes de seguir caminho e dar de cara com o início do vale:</p>
<div id="attachment_625" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-625" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00419/"><img class="size-medium wp-image-625" title="DSC00419" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00419-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Vale</p></div>
<p>Apreciamos o momento, tiramos fotos e começamos a presenciar a infeliz realidade qual passaríamos durante todo o resto do pedal, os motoqueiros. Poluindo o ambiente com fumaça e barulho, passavam &#8220;rasgando&#8221; nos obrigando a jogarmos-nos aos lados fora da trilha em ato desesperado. Tenho que admitir que não houve momento de extremo perigo, porém a cada som de motor zunindo em nossos ouvidos, sempre gritávamos &#8220;motooooo!!&#8221; indicando o momento de parar de pedalar e nos salvaguardar.</p>
<p>Depois dessa rápida parada, saimos para um novo trecho de subida, porém muito mais leve e muito menos íngreme. Nesse trecho foi possível desenvolver uma velocidade um pouco maior, além de poder pedalar sem parar (sem precisar empurrar).Ao fim dessa subida chegamos finalmente ao cume da montanha, onde pudemos novamente desfrutar de um belo visual.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-628" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00439/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-628" title="DSC00439" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00439-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Após essa nova pausa para fotos, era hora de encarar um dos trechos mais complicados do pedal, uma descida em <em>single track</em>. Na verdade a descida era muito mais do um &#8220;simples&#8221; <em>single track </em>e oportunamente eu a apelidaria de &#8220;trincheira&#8221; ou &#8220;valeta&#8221;. É difícil descrever a situação mas por conta de algum evento natural ou por ação do homem, entrar nessa trilha dava nitidamente a impressão que estava em uma vala onde os pedais geralmente encostavam nas paredes de terra e os pedaleiro tinham de descer apoiando os pés nessas paredes, como se estivessem fazendo um rapel (sem cordas de segurança <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ).</p>
<p>O mais estranho e perigoso é quando escutávamos barulho de motor e então era um &#8220;deus nos acuda&#8221; para parar, achar uma brecha no mato, se embrenhar por lá tentando se esquivar do maluco que descia alucinado.</p>
<div id="attachment_633" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-633" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00452/"><img class="size-medium wp-image-633" title="DSC00452" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00452-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pra vala, literalmente</p></div>
<p>A instrução era de descermos mais esparsados uns dos outros, para que se alguém caíssem, não causasse um efeito dominó. Porém havia um insano entre nós que descia sem muito medo e como disse o amigo Bur &#8220;o Nerso parece uma vaca louca descendo a trilha&#8221;. Insanidades a parte e muito tempo de uma descida muito perigosa, conseguimos chegar ao fim. Fim dessa parte, claro.</p>
<p>Depois disso a trilha melhorou e ficou bem plana, porém bem fechada e com muita lama. Por causa das chuvas da semana o chão estava literalmente encharcado. Em determinado ponto, já beirando o riacho que cruzava o morro, nos deparamos com vários motoqueiros parados em um trecho muito complicado da trilha. Os mais inteligentes e sensantos, que não usavam veículo motorizado, podiam passar pelo trecho simplesmente levantando a bicicleta e subindo em algumas pedras, ao contrários dos infelizes motorizados já que seria impossível levantar o peso de uma moto de trilha (200 Kg? Sei lá). Mesmo assim, alguns bons garotos ajudaram muitas motos, tentando levantar o guidão enquanto o piloto acelerava para tentar subir entre as pedras.</p>
<p>Passado esse momento que nos fez perder preciosos minutos, alguns quilômetros (ou nem tanto) a frente chegara um dos trechos mais interessantes da trilha, o tal do túnel. Naõ sei exatamente o propósito do túnel, mas é uma estrutura de pedras e concreto que permitia fluir a água do riacho de um lado a outro e por não prever a passagem se pessoas (utilizando quaisquer veículos) não há pontos de iluminação dentro dele. Primeiro que para chegar ao túnel, foi preciso entrar no riacho onde a água dava na altura da cintura e para isso alguns do aventureiros optou por sair pedalando em terra enquanto os mais cautelosos prefiriram entrar carregando a bicicleta.</p>
<div id="attachment_638" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-638" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00472/"><img class="size-medium wp-image-638" title="DSC00472" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00472-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiro Túnel</p></div>
<p>E depois, atravessar um túnel sem ilumunição e com água corrente na altura do joelho foi uma experiência muito interessante, recheada de adrenalina. Como não tínhamos farois nas bicicletas (apenas um ou dois previnidos que foram na frente) tivemos que adentrar em fila indiana beirando o lado <strong>direito</strong> do túnel, conforme a orientação dos mais experientes. Foi um percurso curto que fomos com extrema cautela e sempre confiando um no outro. Na saída do túnel, já com iluminação natural do dia, a orientação era saírmos pela <strong>esquerda</strong> que era a parte mais rasa do riacho. Depois o Jupa me contou que se confudiu e foi sair pelo lado direito do túnel e levou um capote <em>a lá Cirque du Soleil </em>e quando levantou das águas profundas não achou sua respectiva bicicleta&#8230; o cara perdeu a bicicleta no meio do riacho!! (lógico que ele achou depois, mas deve ter rolado um certo desespero momentaneo).</p>
<div id="attachment_639" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-639" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00483/"><img class="size-medium wp-image-639" title="DSC00483" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00483-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Saída do 1o túnel</p></div>
<p>Eu só sei que foi um euforia geral, depois entrar na água pedalando, atravessar o túnel sem enxergar quase nada e sair do túnel com a água quase na cintura (em certos pontos acima dela), a galera tava em êxtase! Muito louco.</p>
