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	<title>[SUPERATRATIVO] &#187; Meio ambiente</title>
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		<title>Caminho do Sol pero no mucho: Dia Três</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 02:24:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Dia 3 – 05/06/2010 Rio das Pedras &#8211; São Pedro Último dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol não podíamos nos dar ao luxo de errar feio. Falei com o Nerso e depois com o resto do pessoal que podia acontecer o que fosse, mas tínhamos de estar de volta a Piracicaba antes das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 3 – 05/06/2010<br />
Rio das Pedras &#8211; São Pedro</p>
<p>Último dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol não podíamos nos dar ao luxo de errar feio. Falei com o Nerso e depois com o resto do pessoal que podia acontecer o que fosse, mas tínhamos de estar de volta a Piracicaba antes das 19h00 para pegar o último ônibus para Sorocaba.</p>
<p>A estratégia de acordarmos cedo e sair logo, irmos até a rodoviária de Piracicaba e verificar os horários dos ônibus foi consenso entre todos. Às 5h50 de sábado o celular do Nerso desperta ao som de Platoon altíssimo, pronto para acordar inclusive os outros hóspedes. Chovera a noite toda, o que me deixou um pouco preocupado durante a noite, mas de certa forma dormi bem. Acordamos sem barulho de chuva e fomos ao café da manhã após o Bur e o Piola baterem na porta do quarto.</p>
<p>As pessoas que trabalhavam no hotel Silver eram realmente muito estranhas, pois sentamos na mesa ao lado de outra que estavam pai e filhos também cicloturistas e começamos a bater um papo. Chegou um senhor e perguntou se estávamos juntos e começou a colocar as coisas na mesma do lado da nossa, mesmo a gente falando que não estava junto. Depois disso voltou a nos servir e colocou quatro copos de suco de laranja na mesa (o Nerso ainda não tinha chegado) sem sequer falarmos se queríamos ou não. Quando ainda estávamos preparando o lanche, ele passou servindo um pedaço de bolo e ele teve a moral de colocar o bolo em cima da minha xícara que estava com a boca para baixo. Não aguentei e comecei a rir e ele disse que tava meio dormindo. Depois de alguns minutos, ele viu que alguns copos de suco estavam vazios e passou enchendo de todo mundo (ok, ele quis ser gentil, mas podia ter perguntado se queríamos mais, para evitar desperdícios).</p>
<div id="attachment_997" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-997" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc00660/"><img class="size-medium wp-image-997" title="DSC00660" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC00660-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">ZO rulez 6h da manhã</p></div>
<p>Por conta da intensa chuva durante a noite, o dia amanhceu bem frio e não resisti tomar um cafezinho acompanhando o bolo. Coloquei açúcar na xícara e servi o café da garrafa que estava na mesa e quando dei uma golada, quase cuspi de volta. Estava muito doce e só perguntei para ter certeza que eles serviam café já adoçado. Achei bem estranho, pois cada um tem um gosto e uma percepção de muito ou pouco doce, mas beleza, acabei me servindo novamente sem adição extra de açúcar. Terminamos o café e o Nerso ficou zuando os tiozinhos do hotel dizendo que eram zumbis e que o hotel Silver era um acrônimo para Resident Evil 5 quando lido no sentido inverso (R (abreviatura para Resident) Evli S (onde S seria o 5) -&gt; REVLIS), mas depois eu falei pra eles que o Silver não formava a palavra R EVIL S e sim R EVLI S e que eles estavam sendo influenciados pelo poder do anel (quanta besteira ao mesmo tempo!).</p>
<p><span id="more-994"></span>Imagino que não ter tido sucesso em explicar para o leitor sobre o tal do Resident Evil 5, mas isso não importa muito. Voltamos ao quarto, juntamos nossas coisas, nos trocamos e fomos pegar as bikes. Quando fizemos isso, percebemos que todas as bicicletas haviam tomado chuva! Não tinha muito o que fazer a não ser continuar a preparação para a saída. Com o clima de chuva, envolvi minha mochila em um saco de lixo azul que eu tinha levado justamente para esse fim, enquanto o Piola ficou chorando que ele não tinha como cobrir a bagagem dele caso chovesse (cabaço!).</p>
<p>Na porta do hotel, pai e filho cicloturistas também se preparavam para sair e nos deram dicas pois conheciam bem a região. Com tudo pronto saimos no pedal. Parecia brincadeira, mas no primeiro quilômetro já paramos para tirar fotos da &#8220;entrada&#8221; da cidade, pois como dizia o Nerso &#8220;isso é cicloturismo&#8221;. Tiramos fotos e logo continuamos por estrada pavimentada. A idéia era chegar em Piracicaba, ver os horários de ônibus e seguir o caminho até onde desse, sem correr muito risco de perder o último ônibus. Pai e filho nos encontraram no caminho e pedalamos praticamente juntos até Piracicaba (cerca de 10 quilômetros, ou menos).</p>
<div id="attachment_998" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-998" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01629/"><img class="size-medium wp-image-998" title="DSC01629" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01629-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto clássica</p></div>
<p>Chegando em Piracicaba nos separamos e fomos atrás de saber onde era a rodoviária. Cada um que a gente perguntava indicava um caminho diferente e isso tomou um pouco do nosso tempo, mas por bem haviámos saido no horário planejado de Rio das Pedras (antes das 8h). Na rodoviária fui atrás de saber sobre ônibus de São Pedro para Piracicaba, Águas de São Pedro para Piracicaba e por fim de Piracicaba para Sorocaba, enquanto o Bur foi atrás de saber os horários para São Paulo. Me certifiquei duas vezes com as moças do guichê sobre colocar as bicicletas no bagageiro do ônibus e ela me garantiu que isso não seria um problema.</p>
<p>Pelo horário, fazendo contas no caminho mais crítico, conseguíriamos chegar até São Pedro antes das 17h o que nos permitia arriscar a ida até lá em bicicleta. Comemos algo na própria rodoviária e apesar da preguiça e vontade de ficar por lá, seguimos nosso caminho. Na saída de Pira para o próximo destino, passamos por cima da ponte do Rio Piracicaba e os &#8220;cicloturistas&#8221; mal perceberam a beleza do rio e de suas quedas. Como eu já havia passado alí algumas vezes (inclusive almocei em um restaurante na beira do rio) tiv e um <em>deja vu</em> e considerei que seria interessante não perdemos essa beleza gratuíta, então tive de gritas para os apressadinhos que voltassem e curtissem mais essas coisas. Fiquei até zuando o Nerso dizendo &#8220;isso sim é cicloturismo&#8221;, pois ele também tinha passado reto no rio.</p>
<div id="attachment_1003" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1003" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01667/"><img class="size-medium wp-image-1003" title="DSC01667" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01667-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Sérgio Reis que o diga</p></div>
<div id="attachment_1004" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1004" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01671/"><img class="size-medium wp-image-1004" title="DSC01671" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01671-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Agora sim, cicloturistas!!</p></div>
<p>Decemos até os piers que beiram o rio e nos deslumbramos com as quedas e a força d&#8217;água. Queríamos ficar ali curtindo, o Nerso sugeriu que fossemos até o final onde supostamente havia um engenho, mas chegamos a conclusão que poderia ser perigoso gastar muito tempo alí. Depois de alguns minutos, euforia e fotos, seguimos nosso rumo com destino a São Pedro.</p>
<p>Ainda em trecho urbano, mas já na rodovia pedalamos entre carros e caminhões exercendo nosso direito e logo desembocamos na rodovia propriamente dita, onde havia um trecho de bom asfalto e acostamento. Algumas subidas e descidas e apesar do sol começar a dar o ar da graça, o vento sempre contra prejudicava o desempenho já abalado por dois dias de pedais insanos. Continuamos pedalando e pelas placas estávamos a menos de 30 km do nosso destino. Apesar dos pesares, o último dia estava sendo bem suave mesmo, já que 100% do trecho era de estrada pavimentada e também parecia ser um trecho menor.</p>
<p>A situação só ficou um pouco mais complicada com o fim do acostamento, onde o movimento de carros e caminhões não era tão baixo. Tenho que destacar a imprudência de certos motoristas, principalmente um f.d.p. que saiu buzinando a muitos metros atrás, acelerando e que me fez sair da pista (eu devia estar a uns 30 Km/h) para cair na área de escape de terra. Quando fui pra terra/grama, a trepidação obviamente aumentou muito e naquela velocidade achei que ia cair, mas felizmente conseguir segurar bem. Olhei para frente e vi todos (menos o Piola) tendo o mesmo problema com o filho da puta e vi que o Bur também ficou indignado xingando o cara e mostrando dedo do meio para ele.</p>
<p>Para contrastar com esse péssimo incidente, tenho também que destacar a bela atitude de um cara em um Toyta Corolla que percebendo talvez nossa vulnerabilidade, quando subíamos um trecho íngrime onde os carros tem duas faixas, diminuiu a velocidade quando se encontrava na faixa da direita bem atrás de nós, sei lá, a uns 11 ou 12 km/h, meio que nos protegendo, ao contrário de muitos que nos ultrapassavam &#8220;tirando fina&#8221; da gente. O corolla só saiu atrás de nós e nos ultrapassou quando não havia mais carros na fila da esquerda e mais nenhum outro atrás dele. Impressionante! Esse é o tipo de atitude que gostaríamos de ver mais. &#8220;Menos agressão; Mais educação!&#8221;. Para fechar esse trecho com chave de ouro, nada melhor que um belo visual.</p>
<div id="attachment_1007" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1007" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01700/"><img class="size-medium wp-image-1007" title="DSC01700" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01700-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">uhuuu!</p></div>
<p>Apesar do movimento de carros já era possível perceber que estávamos chegando em Águas de São Pedro. No momento que iríamos começar a descer, a gente se depara com uma casa que vende iguarias do milho. Sei que o Bur é viciado nesse tipo de comida e perguntei a ele se tava afim de parar lá e ele nem pensou duas vezes. Suco de milho verde e um salgado para amenizar a fome, tomamos nossa lanche de boa já sabendo que mais alguns quilômetros e nossa viagem chegaria ao fim. Quando saímos da casa do milho, avistamos uma seta amarela do Caminho do Sol, mas não demos muita bola e tocamos nosso próprio caminho.Já na estrada, mesmo com descida, falei pro Piola que não queria mais pedalar, que tava cansado demais, mas ele ficou me enchendo o saco pra eu continuar, que faltava pouco e blá blá blá (queria o quê?! Eu não domei dorflex com café pra ficar com &#8220;sangue nos zóio no último dia de pedal). O Piola continuou me enchendo o saco e perguntou se eu estava freiando na descida, mas obviamente eu não estava e tentei explicar pra ele que o vento contra poderia segurar um pouco e que como ele estava atrás de mim, poderia fazer uso do &#8220;vácuo&#8221; criado e ter uma percepção de velocidade diferente. Tomara que ele tenha entendido isso&#8230; Só sei que ele cansou e resolveu me passar, então continuei já que eu sabia que não ia ter outro jeito e em poucos minutos já estávamos fazendo pose no portal da Estância Hidromineral Águas de São Pedro.</p>
<div id="attachment_1008" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1008" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01733/"><img class="size-medium wp-image-1008" title="DSC01733" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01733-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Falta pouco!!</p></div>
<p>Logo que transpassamos o portal vimos uma placa para &#8220;Casa de Santiago&#8221; que é o ponto final do Caminho do Sol, lugar para onde os peregrinos se dirigem para receber o cerificado e as congratulações por terem terminado o tal caminho. O Piola, o mais evil da trupe, queria ir lá tirar um sarro, bater panela, qualquer coisa em protesto ao caminho, mas eu particularmente não quis ir, pois achei que seria uma tremenda falta de respeito para com as pessoas que organizam e para os que participam com as devidas credenciais.</p>
<p>De Águas para São Pedro eram somente 7 ou 8 km, que percorríamos facilmente. No início, ainda dentro de Águas de São Pedro, foi só subida, muita subida o que fez tirar o gás final de muita gente (menos o drogado do Piola). Depois de tanta subida, dividindo espaço com carro e caminhões (tava ficando chato aquilo), veio um belo trecho de reta e mais pra frente seguido de uma longa descida que culminaria em São Pedro.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1011" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01740/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1011" title="DSC01740" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01740-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Eu estava muito cansado e fiquei bem pra trás e aproveitei para pedalar no meu rítimo e tirar últimas fotos. Mais para frente o pessoal me esperou e o Bur me perguntou se tava beleza. Consenti e disse que não queria parar, pois pra mim seria pior. Todos continuaram a pedalar e novamente o Bur o Piola dispararam na frente, porém mais uma vez eles perderam a oprtunidade de curtir o visu.</p>
