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Caminho do Sol pero no mucho: Dia Três

Dia 3 – 05/06/2010
Rio das Pedras – São Pedro

Último dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol não podíamos nos dar ao luxo de errar feio. Falei com o Nerso e depois com o resto do pessoal que podia acontecer o que fosse, mas tínhamos de estar de volta a Piracicaba antes das 19h00 para pegar o último ônibus para Sorocaba.

A estratégia de acordarmos cedo e sair logo, irmos até a rodoviária de Piracicaba e verificar os horários dos ônibus foi consenso entre todos. Às 5h50 de sábado o celular do Nerso desperta ao som de Platoon altíssimo, pronto para acordar inclusive os outros hóspedes. Chovera a noite toda, o que me deixou um pouco preocupado durante a noite, mas de certa forma dormi bem. Acordamos sem barulho de chuva e fomos ao café da manhã após o Bur e o Piola baterem na porta do quarto.

As pessoas que trabalhavam no hotel Silver eram realmente muito estranhas, pois sentamos na mesa ao lado de outra que estavam pai e filhos também cicloturistas e começamos a bater um papo. Chegou um senhor e perguntou se estávamos juntos e começou a colocar as coisas na mesma do lado da nossa, mesmo a gente falando que não estava junto. Depois disso voltou a nos servir e colocou quatro copos de suco de laranja na mesa (o Nerso ainda não tinha chegado) sem sequer falarmos se queríamos ou não. Quando ainda estávamos preparando o lanche, ele passou servindo um pedaço de bolo e ele teve a moral de colocar o bolo em cima da minha xícara que estava com a boca para baixo. Não aguentei e comecei a rir e ele disse que tava meio dormindo. Depois de alguns minutos, ele viu que alguns copos de suco estavam vazios e passou enchendo de todo mundo (ok, ele quis ser gentil, mas podia ter perguntado se queríamos mais, para evitar desperdícios).

ZO rulez 6h da manhã

Por conta da intensa chuva durante a noite, o dia amanhceu bem frio e não resisti tomar um cafezinho acompanhando o bolo. Coloquei açúcar na xícara e servi o café da garrafa que estava na mesa e quando dei uma golada, quase cuspi de volta. Estava muito doce e só perguntei para ter certeza que eles serviam café já adoçado. Achei bem estranho, pois cada um tem um gosto e uma percepção de muito ou pouco doce, mas beleza, acabei me servindo novamente sem adição extra de açúcar. Terminamos o café e o Nerso ficou zuando os tiozinhos do hotel dizendo que eram zumbis e que o hotel Silver era um acrônimo para Resident Evil 5 quando lido no sentido inverso (R (abreviatura para Resident) Evli S (onde S seria o 5) -> REVLIS), mas depois eu falei pra eles que o Silver não formava a palavra R EVIL S e sim R EVLI S e que eles estavam sendo influenciados pelo poder do anel (quanta besteira ao mesmo tempo!).

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Igual, porém diferente

Como alguns já sabem, alguns caipiras do pedal estão pensando seriamente em fazer o Caminho do Sol que deverá se configurar como uma das mais ousadas cicloviagens até hoje praticadas pelos CapiraCapitarBikers. Sem querer entrar muito nesse tópico, mas isso foi o gatilho para que nos obrigássemos a treinar mais e por mais em prática a cultura, a filosofia por assim dizer, do cicloturismo.

Marcamos então de fazermos uma trip no dia 16/05/2010, novamente sem um percurso definido. Depois de discussões (poucas, vá) sobre o tema, ficou certo que faríamos uma bela volta saindo de Sorocaba/SP, passando por Salto de Pirapora/SP, Sarapuí/SP, Capela do Alto/SP, Araçoiaba da Serra/SP e novamente Sorocaba, conforme o link desenhado no bikely:

http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-do-Interior-Sudoeste-SP

Acontece que várias coisas aconteceram antes da cicloviagem. O Fabrício, novo integrante, logo de cara já não conseguiu alvará de soltura. O Bur teve de levar não sei quem para o aeroporto e ele tinha combinado com o desorganizado Marcelo Piola, acabaram por atrasar. Só sei que no final das contas, os paulistanos chegaram na roça depois das 8 horas da matina. Chegaram, foram comer, depois foram se trocar, arrumar as ferramentas, mantimentos e etc, para então sairmos. Opa, peraí, alguém nada satisfeito pediu pra voltar duas vezes porque o pneu dele não estava devidamente cheio (detalhe que os dois pneus estavam com cerca de 50 psi cada).