<p>Depois disso, voltamos a atravessar o riacho para pegar a continuação da trilha (saída para direita), andamos por mais alguns bons trechos em <em>single track, </em>sempre desviando dos malditos motoqueiros, quando finalmente entramos em uma bifurcação da trilha onde os competidores de moto não poderiam passar. Nesse ponto estávamos indo direto ao segundo túnel qual enfrentaríamos e dessa bifurcação até lá foi um trecho com diversas partes alagadas; Realmente as chuvas desse janeiro de 2010 estavam causando estragos.</p>
<p>Algumas &#8220;lagoas&#8221; e alguns quilômetros depois estavam todos parados na entrada do segundo túnel, mais longo e consequentemente muito mais escuro. Esse túnel realmente estava escuro e não dava para enxergar nada! Esse túnel era realmente sinistro, pois além da escuridão, havia água parada e gelada e o lado qual estávamos percorrendo (no lado direto, bem colado a parede, meio que tateando para auxiliar) parecia ceder rumo ao centro do túnel!</p>
<div id="attachment_642" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-642" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00497-2/"><img class="size-medium wp-image-642" title="DSC00497" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00497-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Segundo túnel</p></div>
<p>Depois da tensão de atravessar esse segundo túnel, ainda passamos por algumas lagoas e seguimos a trilha até o primeiro sinal de civilização. Ainda seguimos por mais alguns quilômetros por estrada de terra (porém mais cross country), até a Rodovia Raposo Tavares, no bar do &#8220;risca faca&#8221; em Inhaíba. Nesse último trecho eu estava pedalando igual um condenado e minha bicicleta mals saía do lugar, achei que tinha &#8220;quebrado&#8221; e fiquei um pouco preocupado com a volta. Porém quando paramos no bar para reabastecer percebi que mesmo para empurar a bicicleta estava difícil e imaginei ser um problema mecânico.</p>
<p>Porém não tive muot tempo pra identificar o que era, já que todos queriam sair logo do bar com certo receio em relação a segurança do grupo. O problema foi que, mesmo no asfalto onde a bicicleta deveria render mais eu não estava conseguindo pedalar e era justamente em um enorme subida. Fiz um esforço DESCOMUNAL para terminar o trecho de subida qual todos fizeram com certa facilidade. Creio que só consegui terminar a subida porque o amigo Jupa foi pedalando junto comigo meio que dando um incentivo moral e também pelo fato de ver todos sentados ladeira acima me esperando a sabor de uma sombra.</p>
<p>Quando me juntei ao grupo, o Jupa, Nerso e o Bur chegaram para olhar o que poderia estar errado com a bike. Tiramos a roda da frente, eles desmontaram o pino do centro do cubo e perceberam um desgaste enorme no garfo. Algo estava atritando muito entre o garfo e a roda e o esforço que fiz gerou um significativo sulco no metal (do garfo). Creio que inverteram o lado do pino e seus estribos, montaram na roda e montaram no garfo e quando testaram, a roda voltara a rodar livremente! <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A partir de então o pedal fluiu tranquilo e numa velocidade mais aceitável até o mini shopping qual havíamos saído. O Ricardo e sua trupe já tinham colocado as bikes no carro e já estavam tomando um chope dentro do mini shopping. Conversamos um pouco, tomamos alguma coisa e como ainda tínhamos mais 12Km de pedal, nos despedimos e tomamos caminho de volta pra casa. Nesse trecho, passamos pela cicloponte e vimos o rio Sorocaba alagado. Uma leve chuva ameaçou cair, mas deixou todos só na vontade. Em frente a academia BioFit nos separamos e despedimos do amigo Jupa e pedalamos até em casa, terminando assim o mais plural dos pedais que já fiz, como os dados:</p>
<p>Total útil: 4h15min46seg<br />
Distância: 54.55 Km<br />
Vel. Média: 12.7 Km/h<br />
Vel. Máxima: 68.2 Km/h</p>
<p>Para comemorar a aventura, nada melhor que um bom banho, uma bela pratada de massa (só uma?? <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ) e várias cervejas para hidratar:</p>
<div id="attachment_647" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-647" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00528/"><img class="size-medium wp-image-647" title="DSC00528" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00528-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Seleção de &quot;artesanais&quot;</p></div>
<p>Gostaria de dizer obrigado a todos que participaram do pedal pelas conversas, pelas risadas, pelas orientações, pelas demonstrações de companheirismo, pelos lanches ou simplesmente por ter participado. É por essas que eu digo que nunca vou parar&#8230; &#8220;a vida é loca&#8221;.</p>
<p>Até a próxima.</p>
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		<title>Tempos modernos</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 01:17:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Transito]]></category>
		<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Um amigo mandou a charge por e-mail e resolvi reproduzir. Quando vi, dei risada, parei, lembrei de um monte de gente (inclusive de pessoas que nem conheço), parei, me senti decepcionado com essa lembrança (foi um quase nojo), esperei, refleti, balancei a cabeça e decidi divulgar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo mandou a charge por <em>e-mail </em>e resolvi reproduzir.</p>
<div id="attachment_605" class="wp-caption aligncenter" style="width: 254px"><a rel="attachment wp-att-605" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/image001/"><img class="size-full wp-image-605" title="image001" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/image001.png" alt="" width="244" height="581" /></a><p class="wp-caption-text">Retirado de igualvoce</p></div>
<p>Quando vi, dei risada, parei, lembrei de um monte de gente (inclusive de pessoas que nem conheço), parei, me senti decepcionado com essa lembrança (foi um quase nojo), esperei, refleti, balancei a cabeça e decidi divulgar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Reveillon em dez imagens</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/</link>
		<comments>http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 01:44:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Bebida]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=576</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Ano novo, vida nova&#8221;. Nada disso, o esquema ainda é o mesmo, ou seja, passar as festas de fim de ano, junto da família e com muita comida e bebida de qualidade. Seleciono dez fotos tiradas nesse reveillon 2010 ligadas ao assunto enogastronomia: Mesmo sendo um ano de desafios, espero que o ano de 2010 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ano novo, vida nova&#8221;. Nada disso, o esquema ainda é o mesmo, ou seja, passar as festas de fim de ano, junto da família e com muita comida e bebida de qualidade.</p>