<div id="attachment_1012" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1012" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01753/"><img class="size-medium wp-image-1012" title="DSC01753" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01753-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tremendo visu!</p></div>
<p>Depois da bela e suave descida, chegamos enfim na tão esperada cidade de São Pedro. Tiramos a clássica foto na entrada da cidade junto do letreiro pouco depois das 14h e logo já fomos procurar a rodoviária para comprarmos as passagens de ônibus. O céu estava mais azul com menos nuvens e a galera tava animada com a chegada e ao descobrirmos o caminho para a rodoviária o Nerso e o Piola pedalaram que nem loucos. Como já estávamos em São Pedro nem quis arriscar pedalar junto com eles e fui apreciando a cidade, já com o intuíto de procurar um bar para fazermos nossa bebemoração.</p>
<p>Passamos em frente a um galpão bem arrumadinho, olhei e vi dois silos dentro do local e o senso de alcóolatra me disse para parar e ver o que era aquilo. Voltei com a bicicleta para a calçada e me adentrei no local e percebi que era uma espécie de microcervejaria. Como não vi ninguém com algum uniforme e só eu e o Bur tínhamos parado, decidimos que era melhor comprarmos as passagens, avisar o pessoar sobre a boa nova e voltar para nos &#8220;hidratar&#8221;. Dito e feito: chegamos no guichê, falamos o destino e que íamos com as bicicletas, a mulher nos vendeu (eu percebi que tinha perdido minha carteira, mas o Nerso tinha a escondido) e subimos para o &#8220;bar&#8221;. Chegando no bar, começamos a bater um papo cervejístico forte com o dono, o Cláudio, que nos recebeu muito bem.</p>
<p>Viemos a descobrir que ele faz é chope, que servia alí mesmo e mandamos ver uma torre de 2,5 litros de chope claro Halb Zehn Bier. Claro que tínhamos que acompanhar com algo para comer e quando pedi a ele, ele nos serviu uns amedoins. Ficamos alí num clima descontraído, batendo papo, zuando, relembrando das histórias desse pedal louco e quando vimos, já tinha acabado a torre. Pedimos outra, mas não queríamos mais comer amendoim e o Cláudio mostrou um bar do outro lado da rua que o cara fazia porções e levava até a choperia.</p>
<div id="attachment_1023" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1023" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01784/"><img class="size-medium wp-image-1023" title="DSC01784" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01784-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Detonando no fim da viagem</p></div>
<p>Claro que derrubamos mais uma torre de 2,5 litros e duas porções de salame e uma de batata frita em meio a diversão e depoimentos em vídeo sobre a cicloviagem. As poucas horas que ficamos lá passou voando e quando vimos já eram 16h50 e tínhamos de pagar as contas, pegar as bikes e subir no busão.</p>
<p>Claro que tivemos problemas para colocar as bicicletas dentro da merda do ônibus (acho que foi a viação Piracicabana), mas mostramos ao motorista que já havíamos comprado as passagens e que a moça do guichê autorizou sem problemas desde lá de Piracicaba. Ele disse que era complicado por conta do espaço, mas poucos estavam usando o bagageiro e desmontamos as rodas da frente, abaixamos o selim e provamos que ocuparia muito menos que ele achava e ele se convenceu (ou não quis ficar discutindo com a gente). A viagem de São Pedro à Piracicaba foi em menos de uma hora e como estávamos extasiados e quase chapados, ficamos zuando e fazendo videos o tempo todo e então o tempo passou muito rápido novamente.</p>
<p>Chegamos em Pira novamente, descarregamos as bikes e nos despedimos dos camaradas Bur e Piola. Ao descarregar as bikes, fomos agradecer ao motorista por ter nos compreendido (de certa forma meio irônica) e não sei se ele realmente se ligou que não custou nada ou se ele realmente interpretou como ironia, mas ele falou que não tinha sido nada e que era pra gente ter uma boa viagem (na próxima conexão) e depois, antes realmente de subir no ônibus novamente, voltou a despedir de nós e falar boa viagem. Espero que ele seja mais um a passar para o lado do cicloturismo (não literalmente no sentido de passar a viajar de bicicleta, mas sim ser amigo do pedalante).</p>
<p>Compramos a passagem para Sorocaba e ficamos no aguardo da viação Pontur, a única que não fez cara feia ou tentou sabotar nossa investida em colocar as bicicletas dentro do ônibus, enquanto os capitar Piola e o Bur seguiam viagem para a cidade grande. Talvez pelo cansaço a viagem foi tranquila e rápida (1h30min) e logo já estávamos descarregando as bikes no frio de Sorocaba. Arrumamos as magrelas, enchi novamente o pneu, me despedi do Nerso e cada um foi para sua respectiva casa, em sua respectiva bicicleta (pedal até o último metro!!). Em casa, uma comida quentinha me esperava para finalizar a viagem com chave de ouro.</p>
<p>Eis os números da cicloviagem:</p>
<p>- Tempo: 3 dias de pedal (4 dias de viagem)<br />
- Tempo total (pedalando): 15h33min49seg<br />
- Distância: 230,02 Km<br />
- Vel. média: 14,7 Km/h<br />
- Vel. máxima: 64,1 Km/h<br />
- Cidades: Sorocaba, São Paulo, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itu, Salto, Elias Fausto, Capivari, Mombuca, Rio das Pedras, Piracicaba, Águas de São Pedro e São Pedro.</p>
<p>Minhas fotos do último dia:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/21/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_05062010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/21/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_05062010</a></p>
<p>Todas as fotos do Bur:</p>
<p><a href="http://ricardocarnauba.multiply.com/photos/album/1/Caminho_do_sol_dias_0306_0406_0506">http://ricardocarnauba.multiply.com/photos/album/1/Caminho_do_sol_dias_0306_0406_0506</a></p>
<p>Para fechar o post, gostaria de agradecer a todos que participaram dessa cicloviagem de forma direta ao Nerso, Bur e Piola que estiveram esses quatro dias (desde o dia zero) pedalando, zuando, tretando, passando por dificuldade e bebendo juntos; E de forma indireta aqueles que ajudaram de alguma forma, o pessoal do CaipiraCapitar, os amigos, namorada e família. Com certeza essa foi uma experiência única na minha vida e que abriu um precedente enorme para muitas coisas. Com certeza teremos mais!! Valeu!!</p>
<p>Oss!</p>
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		<title>Igual, porém diferente</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 02:23:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Como alguns já sabem, alguns caipiras do pedal estão pensando seriamente em fazer o Caminho do Sol que deverá se configurar como uma das mais ousadas cicloviagens até hoje praticadas pelos CapiraCapitarBikers. Sem querer entrar muito nesse tópico, mas isso foi o gatilho para que nos obrigássemos a treinar mais e por mais em prática [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como alguns já sabem, alguns caipiras do pedal estão pensando seriamente em fazer o <a href="http://www.caminhodosol.org">Caminho do Sol</a> que deverá se configurar como uma das mais ousadas cicloviagens até hoje praticadas pelos CapiraCapitarBikers. Sem querer entrar muito nesse tópico, mas isso foi o gatilho para que nos obrigássemos a treinar mais e por mais em prática a cultura, a filosofia por assim dizer, do cicloturismo.</p>
<p>Marcamos então de fazermos uma <em>trip</em> no dia 16/05/2010, novamente sem um percurso definido. Depois de discussões (poucas, vá) sobre o tema, ficou certo que faríamos uma bela volta saindo de Sorocaba/SP, passando por Salto de Pirapora/SP, Sarapuí/SP, Capela do Alto/SP, Araçoiaba da Serra/SP e novamente Sorocaba, conforme o link desenhado no bikely:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-do-Interior-Sudoeste-SP">http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-do-Interior-Sudoeste-SP</a></p>
<p>Acontece que várias coisas aconteceram antes da cicloviagem. O Fabrício, novo integrante, logo de cara já não conseguiu alvará de soltura. O Bur teve de levar não sei quem para o aeroporto e ele tinha combinado com o desorganizado Marcelo Piola, acabaram por atrasar. Só sei que no final das contas, os paulistanos chegaram na roça depois das 8 horas da matina. Chegaram, foram comer, depois foram se trocar, arrumar as ferramentas, mantimentos e etc, para então sairmos. Opa, peraí, alguém nada satisfeito pediu pra voltar duas vezes porque o pneu dele não estava devidamente cheio (detalhe que os <strong>dois</strong> pneus estavam com cerca de 50 psi cada).</p>
<p><span id="more-855"></span>Estresse incial passado, tocamos o barco sentido Salto de Pirapora, primeiro ponto do planejamento, porém durante o percurso, fomos conversando sobre realmente fazer ou não os 120km proposto. E minha idéia foi &#8220;vamos decidir na hora&#8221;. Na estrada João Leme dos Santos, após passar a UFSCar campus Sorocaba, indiquei a entrada para um bairro de Salto de Pirapora que conheci de outra <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/09/07/batizada/">trip</a> que fiz.<br />
Perguntaram sobre a distância total e eu tinha dito algo em torno de 77km, logo concordaram em fazer um trajeto parecido e adentramos ao bairro. Menos trânsito, menos carros e mais visual.</p>
<div id="attachment_862" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-862" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01134-2/"><img class="size-medium wp-image-862" title="DSC01134" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC011341-400x300.jpg" alt="Estrada Salto - Raposo" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Estrada Salto Pirapora - Raposo Tavares</p></div>
<p>Adiante, avistamos um cara andando de bike e pensei que logo alcançaríamos o cabra, porém percebi que ele estava em um rítimo mais forte que o nosso, então deixei quieto a possibilidade de ir lá trocar idéia, interagir e tal e preferi continuar tirando fotos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-863" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01146/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-863" title="DSC01146" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01146-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Voltamos para a estrada e continuamos o pedal e pouco mais a frente, o pelotão alcançou o cabra que pedalava forte na nossa frente e viemos a descobrir que seu nome é Airton. Trocamos idéia, ele disse que também vinha de Sorocaba porém por um caminho diferente do nosso e que fazia tal percurso todos os domingos. Falamos um pouco sobre nós e fomos pedalando juntos até pouco antes de chegarmos na rodovia Raposo Tavares. Falamos sobre o grupo CaipiraCapitar e o convidamos a fazer parte. Passei meu telefone aguardando um contato para que eu pudesse enviar o convite do grupo para o email dele.</p>
<p>Pedalamos juntos, demos algumas risadas, paramos para fotos, descemos morro, subimos morro e no final da estrada, resolvemos parar para um lanche. Convidamos o Airton, mas ele não aceitou e resolveu continuar o trajeto sozinho, já ia voltar para Sorocaba e nós iríamos até a cidade de Capela do Alto. No ponto de ônibus, comemos o primeiro lanche, tomamos uma água, descansamos pouco e logo decidimos seguir a diante.</p>
<div id="attachment_864" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-864" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01170/"><img class="size-medium wp-image-864" title="DSC01170" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01170-400x300.jpg" alt="Piola, Airton e Bur fazendo graça para foto" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Piola, Airton e Bur fazendo graça para foto</p></div>
<p>Pegamos a saída a direita, que era uma outra estradinha com asfalto muito ruim e que desembocava na rod. Raposo Tavares, nosso destino. Já nessa rodovia, com bom acostamento pedalamos em um rítimo muito bom até a entrada do acesso a rodovia Sen. Laurindo Dias Minhoto que nos levaria até a cidade de Capela do Alto. A estrada estava com o asfalto realmente péssimo e isso dificultava um pouco nosso desempenho, principalmente do camarada Boo que estrada com uma bicicleta estradeira. Esse ponto negativo, tornara-se para nós também um ponto positivo, pois isso provavelmente induzia os carros a quererem evitar tal via de acesso, o que ficava um pedalar mais seguro!</p>
<p>Não recordo exatamente os número, mas creio que levamos pouco mais de 10km para chegar na cidade de Capela do Alto, onde seria nossa segunda parada para um lanche, recarregar as caramanholas e mais uma vez interagir com as pessoas. Logo que entramos na cidade já fui conversar com um cara para saber mais da cidade. Comecei puxando papo sobre &#8220;como chegar&#8221; e na conversa ele acabou falando que era de Sorocaba, e estava trabalhando fazia uma semana em Capela. Descobri também que ele mora perto da minha casa e faz o bate e volta diário de Sorocaba-Capela do Alto, assim como eu faço Sorocaba-São Paulo. Ele me mostrou o caminho, nos despedimos e fomos embora.</p>