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Trip Pedreira de Salto de Pirapora

Finalmente estamos nos organizando e a quantidade de pedais tem aumentado. Esse último fim de semana (07/03/2010) foi a vez de visitarmos a famosa Pedreira em Salto de Pirapora.

Mas o que tem de especial em uma pedreira? Em uma pedreira, não sei, mas essa é famosa por ser uma pedreira desativada e qual a água de um lençol freático fez preencher boa parte dá área que fora devastada pela ação do homem.

A sugestão de visitar a pedreira foi do camarada Fabiano, que já tinha feito um rolê por lá há um tempo atrás e nos convidou a fazê-lo novamente. Já usando tecnologia “nova”, boa parte do pedaleiros confirmaram a ida, menos os manos Adilson, Fominha, Boo e Ricardo. Marcamos às 8h00 em frente ao terminal São Paulo e como de costume, uma atrasadinha nos fez sair às 8h30 (nos encontramos às 8h15). O Piola havia vindo de Sampa e chegou no horário marcado (7h00 em ponto!), tomou café da manhã (café na caneca do Tux/Linux), se trocou, arrumamos as bicicletas e saimos ao encontro do mano Jupa. Ao nos encontrarmos ele confirmou que sua namorada, a Carol, ia conosco, estreiando assim em uma cicloviagem totalmente independente de motor (já fizera com auxilo de ônibus uma vez).

Passamos na casa da Carol, reorganizamos as coisas que iríamos levar e saímos para o encontro com o resto da trupe. Ao chegarmos na marginal Dom Aguirre, avistamos o Nerso Loco que não sabia do paradeiro do Fabiano. Voltamos pela ciclovia até a frente do terminal e vimos dois cabras pedalando no sentido contrário, qual eu saí cumprimentando com um “e aí?”, mas os caras passaram reto e eu com cara de bobo, mas o Jupa o reconheceu e eles se abraçaram. Apresentações feitas, por fim conhecemos pessoalmente o próprio Fabiano e o Zé, camarada de faculdade do primeiro elemento.

Fabiano, Carol e Nerso - bla bla bla

Todos estavam felizes e sorridentes, mas era a hora de partirmos. Saímos pela ciclovia da marginal sentido Votorantim, passamos por baixo do viaduto da rodovia Raposo Tavares, subimos o morro até a divisa entre Sorocaba e Votoratim, infelizmente pedalamos um curto trecho sob a calçada, voltamos as regras de trânsito pedalando no sentido correto do fluxo, atravessamos a cidade e pegamos a rodovia de acesso as cidades de Piedade e Salto de Pirapora.

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Da Lama ao Caos

Tenho que começar esse post dizendo: esse foi o pedal mais hardcore que já fiz (entenda hardcore como louco, sofrido, lúdico, pesado e plural).

Ah, mais um detalhe: peço desculpas de ante mão pelos possíveis erros de grafia/digitação e de frases meio sem sentido, pois o post deve ficar grande e provavelmente não terei tanta energia para fazer mais do que uma revisão. Então, preparem-se. :)

Passamos (eu, Bur, Piola, Nerso, Jupa e o Dirsão) sobre qual pedal faríamos, que dia seria e que horas seria. Só lembro que foi um inferno astral de e-mails e viadagens por conta de toda a chuva dos últimos dias. Finalmente na sexta-feira todos toparam vir para Sorocaba e acompanhar o novo (e experiente) companheiro, o Ricardo, em um pedal na famosa Trilha do Túnel. A trilha leva esse nome porque passa por dois sinistros túneis, qual vou detalhar mais na frente.

Na véspera do pedal, mais precisamente no início da noite caiu um “pé d’água” em Sorocaba e parecia que o mundo estava desabando. Eu estava no aniversário de um amigo e pensava “amanhã vai ser foda”. Foi então que comecei a receber algums SMSs dos amigos pedaleiros que estavam ansiosos para o dia posterior e quando voltei pra casa resolvi ligar para o Jupa que me passou o e-mail do Adirso que foi enfático “…do jeito que tá chovendo agora, não vai sobrar nada para amanhã”.

As sábias palavras do camarada pedaleiro se profetizaram e me dei por conta quando, 6h20 da manhã do dia 24/01/2010 minutos após ter acordado, escovado os dentes e preparado o café, sai de casa para comprar pão fresquinho na padaria (fui a pé, claro).

Um novo amanhecer...

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Tempos modernos

Um amigo mandou a charge por e-mail e resolvi reproduzir.

Retirado de igualvoce

Quando vi, dei risada, parei, lembrei de um monte de gente (inclusive de pessoas que nem conheço), parei, me senti decepcionado com essa lembrança (foi um quase nojo), esperei, refleti, balancei a cabeça e decidi divulgar.

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