<p>Seleciono dez fotos tiradas nesse reveillon 2010 ligadas ao assunto enogastronomia:</p>
<div id="attachment_577" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-577" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/um-2/"><img class="size-medium wp-image-577" title="um" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/um-300x400.png" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Baldinho zuado</p></div>
<div id="attachment_578" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-578" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/dois/"><img class="size-medium wp-image-578" title="dois" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/dois-400x300.png" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tá melhorando...</p></div>
<div id="attachment_579" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-579" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/tres/"><img class="size-medium wp-image-579" title="tres" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/tres-400x300.png" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Petiscos!!</p></div>
<div id="attachment_581" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-581" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/quatro-2/"><img class="size-medium wp-image-581" title="quatro" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/quatro1-300x400.png" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Cortesia da matriz</p></div>
<div id="attachment_582" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-582" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/cinco/"><img class="size-medium wp-image-582" title="cinco" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/cinco-400x300.png" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">4,3,2,1... Feliz Ano Novo (não joguem fora seus espumantes)</p></div>
<div id="attachment_583" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-583" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/seis/"><img class="size-medium wp-image-583" title="seis" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/seis-300x400.png" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Parla!</p></div>
<div id="attachment_584" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-584" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/sete/"><img class="size-medium wp-image-584" title="sete" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/sete-300x400.png" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Amigo Secreto</p></div>
<p><a rel="attachment wp-att-585" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/oito/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-585" title="oito" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/oito-400x300.png" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<div id="attachment_586" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-586" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/nove/"><img class="size-medium wp-image-586" title="nove" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/nove-400x300.png" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Minha mãe não me dá comida...</p></div>
<div id="attachment_587" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-587" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/14/reveillon-em-dez-imagens/dez/"><img class="size-medium wp-image-587" title="dez" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/dez-400x300.png" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pim!</p></div>
<p>Mesmo sendo um ano de desafios, espero que o ano de 2010 seja tão bom quanto foi 2009 e que o próximo reveillon seja tão etílico quanto foi esse. <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>¡Salud!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Então é natal&#8230;</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/12/27/entao-e-natal/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 01:31:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
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		<description><![CDATA[E o quê você fez? O ano termina e começa outra vez. Outra vez? Mas já? Então eu pergunto, o quê você realmente fez? Conseguiu ir além de trabalhar, estudar e assistir televisão? Esse ano foi para mim muito diferente. Começou muito difícil e tudo foi melhorando no decorrer dos meses, chegando ao ápice em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o quê você fez? O ano termina e começa outra vez.</p>
<p>Outra vez? Mas já? Então eu pergunto, o quê você realmente fez? Conseguiu ir além de trabalhar, estudar e assistir televisão?</p>
<p>Esse ano foi para mim muito diferente. Começou muito difícil e tudo foi melhorando no decorrer dos meses, chegando ao ápice em meados de agosto. Como sempre, após o apogeu, veio a queda, quando tive de diminiuir bruscamente meus treinos (corrida e pedal) por conta de uma lesão e no âmbito profissional passei por uma mudança significativa de responsabilidades e objetivos.</p>
<p>De qualquer forma, o saldo do ano é positivo e quem acompanha o blog sabe de tudo que tentei fazer para sair da rotina &#8220;arroz com feijão&#8221; descrito no segundo parágrafo.</p>
<p>Para o ano que se aproxima os objetivos continuam os mesmos, o que de uma maneira geral significa simplesmente &#8220;curtir a vida&#8221;.</p>
<p>Enquanto essa época é enaltecida pelo <em>show </em>de hipocrisia natalina, vou tentando aproveitar de algum modo:</p>
<p><a rel="attachment wp-att-558" href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/12/27/entao-e-natal/vieja_e/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-558" title="vieja_e" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/12/vieja_e-239x400.jpg" alt="" width="239" height="400" /></a></p>
<p>Au revoir</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Chapada do Veadeiros &#8211; Parte V</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/11/08/chapada-do-veadeiros-parte-v/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 00:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era o último dia de passeio na Chapada dos Veadeiros e tínhamos de fazer o checkout na pousada até o meio dia. Podíamos fazer mais um passeio em São Jorge e dar um jeito de ir para Alto Paraíso de Goiás no final do dia ou pegaríamos o único ônibus para Alto na parte da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era o último dia de passeio na Chapada dos Veadeiros e tínhamos de fazer o <em>checkout </em>na pousada até o meio dia. Podíamos fazer mais um passeio em São Jorge e dar um jeito de ir para Alto Paraíso de Goiás no final do dia ou pegaríamos o único ônibus para Alto na parte da manhã e dava um jeito de fazer um passeio por lá, rezando para ter um maleiro onde deixar as mochilas.</p>