<div id="attachment_867" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-867" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01192/"><img class="size-medium wp-image-867" title="DSC01192" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01192-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Capela do Arto!!</p></div>
<p>Seguindo o caminho indicado, acabamos chegando em uma praça onde estava rolando uma feira e como haviam vários bancos e com algumas sombras, sugeri aos camaradas para gente dar uma descansada alí. Primeiramente fui comprar água para repor as caramanholas e depois o Piola foi no tiozão do caldo de cana para pegar três garapas geladas com limão. Começamos a tomar nossa garapa e aparece um mano muito louco com cara de quem estava chapado. Para em frente de nós, entrega um &#8220;bolo&#8221; de dinheiro e diz: &#8220;conta pra mim aí por favor por que eu num to conseguindo&#8221;, eu catei aquela massaroca de dinheiro, organizei, contei, dobrei, falei o valor e devolvi; Ele consentiu, somou o valor dito a suas moedas (que estavam no seu bolso), agradeceu e me ofereceu 1 real pelo serviço. A partir daí a conversa rolou solta.</p>
<div id="attachment_870" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-870" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01197/"><img class="size-medium wp-image-870" title="DSC01197" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01197-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Típica praça</p></div>
<p>Ele começou agradecendo a gente, num parava de agradecer, depois começou a elogiar demasiadamente os atributos físicos do nosso amigo Piola. Diz exatamente assim: &#8220;&#8230; eu não so muié, eu não so viado, mas ocê é bunito pra caraio&#8230;&#8221;. uahauhuahuahuahuah. Ainda misturou o personagem Ciclope dos x-men como se fosse na verdade do jogo Street Fighter, ou seja, diversão garantida. Quando o &#8220;Fio&#8221; (como ele se auto denominou) foi embora, também nos organizamos para sair.</p>
<p>Peguei informações com a dona do boteco que nos vendeu água e saimos. Logo encontramos o posto de gasolina indicado e a saída para a Rod. Ver. João Antonio Nunes. Assim como a estrada que nos deu acesso a Capela do Alto, essa que permitia a nossa saída, também apresentava diversos buracos. e sem acostamento. Logo que entramos na rodovia, lembrei-me do mapa que tinha feito no googlemaps e me liguei que passaríamos perto do bairro Iperozinho, onde situa-se o <a href="http://pousadainglesa.blogspot.com/">Rancho dos Ingleses</a>. Depois de alguns quilômetros e uma longa subida cuzamos o referido bairro porém não planejamos parar. Após isso, mais decida e mais subida, passamos em frente ao Restaurante Apiário Morada do Sol e continuamos sem parar, para mais dois ou três quilômetros adentrarmos a cidade de Araçoiaba da Serra.</p>
<p>Como de praxe, paramos na praça, mas nada de especial havia. Tomamos água e por estarmos em um rítimo legal, resolvemos continuar até Sorocaba. Após sair da praça fomos obrigados a parar no &#8220;Parque Balneário Joubert Antonio da Rocha&#8221;. Lá havia uma ciclovia pintada em azul, que contorna um lago artificial bem grande, dando um percurso de mais de 1km, no meu ponto de vista, interessantíssimo para que quer caminhar ou correr. Além do quê, muito legal ir para lá somente para matar o tempo, curtindo um bom fim de tarde.</p>
<div id="attachment_871" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-871" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01222/"><img class="size-medium wp-image-871" title="DSC01222" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01222-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Parque Balneário</p></div>
<p>De lá, vencendo a imensa preguiça instaurada, decidimos sair e voltar logo para casa. Pegamos a rod. Raposo Tavares, já duplicada nesse trecho e implacamos um bom rítimo de pedal, que nos rendeu um aumento na velocidade média total.  Depois de mais quase 20 Km, chegamos ao nosso destino. Em casa, após higienização, mandamos para dentro um prato de salada, macarrão (tagliarine) e picanha, tudo isso regado a cervejas especiais. De sobremesa ainda pudemos saborear sorvete com <em>brownie (petit gateau)</em> e sorvete com calda quente de banana.</p>
<p>No final, os resultados foram:</p>
<p>Vel. média &#8211; 18,5 Km/h<br />
Vel. máx &#8211; 57,3 Km/h<br />
Distância &#8211; 74,91 Km<br />
Tempo total útil &#8211; 4h02min49seg<br />
Tempo total &#8211; aprox. 6h</p>
<p>E o trecho foi igual ao feito nessa <a href="../../2009/09/07/batizada/">trip</a>, porém com uma pequena diferença:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-Interior-Sudoeste-II">http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-Interior-Sudoeste-II</a></p>
<p>Mais fotos podem ser encontradas no multiply:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/14/Volta_Interior_Paulista_I_-_16052010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/14/Volta_Interior_Paulista_I_-_16052010</a></p>
<p>Para concluir, novamente gostaria de agradecer a todos que participaram desse pedal e conseguimos fazer um bom percurso com um tempo total (não útil) muito menor do que outras oportunidades, devido principalmente as poucas paradas além do bom rítimo impresso. Creio que ainda teremos dificuldades no Caminho do Sol, mas com certeza iremos mais calejados o possível.</p>
<p>Ossu!</p>
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		<title>Trip Pedreira de Salto de Pirapora</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 02:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente estamos nos organizando e a quantidade de pedais tem aumentado. Esse último fim de semana (07/03/2010) foi a vez de visitarmos a famosa Pedreira em Salto de Pirapora. Mas o que tem de especial em uma pedreira? Em uma pedreira, não sei, mas essa é famosa por ser uma pedreira desativada e qual a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente estamos nos organizando e a quantidade de pedais tem aumentado. Esse último fim de semana (07/03/2010) foi a vez de visitarmos a famosa Pedreira em Salto de Pirapora.</p>
<p>Mas o que tem de especial em uma pedreira? Em uma pedreira, não sei, mas essa é famosa por ser uma pedreira desativada e qual a água de um lençol freático fez preencher boa parte dá área que fora <strong>devastada</strong> pela ação do homem.</p>
<p>A sugestão de visitar a pedreira foi do camarada Fabiano, que já tinha feito um rolê por lá há um tempo atrás e nos convidou a fazê-lo novamente. Já usando tecnologia &#8220;nova&#8221;, boa parte do pedaleiros confirmaram a ida, menos os manos Adilson, Fominha, Boo e Ricardo. Marcamos às 8h00 em frente ao terminal São Paulo e como de costume, uma atrasadinha nos fez sair às 8h30 (nos encontramos às 8h15). O Piola havia vindo de Sampa e chegou no horário marcado (7h00 em ponto!), tomou café da manhã (café na caneca do Tux/Linux), se trocou, arrumamos as bicicletas e saimos ao encontro do mano Jupa. Ao nos encontrarmos ele confirmou que sua namorada, a Carol, ia conosco, estreiando assim em uma cicloviagem totalmente independente de motor (já fizera com auxilo de ônibus uma vez).</p>
<p>Passamos na casa da Carol, reorganizamos as coisas que iríamos levar e saímos para o encontro com o resto da trupe. Ao chegarmos na marginal Dom Aguirre, avistamos o Nerso Loco que não sabia do paradeiro do Fabiano. Voltamos pela ciclovia até a frente do terminal e vimos dois cabras pedalando no sentido contrário, qual eu saí cumprimentando com um &#8220;e aí?&#8221;, mas os caras passaram reto e eu com cara de bobo, mas o Jupa o reconheceu e eles se abraçaram. Apresentações feitas, por fim conhecemos pessoalmente o próprio Fabiano e o Zé, camarada de faculdade do primeiro elemento.</p>
<div id="attachment_737" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-737" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00762/"><img class="size-medium wp-image-737" title="DSC00762" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00762-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fabiano, Carol e Nerso - bla bla bla</p></div>
<p>Todos estavam felizes e sorridentes, mas era a hora de partirmos. Saímos pela ciclovia da marginal sentido Votorantim, passamos por baixo do viaduto da rodovia Raposo Tavares, subimos o morro até a divisa entre Sorocaba e Votoratim, infelizmente pedalamos um curto trecho sob a calçada, voltamos as regras de trânsito pedalando no sentido correto do fluxo, atravessamos a cidade e pegamos a rodovia de acesso as cidades de Piedade e Salto de Pirapora.</p>
<p><span id="more-736"></span></p>
<p>Nesse ponto, esperamos o grupo de formar novamente e o Fabiano sugeriu que fôssemos pela &#8220;calçada&#8221; (entre aspas, porque era marginal a rodovia, mas não tinha nada de pavimentação, sinalização e etc.), mas como somos do contra, resolvemos ir em linha pela estrada mesmo, como é de nosso direito. Nem preciso que os carros passavam &#8220;rasgando&#8221; pela gente, sem um pingo sequer de senso de segurança, pois possivelmente estavam com pressa para ir buscar seus respectivos café da manhã. Mesmo assim, passamos por uma ciclofaixa que fora criada justamente para os cicloturistas passarem <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<div id="attachment_740" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-740" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00777/"><img class="size-medium wp-image-740" title="DSC00777" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00777-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Ciclofaixa na rodovia</p></div>
<p>Infelizmente a ciclofaixa improvisada acabou e continuamos a pedalar no canto da pista. Ainda no perímetro urbano, boas subidas e em um trecho plano, passei por um cara que estava pedalando na &#8220;calçada&#8221;. Quase não vi o cara, pois depois da guia vinha um longo e alto tufo de mato, um pedacinho de terra (a tal da calçada) e mais mato depois. Engraçado porque ele nos viu passando por ele e percebeu que ele podia pedalar na pista também, foi então que ele resolveu apertar o rítimo do pedal ainda na terra e pulou na minha frente já no asfalto e ainda foi na &#8220;busca&#8221; do Zé e do Piola que pedalavam mais na frente. Percebi que ele ficou lá por um bom tempo só no vácuo e quando percebeu que podia ultrapassar os caras, não teve dúvidas, mandou ver. Depois eu fiquei tirando sarro do caras porque eles, com suas bikes caras, tinham sido ultrapassados por um tiozinho de barra forte (claro que era gozação minha, pois a bicicleta ajuda, mas é só uma pequena parte do todo).</p>
<p>Distanciando-nos da urbanização, rapidamente a paisagem começava a mudar e, mesmo sendo parte do belo visual mais uma forma de exploração demasiada, passamos por uma grande quantidade de eucalipitos, qual nos ajudava muito com a leve redução da temperatura local e com o leve e agradável aroma da planta. Uma agradável descida e entramos em um trecho mais complicado, com pista única e toda mal cuidada mas que tinha um pequeno acostamento (em piores condições que a pista, claro), qual nos sentimos obrigados a andar por ela. A Carol ficou reclamando que aquilo era passeio para &#8220;meninos&#8221; e que devíamos ter escolhido um trecho com menos pedras, mas era questão de sobrevivência <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Fora os caminhões que passavam &#8220;lambendo&#8221; nossas bicicletas, o trecho era curto e passou bem rápido. O final do trecho dava em uma rotatória, que indicava um retorno para Sorocaba e outro sentido para Piedade qual foi nossa opção. A pista estava em melhores condições e com o acostamento também na mesma proporção. Pedalamos por um curto trecho de reta e logo veio uma descida, qual logo nos primeiros metros avistamos placas indicativas de Caldo de Cana e Água de Côco.  Era uma casa comercial típica de beira de estrada: feita toda de madeira e  teto de zinco e obviamente paramos para reabastecermos o corpo e as caramanholas.</p>
<div id="attachment_747" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-747" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00795_edited/"><img class="size-medium wp-image-747" title="DSC00795_edited" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00795_edited-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Botecão beira estrada</p></div>
<p>A cana estava em falta ou o camarada estava com preguiça de ligar a máquina de moer, então ficamos só na água de côco. Não posso deixar de lembrar e enfatizar que o Nerso encheu sua mochila de hidratação com quatro sabores diferentes de um refresco meio duvidoso. Claro que ficou com sabor de nada (ou de tudo). Segundo o tiozão do bar, mais três quilômetros para frente iríamos encontrar a entrada para a pedreira. Dito e feito, após uma boa descida e uma leve subida, seguida de uma outra subida um pouco mais pesada e perigosa (com vários caminhões lotados passando pela gente), passamos em frente a fábrica de cimentos Votorantim e menos de 1 Km a frente chegamos na entrada da pedreira.</p>
