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	<title>[SUPERATRATIVO] &#187; Transito</title>
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		<title>Caminho do Sol pero no mucho: Dia Três</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 02:24:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
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		<description><![CDATA[Dia 3 – 05/06/2010 Rio das Pedras &#8211; São Pedro Último dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol não podíamos nos dar ao luxo de errar feio. Falei com o Nerso e depois com o resto do pessoal que podia acontecer o que fosse, mas tínhamos de estar de volta a Piracicaba antes das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 3 – 05/06/2010<br />
Rio das Pedras &#8211; São Pedro</p>
<p>Último dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol não podíamos nos dar ao luxo de errar feio. Falei com o Nerso e depois com o resto do pessoal que podia acontecer o que fosse, mas tínhamos de estar de volta a Piracicaba antes das 19h00 para pegar o último ônibus para Sorocaba.</p>
<p>A estratégia de acordarmos cedo e sair logo, irmos até a rodoviária de Piracicaba e verificar os horários dos ônibus foi consenso entre todos. Às 5h50 de sábado o celular do Nerso desperta ao som de Platoon altíssimo, pronto para acordar inclusive os outros hóspedes. Chovera a noite toda, o que me deixou um pouco preocupado durante a noite, mas de certa forma dormi bem. Acordamos sem barulho de chuva e fomos ao café da manhã após o Bur e o Piola baterem na porta do quarto.</p>
<p>As pessoas que trabalhavam no hotel Silver eram realmente muito estranhas, pois sentamos na mesa ao lado de outra que estavam pai e filhos também cicloturistas e começamos a bater um papo. Chegou um senhor e perguntou se estávamos juntos e começou a colocar as coisas na mesma do lado da nossa, mesmo a gente falando que não estava junto. Depois disso voltou a nos servir e colocou quatro copos de suco de laranja na mesa (o Nerso ainda não tinha chegado) sem sequer falarmos se queríamos ou não. Quando ainda estávamos preparando o lanche, ele passou servindo um pedaço de bolo e ele teve a moral de colocar o bolo em cima da minha xícara que estava com a boca para baixo. Não aguentei e comecei a rir e ele disse que tava meio dormindo. Depois de alguns minutos, ele viu que alguns copos de suco estavam vazios e passou enchendo de todo mundo (ok, ele quis ser gentil, mas podia ter perguntado se queríamos mais, para evitar desperdícios).</p>
<div id="attachment_997" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-997" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc00660/"><img class="size-medium wp-image-997" title="DSC00660" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC00660-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">ZO rulez 6h da manhã</p></div>
<p>Por conta da intensa chuva durante a noite, o dia amanhceu bem frio e não resisti tomar um cafezinho acompanhando o bolo. Coloquei açúcar na xícara e servi o café da garrafa que estava na mesa e quando dei uma golada, quase cuspi de volta. Estava muito doce e só perguntei para ter certeza que eles serviam café já adoçado. Achei bem estranho, pois cada um tem um gosto e uma percepção de muito ou pouco doce, mas beleza, acabei me servindo novamente sem adição extra de açúcar. Terminamos o café e o Nerso ficou zuando os tiozinhos do hotel dizendo que eram zumbis e que o hotel Silver era um acrônimo para Resident Evil 5 quando lido no sentido inverso (R (abreviatura para Resident) Evli S (onde S seria o 5) -&gt; REVLIS), mas depois eu falei pra eles que o Silver não formava a palavra R EVIL S e sim R EVLI S e que eles estavam sendo influenciados pelo poder do anel (quanta besteira ao mesmo tempo!).</p>
<p><span id="more-994"></span>Imagino que não ter tido sucesso em explicar para o leitor sobre o tal do Resident Evil 5, mas isso não importa muito. Voltamos ao quarto, juntamos nossas coisas, nos trocamos e fomos pegar as bikes. Quando fizemos isso, percebemos que todas as bicicletas haviam tomado chuva! Não tinha muito o que fazer a não ser continuar a preparação para a saída. Com o clima de chuva, envolvi minha mochila em um saco de lixo azul que eu tinha levado justamente para esse fim, enquanto o Piola ficou chorando que ele não tinha como cobrir a bagagem dele caso chovesse (cabaço!).</p>