<p>Como as passagens para Goiânia não estavam compradas (e corríamos um pequeno risco de não encontrar mais), escolhemos a segunda opção. Às 10h da manhã da quinta-feira já estávamos em Alto Paraíso com as passagens compradas e ávidos para fazer um último passeio. Demos uma passada no Centro de Atendimento ao Turista e olhamos as opções.</p>
<p>A Juliana queria ir para as &#8220;Loquinhas&#8221;, distante 4Km de Alto, mas seria um passeio rápido e a moça do CAT disse que provavelmente não estaria tão belo, pois era época de estiagem. Tentei armar uma estratégia de como nos locomoveríamos de um ponto ao outro e sugeri que fôssemos de bicicleta. Para meu espanto a Juliana topou e fui atrás de saber quanto gastaríamos.</p>
<p>Negocição fechado a R$ 20,00 cada uma, pelo dia inteiro de pedal, porém com grande problema: o pagamento somente em dinheiro. Como não tinha caixa eletrônico do Banco Real, tentei trocar cheque, passar o cartão de crédtio/débito e nada! A solução foi pegar um moto táxi, a R$1,00 o quilometro rodado. Fomos então até a fazenda São Bento, onde os pilotos nos deixaram na entrada da trilha Almécegas I e II. A pé até a cachoeira Almécegas I foram bons minutos (quase uma hora) e a tensão em andar na trilha, após a aparição da <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/29/chapada-dos-veadeiros-parte-iv/">cobra</a> nos deixou um pouco ariscos.</p>
<div id="attachment_498" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-498" title="Almécega I" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03731-400x300.jpg" alt="Almécega I" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Almécegas I</p></div>
<p><span id="more-496"></span>A cachoeira era enorme, mas não chegamos a entrar na água. Como não sabíamos a distância exata até a Amécegas II e já se passava da uma hora da tarde, resolvemos ir para a segunda sem perder muito tempo.</p>
<p>No caminho para a cachoeira Almécega II o sol estava de rachar. Não havíamos passado protetor solar e nossa água estava acabando. Por sorte o caminho era mais curto e logo chegamos ao destino.</p>
<div id="attachment_499" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-499" title="Almécega II" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03749-400x300.jpg" alt="Almécegas II" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Almécegas II</p></div>
<p>É uma cachoeira pouco menor que a primeira, mas tão bonita como.</p>
<p>Ao chegarmos lá, haviam outras pessoas curtindo o local também, inclusive um guia e um turista de São Jorge. Nadamos um pouco, tiramos algumas fotos e nessa fui conversar com o guia. Troquei uma idéia com ele e garanti uma carona até a cachoeira São Bento (na entrada do sítio, o que nos rendeu uns 4Km a menos de caminhada).</p>
<p>De carro a chegada a cachoeira São Bento foram menos de 10 minutos. De lá, consegui sinal para ligar para o moto táxi e pedir para ele não me buscar na hora marcada (16h30) e pelo mesmo preço (R$ 20,00) o seu Irinei (guia) nos levaria até Alto Paraíso e aproveitava para dar um rolezinho com o Everton (turista) lá.</p>
<div id="attachment_500" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-500" title="Cachoeira do São Bento" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03760-400x300.jpg" alt="Cachoeira do São Bento" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira do São Bento</p></div>
<p style="text-align: left;">Mais enturmado com a galera que alí estava (havia um outro grupo de turistas) ficamos alí por um bom tempo. Nadamos, bebemos água e comemos o restinho do lanche. Já era fim de tarde (17h00) e percebemos que outras pessoas iam chegando para curtir o local, muitos deles estavam alí apenas um banho rápido após um dia de trabalho. Conversei com um paulista de São Caetano (acho) que tinha ido pra Brasilia a negócios e resolveu ir pra a Chapada para conhecer, tinha acabado de chegar na cidade (Alto) e já correu fazer um passeio!</p>
<div id="attachment_501" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-501" title="São Bento" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03764-400x300.jpg" alt="São Bento" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira do São Bento</p></div>
<p style="text-align: left;">A água estava bem fria e com o final da tarde chegando, foi deixando a sensação térmica ligeiramente mais baixa. Era dada a hora de levantar acampamento e ir embora. Seu Irinei nos deixou na frente da estação de moto táxi de Alto Paraíso, deixei meus contatos com o Everton e um cheque para o guia.</p>
<p style="text-align: left;">Como não havia pago o moto táxi, fui até para saldar minha dívida. Agradeci por eles terem nos deixado lá e compreendido a razão por eu ter pego carona, e então voltamos para a rodoviária trocar de roupa e ir procurar um lugar para jantar. Antes de chegar na rodox, passamos num mercadinho que aceitava cartão Visa e compramos umas garrafas de água, chocolate (toiço!) e uns <em>keep cooler</em> para relaxarmos (não ia comprar um uísque, né?).</p>
<p style="text-align: left;">Para jantar escolhemos a Massa da Mamma, onde pedimos uma salada grande e uma picanha (um prato com arroz, feijão, batata frita e picanha), qual dividimos em dois.</p>
<p style="text-align: left;">Quando estávamos voltando para a rodoviária (nossa &#8220;pousada&#8221;), demos de cara com os amigos que conhecemos em São Jorge e estavam viajando em seu <em>motor home, </em>Ângelo, Nice e Raul. O engraçado re-encontro foi muito legal e a família nos convidou para jantar. Como já havíamos feito, apenas tomamos uma cerveja juntos, também na Massa da Mamma. Depois do jantar, ainda fomos convidados a  tomar um café feito no fogão do próprio <em>motor home. </em>Café moído na hora, preocupação do Ângelo para que água estivesse na temperatura ideal (abaixo do ponto de ebulição), preocupação em servir o café em xícaras de porcelana (mesmo com a limitação de recursos de um <em>motor home</em>) e o detalhe em servir pedacinhos de chocolate meio amargo para harmonizar com a bebida dos céus, evidenciaram toda a hospitalidade dessa família e mais, mostrou também como, provavelmente, eles  solidificam as amizades que constróem durante suas respectivas vidas. Parabéns e muito obrigado!!</p>