<p>Começava então um trecho de estrada de terra com o que figurava uma ótima descida, típica de um cross contry arrojado, que foi impedido forçosamente pelo demasiado fluxo de caminhões, que levantavam muita poeira ao passar. No final da descida pudemos observar a esquerda a continuidade da degradação da mãe Terra e do nosso lado direto o primeira vista da pedreira alagada. Isso nos deu ânimo para encarar a subida que viria e chegar logo ao local desejado. Continuamos na estrada de terra e logo vimos um primeiro bar, qual paramos novamente para comer um quitute antes nos de encontrarmos com a famosa pedreira. Saímos com ânsia de logo chegar e a partir desse ponto já observávamos bastante sinal de civilização: mais bares, algumas casas e alguns carros. Poucos metros bastaram para que pudéssemos curtir a primeira &#8220;miragem&#8221; do deserto.</p>
<div id="attachment_752" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-752" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00814/"><img class="size-medium wp-image-752" title="DSC00814" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00814-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A recompensa</p></div>
<p>Era um buraco enorme e largo, não achegava a perder de vista, mas era grande, cheio de água com uma cor verde de ser perguntar como, nem parecia que era obra do abuso do ser humano para com a natureza. Uma beleza estonteante e convidativa a um banho, principalmente por conta do calor que fazia. Admiramos a paisagem por alguns minutos, tiramos fotos e voltamos a contemplar a beleza do lugar, mas não sei porquê, se foi timidez ou receio, ninguém arriscou cair na água. Já que ficamos nessa situação, o Fabiano propôs visitarmos outra escavação da pedreira, quase tão bonita, um pouco menor mas com menos gente. Segundo ele, era menos &#8220;muvucado&#8221; porque o acesso era mais difícil e deveríamos pular uma cerca de arame enfarpado e poucos sabiam do lugar. Como transgressores da lei que somos, topamos na hora.</p>
<p>Voltamos um pouquinnho, passamos de volta pelo &#8220;mata burro&#8221;, atravessamos um fiozinho de água e chegamos na cerca. Com um pouco mais de cuidado, um a um, formos transpondo a barreira. Pedalamos um pouquinho numa mata pouco alta e nesse ponto era possível escutar uma queda d&#8217;água. Do nosso lado direito passava um regato pouco forte, o que dava a impressão de ser oriundo do tal lençol freático que o maquinário da pedreira atingiu. Mas isso é só especulação. <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Em poquíssimos metros já podíamos ver a nova paisagem. Saímos no ponto mais alto da esvavação (ou quase) e imagem era como uma cópia da primeira, porém  em uma proporção menor. Da mesma forma, contemplamos o lugar e novamente meio que esquencendo como a paisagem surgiu, agradecemos por ela existir.</p>
<div id="attachment_755" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-755" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00834/"><img class="size-medium wp-image-755" title="DSC00834" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00834-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Visual de tirar o fôlego</p></div>
<p>Desse ponto, demos a volta onde havia um acesso menos íngreme até a região alagada. Lá fazia uma generosa sombra por conta da ribanceira, tiramos mais fotos, comemos alguma coisa e decidimos entrar na água. Todos foram para água, mesmo os que não sabiam nadar (ficaram no raso, claro) e estar alí, nadando no meio daquela monstruosidade, sem som de carros passando e poulindo nosso ar, se refrescando com água limpa (pelo menos acreditávamos), com bons e lembrar que chegamos até ali pedalando, era coisa difícil de acreditar. Nunca me arrependi de ter saído para algum pedal (principalmente para essas viagens), mas não sei porque eu ficava repetindo para mim mesmo &#8220;Valeu a pena. Valeu muito a pena&#8221;. Muita coisa passou pela minha cabeça naquele momento, passou que o Ricardo (Bur) não tinha conseguido ir conosco, que eu podia nunca ter conhecido o lugar, que muitas pessoas simplesmente levam a vida atrás de dinheiro, sucesso e <em>status </em>e que essas coisas não vão trazer a real paz de espírito (justificativas são ecoadas como em um livro de auto ajuda).</p>
<p>Refelxões a parte, o lago, por assim dizer, era muito fundo e a maioria de sua área não dava pé, então tínhamos que ficar nadando ou flutuando o tempo todo. Como sabíamos que ainda nos restava o caminho de volta, decidimos sair logo pois o tempo nadando, era energia que poderia nos faltar no final do pedal.</p>
<p>Arrumamos logo as coisas, o Fabiano trocou a câmara furada por uma nova e saimos no pedal. Pelo mesmo lugar que entramos, saímos. Saímos novamente na estrada de terra e depois no asfalto a mesma estrada da fábrica de cimentos Votorantim. Nesse ponto tínhamos algumas opções: 1- Voltar pelo mesmo caminho por aslfato até pegarmos a entrada para rod. João Lemes dos Santos; 2- Pegar a rod. João Leme por dentro da plantação de eucaliptos, pelo caminho que o fabiano sabia; 3- Também fazer o percurso pelos eucalitipitos, porém por uma entrada que o Nerso indicara sem saber ao certo; 4- Por final, continuar a rodovia da fábrica até o centro de Salto de Pirapora e de lá pegarmos a rodovia João Leme dos Santos. A opção escolhida foi utilizar o caminho que o Fabiano fizera uma vez, por dentro dos eucaliptos, saindo em um acesso a rod. João Leme dos Santos.</p>
<p>Seria redundante dizer que nos perdemos. Primeiramente entramos na trilha entre eucalipitos, meio que tendo a certeza que estávamos certos. As trilhas foram se esgotando e as alternativas sempre davam a impressão de que iríamos voltar ao lugar que entradamo. Seguimos tentando nos basear em Norte olhando para o Sol e em certo ponto o Fabiano já não sabia mais nos dizer o caminho e foi aí que alguns queriam voltar e pegar a estrada novamente. Eu achava um desperdício largar mão da aventura para voltar para a certeza da estrada. Com o apoio do Nerso e a dúvida de outros, seguimos caminho no instinto (o que é errado segundo dicas de sobrevivência), o Nerso, loco que só ele, enfiava a bike em tudo quanto é matinho mais baixo em busca de uma trilha.</p>
<p>Depois de uma subida fdp, passei por uma trilha que me chamou a atenção por parecer haver um portão bem no final. Mesmo assim, seguimos um pouco mais a frente onde havia um tronco caído no meio do caminho. O Jupa se predispôs a descer um trecho para saber se valia a pena gastarmos energia na trilha, pois dava impressão que iríamos pegar sentindo estrada novamente. O bródi foi e voltou com a resposta que não queríamos ouvir. Nessa hora mais gente foi a favor de voltar, mas algo me dizia que iríamos nos arrepender e o Nerso ficava repetindo &#8220;vamos no instinto. Da hora! Vamos no instinto&#8221;. Não sei porquê, mas gostava disso.</p>
<p>Mas éramos um grupo e a decisão da maioria devia prevalecer. Como última carta, falei da entrada que me chamou a anteção por causa do portão e sem muito crédito o pessoal consentiu em verificar como última alternativa. Quando chegamos de frente tive a impressão de ver um cara passando de cavalo. Não precisei nem falar pro doido do Nerso descer a trilha &#8220;sentando a madeira&#8221; no pedal. Era um trecho muito bonito, com eucalípitos mais velhos e maiores, o que formava um aconchegante caminho de sombra.</p>
<div id="attachment_762" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-762" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00870/"><img class="size-medium wp-image-762" title="DSC00870" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00870-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">High way to hell (or heaven?)</p></div>
<p>Lá de longe ele acenou para descermos e me senti obrigado a descer no maior pau, mas no meio do caminho desisti, freiei e fui descendo de vagar, curtindo a sombra, a paisagem e a descida em si, com os braços abertos e agradecendo pelo momento ímpar em minha vida. Quando chegamos, demos de cara com uma estrada (estreita, mas não chegava a ser uma &#8220;trilha&#8221;) de terra e o Nerso disse que era por aquele caminho mesmo. Quando o Fabiano chegou, reconheceu a estrada e disse que se lembrava dela e então estávamos no caminho certo.</p>
<p>Passamos pelo cara do cavalo, acenamos e continuamos no pedal. Depois disso vieram duas descidas alucinantes, cheias de &#8220;costelas de boi&#8221;, valetas e pedras, muitas pedras. Eu não sei onde eu tava com a cabeça, só sei que eu vi o Nerso descendo igual a uma <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/">vaca loca</a>, não resisti e fui na mesma pegada. Infelizmente dei um susto no Floresta (Zé) pois passei muito perto dele e muito mais rápido e não tive como passar mais longe, senão cairia numa valeta e provavelmente sairia numa ambulância. Nesse interim de subidas e descidas alucinates, chegamos a um ponto onde indicava a chácara do restaurante Komida, qual eu reconheci por ter organizado um dos churras de minha formatura lá. Demos continuidade e depois de uma leve descida pudemos avistar a estrada pavimentada, que era justamente a estrada que desemboca na rod. João Leme dos Santos, como haviámos planejado.</p>
<p>Mesmo todos (ou a maioria) sendo adeptos de estradas de terra, ficamos muito felizes por não termos desistido da aventura ao nos perder, além da satisfação de chegar no lugar que queríamos cortando boa parte do caminho em estradinhas simples sem bolhas metálicas poluidoras. Daí pra frente foi tranquilo (ou quase), pois em alguns quilômetros pegamos a tal da rod. João Leme dos Santos. Passamos um pouco de sufoco nela, pois era um trecho sem acostamento, onde tivemos que andar em linha e procurando andar juntos para formar uma &#8220;massa&#8221;. Apesar do aperto, percebi que muito carros e caminhões sempre abriam distância lateral quando era possível.</p>
<div id="attachment_763" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-763" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00888/"><img class="size-medium wp-image-763" title="DSC00888" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00888-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Em linha</p></div>
<p>Logo chegamos na &#8220;entrada&#8221; de Sorocaba e adentramos via avenida Dr. Antonio Pannunzio, onde eu e o Piola ficaríamos. Paramos para despedir da galera bem em frente a um tiozinho que vendia caldo de cana, qual quase todos optaram por tomar (como estava perto de casa, eu preferi guardar espaço pra cerveja).</p>
<p>Após despedias e agradecimentos pelo pedal, em questão de minutos chegamos em casa, para bater aquele prato de comida e tomar aquela cerveja.</p>
<div id="attachment_764" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-764" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00896/"><img class="size-medium wp-image-764" title="DSC00896" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00896-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Tá ficando chato isso</p></div>
<p>No final de mais um dia de pedal, obtivemos os valores:</p>
<p>Distância: 53,34 Km<br />
Vel. Média: 14,1 Km/h<br />
Vel. Máx.: 57,3 Km/h<br />
Tempo total (útil): 3h46&#8217;06&#8221;</p>
<p>Mais fotos na minha conta no <a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/10/Trip_Pedreira_Salto_de_Pirapora_-_07032010#">multiply.</a> E o trajeto segundo rota no <a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Trilha-Pedreira-Santa-In-s">bikely</a>.</p>
<p>Mais uma vez, gostaria de agradecer imensamente a todos pelos momentos compartilhados (congratulações especiais ao Zé Floresta e a Carol). Não imaginei que seria tão gratificante conhecer a pedreira, tão energizante tomar aquele banho de piscina natual e tão emocionante se perder no meio dos eucalipitos. Sinto que cada pedal tem valido cada vez mais a pena, pelos lugares, pela aventura e pela companhia. Obrigado!</p>
<p>p.s. quero me perder de novooooooo! <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Da Lama ao Caos</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 01:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[trilha]]></category>
		<category><![CDATA[trip]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho que começar esse post dizendo: esse foi o pedal mais hardcore que já fiz (entenda hardcore como louco, sofrido, lúdico, pesado e plural). Ah, mais um detalhe: peço desculpas de ante mão pelos possíveis erros de grafia/digitação e de frases meio sem sentido, pois o post deve ficar grande e provavelmente não terei tanta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho que começar esse <em>post</em> dizendo: esse foi o pedal mais <em>hardcore</em> que já fiz (entenda <em>hardcore</em> como louco, sofrido, lúdico, pesado e plural).</p>
<p>Ah, mais um detalhe: peço desculpas de ante mão pelos possíveis erros de grafia/digitação e de frases meio sem sentido, pois o post deve ficar grande e provavelmente não terei tanta energia para fazer mais do que uma revisão. Então, preparem-se. <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> <em> </em></p>
<p>Passamos (eu, Bur, Piola, Nerso, Jupa e o Dirsão) sobre qual pedal faríamos, que dia seria e que horas seria. Só lembro que foi um inferno astral de <em>e-mails </em>e viadagens por conta de toda a chuva dos últimos dias. Finalmente na sexta-feira todos toparam vir para Sorocaba e acompanhar o novo (e experiente) companheiro, o Ricardo, em um pedal na famosa Trilha do Túnel. A trilha leva esse nome porque passa por dois sinistros túneis, qual vou detalhar mais na frente.</p>
