Entries Tagged 'Meio ambiente' ↓

Chapada dos Veadeiros – Parte II

Depois de várias horas de viagem, não foi fácil acordar as 8h30 da manhã do dia 21/09/2009, mas sabíamos que era preciso. Tomamos um saboroso café da manhã na pousada, onde aproveitei para tirar informações importantes para o primeiro dia de passeio na chapada.

Batendo um papo com a ajudande geral da pousada descobri que o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros não abria às segundas-feiras, porém ainda era possível fazer diversos passeios pela região. Ela foi super atenciosa tentando me explicar como chegar na cachoeira do Vale da Lua e depois pegar uma trilha para os Saltos da Raizama, mas pressenti que poderia me perder feio. Ela me disse que o filho dela, o Diego, estava de férias em São Jorge e que o menino crescera naquela região, conhecendo praticamente tudo e que poderia ser o guia (como ele não era um guia “profissional”, ele certamente cobraria mais barato). Ela ligou para o Diego e eu voltei para o quarto me preparar para sair.

Descemos para a recepção da pousada e o guia nos esperava. Combinei o valor com ele (R$50,00) e saimos para o passeio, porém já sabendo da situação pedi para passar em uma vendinha para comprar quitutes para a caminhada. Comprei alguns pães, maçã, banana desidratada e duas garrafas de água (ainda levava várias bisnagas de carboidrato em gel). Coloquei tudo na mochila e pé na estrada.

Estava um sol e um clima muito quente e até achei que duas garrafas de água seriam uma piada perto do forte calor. Logo nos primeiros quilômetros o tempo começou a fechar e adentramos a trilha mais fechada (o que aliviou a sensação térmica) e passamos pela primeira quedinha, o Lageadinho:

Lageadinho

Lageadinho

Continue lendo →

Chapada dos Veadeiros – Parte I

Dando sequência aos posts relativos a minha viagem de férias, depois da maratona de revezamento, peguei um avião até Brasilia no mesmo dia. Chegamos lá perto das 18:20 e resolvemos pegar um táxi até a rodoferroviaria (é uma estção de trem e ônibus rodoviário. Perguntei pro taxista sobre os tipos de transporte que lá faziam e ele me respondeu que, hoje em dia, trem somente para cargas) da cidade.

Como sou um cara metódico, tinha pesquisado sobre taxis em Brasília e a dica era não pegar qualquer táxi na saída do aeroporto e sim ligar para um rádio taxi qualquer que iria economizar 30% do valor. Fiz exatamente isso: fui até o balcão de informações do aeroporto e pedi para a atendede me chamar um táxi de um rádio taxi e confirmei o valor. Até aí tudo bem. Quando o táxi chegou (detalhe que o taxista só sabia meu primeiro nome e me achou gritando pelo meu nome na saída do aeroporto) não confirmei o valor com o motorista que seguiu o caminho rumo rodoferroviária logo após ter ligado o taximetro.

Em determinado ponto da viagem, sempre de olho no taximetro, percebi que o valor estava muito perto do valor fechado por telefone e resolvi perguntar se faltava muito. Nessa o taxista começou a fazer umas piadinhas do tipo “faltam somente uns 35km” etc e tal. No final das contas, o valor ficou em R$ 43,60 contra R$ 31,00 (mais ou menos) acordado. Reclamei, chorei e resmunguei, mas ele insistiu em dizer que a atendente do aeroporto tinha entendido errado e que ele não tinha culpa, mas que faria um desconto de R$3,60 (nem 10%). Puto da vida, paguei e fui esperar o ônibus.

Importante para os que pretendem pegar táxi em Brasília: só depois vim a saber que esse método funciona na maioria das vezes, mas você deve exigir o desconto em cima do valor do taximetro. Ou seja, fui idiota em cair na lorota do taxista e o próprio taxista não foi 100% honesto, mas espero deixar o leitor esperto em relação a isso. Feche o valor (mais ou menos) antes de embarcar ou exija que ele te dê o devido desconto! Continue lendo →

Batizada!

Não foi um batismo com água benta (ou isotônico (que ainda vou fazer)), foi um batismo com lama!

Na fria manhã de sábado do dia 22/08/2009, saí com mais dois pedalantes (Jupa e Nelson) para fazer mais uma cicloviagem. Como os dois são mais experientes do que eu, fiquei tranquilo em relação à organização e ao planejamento, tendo com simples tarefa chegar no horário, levar meus suprimentos nutricionais (especificados pela NutriSaudável) e ter disposição.