<p style="text-align: left;">Com uma agradabilíssima noite de primavera goiana, passamos mais de uma hora conversando dentro do veículo-casa, com as portas abertas, sem medo de assalto ou lobisomem <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> . Pouco antes das 22h, decidimos voltar para nossa pseudo pousada, em respeito aos amigos que teriam mais um dia de passeio pela frente.</p>
<p style="text-align: left;">O tíquete da companhia São José do Tocantins que vinha de alguma cidade desse estado e tinha como destino Goiânia/GO, marcava o horário de saída de Alto Paraíso às 23h15 e com previsão de chegada as 5h00. Como já eram quase 22h, retiramos nossas bagagens do maleiro para organizarmos os itens entre mochilas e malas de mão, fazer higiene bucal e etc. Organizamos tudo e aguardamos a chegada do ônibus.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Dica:</strong> a opção de utilizar o maleiro foi uma ótima pedida, pois deixamos as malas em &#8220;segurança&#8221; e pudemos fazer um último passeio sem estar hospedados em pousada alguma. O maleiro de Alto Paraíso é na verdade uma sala simples sem armários individuais como os malex de São Paulo (todas as malas ficam juntas e vai da honestidade de cada um), custa apenas R$ 1,00 por volume por dia e é gerenciado pelo dono da lanchonete da rodoviária (a única). Claro que uma dica mais importante é não deixar coisas de valor dentro das malas. Leve o máximo de coisa de valor sempre junto de você: carteira, dinheiro, cheque, câmera fotográfica e etc. Outra dica que pode valer é levar um cadeado para cada zíper de sua mala/mochila (mas não acho isso muito efetivo, sinceramente, pois alguém que queira, pode acabar levando a mala inteira).</p>
<p style="text-align: left;">Quase no horário marcado pegamos o ônibus e fomos para a cidade de Goiânia. Bom, esse foi praticamente o fim da viagem. Ainda ficamos em Goiânia/Nerópolis/Caldas Novas por mais quatro dias, mas não irei relatar aqui, pois algo foi algo mais familiar, calmo e sem muitas aventuras pra contar.</p>
<p style="text-align: left;">Essa foi minha grande viagem do ano, muito legal e com muitos aprendizados. Com certeza valeu muito a pena. Espero que esses relatos auxiliem no planejamento de viagem de muitos leitores. Fique à vontade para entrar em contato e perguntar mais coisas (não prometo que terei as respostas <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  ) através do endereço rafael(em)superatrativo.com.br.</p>
<p style="text-align: left;">Obrigado pela companhia!</p>
<p style="text-align: left;">
]]></content:encoded>
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		<title>Chapada dos Veadeiros &#8211; Parte IV</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/29/chapada-dos-veadeiros-parte-iv/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 01:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagens]]></category>
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		<description><![CDATA[Era último dia de passeio em São Jorge e novamente combinamos com os amigos de fazer algum passeio juntos. Acordamos uns minutinhos mais tarde, já que a idéia era fazer um passeio mais leve, já que todos estavam quase esgotados. O mesmo ritual foi seguido: café da manhã, arrumação, compra de mantimentos e passeio. Desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era último dia de passeio em São Jorge e novamente combinamos com os amigos de fazer algum passeio juntos. Acordamos uns minutinhos mais tarde, já que a idéia era fazer um passeio mais leve, já que todos estavam quase esgotados.</p>
<p>O mesmo ritual foi seguido: café da manhã, arrumação, compra de mantimentos e passeio. Desta vez o amigo Ângelo conseguiu alguém de carro para nos levar para o sítio Morada do Sol. O trajeto todo ficou em R$ 50,00 e como fomos em cinco pessoas (mais o motorista), ficou R$ 10,00 per capita. No sítio (entrada R$5,00 / pessoa), pegamos uma trilha curta de mais ou menos 1,5 Km qual bifurcava e levava aos destinos Vale das Androrinhas e Morada do Sol.</p>
<p><span id="more-484"></span></p>
<p>Por indicação do motorista (que também era guia, mas não estava com essa função nesse dia), fomos primeiramente ao Vale das Andorinhas, onde existe um mirante qual pode-se observar a queda d&#8217;água e tirar fotos, nada mais. Foi uma descida tranquila, curta, porém um pouco íngreme no final.</p>
<div id="attachment_485" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-485" title="DSC03636" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03636-400x300.jpg" alt="Vale das Andorinhas (cadê as andorinhas?)" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Vale das Andorinhas (cadê as andorinhas?)</p></div>
<p>Ficamos pouco tempo por alí e por falta de um espaço mais confotável para todos, decidimos ir para o segundo destino. A trilha para a Morada do Sol também foi curta, tranquila e levemente íngreme no final. Com enormes pedras dispostas, onde dava pra sentar e relaxar, além da possibilidade de tomar um banho de cachoeira, por alí ficamos bons minutos. Mesmo com a água bem fria, não tive como escapar de um banho.</p>
<div id="attachment_487" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-487" title="DSC03651" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03651-400x300.jpg" alt="Morada do Sol" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Morada do Sol</p></div>
<p>Andei, nadei e relaxei debaixo da bela queda d&#8217;água. Por alí fiquei uns bons minutos. Resolvi voltar e comer algo, já que o lanche já estava rolando entre as pessoas que não quiseram entrar na água. Ficamos na margem do rio São Miguel conversando, tirando foto, comendo e admirando a paisagem.</p>
<p>Depois do banho e do lanche a conversa rolou solta por um bom tempo. Não estávamos preocupados com a hora de voltar, aliás, não estávamos preocupados com o tempo em si. Em determinado ponto da conversa escutei um barulho do meu lado e imaginei ser um galho ou algo do gênero que havia caído de uma parte não muito alta do barranco ou da pedra. Me virei como num reflexo e realmente vi um galho (ou minha mente viu) e, como se admirando o galho caído percebi que continuava a se mexer.</p>
<p>De forma instantânea medi os detalhes e percebi que era uma cobra de &#8220;barriga&#8221; pra cima se desvirando para o lado como se realmente tivesse caído de algum lugar. Claramente tomei um baita susto, me levantei anunciando a presença do réptil  sem patas e  todos, sem precisar desconfiar da minha palavra , se levataram num piscar de olhos para depois querer saber do que se tratava. Enquanto íamos para um lado, a cobra ligeiramente foi para o outro e, de longe, ficamos observando um ao outro com elevado grau de medo (pelo menos da parte dos seres humanos).</p>