<p>Na véspera do pedal, mais precisamente no início da noite caiu um &#8220;pé d&#8217;água&#8221; em Sorocaba e parecia que o mundo estava desabando. Eu estava no aniversário de um amigo e pensava &#8220;amanhã vai ser foda&#8221;. Foi então que comecei a receber algums SMSs dos amigos pedaleiros que estavam ansiosos para o dia posterior e quando voltei pra casa resolvi ligar para o Jupa que me passou o e-mail do Adirso que foi enfático &#8220;&#8230;do jeito que tá chovendo agora, não vai sobrar nada para amanhã&#8221;.</p>
<p>As sábias palavras do camarada pedaleiro se profetizaram e me dei por conta quando, 6h20 da manhã do dia 24/01/2010 minutos após ter acordado, escovado os dentes e preparado o café, sai de casa para comprar pão fresquinho na padaria (fui <a title="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/" target="_blank">a pé</a>, claro).</p>
<div id="attachment_615" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-615" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00381/"><img class="size-medium wp-image-615" title="DSC00381" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00381-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Um novo amanhecer...</p></div>
<p><span id="more-613"></span></p>
<p>Exatamente às 7h05 da manhã já estava prontíssmo aguardando os camaradas de sampa chegarem. Um pequeno atraso de um horae saímos para encontrar o camarada Jupa na Av. Gal. Carneiro. Encontro rápido e saimos batidos para o mini <em>shopping </em>da Granja Olga, onde encontramos o resto da galera (Adirso, Ricardo e Nerso) com mais três agregados (Fábio, Fominha e ) e hora que o sol já começava a dar o ar da graça.</p>
<p>Todos se cumprimentaram, se conheceram, era mais do que hora para pedalar. Pegamos um pequeno trecho da rod. Raposo Tavares sentido bairro Brigadeiro Tobias e logo mais entramos numa estradinha de terra rumo a &#8220;boca da trilha&#8221;. Curto pedal cross country passando por carro, ônibus e motos, entre chácaras e beirando a rod. Raposo Tavares e chegamos ao local.</p>
<p>No bar local, ao pé do morro, nos deparamos com diversos carros tipo <em>pickup </em>e muita moto. Conversando com o pessoal, fomos informados que estava acontecendo uma competição de resistência de moto por todo morro. Bem, perder viagem não era uma opção foi encarar mesmo assim e a instrução era &#8220;ouviu barulho de moto, se joga com a bicicleta pro lado (no mato).</p>
<p>Caramanholas reabastecidas, era a hora da diversão. Uma pequena subida e nos deparamos com o local &#8220;oficial&#8221; da organização dessa competição, quebramos a direita, veio uma leve descida e depois uma enorme subida. Ela não era apenas íngreme, ela era íngreme, comprida e tinha vários pontos escorregadios, onde a bike patinava. Era uma mistura de técnica com preparo físico.</p>
<p>Como ainda era começo, muitos tentaram ser fortes e subir até o fim no pedal, mas a maioria sucumbiu ao cansaço e acabaram empurando as magrelas (eu inclusive). Depois empurrar as bikes morro acima, chegamos em um trecho plano e feliz por ter desbravado talvez a parte mais íngreme do pedal. Doce ilusão. Poucos metros a frente, uma leve descida, uma quabradinha à direita e outra à esquerda e pronto, nova subida, não era somente maior, como parecia muito mais técnica, pois haviam trechos lisos e outros onde chão &#8220;cedia&#8221;.</p>
<div id="attachment_624" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-624" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00412/"><img class="size-medium wp-image-624" title="DSC00412" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00412-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Montanha!</p></div>
<p>Um novo trecho plano, suficiente para respirar, tomar uma água e esperar os remanescentes antes de seguir caminho e dar de cara com o início do vale:</p>
<div id="attachment_625" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-625" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00419/"><img class="size-medium wp-image-625" title="DSC00419" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00419-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Vale</p></div>
<p>Apreciamos o momento, tiramos fotos e começamos a presenciar a infeliz realidade qual passaríamos durante todo o resto do pedal, os motoqueiros. Poluindo o ambiente com fumaça e barulho, passavam &#8220;rasgando&#8221; nos obrigando a jogarmos-nos aos lados fora da trilha em ato desesperado. Tenho que admitir que não houve momento de extremo perigo, porém a cada som de motor zunindo em nossos ouvidos, sempre gritávamos &#8220;motooooo!!&#8221; indicando o momento de parar de pedalar e nos salvaguardar.</p>
<p>Depois dessa rápida parada, saimos para um novo trecho de subida, porém muito mais leve e muito menos íngreme. Nesse trecho foi possível desenvolver uma velocidade um pouco maior, além de poder pedalar sem parar (sem precisar empurrar).Ao fim dessa subida chegamos finalmente ao cume da montanha, onde pudemos novamente desfrutar de um belo visual.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-628" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00439/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-628" title="DSC00439" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00439-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Após essa nova pausa para fotos, era hora de encarar um dos trechos mais complicados do pedal, uma descida em <em>single track</em>. Na verdade a descida era muito mais do um &#8220;simples&#8221; <em>single track </em>e oportunamente eu a apelidaria de &#8220;trincheira&#8221; ou &#8220;valeta&#8221;. É difícil descrever a situação mas por conta de algum evento natural ou por ação do homem, entrar nessa trilha dava nitidamente a impressão que estava em uma vala onde os pedais geralmente encostavam nas paredes de terra e os pedaleiro tinham de descer apoiando os pés nessas paredes, como se estivessem fazendo um rapel (sem cordas de segurança <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ).</p>
<p>O mais estranho e perigoso é quando escutávamos barulho de motor e então era um &#8220;deus nos acuda&#8221; para parar, achar uma brecha no mato, se embrenhar por lá tentando se esquivar do maluco que descia alucinado.</p>
<div id="attachment_633" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-633" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00452/"><img class="size-medium wp-image-633" title="DSC00452" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00452-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pra vala, literalmente</p></div>
<p>A instrução era de descermos mais esparsados uns dos outros, para que se alguém caíssem, não causasse um efeito dominó. Porém havia um insano entre nós que descia sem muito medo e como disse o amigo Bur &#8220;o Nerso parece uma vaca louca descendo a trilha&#8221;. Insanidades a parte e muito tempo de uma descida muito perigosa, conseguimos chegar ao fim. Fim dessa parte, claro.</p>
<p>Depois disso a trilha melhorou e ficou bem plana, porém bem fechada e com muita lama. Por causa das chuvas da semana o chão estava literalmente encharcado. Em determinado ponto, já beirando o riacho que cruzava o morro, nos deparamos com vários motoqueiros parados em um trecho muito complicado da trilha. Os mais inteligentes e sensantos, que não usavam veículo motorizado, podiam passar pelo trecho simplesmente levantando a bicicleta e subindo em algumas pedras, ao contrários dos infelizes motorizados já que seria impossível levantar o peso de uma moto de trilha (200 Kg? Sei lá). Mesmo assim, alguns bons garotos ajudaram muitas motos, tentando levantar o guidão enquanto o piloto acelerava para tentar subir entre as pedras.</p>
<p>Passado esse momento que nos fez perder preciosos minutos, alguns quilômetros (ou nem tanto) a frente chegara um dos trechos mais interessantes da trilha, o tal do túnel. Naõ sei exatamente o propósito do túnel, mas é uma estrutura de pedras e concreto que permitia fluir a água do riacho de um lado a outro e por não prever a passagem se pessoas (utilizando quaisquer veículos) não há pontos de iluminação dentro dele. Primeiro que para chegar ao túnel, foi preciso entrar no riacho onde a água dava na altura da cintura e para isso alguns do aventureiros optou por sair pedalando em terra enquanto os mais cautelosos prefiriram entrar carregando a bicicleta.</p>
<div id="attachment_638" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-638" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00472/"><img class="size-medium wp-image-638" title="DSC00472" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00472-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiro Túnel</p></div>
<p>E depois, atravessar um túnel sem ilumunição e com água corrente na altura do joelho foi uma experiência muito interessante, recheada de adrenalina. Como não tínhamos farois nas bicicletas (apenas um ou dois previnidos que foram na frente) tivemos que adentrar em fila indiana beirando o lado <strong>direito</strong> do túnel, conforme a orientação dos mais experientes. Foi um percurso curto que fomos com extrema cautela e sempre confiando um no outro. Na saída do túnel, já com iluminação natural do dia, a orientação era saírmos pela <strong>esquerda</strong> que era a parte mais rasa do riacho. Depois o Jupa me contou que se confudiu e foi sair pelo lado direito do túnel e levou um capote <em>a lá Cirque du Soleil </em>e quando levantou das águas profundas não achou sua respectiva bicicleta&#8230; o cara perdeu a bicicleta no meio do riacho!! (lógico que ele achou depois, mas deve ter rolado um certo desespero momentaneo).</p>
<div id="attachment_639" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-639" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00483/"><img class="size-medium wp-image-639" title="DSC00483" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00483-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Saída do 1o túnel</p></div>
<p>Eu só sei que foi um euforia geral, depois entrar na água pedalando, atravessar o túnel sem enxergar quase nada e sair do túnel com a água quase na cintura (em certos pontos acima dela), a galera tava em êxtase! Muito louco.</p>
<p>Depois disso, voltamos a atravessar o riacho para pegar a continuação da trilha (saída para direita), andamos por mais alguns bons trechos em <em>single track, </em>sempre desviando dos malditos motoqueiros, quando finalmente entramos em uma bifurcação da trilha onde os competidores de moto não poderiam passar. Nesse ponto estávamos indo direto ao segundo túnel qual enfrentaríamos e dessa bifurcação até lá foi um trecho com diversas partes alagadas; Realmente as chuvas desse janeiro de 2010 estavam causando estragos.</p>
<p>Algumas &#8220;lagoas&#8221; e alguns quilômetros depois estavam todos parados na entrada do segundo túnel, mais longo e consequentemente muito mais escuro. Esse túnel realmente estava escuro e não dava para enxergar nada! Esse túnel era realmente sinistro, pois além da escuridão, havia água parada e gelada e o lado qual estávamos percorrendo (no lado direto, bem colado a parede, meio que tateando para auxiliar) parecia ceder rumo ao centro do túnel!</p>
<div id="attachment_642" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-642" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00497-2/"><img class="size-medium wp-image-642" title="DSC00497" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00497-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Segundo túnel</p></div>
<p>Depois da tensão de atravessar esse segundo túnel, ainda passamos por algumas lagoas e seguimos a trilha até o primeiro sinal de civilização. Ainda seguimos por mais alguns quilômetros por estrada de terra (porém mais cross country), até a Rodovia Raposo Tavares, no bar do &#8220;risca faca&#8221; em Inhaíba. Nesse último trecho eu estava pedalando igual um condenado e minha bicicleta mals saía do lugar, achei que tinha &#8220;quebrado&#8221; e fiquei um pouco preocupado com a volta. Porém quando paramos no bar para reabastecer percebi que mesmo para empurar a bicicleta estava difícil e imaginei ser um problema mecânico.</p>
<p>Porém não tive muot tempo pra identificar o que era, já que todos queriam sair logo do bar com certo receio em relação a segurança do grupo. O problema foi que, mesmo no asfalto onde a bicicleta deveria render mais eu não estava conseguindo pedalar e era justamente em um enorme subida. Fiz um esforço DESCOMUNAL para terminar o trecho de subida qual todos fizeram com certa facilidade. Creio que só consegui terminar a subida porque o amigo Jupa foi pedalando junto comigo meio que dando um incentivo moral e também pelo fato de ver todos sentados ladeira acima me esperando a sabor de uma sombra.</p>
<p>Quando me juntei ao grupo, o Jupa, Nerso e o Bur chegaram para olhar o que poderia estar errado com a bike. Tiramos a roda da frente, eles desmontaram o pino do centro do cubo e perceberam um desgaste enorme no garfo. Algo estava atritando muito entre o garfo e a roda e o esforço que fiz gerou um significativo sulco no metal (do garfo). Creio que inverteram o lado do pino e seus estribos, montaram na roda e montaram no garfo e quando testaram, a roda voltara a rodar livremente! <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A partir de então o pedal fluiu tranquilo e numa velocidade mais aceitável até o mini shopping qual havíamos saído. O Ricardo e sua trupe já tinham colocado as bikes no carro e já estavam tomando um chope dentro do mini shopping. Conversamos um pouco, tomamos alguma coisa e como ainda tínhamos mais 12Km de pedal, nos despedimos e tomamos caminho de volta pra casa. Nesse trecho, passamos pela cicloponte e vimos o rio Sorocaba alagado. Uma leve chuva ameaçou cair, mas deixou todos só na vontade. Em frente a academia BioFit nos separamos e despedimos do amigo Jupa e pedalamos até em casa, terminando assim o mais plural dos pedais que já fiz, como os dados:</p>