<p>Na porta do hotel, pai e filho cicloturistas também se preparavam para sair e nos deram dicas pois conheciam bem a região. Com tudo pronto saimos no pedal. Parecia brincadeira, mas no primeiro quilômetro já paramos para tirar fotos da &#8220;entrada&#8221; da cidade, pois como dizia o Nerso &#8220;isso é cicloturismo&#8221;. Tiramos fotos e logo continuamos por estrada pavimentada. A idéia era chegar em Piracicaba, ver os horários de ônibus e seguir o caminho até onde desse, sem correr muito risco de perder o último ônibus. Pai e filho nos encontraram no caminho e pedalamos praticamente juntos até Piracicaba (cerca de 10 quilômetros, ou menos).</p>
<div id="attachment_998" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-998" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01629/"><img class="size-medium wp-image-998" title="DSC01629" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01629-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto clássica</p></div>
<p>Chegando em Piracicaba nos separamos e fomos atrás de saber onde era a rodoviária. Cada um que a gente perguntava indicava um caminho diferente e isso tomou um pouco do nosso tempo, mas por bem haviámos saido no horário planejado de Rio das Pedras (antes das 8h). Na rodoviária fui atrás de saber sobre ônibus de São Pedro para Piracicaba, Águas de São Pedro para Piracicaba e por fim de Piracicaba para Sorocaba, enquanto o Bur foi atrás de saber os horários para São Paulo. Me certifiquei duas vezes com as moças do guichê sobre colocar as bicicletas no bagageiro do ônibus e ela me garantiu que isso não seria um problema.</p>
<p>Pelo horário, fazendo contas no caminho mais crítico, conseguíriamos chegar até São Pedro antes das 17h o que nos permitia arriscar a ida até lá em bicicleta. Comemos algo na própria rodoviária e apesar da preguiça e vontade de ficar por lá, seguimos nosso caminho. Na saída de Pira para o próximo destino, passamos por cima da ponte do Rio Piracicaba e os &#8220;cicloturistas&#8221; mal perceberam a beleza do rio e de suas quedas. Como eu já havia passado alí algumas vezes (inclusive almocei em um restaurante na beira do rio) tiv e um <em>deja vu</em> e considerei que seria interessante não perdemos essa beleza gratuíta, então tive de gritas para os apressadinhos que voltassem e curtissem mais essas coisas. Fiquei até zuando o Nerso dizendo &#8220;isso sim é cicloturismo&#8221;, pois ele também tinha passado reto no rio.</p>
<div id="attachment_1003" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1003" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01667/"><img class="size-medium wp-image-1003" title="DSC01667" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01667-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Sérgio Reis que o diga</p></div>
<div id="attachment_1004" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1004" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01671/"><img class="size-medium wp-image-1004" title="DSC01671" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01671-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Agora sim, cicloturistas!!</p></div>
<p>Decemos até os piers que beiram o rio e nos deslumbramos com as quedas e a força d&#8217;água. Queríamos ficar ali curtindo, o Nerso sugeriu que fossemos até o final onde supostamente havia um engenho, mas chegamos a conclusão que poderia ser perigoso gastar muito tempo alí. Depois de alguns minutos, euforia e fotos, seguimos nosso rumo com destino a São Pedro.</p>
<p>Ainda em trecho urbano, mas já na rodovia pedalamos entre carros e caminhões exercendo nosso direito e logo desembocamos na rodovia propriamente dita, onde havia um trecho de bom asfalto e acostamento. Algumas subidas e descidas e apesar do sol começar a dar o ar da graça, o vento sempre contra prejudicava o desempenho já abalado por dois dias de pedais insanos. Continuamos pedalando e pelas placas estávamos a menos de 30 km do nosso destino. Apesar dos pesares, o último dia estava sendo bem suave mesmo, já que 100% do trecho era de estrada pavimentada e também parecia ser um trecho menor.</p>