<div id="attachment_489" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-489" title="DSC03683" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03683-400x300.jpg" alt="Víbora dando seu show" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Víbora dando seu show</p></div>
<p>Estabelecida a calma, tomamos um pouco mais de coragem para tirar fotos e tentar identificar a dita cuja. Olhando bem de perfil, parecia ter a cabeça arrendodada, o que me fez lembrar das aulas de biologia do colégio, onde o professor citava características para se determinar quando uma cobra poderia ser venenosa ou não, ou seja, para mim aquela cobra <strong>não</strong> era venenosa. O problema é que eu nunca tive uma aula prática desse assunto. <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Depois disso ninguém mais arriscou entrar na água. Então levantamos acampamento, colocamos as mochilas nas costas e voltamos para São Jorge (o amigo Raul que tinha uma câmera bem legal e tirou uma foto &#8220;de cima&#8221; da cobra, mostrou para o motorista que disse sem pestanejar: &#8220;essa cobra é venenosa, olha a cabeça trinagular da bicha&#8221;. E não é que ele tinha razão?).</p>
<p>Em São Jorge fizemos nossa despedida da família Ângelo, Nice e Raul no restaurante da Nenzinha, perto das 15h00. Restaurante do tipo <em>Self Service, </em>com relativa variedade e boa qualidade (saiu cerca de R$15,00 por pessoa com bebida e 1/2 sobremesa). Almoçamos, jogamos mais conversa fora e nos despedimos. O céu estava limpo a sugestão da Yamitch como &#8220;grand finale&#8221; (já que não dava mais tempo pra nada) era ver o pôr do Sol no mirante.</p>
<p>Descansamos um pouco e as 16h45 saímos rumo ao mirante. Eram cerca de 3 Km em estrada de terra e algumas subidas e descidas. Quase chegando lá, um carro passou pela gente e perguntou onde era o mirante e dissemos: &#8220;acho que é por alí&#8221;.  Com esse &#8220;acho&#8221; a motorista sacou que também estávamos indo para lá e nos deu uma carona. Chegamos em cima da hora! Mal deu tempo de tirar algumas fotos, curtir um pouco (nem 5 minutos) e o Sol já tinha se escondido atrás da chapada. Voltamos de carona e conversando no rápido trecho (para quem ia de carro) descobrimos que a Adriana estava para se casar com um dos holandeses que estava no carro, além disso ela já tinha morado em Sorocaba e a família inteira dela é de Barretos&#8230; coincidência, não?!</p>
<div id="attachment_490" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-490" title="DSC03708" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03708-400x300.jpg" alt="Pôr do Sol quase perdido" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Pôr do Sol quase perdido</p></div>
<p>De volta a pousada e depois de um merecido banho, saímos para finalizar o passeio em São Jorge, comendo uns petiscos, tomando umas cervejas (Restaurante Papa Lua, comendo um crepe, tomando uma cerveja e um suco &#8211; R$19,00) e mandando ver um açaí no final (espaço da Jia, um açaí na tigela, um creme de abóbora e uma água &#8211; R$15,50). Perto das 23h00, já na cama da pousada, conversando com a Juliana sobre o memorável episódio da cobra, recebo um SMS do Raul, que tinha mostrado sua foto para alguém que conhecia do assunto e descoberto a espécie da criatura: jararaca &#8220;achatadeira&#8221;. Veneno? Imaginem&#8230;</p>
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		<title>Chapada dos Veadeiros &#8211; Parte III</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/20/chapada-dos-veadeiros-parte-iii/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 01:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Por temos dormido um pouco mais em relação a noite anterior, acordamos um pouco mais dispostos, apesar de ainda cansado depois de caminhar mais de 18 Km. Havíamos combinado com os novos amigos de visitar o Parque Nacional, onde o guia Walter passaria na pousada nos pegar. Antes disso, fizemos nosso saboroso desjejum com calma, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por temos dormido um pouco mais em relação a noite <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/10/chapada-dos-veadeiros-parte-ii/">anterior</a>, acordamos um pouco mais dispostos, apesar de ainda cansado depois de caminhar mais de 18 Km. Havíamos combinado com os novos amigos de visitar o Parque Nacional, onde o guia Walter passaria na <a href="http://www.pousadamundodhalua.com.br/">pousada</a> nos pegar. Antes disso, fizemos nosso saboroso desjejum com calma, arrumamos nossas coisas (capa de chuva inclusive) e fomos até a padaria para garantir o &#8220;almoço&#8221; do dia.</p>
<p>Na frete do parque conversamos um pouco, assinamos o livro de visitas, obtivemos informações sobre o parque, tiramos fotos e iniciamos a caminhada. Esse dia prometia ser mais <em>light </em>que o primeiro dia, mas haveria uma quantidade significativa de quilômetros a serem vencidos, além das intermináveis pirambeiras.</p>
<p>O <a href="http://www.chapadadosveadeiros.com/parque-nacional-da-chapada-dos-veadeiros.html">Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros</a> é uma reserva de preservação ambiental administrado pelo IBAMA. Iniciamos a caminhada em trilhas basicamente &#8220;<em>single track</em>&#8220;, onde nosso guia foi dando algumas informações sobre a flora local. Como estávamos em um grupo de seis pessoas já conhecidas, caminhamos enquanto conversávamos uns com os outros, afim de nos conhecer melhor, trocar informações e experiências, sempre respeitando o rítimo do grupo. Depois de alguns quilômetros, terminamos um trecho de trilha estreita e paramos para descansar um pouco, tomar um gole d&#8217;água e apreciar as primeiras aparições da &#8220;chapada&#8221;.</p>
<div id="attachment_467" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-467" title="DSC03533" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03533-400x300.jpg" alt="Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros</p></div>
<p><span id="more-465"></span></p>
<p>A partir de então começava uma leve descida e que depois se tornaria uma forte descida. É instintivo pensar que o caminho ficaria mais fácil com as descidas, mas dois fatores contribuiram para que esse pensamento não fosse tão lógico: descidas muito íngrimes tornam a caminhada mais lenta e exigem muito mais da musculatura e articulações da perna do que uma subida; e o fator psicológico lembrando que depois de uma longa descida, provavelmente viria uma longa subida. Para piorar tinha começado a chover, mas não tinha volta. O lance era seguir em frente.</p>