<p>Total útil: 4h15min46seg<br />
Distância: 54.55 Km<br />
Vel. Média: 12.7 Km/h<br />
Vel. Máxima: 68.2 Km/h</p>
<p>Para comemorar a aventura, nada melhor que um bom banho, uma bela pratada de massa (só uma?? <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ) e várias cervejas para hidratar:</p>
<div id="attachment_647" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-647" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00528/"><img class="size-medium wp-image-647" title="DSC00528" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00528-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Seleção de &quot;artesanais&quot;</p></div>
<p>Gostaria de dizer obrigado a todos que participaram do pedal pelas conversas, pelas risadas, pelas orientações, pelas demonstrações de companheirismo, pelos lanches ou simplesmente por ter participado. É por essas que eu digo que nunca vou parar&#8230; &#8220;a vida é loca&#8221;.</p>
<p>Até a próxima.</p>
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		<title>Tempos modernos</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 01:17:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um amigo mandou a charge por e-mail e resolvi reproduzir. Quando vi, dei risada, parei, lembrei de um monte de gente (inclusive de pessoas que nem conheço), parei, me senti decepcionado com essa lembrança (foi um quase nojo), esperei, refleti, balancei a cabeça e decidi divulgar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo mandou a charge por <em>e-mail </em>e resolvi reproduzir.</p>
<div id="attachment_605" class="wp-caption aligncenter" style="width: 254px"><a rel="attachment wp-att-605" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/image001/"><img class="size-full wp-image-605" title="image001" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/image001.png" alt="" width="244" height="581" /></a><p class="wp-caption-text">Retirado de igualvoce</p></div>
<p>Quando vi, dei risada, parei, lembrei de um monte de gente (inclusive de pessoas que nem conheço), parei, me senti decepcionado com essa lembrança (foi um quase nojo), esperei, refleti, balancei a cabeça e decidi divulgar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pedal na Serra da Cantareira</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 02:05:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era a minha vez de sair da comodidade da minha cidade e ir pedalar com os amigos onde desejassem (tá certo que os pedais em Itu e Cabreúva, também tive de pegar ônibus e ninguém fez conta). No ínicio da semana começaram a rolar emails para que fôssemos na Serra da Cantareira no então próximo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era a minha vez de sair da comodidade da minha cidade e ir pedalar com os amigos onde desejassem (tá certo que os pedais em Itu e Cabreúva, também tive de pegar ônibus e ninguém fez conta). No ínicio da semana começaram a rolar emails para que fôssemos na Serra da Cantareira no então próximo Sábado dia 14/11/2009 e eu não tive como negar. E nem queria.</p>
<p>Como todo dia de semana, acordei nesse Sábado às cinco da manhã, peguei minhas coisas que já estavam arrumadas desde da noite anterior e saí pedalando até a rodoviária. Havia conversado com outros amigos cicloturistas que já haviam transportado a bicicleta em ônibus da viação Cometa e nenhum deles teve problemas. Eu não seria o primeiro, né?</p>
<p>Mais ou menos. Quando cheguei na boca do guichê e pedi minha passagem para São Paulo, logo o atendente me disse que eu precisaria embalar minha bicicleta, pois a viação Cometa não permitira o transporte do mesmo sem uma &#8220;embalagem&#8221;. Fiz cara de espanto e disse que não tinha a caixa da minha bicicleta e perguntei o motivo de não poder embarcar e ele me respondeu que de outra forma a bicicleta poderia sofrer algum dano no traslado e a empresa teria de se reponsabilizar por isso e a solução encontrada foi embalar! O cacete! Esse negócio de embalar, pra mim, é uma tentativa de inibir o cidadão levar sua bagagem!</p>
<p>Logo o primeiro estresse foi sanado, quando o rapaz do guichê me vendeu a passagem sob na condição de eu me responsabilizar por qualquer dano ao equipo transportado. Coloquei então minha <em>bike </em>no bagageiro do ônibus e me mandei pra sampa. Já na estação rodoviária da Barra Funda, liguei para o companehiro Boo e que estava chegando com seu verículo para podermos ir até a serra (infelizmente o metrô de São Paulo ainda não permite que o usuário leve sua bicicleta no vagão aos Sábados de manhã, mas mesmo assim considero a integração metrô &#8211; bicicleta bem avançado, principalmente comparando com a viação Cometa <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ).</p>
<p>Como era caminho, passamos na casa dele primeiro, onde eu troquei de roupa, demos uma geral nas bikes e fomos a caminho da serra. Ainda antes de chegar no destino, paramos em uma padoca para fazer a carga energética inicial. Pãezinhos na chapa, café, água e etc. Enfim prontos, tomamos rumo a Cantareira.</p>
<p>Algumas subidas e poucas descidas, vimos de longe em um recuo da pista dois carros parados, com a nítida impressão de que um deles estava quebrado. Encostamos e eram justamente o resto da trupe que, teoricamente, estavam nos aguardando no topo da serra pro nosso rolê. Estavam em volta do carro Biriba, Gaba, Mau, Limão (Tiozinho!) e&#8230; Zina?!?! O quê? O Zina (Ronaldo!) foi pro rolê e ainda zuou o Piolho?! <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O lance é que o carro do Zina (Toiço) tinha super aquecido e seria imprudente ao veículo andar sob essas condições. Não olhei pro relógio, nem nada, só sei que lá ficamos uns bons e importantes minutos de nosso passeio. Mas fazer o quê? Esse tipo de coisa acontece mesmo&#8230; Se tivéssemos saído no pedal desde nossas casa, isso não teria acontecido. O jeito era esperar que os &#8220;mecânicos&#8221; solucionassem.</p>
<p>Horas depois, conseguimos chegar ao topo da serra, onde descarregamos as bicicletas e nos preparamos para o rolê. Meio quilômetro de asfalto e uma entrada invisível no meio da mata determinava o começo da aventura e sem parar já emendamos o chão de terra. Não sou experiente em <em>Mountain Bike</em> e sou um zero à esquerda quando se trata de <em>Downhill, </em>e era isso que nos esperava.</p>
<p><span id="more-530"></span>Creio que nem 200 metros adiante já tivemos que descer das bicicletas para passar pelas &#8220;crateras&#8221; que nos esperavam. Logo na primeira que já tinha uma poça enorme o Zina levou um rola e desceu o morrinho parecendo o brinquedo Splash do Playcenter, pois depois da queda vinha uma piscina de lama para amortecer o impacto <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> . Depois de algumas risadas meio ao ar puro, continuamos o pedal, sempre quase rolando morro abaixo, pois para mim (e creio que para os outros) o trecho era bem técnico. Sempre senti que minha bike era um pouco grande para mim, mas nos pedais urbanos, cross country e pedais na estrada nunca me senti desconfortável, porém dessa vez eu achei que iria cair a cada metro andado&#8230; realmente o tamanho fez a diferença.</p>
<div id="attachment_534" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-534" title="100_2341" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/100_2341-400x300.jpg" alt="Splash!" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Splash!</p></div>
<p>Depois de pedalado mais um pouco, a trilha ficou menos técnica e me senti mais confiante no pedal. Mesmo assim, tínhamos de descer das bicicletas constantemente pois troncos e valetas enormes no meio da trilha nos forçavam a isso. Cinco quilômetros depois saimos em uma clareira onde tomamos um pouco de água e descansamos por uns cinco minutos. Estranhamente parecia que eu tinha pedalado uns 20 Km. Saimos logo por uma descida e demos de cara com uma subida muito íngreme, quase impossível de subir pedalando e depois disso o trilha voltou a ficar um pouco mais fácil onde encontramos vários trechos de lama, muita lama.</p>
<p>Quase no final, saímos para uma descida muuuito íngreme e essa sim, impossível de descer pedalando. Quase caindo e segurando as bikes, fomos descendo vagarosamente e acabamos em uma outra clareira que desembocava em uma estrada de terra batida onde circulam carros. Pegamos essa estradinha procurando sair finalmente para o asfalto, qual nos levaria para o Bar do Pedrão.</p>
<div id="attachment_535" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-535" title="100_2343" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/100_2343-400x300.jpg" alt="Lama!!" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Lama!!</p></div>
<p>Atolados de barro, adentramos o Bar do Pedrão, um lugar aberto que rolava um reagge. Pedimos uns lanches (uns mais toiços que os outros), umas cervejas e uns refri. Eu fui de breja, claro <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  Depois da demora, comemos o lanche e a discussão que permeava era como fazer para voltar. Uns queriam subir de ônibus, pegar os carros e  descer pra pegar as bikes  e os que ficaram serra abaixo; Outros queriam ficar por lá e esperar os carros chegarem; Outros ainda queriam pedir carona na estrada e subir na maciota; Eu fui enfático: quero subir no pedal! Ainda bem que o Maurício (irmão do Gaba) e o Boo aceitaram o desafio proposto.</p>
<p>Alguns quiseram argumentar que a subida era íngreme, que a estrada não tinha acostamento e que iríamos demorar uma hora e meia só pra subir. Quando falaram que era 10 Km, pensei comigo &#8220;estou mais acostumado com estrada, não deve ser não ruim assim&#8221;. Enchemos as caramanholas e pé na estrada!</p>
<p>Sim, foi uma subida cansativa, quase que initerrupta. Sim, eles tinham razão em relação ao acostamento, pois não havia sequer um centímetro disso. Porém, ao contrrário das profecias, subindo em um rítimo moderado, sem perder muito a cadência, fizemos o percurso de pouco mais de 7Km em cerca de 40 minutos. Apenas duas situações de perigo aconteceram: o primeiro, um palhaço de moto, que tinha a estrada inteira para ele, quis passar &#8220;rasgando&#8221; perto de mim; e o segundo, um &#8220;sem noção&#8221; dirigindo um Citroen vermelho passou a uns 5 cm de mim e do Boo, em uma situação de risco em que vinha um carro na outra mão e não tinha espaço para nos passar, ao invés de diminuir a velocidade do veículo, esperar o outro carro passar (era questão de segundos) e depois nos ultrapassar com segurança segundo o <a href="http://www.denatran.gov.br/ctb.htm">artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro</a>, resolveu acelerar e nos ultrapassar &#8220;tirando tinta&#8221;! Foi tentativa de homicídio!</p>
<div id="attachment_539" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-539" title="100_2349" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/100_2349-400x300.jpg" alt="Se liga na missão" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Se liga na missão</p></div>
<p>O que importa é que chegamos são, salvos e prontos para mais. O Maurício e Boo pegaram os carros e foram resgatar o preguiçosos que estavam tomando cerveja e jogando bilhar no bar, enquanto eu ficava tomando conta das bicicletas. Depois colocamos as bicicletas nos carros e voltamos, melancólicos, para a cidade grande. Eu ainda precisar tomar rumo para Sorocaba, então dei uma leve lavada na bicicleta na casa do Boo e depois fomos no pedal até a estação do metrô. Me despedi do brother e utilizando o <a href="http://www.metro.sp.gov.br/noticias/campanhas/bicicleta/regulamento.asp">benefício do metrô</a>, entrei na estação com minha parceira.</p>
<p>Não tive problema nenhum em circular com a bicicleta no metrô, claro que sempre desmontado dela. O meu grande problema e sufoco foi novamente com a viação Cometa. Passei um perrengue para que pudessem permitir eu viajar com a bicicleta no bagageiro. Detalhe, eu era o único viajante que levava &#8220;bagagem&#8221;, ou seja, o bagageiro do ônibus estava vazio! Tentei argumentar que era viajante e que a bicicleta era minha bagagem, disse ao senhor muito arrogante na estação da Barra Funda que a ANTT permitia, etc e etc. Mas o argumento final foi que havia viajado para São Paulo por tal viação e que iria voltar da mesma forma, exibindo o bilhete de ida. No final, voltei para casa com a bike sem embalar mesmo como um &#8220;favor&#8221; que tal companhia me prestou&#8230; cômico!</p>
<p>Em Sorocaba, depois de ter descido do ônibus, fui para casa pedalando, claro. E cheguei pouco depois das 20h e com algumas minhocas na cabeça:</p>
<p>1- O tamanho da minha bicicleta realmente me incomodou e penso muito em fazer um bike fit para saber se troco de bike ou não;</p>
<p>2- Preciso tirar a tal carteirinha de cicloturista para que possa a me ajudar nos momentos em que preciso fazer integração da bicicleta com outros meios de transportes ou mesmo andar nas estradas;</p>