Às 8h30 da manhã, os três cavaleiros já estavam apostos na rod. João Leme dos Santos (na saída de Sorocaba, sentido Salto de Pirapora). Seguimos pela referida rodovia por alguns quilômetros (uns 5 ou 7) e entramos em um dos primeiros bairros de Salto de Pirapora, na entrada para a Universidade do Cavalo. Atravessamos o bairro acabando em uma estradinha que nos levaria a outra com acesso à rodovia Raposo Tavares. Essa primeira estradinha tinha um relevo variado, com constantes subidas e descidas e vistas panorâmicas (o Nelson quase desceu da bike para correr entre os campos de trigo :) ).

Pouco mais de 20km pedalados, paramos para descansar um bocado e nos alimentar. Nesse ponto, estávamos a decidir se pegaríamos a “Raposo” por estrada ou via uma trilha desconhecida que o companheiro Jupa vira no GoogleMaps. Não foi difícil decidir pela trilha e para lá fomos nós. Ao adrentarmos a trilha, uma leve subida seguida e uma íngreme descida, que nos esperava no final com uma bela poça de água (e lama). Hesitamos um pouco, mas não tinha jeito e assumimos que era parte da diversão e, foi nesse momento, que minha bike foi batizada. Não caí na poça, mas a bicicleta foi bem atingida pela lama.

Depois da lama, veio o caos: uma subida muito íngreme, com barro e algumas pedras soltas e que fizeram que nós descessemos das bicicletas e empurrássemos-nas morro acima. Trilha não muito estreita, mas com mato bem fechado dava um clima silencioso e um pouco escuro (dadas as proporções de horário (meio dia) e clima nublado, claro), qual finalizamos poucos quilômetros depois.

Demos de cara, enfim, com a Rodovia Raposo Tavares, também com subidas e descidas, mas em asfalto, o que nos fez desenvolver um pouco mais de velocidade. Saímos da “Raposo” e encaramos mais um pedacinho de estrada de terra e depois de poucos quilômetros, com o odômetro marcando 42 km percorridos, chegamos a chácara do Jupa (município de Capela do Alto). Passamos numa padoca, compramos pão, queijo, presunto, laranja e banana, e detonamos com quase tudo isso em poucos minutos.

Lá demos uma descansada e resolvemos voltar. Decidimos voltar pela “Raposo” direto (daria para escolher outro trajeto), sem perder muito tempo. O percurso foi tranquilo, com exceção de um dos poucos trechos sem acostamento que pegamos perto de Araçoiaba da Serra, onde um caminhão do grupo Votorantim (ou da empresa que fazia o transporte para) deu-nos uma buzinada altíssima e uma fechada sem nenhuma necessidade (fazendo-nos sair da pista). Diversos caminhões passaram pela gente, em trechos também sem acostamento e nenhum deles sequer deu uma buzinadinha “de alerta”. É realmente lamentável esse tipo de atitude, principalmente de uma empresa que se diz “ecologicamente correta” (pelo menos era o que dizia nas lonas de outros caminhões que passavam), já que a bicicleta não polui como os motorizados.

Estresse passado, pista com acostamento e nova pausa para um lanche, foram os momentos que precederam nossa chegada em Sorocaba. Na av. Gal. Carneiro, sentido centro, nos despedimos do Nelson, que ainda encararia mais uns 10 quilômetros até sua respectiva residência.

Ao chegar em casa e conferir o odômetros, fizemos:

Distância: 78km
Tempo total útil: 5h00min29seg
Velocidade Média: 15,5 Km/h
Velocidade Máxima: 57,0 Km/h
Cidades: Salto de Pirapora, Capela do Alto, Araçoiaba da Serra e Sorocaba

Foi uma experiência muito boa, um pedal com poucas paradas, com um clima bem ameno (muito vento, na verdade) e com um visual muito legal na maioria das vezes. Nunca havia passado por tantas cidades assim. Mais uma cicloviagem para ficar registrada!

Até a próxima.

Dèjà vu

Parecia que já tinha acontecido uma vez – mesmo dia da semana, mesmo horário e mesmo destino – mas diversas outras coisas caracterizavam como um novo evento. Um pouco mais frio do que da última vez, infelizmente outra bicicleta e felizmente muito mais pessoas.

Agora acompanhado de mais um pedalante (ou como quiser chamar), o ônibus também foi o meio de transporte escolhido para chegar até a cidade de Itu. Chegando por lá as 7:30 da manhã, descarregamos as bikes, demos uma ajustada, tomei meu café-da-manhã na própria rodoviaria e partimos para o shopping Plaza Itu, ponto de encontro com o resto do pessoal.