<p>Descidas bruscas com quase 90 graus (será que estou exagerando?), pedras, muitas pedras e lisas com a chegada da chuva, deixaram nossa caminhada mais tensa, mas que logo nos recompensou a vista panorâmica da caichoeira &#8220;Salto 120&#8243;.</p>
<div id="attachment_471" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-471" title="DSC03558_1" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03558_1-300x400.jpg" alt="Saltos 120 - 120 metros de queda d'água" width="300" height="400" /><p class="wp-caption-text">Saltos 120 - 120 metros de queda d&#39;água</p></div>
<p>Extasiados com a fantástica imagem, que mais nos parecia uma quadro pintado a óleo em um museu de renome, nos quedamos por alí apreciando aquela maravilha talhada pela natureza por alguns generosos minutos. Passada a euforia e com a promessa de que mais belezas naturais viriam pela frente juntamente com a possibilidde de desfrutar de um banho nessas águas, seguimos caminho.</p>
<p>Poucos metros a frente havia uma outra queda de magnitude ligeiramente menor, que precedia a queda de 120 metros, porém com uma piscina de banho acessível. Assim como a primeira, essa queda levava o nome tal qual seu tamanho. Era o &#8220;Salto 80&#8243;.</p>
<div id="attachment_474" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-474" title="DSC03582" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03582-400x300.jpg" alt="Salto 80 - Preciso dizer a altura?" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Salto 80 - Preciso dizer a altura?</p></div>
<p>A água estava bem fria (não tão fria quanto a água do Parque Nacional de Itatiaia), mas foi impossível resistir ao banho. Nadei de uma margem à outra, cheguei relativamente perto da queda e convenci a Juliana para entrar também. ficamos alí, descansando, vendo os peixinhos e mais uma vez admirando a paisagem. Parados, começamos a sentir mais frio e decidimos por sair da água. Alí fora, o grupo fazia o primeiro lanche do passeio e devia ser perto das 13h00.</p>
<p>Dividimos e comemos nosso lanche &#8220;comunitário&#8221; e nos hidratamos. Das duas garrafas de água que havia levado (500 mL) só restara meia e resolvi encher a outra com água do rio (se for fazer, pegue de água corrente) por precaução. Todos alimentados, voltamos mata dentro para a chegada da última paisagem do dia.</p>
<p>As subidas começavam a dar as caras, e novamente em <em>single track, </em>seguimos contornando a grande muralha de pedra.</p>
<div id="attachment_476" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-476" title="DSC03593" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03593-400x300.jpg" alt="Vale" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Vale</p></div>
<p>No final de uma longa subida, voltamos a acessar uma estrada de terra batida, mais fácil de caminhar. Era mais reta e o chão mais &#8220;macio&#8221;. Poucos quilômetros a frente e havíamos chegados no destino.</p>
<p>As &#8220;Corredeiras&#8221; são pequenas quedas de água, lado a lado e em vários peqenos níveis, com águas levemente calmas, quais foram um visual bonito, tranquilo e convidativo ao banho. Claro que não resisti e fui &#8220;testar&#8221; as mini quedas. A Juliana também foi, sem eu precisar falar algo.</p>
<div id="attachment_477" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-477" title="DSC03603" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03603-400x300.jpg" alt="Corredeiras" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Corredeiras</p></div>
<p>Depois de relaxar nas Corredeiras, foi preciso exterminar com o resto do lanche que havia (sanduíche, banana seca, água de cachoeira e etc) para ter forças para terminar a caminhada. Perto das 17h30 chegamos de volta a entrada do parque e mais um quilômetro para chegar a até a pousada, que sumarizou pouco mais de 11 quilômetros de caminhada. Antes de nos despedirmos do grupo, combinamos de jantar no restaurante Buriti&#8217;s.</p>
<p>Voltamos para a pousada, tomamos um banho, nos aprontamos e fomos até o <em>lobby </em>da pousada aguardar o horário combinado do encontro no restaurante. Nesse meio tempo, ficamos tomando uma cerveja e conversando com os hospitaleiros donos da pousada. Quando estávamos para sair, começou uma chuva torrencial e só chegamos ao restaurante com o empréstimo de um guarda-chuva.</p>
<p>Conversamos bastante, comemos, tomamos cerveja e muito nos divertimos. No final, o Anauê e sua mãe anunciaram que iam embora no outro dia. Trocamos emails e nos despedimos. Fechamos com o grupo que ficaria, um novo passeio ainda a combinar e voltamos para a pousada descansar.</p>
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		<title>Chapada dos Veadeiros &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 05:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de várias horas de viagem, não foi fácil acordar as 8h30 da manhã do dia 21/09/2009, mas sabíamos que era preciso. Tomamos um saboroso café da manhã na pousada, onde aproveitei para tirar informações importantes para o primeiro dia de passeio na chapada. Batendo um papo com a ajudande geral da pousada descobri que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de várias horas de <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/08/chapada-dos-veadeiros-parte-i/">viagem</a>, não foi fácil acordar as 8h30 da manhã do dia 21/09/2009, mas sabíamos que era preciso. Tomamos um saboroso café da manhã na pousada, onde aproveitei para tirar informações importantes para o primeiro dia de passeio na chapada.</p>
<p>Batendo um papo com a ajudande geral da pousada descobri que o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros não abria às segundas-feiras, porém ainda era possível fazer diversos passeios pela região. Ela foi super atenciosa tentando me explicar como chegar na cachoeira do Vale da Lua e depois pegar uma trilha para os Saltos da Raizama, mas pressenti que poderia me perder feio. Ela me disse que o filho dela, o Diego, estava de férias em São Jorge e que o menino crescera naquela região, conhecendo praticamente tudo e que poderia ser o guia (como ele não era um guia &#8220;profissional&#8221;, ele certamente cobraria mais barato). Ela ligou para o Diego e eu voltei para o quarto me preparar para sair.</p>
<p>Descemos para a recepção da pousada e o guia nos esperava. Combinei o valor com ele (R$50,00) e saimos para o passeio, porém já sabendo da situação pedi para passar em uma vendinha para comprar quitutes para a caminhada. Comprei alguns pães, maçã, banana desidratada e duas garrafas de água (ainda levava várias bisnagas de carboidrato em gel). Coloquei tudo na mochila e pé na estrada.</p>