<p>3- Se continuar viajando, pretendo comprar um &#8220;mala-bike&#8221;, que ajuda na proteção do equipamento e evita transtornos como o que aconteceu nesse pedal;</p>
<p>4- Não pretendo parar de pedalar e viajar tão cedo <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Até a próxima!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Chapada do Veadeiros &#8211; Parte V</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 00:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era o último dia de passeio na Chapada dos Veadeiros e tínhamos de fazer o checkout na pousada até o meio dia. Podíamos fazer mais um passeio em São Jorge e dar um jeito de ir para Alto Paraíso de Goiás no final do dia ou pegaríamos o único ônibus para Alto na parte da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era o último dia de passeio na Chapada dos Veadeiros e tínhamos de fazer o <em>checkout </em>na pousada até o meio dia. Podíamos fazer mais um passeio em São Jorge e dar um jeito de ir para Alto Paraíso de Goiás no final do dia ou pegaríamos o único ônibus para Alto na parte da manhã e dava um jeito de fazer um passeio por lá, rezando para ter um maleiro onde deixar as mochilas.</p>
<p>Como as passagens para Goiânia não estavam compradas (e corríamos um pequeno risco de não encontrar mais), escolhemos a segunda opção. Às 10h da manhã da quinta-feira já estávamos em Alto Paraíso com as passagens compradas e ávidos para fazer um último passeio. Demos uma passada no Centro de Atendimento ao Turista e olhamos as opções.</p>
<p>A Juliana queria ir para as &#8220;Loquinhas&#8221;, distante 4Km de Alto, mas seria um passeio rápido e a moça do CAT disse que provavelmente não estaria tão belo, pois era época de estiagem. Tentei armar uma estratégia de como nos locomoveríamos de um ponto ao outro e sugeri que fôssemos de bicicleta. Para meu espanto a Juliana topou e fui atrás de saber quanto gastaríamos.</p>
<p>Negocição fechado a R$ 20,00 cada uma, pelo dia inteiro de pedal, porém com grande problema: o pagamento somente em dinheiro. Como não tinha caixa eletrônico do Banco Real, tentei trocar cheque, passar o cartão de crédtio/débito e nada! A solução foi pegar um moto táxi, a R$1,00 o quilometro rodado. Fomos então até a fazenda São Bento, onde os pilotos nos deixaram na entrada da trilha Almécegas I e II. A pé até a cachoeira Almécegas I foram bons minutos (quase uma hora) e a tensão em andar na trilha, após a aparição da <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/29/chapada-dos-veadeiros-parte-iv/">cobra</a> nos deixou um pouco ariscos.</p>
<div id="attachment_498" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-498" title="Almécega I" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03731-400x300.jpg" alt="Almécega I" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Almécegas I</p></div>
<p><span id="more-496"></span>A cachoeira era enorme, mas não chegamos a entrar na água. Como não sabíamos a distância exata até a Amécegas II e já se passava da uma hora da tarde, resolvemos ir para a segunda sem perder muito tempo.</p>
<p>No caminho para a cachoeira Almécega II o sol estava de rachar. Não havíamos passado protetor solar e nossa água estava acabando. Por sorte o caminho era mais curto e logo chegamos ao destino.</p>
<div id="attachment_499" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-499" title="Almécega II" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03749-400x300.jpg" alt="Almécegas II" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Almécegas II</p></div>
<p>É uma cachoeira pouco menor que a primeira, mas tão bonita como.</p>
<p>Ao chegarmos lá, haviam outras pessoas curtindo o local também, inclusive um guia e um turista de São Jorge. Nadamos um pouco, tiramos algumas fotos e nessa fui conversar com o guia. Troquei uma idéia com ele e garanti uma carona até a cachoeira São Bento (na entrada do sítio, o que nos rendeu uns 4Km a menos de caminhada).</p>
<p>De carro a chegada a cachoeira São Bento foram menos de 10 minutos. De lá, consegui sinal para ligar para o moto táxi e pedir para ele não me buscar na hora marcada (16h30) e pelo mesmo preço (R$ 20,00) o seu Irinei (guia) nos levaria até Alto Paraíso e aproveitava para dar um rolezinho com o Everton (turista) lá.</p>
<div id="attachment_500" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-500" title="Cachoeira do São Bento" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03760-400x300.jpg" alt="Cachoeira do São Bento" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira do São Bento</p></div>
<p style="text-align: left;">Mais enturmado com a galera que alí estava (havia um outro grupo de turistas) ficamos alí por um bom tempo. Nadamos, bebemos água e comemos o restinho do lanche. Já era fim de tarde (17h00) e percebemos que outras pessoas iam chegando para curtir o local, muitos deles estavam alí apenas um banho rápido após um dia de trabalho. Conversei com um paulista de São Caetano (acho) que tinha ido pra Brasilia a negócios e resolveu ir pra a Chapada para conhecer, tinha acabado de chegar na cidade (Alto) e já correu fazer um passeio!</p>
<div id="attachment_501" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-501" title="São Bento" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03764-400x300.jpg" alt="São Bento" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira do São Bento</p></div>
<p style="text-align: left;">A água estava bem fria e com o final da tarde chegando, foi deixando a sensação térmica ligeiramente mais baixa. Era dada a hora de levantar acampamento e ir embora. Seu Irinei nos deixou na frente da estação de moto táxi de Alto Paraíso, deixei meus contatos com o Everton e um cheque para o guia.</p>
<p style="text-align: left;">Como não havia pago o moto táxi, fui até para saldar minha dívida. Agradeci por eles terem nos deixado lá e compreendido a razão por eu ter pego carona, e então voltamos para a rodoviária trocar de roupa e ir procurar um lugar para jantar. Antes de chegar na rodox, passamos num mercadinho que aceitava cartão Visa e compramos umas garrafas de água, chocolate (toiço!) e uns <em>keep cooler</em> para relaxarmos (não ia comprar um uísque, né?).</p>
<p style="text-align: left;">Para jantar escolhemos a Massa da Mamma, onde pedimos uma salada grande e uma picanha (um prato com arroz, feijão, batata frita e picanha), qual dividimos em dois.</p>
<p style="text-align: left;">Quando estávamos voltando para a rodoviária (nossa &#8220;pousada&#8221;), demos de cara com os amigos que conhecemos em São Jorge e estavam viajando em seu <em>motor home, </em>Ângelo, Nice e Raul. O engraçado re-encontro foi muito legal e a família nos convidou para jantar. Como já havíamos feito, apenas tomamos uma cerveja juntos, também na Massa da Mamma. Depois do jantar, ainda fomos convidados a  tomar um café feito no fogão do próprio <em>motor home. </em>Café moído na hora, preocupação do Ângelo para que água estivesse na temperatura ideal (abaixo do ponto de ebulição), preocupação em servir o café em xícaras de porcelana (mesmo com a limitação de recursos de um <em>motor home</em>) e o detalhe em servir pedacinhos de chocolate meio amargo para harmonizar com a bebida dos céus, evidenciaram toda a hospitalidade dessa família e mais, mostrou também como, provavelmente, eles  solidificam as amizades que constróem durante suas respectivas vidas. Parabéns e muito obrigado!!</p>
<p style="text-align: left;">Com uma agradabilíssima noite de primavera goiana, passamos mais de uma hora conversando dentro do veículo-casa, com as portas abertas, sem medo de assalto ou lobisomem <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> . Pouco antes das 22h, decidimos voltar para nossa pseudo pousada, em respeito aos amigos que teriam mais um dia de passeio pela frente.</p>
<p style="text-align: left;">O tíquete da companhia São José do Tocantins que vinha de alguma cidade desse estado e tinha como destino Goiânia/GO, marcava o horário de saída de Alto Paraíso às 23h15 e com previsão de chegada as 5h00. Como já eram quase 22h, retiramos nossas bagagens do maleiro para organizarmos os itens entre mochilas e malas de mão, fazer higiene bucal e etc. Organizamos tudo e aguardamos a chegada do ônibus.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Dica:</strong> a opção de utilizar o maleiro foi uma ótima pedida, pois deixamos as malas em &#8220;segurança&#8221; e pudemos fazer um último passeio sem estar hospedados em pousada alguma. O maleiro de Alto Paraíso é na verdade uma sala simples sem armários individuais como os malex de São Paulo (todas as malas ficam juntas e vai da honestidade de cada um), custa apenas R$ 1,00 por volume por dia e é gerenciado pelo dono da lanchonete da rodoviária (a única). Claro que uma dica mais importante é não deixar coisas de valor dentro das malas. Leve o máximo de coisa de valor sempre junto de você: carteira, dinheiro, cheque, câmera fotográfica e etc. Outra dica que pode valer é levar um cadeado para cada zíper de sua mala/mochila (mas não acho isso muito efetivo, sinceramente, pois alguém que queira, pode acabar levando a mala inteira).</p>
<p style="text-align: left;">Quase no horário marcado pegamos o ônibus e fomos para a cidade de Goiânia. Bom, esse foi praticamente o fim da viagem. Ainda ficamos em Goiânia/Nerópolis/Caldas Novas por mais quatro dias, mas não irei relatar aqui, pois algo foi algo mais familiar, calmo e sem muitas aventuras pra contar.</p>
<p style="text-align: left;">Essa foi minha grande viagem do ano, muito legal e com muitos aprendizados. Com certeza valeu muito a pena. Espero que esses relatos auxiliem no planejamento de viagem de muitos leitores. Fique à vontade para entrar em contato e perguntar mais coisas (não prometo que terei as respostas <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  ) através do endereço rafael(em)superatrativo.com.br.</p>
<p style="text-align: left;">Obrigado pela companhia!</p>
<p style="text-align: left;">
]]></content:encoded>
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		<title>Chapada dos Veadeiros &#8211; Parte IV</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/29/chapada-dos-veadeiros-parte-iv/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 01:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era último dia de passeio em São Jorge e novamente combinamos com os amigos de fazer algum passeio juntos. Acordamos uns minutinhos mais tarde, já que a idéia era fazer um passeio mais leve, já que todos estavam quase esgotados. O mesmo ritual foi seguido: café da manhã, arrumação, compra de mantimentos e passeio. Desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era último dia de passeio em São Jorge e novamente combinamos com os amigos de fazer algum passeio juntos. Acordamos uns minutinhos mais tarde, já que a idéia era fazer um passeio mais leve, já que todos estavam quase esgotados.</p>
<p>O mesmo ritual foi seguido: café da manhã, arrumação, compra de mantimentos e passeio. Desta vez o amigo Ângelo conseguiu alguém de carro para nos levar para o sítio Morada do Sol. O trajeto todo ficou em R$ 50,00 e como fomos em cinco pessoas (mais o motorista), ficou R$ 10,00 per capita. No sítio (entrada R$5,00 / pessoa), pegamos uma trilha curta de mais ou menos 1,5 Km qual bifurcava e levava aos destinos Vale das Androrinhas e Morada do Sol.</p>
<p><span id="more-484"></span></p>
<p>Por indicação do motorista (que também era guia, mas não estava com essa função nesse dia), fomos primeiramente ao Vale das Andorinhas, onde existe um mirante qual pode-se observar a queda d&#8217;água e tirar fotos, nada mais. Foi uma descida tranquila, curta, porém um pouco íngreme no final.</p>
<div id="attachment_485" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-485" title="DSC03636" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03636-400x300.jpg" alt="Vale das Andorinhas (cadê as andorinhas?)" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Vale das Andorinhas (cadê as andorinhas?)</p></div>
<p>Ficamos pouco tempo por alí e por falta de um espaço mais confotável para todos, decidimos ir para o segundo destino. A trilha para a Morada do Sol também foi curta, tranquila e levemente íngreme no final. Com enormes pedras dispostas, onde dava pra sentar e relaxar, além da possibilidade de tomar um banho de cachoeira, por alí ficamos bons minutos. Mesmo com a água bem fria, não tive como escapar de um banho.</p>
<div id="attachment_487" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-487" title="DSC03651" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03651-400x300.jpg" alt="Morada do Sol" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Morada do Sol</p></div>
<p>Andei, nadei e relaxei debaixo da bela queda d&#8217;água. Por alí fiquei uns bons minutos. Resolvi voltar e comer algo, já que o lanche já estava rolando entre as pessoas que não quiseram entrar na água. Ficamos na margem do rio São Miguel conversando, tirando foto, comendo e admirando a paisagem.</p>
<p>Depois do banho e do lanche a conversa rolou solta por um bom tempo. Não estávamos preocupados com a hora de voltar, aliás, não estávamos preocupados com o tempo em si. Em determinado ponto da conversa escutei um barulho do meu lado e imaginei ser um galho ou algo do gênero que havia caído de uma parte não muito alta do barranco ou da pedra. Me virei como num reflexo e realmente vi um galho (ou minha mente viu) e, como se admirando o galho caído percebi que continuava a se mexer.</p>