Depois de mim e do Jupa, o primeiro a chegar foi o Boo e depois de algumas horas de atraso chegam os últimos quatro cavaleiros (Gaba, Limão, Biriba e Rogério). Descarregam as bikes, fizeram alguns ajustes e ainda esperamos uma parte das dondocas tomarem um lanche para aguentar o pedal. Perto das 11 da manhã, saimos com destino a Fazenda do Chocolate.

Na estrada

Na estrada

Foi basicamente um pedal tranquilo, poucos quilômetros de descida, reta e uma subida íngreme para não dizer que foi fácil. Como de praxe, paramos na fazenda, comemos e tomamos alguma coisa (o Biriba desdenhou da Nova Schin). Ao sair de lá, a galera cogitou não voltar e seguir caminho. Ao sair da fazenda sentido Cabreúva, pegamos um bom trecho de muita descida, onde percorremos (eu pelo menos) sem praticamente pedalar. Paramos logo em seguida para tirar fotos em um lugar estratégico, antes de outra enorme descida, qual resolvemos não continuar, já pensando na volta :)

Agora sim de volta para Itu, passamos pela longa subida (parecia ser pior do que foi), passamos na frente da fazenda do chocolate novamente e descemos a serra. Quando no pé do morro, avistamos um congestionamento e viemos a saber que era devido a um acidente envolvendo uma moto (ou eram duas?).

Mont Ventoux

Pra não dizer que foi fácil: "Mont Ventoux" (entre aspas, claro)

Depois de mais alguns quilômetros de reta e um pouco mais de subida na volta, chegamos novamente ao shopping. Nesse momento, depois da clássica pausa para a foto de despedida e enquanto a maioria arrumava as coisas em seus respectivos automotores, eu e o camarada Jupa decidíamos se voltavamos pela estrada “velha” ou pela estrada “nova” rumo a Sorocaba, no pedal obviamente.

Despedida

Despedida

A decisão foi pela estrada nova, por ser mais conhecida por nós, a certeza de haver acostamento em todo o percurso e a existência de pontos de hidratação (restaurantes, concessionárias, postos de gasolina e etc). Mesmo a estrada sendo boa e eu sempre no fim do “pelotão” (pelotão de duas pessoas :p), foi um pedal cansativo, pois o ritimo foi mais forte (a velocidade média que estava em torno de 17 km/h foi para 20km/h), o sol estava a pino e eu parecia uma tartaruga perto de uma speed. Mesmo assim, depois de cerca de 42 km percorridos, com duas paradas para hidratação e alimentação (as duas na estrada), chegamos ao destino tão sonhado.

A contagem final ficou:

Velocidade Média: 20,4 km/h
Distância percorrida: 74 km
Tempo total útil: 3h42min
Cidades: Itu e Sorocaba

Até a próxima!

Eco Geek

O blog do nerdson é um blog que apresenta quadrinhos (basicamente tirinhas) com tom humorístico do dia-a-dia de um geek. Com muita criatividade e qualidade, são abordados assuntos polêmicos e/ou que são constante na vida de um nerd como situações no trabalho com um chefe “mala”, tecnologia, software/cultura livre e mais situações engraçadas com bugs e afins.

Não sou um assíduo visitante do blog, mas toda vez que lembro tento correr lá para ver o que está pegando de legal. A última que vi, era uma promoção que o autor das tirinhas resolveu fazer: disponibilizou uma tirinha de três quadrinhos com as falas dos personagens em branco e pediu aos internautas que dessem sugestões, quais o primeiro e segundo lugares receberiam uma premiação (camiseta e bottons).

Na mesma proporção da minha assiduidade, cheguei tarde para participar da disputa, ou seja, muitas pessoas já haviam dado suas sugestões, os dois melhores já haviam sido escolhidos e inclusive já estavam publicados no blog.

É claro que quando se lê um desafio desses, mesmo já tendo sido encerrado, você fica tentado a pelo menos dar uma arriscadinha, pensar um pouquinho e tentar criar algo diferente dos demais. E foi o que eu fiz. Como um “eco chato” declarado e uma placa indicando um ponto de ônibus no último quadrinho da tirinha, não foi dificil criar algo diferente de tecnologia e programação:

nerdson_bike2

Sem muitas expectativas, particularmente achei o resultado legal e acho que esse tipo de iniciativa muito boa. Parabéns ao blog do nerdson e se você também não participou, não se acanhe, apague as falas dos balões e crie a sua.

Menos carro, mais bicicleta!