<p>Estava um sol e um clima muito quente e até achei que duas garrafas de água seriam uma piada perto do forte calor. Logo nos primeiros quilômetros o tempo começou a fechar e adentramos a trilha mais fechada (o que aliviou a sensação térmica) e passamos pela primeira quedinha, o Lageadinho:</p>
<div id="attachment_447" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-447" title="DSC03443" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03443-400x300.jpg" alt="Lageadinho" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Lageadinho</p></div>
<p><span id="more-440"></span></p>
<p>Tomei um pouco de água dali mesmo e resolvemos seguir. O tempo estava bem fechado e começou a chover. Alguns minutos depois e chegamos na entrada da fazenda do Vale da Lua, onde tivemos de pagar R$5,00 de cada para entrar. Foi na entrada da fazenda que tivemos o primeiro contato com cinco futuros amigos. Trocamos algumas palavras tímidas, a chuva deu uma leve trégua e como eu estava com &#8220;sangue nos zóio&#8221; chamei o guia e a Juliana para seguirmos caminho.</p>
<p>E assim fizemos, mesmo debaixo de chuva. Alguns metros depois, algumas fotos e um tombo &#8220;de bunda&#8221;, conhecemos o então famoso Vale da Lua.</p>
<p>Essa cachoeira leva esse nome pela formação rochosa criada pela água. Segundo meu guia, o nome foi dado por algum desbravador há um bom tempo atrás que alegava que tais formações lembravam muito a superfície do nosso satélite natural.</p>
<div id="attachment_448" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-448" title="DSC03465" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03465-400x300.jpg" alt="Vale da Lua" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">O famoso &quot;Vale da Lua&quot;</p></div>
<div id="attachment_449" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-449" title="DSC03469" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03469-400x300.jpg" alt="Vale da Lua" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Tirando água de pedra</p></div>
<p>A chuva voltara a intensificar e mesmo assim andei pelas pedras (que ficaram muito mais escorregadias) e depois caí na água para um banho de cachoeira. A água estava bem fria, mas isso não me desaninmou. Claramente não fiquei por muito tempo, mas outras duas pessoas também entraram e depois de alguns minutos resolvi sair.</p>
<p>Com a chuva intensa todos que por alí estavam se abrigaram debaixo de uma enorme pedra, onde estava tudo sequinho. Como já beirava às 13:00, foi inevitável fazer um lanche enquanto esperávamos a chuva acalmar. Foi nesse momento que o contato com outro grupo aumentou e conhecemos melhor os amigos Ângelo, Nice (casal), Raul (filho) e a mãe e filho Ananuê. Comemos, batemos papo e dividimos as guloseimas.</p>
<p>Depois de bons minutos, o desconforto por ficar aguachados debaixo da pedra começou a incomodar e a decisão por continuar o passeio debaixo de chuva foi unânime. Detalhe: o sinal de rede de telefonia celular era tão bom, que o telefone do Ângelo tocou no meio do mato, que esatva dentro de um saco plástico, dentro da mochila, debaixo da pedra e com muita chuva. Impressionante!</p>
<p>Eu estava prevenido com duas capas de chuva (uma para mim e outra para a Juliana). Vestimos as capas e seguimos caminho tranquilamente. Decidimos que iríamos ver os Saltos da Raizama e foi uma caminhada muito longa e um pouco difícil (mais longa que difícil). O nosso guia Diego conhecia uma trilha que economizariam vários quilômetros e foi por lá que seguimos. Subimos, descemos, passamos por ponte de corda e madeira, atravessamos córregos, atravessamos fazendas, andamos por estrada (de terra, claro) e depois de algumas horas chegamos a fazenda da Raizama (Raiz + Ama?).</p>
<p>Pagamos os devidos R$5,00 percapita para adentrar na fazenda, porém antes paramos para descansar, comer e hidratar. Minhas roupas estavam ensopadas, pois não usei a capa toda hora e o tênis estava machucando meu calcanhar. Depois de uns 20 minutos, seguimos trilha adentro para chegar as cachoeiras. Passamos pela primeira, uma cachoeira pequena que formava uma simples e bonita piscina natural.</p>
<div id="attachment_452" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-452" title="DSC03503" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03503-400x300.jpg" alt="Raizama" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Raizama</p></div>
<p>Confesso que fiquei decepcionado, mas o Diego que garantiu que isso era pouco perto do viria adiante. Foi então que começamos a descer a trilha que insistia em ficar mais estreita, até certo ponto que parecia que descíamos uma escada de pedras. Quando começamos a avistar as quedas d&#8217;água, continuamos pela trilha que era basicamente formado por uma ribanceira do lado direito, muro de pedras do lado esquerdo o caminho que dava pouco mais do que uma pessoa. Aproveitando o momento propício, o nosso guia Diego passou a contar histórias de pessoas que se arriscaram para tirar um foto melhor e acabaram por cair e fatalmente falecer por conta do impacto da queda. As formações rochosas pareciam o Vale da Lua, porém com proporções maiores e com um volume de água bem maior também.</p>
<div id="attachment_453" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-453" title="DSC03526" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03526-400x300.jpg" alt="Raizama de verdade" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Raizama de verdade</p></div>
<p>Pouco curtimos a paisagem e iniciamos a caminhada de volta para a pousada. A volta foi uma mini tortura, já que estávamos bem cansados, o sol tinha dado o ar da graça e o caminho era cheio de subidas, descidas e pedras, para variar um pouco. Perto das 17:00 e cerca de 18 km caminhados no dia, chegamos na pousada onde pudemos tomar um merecido banho morno, colocar roupas secas e descansar um pouco.</p>
<p>Perto das 19:00 descemos na recepção da pousada onde conhecemos a esposa do Bruno (proprietário), a Yamitch (seja lá como se escreva). Uma pessoa muito legal, simpática e que nos deu algumas dicas sobre a gastronomia local, enquanto tomávamos algumas cervejas. A escolha então foi para o restaurante Buriti&#8217;s, onde comemos o escalopinho de mignon servido com farofa, arroz e feijão caseiríssimos! Apesar de querer ficar conversando e bebendo algo no pacato distrito de São Jorge, tivemos que voltar para descansar pois o próximo dia prometia ser no mesmo rítimo.</p>
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