<p>De forma instantânea medi os detalhes e percebi que era uma cobra de &#8220;barriga&#8221; pra cima se desvirando para o lado como se realmente tivesse caído de algum lugar. Claramente tomei um baita susto, me levantei anunciando a presença do réptil  sem patas e  todos, sem precisar desconfiar da minha palavra , se levataram num piscar de olhos para depois querer saber do que se tratava. Enquanto íamos para um lado, a cobra ligeiramente foi para o outro e, de longe, ficamos observando um ao outro com elevado grau de medo (pelo menos da parte dos seres humanos).</p>
<div id="attachment_489" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-489" title="DSC03683" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03683-400x300.jpg" alt="Víbora dando seu show" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Víbora dando seu show</p></div>
<p>Estabelecida a calma, tomamos um pouco mais de coragem para tirar fotos e tentar identificar a dita cuja. Olhando bem de perfil, parecia ter a cabeça arrendodada, o que me fez lembrar das aulas de biologia do colégio, onde o professor citava características para se determinar quando uma cobra poderia ser venenosa ou não, ou seja, para mim aquela cobra <strong>não</strong> era venenosa. O problema é que eu nunca tive uma aula prática desse assunto. <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Depois disso ninguém mais arriscou entrar na água. Então levantamos acampamento, colocamos as mochilas nas costas e voltamos para São Jorge (o amigo Raul que tinha uma câmera bem legal e tirou uma foto &#8220;de cima&#8221; da cobra, mostrou para o motorista que disse sem pestanejar: &#8220;essa cobra é venenosa, olha a cabeça trinagular da bicha&#8221;. E não é que ele tinha razão?).</p>
<p>Em São Jorge fizemos nossa despedida da família Ângelo, Nice e Raul no restaurante da Nenzinha, perto das 15h00. Restaurante do tipo <em>Self Service, </em>com relativa variedade e boa qualidade (saiu cerca de R$15,00 por pessoa com bebida e 1/2 sobremesa). Almoçamos, jogamos mais conversa fora e nos despedimos. O céu estava limpo a sugestão da Yamitch como &#8220;grand finale&#8221; (já que não dava mais tempo pra nada) era ver o pôr do Sol no mirante.</p>
<p>Descansamos um pouco e as 16h45 saímos rumo ao mirante. Eram cerca de 3 Km em estrada de terra e algumas subidas e descidas. Quase chegando lá, um carro passou pela gente e perguntou onde era o mirante e dissemos: &#8220;acho que é por alí&#8221;.  Com esse &#8220;acho&#8221; a motorista sacou que também estávamos indo para lá e nos deu uma carona. Chegamos em cima da hora! Mal deu tempo de tirar algumas fotos, curtir um pouco (nem 5 minutos) e o Sol já tinha se escondido atrás da chapada. Voltamos de carona e conversando no rápido trecho (para quem ia de carro) descobrimos que a Adriana estava para se casar com um dos holandeses que estava no carro, além disso ela já tinha morado em Sorocaba e a família inteira dela é de Barretos&#8230; coincidência, não?!</p>
<div id="attachment_490" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-490" title="DSC03708" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03708-400x300.jpg" alt="Pôr do Sol quase perdido" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Pôr do Sol quase perdido</p></div>
<p>De volta a pousada e depois de um merecido banho, saímos para finalizar o passeio em São Jorge, comendo uns petiscos, tomando umas cervejas (Restaurante Papa Lua, comendo um crepe, tomando uma cerveja e um suco &#8211; R$19,00) e mandando ver um açaí no final (espaço da Jia, um açaí na tigela, um creme de abóbora e uma água &#8211; R$15,50). Perto das 23h00, já na cama da pousada, conversando com a Juliana sobre o memorável episódio da cobra, recebo um SMS do Raul, que tinha mostrado sua foto para alguém que conhecia do assunto e descoberto a espécie da criatura: jararaca &#8220;achatadeira&#8221;. Veneno? Imaginem&#8230;</p>
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		<title>Chapada dos Veadeiros &#8211; Parte III</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/20/chapada-dos-veadeiros-parte-iii/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 01:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Por temos dormido um pouco mais em relação a noite anterior, acordamos um pouco mais dispostos, apesar de ainda cansado depois de caminhar mais de 18 Km. Havíamos combinado com os novos amigos de visitar o Parque Nacional, onde o guia Walter passaria na pousada nos pegar. Antes disso, fizemos nosso saboroso desjejum com calma, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por temos dormido um pouco mais em relação a noite <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/10/chapada-dos-veadeiros-parte-ii/">anterior</a>, acordamos um pouco mais dispostos, apesar de ainda cansado depois de caminhar mais de 18 Km. Havíamos combinado com os novos amigos de visitar o Parque Nacional, onde o guia Walter passaria na <a href="http://www.pousadamundodhalua.com.br/">pousada</a> nos pegar. Antes disso, fizemos nosso saboroso desjejum com calma, arrumamos nossas coisas (capa de chuva inclusive) e fomos até a padaria para garantir o &#8220;almoço&#8221; do dia.</p>
<p>Na frete do parque conversamos um pouco, assinamos o livro de visitas, obtivemos informações sobre o parque, tiramos fotos e iniciamos a caminhada. Esse dia prometia ser mais <em>light </em>que o primeiro dia, mas haveria uma quantidade significativa de quilômetros a serem vencidos, além das intermináveis pirambeiras.</p>
<p>O <a href="http://www.chapadadosveadeiros.com/parque-nacional-da-chapada-dos-veadeiros.html">Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros</a> é uma reserva de preservação ambiental administrado pelo IBAMA. Iniciamos a caminhada em trilhas basicamente &#8220;<em>single track</em>&#8220;, onde nosso guia foi dando algumas informações sobre a flora local. Como estávamos em um grupo de seis pessoas já conhecidas, caminhamos enquanto conversávamos uns com os outros, afim de nos conhecer melhor, trocar informações e experiências, sempre respeitando o rítimo do grupo. Depois de alguns quilômetros, terminamos um trecho de trilha estreita e paramos para descansar um pouco, tomar um gole d&#8217;água e apreciar as primeiras aparições da &#8220;chapada&#8221;.</p>
<div id="attachment_467" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-467" title="DSC03533" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03533-400x300.jpg" alt="Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros</p></div>
<p><span id="more-465"></span></p>
<p>A partir de então começava uma leve descida e que depois se tornaria uma forte descida. É instintivo pensar que o caminho ficaria mais fácil com as descidas, mas dois fatores contribuiram para que esse pensamento não fosse tão lógico: descidas muito íngrimes tornam a caminhada mais lenta e exigem muito mais da musculatura e articulações da perna do que uma subida; e o fator psicológico lembrando que depois de uma longa descida, provavelmente viria uma longa subida. Para piorar tinha começado a chover, mas não tinha volta. O lance era seguir em frente.</p>
<p>Descidas bruscas com quase 90 graus (será que estou exagerando?), pedras, muitas pedras e lisas com a chegada da chuva, deixaram nossa caminhada mais tensa, mas que logo nos recompensou a vista panorâmica da caichoeira &#8220;Salto 120&#8243;.</p>
<div id="attachment_471" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-471" title="DSC03558_1" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03558_1-300x400.jpg" alt="Saltos 120 - 120 metros de queda d'água" width="300" height="400" /><p class="wp-caption-text">Saltos 120 - 120 metros de queda d&#39;água</p></div>
<p>Extasiados com a fantástica imagem, que mais nos parecia uma quadro pintado a óleo em um museu de renome, nos quedamos por alí apreciando aquela maravilha talhada pela natureza por alguns generosos minutos. Passada a euforia e com a promessa de que mais belezas naturais viriam pela frente juntamente com a possibilidde de desfrutar de um banho nessas águas, seguimos caminho.</p>
<p>Poucos metros a frente havia uma outra queda de magnitude ligeiramente menor, que precedia a queda de 120 metros, porém com uma piscina de banho acessível. Assim como a primeira, essa queda levava o nome tal qual seu tamanho. Era o &#8220;Salto 80&#8243;.</p>
<div id="attachment_474" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-474" title="DSC03582" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03582-400x300.jpg" alt="Salto 80 - Preciso dizer a altura?" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Salto 80 - Preciso dizer a altura?</p></div>
<p>A água estava bem fria (não tão fria quanto a água do Parque Nacional de Itatiaia), mas foi impossível resistir ao banho. Nadei de uma margem à outra, cheguei relativamente perto da queda e convenci a Juliana para entrar também. ficamos alí, descansando, vendo os peixinhos e mais uma vez admirando a paisagem. Parados, começamos a sentir mais frio e decidimos por sair da água. Alí fora, o grupo fazia o primeiro lanche do passeio e devia ser perto das 13h00.</p>
<p>Dividimos e comemos nosso lanche &#8220;comunitário&#8221; e nos hidratamos. Das duas garrafas de água que havia levado (500 mL) só restara meia e resolvi encher a outra com água do rio (se for fazer, pegue de água corrente) por precaução. Todos alimentados, voltamos mata dentro para a chegada da última paisagem do dia.</p>
<p>As subidas começavam a dar as caras, e novamente em <em>single track, </em>seguimos contornando a grande muralha de pedra.</p>
<div id="attachment_476" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-476" title="DSC03593" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03593-400x300.jpg" alt="Vale" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Vale</p></div>
<p>No final de uma longa subida, voltamos a acessar uma estrada de terra batida, mais fácil de caminhar. Era mais reta e o chão mais &#8220;macio&#8221;. Poucos quilômetros a frente e havíamos chegados no destino.</p>
<p>As &#8220;Corredeiras&#8221; são pequenas quedas de água, lado a lado e em vários peqenos níveis, com águas levemente calmas, quais foram um visual bonito, tranquilo e convidativo ao banho. Claro que não resisti e fui &#8220;testar&#8221; as mini quedas. A Juliana também foi, sem eu precisar falar algo.</p>
<div id="attachment_477" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-477" title="DSC03603" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03603-400x300.jpg" alt="Corredeiras" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Corredeiras</p></div>
<p>Depois de relaxar nas Corredeiras, foi preciso exterminar com o resto do lanche que havia (sanduíche, banana seca, água de cachoeira e etc) para ter forças para terminar a caminhada. Perto das 17h30 chegamos de volta a entrada do parque e mais um quilômetro para chegar a até a pousada, que sumarizou pouco mais de 11 quilômetros de caminhada. Antes de nos despedirmos do grupo, combinamos de jantar no restaurante Buriti&#8217;s.</p>
<p>Voltamos para a pousada, tomamos um banho, nos aprontamos e fomos até o <em>lobby </em>da pousada aguardar o horário combinado do encontro no restaurante. Nesse meio tempo, ficamos tomando uma cerveja e conversando com os hospitaleiros donos da pousada. Quando estávamos para sair, começou uma chuva torrencial e só chegamos ao restaurante com o empréstimo de um guarda-chuva.</p>
<p>Conversamos bastante, comemos, tomamos cerveja e muito nos divertimos. No final, o Anauê e sua mãe anunciaram que iam embora no outro dia. Trocamos emails e nos despedimos. Fechamos com o grupo que ficaria, um novo passeio ainda a combinar e voltamos para a pousada descansar.</p>
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		<title>22 de Setembro &#8211; Dia Mundial Sem Carro</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 20:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Transito]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>

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		<description><![CDATA[Movimento praticado em vários países do mundo, dia 22 de setembro é o dia dedicado reflexão [com atitude] sobre questões da mobilidade consciente (além da luta diária). Logicamente isso envolve muito mais temas, como meio ambiente, sociedade e convivência, qualidade de vida entre outros. Como em mais de 75% de meus dias no ano, também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Movimento praticado em vários países do mundo, dia 22 de setembro é o dia dedicado reflexão [com atitude] sobre questões da mobilidade consciente (além da luta diária). Logicamente isso envolve muito mais temas, como meio ambiente, sociedade e convivência, qualidade de vida entre outros.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-461" title="dmsc" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/dmsc.jpg" alt="dmsc" width="116" height="96" /></p>
<p>Como em mais de 75% de meus dias no ano, também fiz minha parte (não deixei o carro na garagem porque não tenho carro). Nesse dia, fiz tudo o que eu tinha de fazer a pé. E você? O que fez com seu &#8220;sonho de consumo parcelado em 60 vezes&#8221; nesse dia?</p>
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