<p>A situação só ficou um pouco mais complicada com o fim do acostamento, onde o movimento de carros e caminhões não era tão baixo. Tenho que destacar a imprudência de certos motoristas, principalmente um f.d.p. que saiu buzinando a muitos metros atrás, acelerando e que me fez sair da pista (eu devia estar a uns 30 Km/h) para cair na área de escape de terra. Quando fui pra terra/grama, a trepidação obviamente aumentou muito e naquela velocidade achei que ia cair, mas felizmente conseguir segurar bem. Olhei para frente e vi todos (menos o Piola) tendo o mesmo problema com o filho da puta e vi que o Bur também ficou indignado xingando o cara e mostrando dedo do meio para ele.</p>
<p>Para contrastar com esse péssimo incidente, tenho também que destacar a bela atitude de um cara em um Toyta Corolla que percebendo talvez nossa vulnerabilidade, quando subíamos um trecho íngrime onde os carros tem duas faixas, diminuiu a velocidade quando se encontrava na faixa da direita bem atrás de nós, sei lá, a uns 11 ou 12 km/h, meio que nos protegendo, ao contrário de muitos que nos ultrapassavam &#8220;tirando fina&#8221; da gente. O corolla só saiu atrás de nós e nos ultrapassou quando não havia mais carros na fila da esquerda e mais nenhum outro atrás dele. Impressionante! Esse é o tipo de atitude que gostaríamos de ver mais. &#8220;Menos agressão; Mais educação!&#8221;. Para fechar esse trecho com chave de ouro, nada melhor que um belo visual.</p>
<div id="attachment_1007" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1007" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01700/"><img class="size-medium wp-image-1007" title="DSC01700" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01700-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">uhuuu!</p></div>
<p>Apesar do movimento de carros já era possível perceber que estávamos chegando em Águas de São Pedro. No momento que iríamos começar a descer, a gente se depara com uma casa que vende iguarias do milho. Sei que o Bur é viciado nesse tipo de comida e perguntei a ele se tava afim de parar lá e ele nem pensou duas vezes. Suco de milho verde e um salgado para amenizar a fome, tomamos nossa lanche de boa já sabendo que mais alguns quilômetros e nossa viagem chegaria ao fim. Quando saímos da casa do milho, avistamos uma seta amarela do Caminho do Sol, mas não demos muita bola e tocamos nosso próprio caminho.Já na estrada, mesmo com descida, falei pro Piola que não queria mais pedalar, que tava cansado demais, mas ele ficou me enchendo o saco pra eu continuar, que faltava pouco e blá blá blá (queria o quê?! Eu não domei dorflex com café pra ficar com &#8220;sangue nos zóio no último dia de pedal). O Piola continuou me enchendo o saco e perguntou se eu estava freiando na descida, mas obviamente eu não estava e tentei explicar pra ele que o vento contra poderia segurar um pouco e que como ele estava atrás de mim, poderia fazer uso do &#8220;vácuo&#8221; criado e ter uma percepção de velocidade diferente. Tomara que ele tenha entendido isso&#8230; Só sei que ele cansou e resolveu me passar, então continuei já que eu sabia que não ia ter outro jeito e em poucos minutos já estávamos fazendo pose no portal da Estância Hidromineral Águas de São Pedro.</p>
<div id="attachment_1008" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1008" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01733/"><img class="size-medium wp-image-1008" title="DSC01733" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01733-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Falta pouco!!</p></div>
<p>Logo que transpassamos o portal vimos uma placa para &#8220;Casa de Santiago&#8221; que é o ponto final do Caminho do Sol, lugar para onde os peregrinos se dirigem para receber o cerificado e as congratulações por terem terminado o tal caminho. O Piola, o mais evil da trupe, queria ir lá tirar um sarro, bater panela, qualquer coisa em protesto ao caminho, mas eu particularmente não quis ir, pois achei que seria uma tremenda falta de respeito para com as pessoas que organizam e para os que participam com as devidas credenciais.</p>
<p>De Águas para São Pedro eram somente 7 ou 8 km, que percorríamos facilmente. No início, ainda dentro de Águas de São Pedro, foi só subida, muita subida o que fez tirar o gás final de muita gente (menos o drogado do Piola). Depois de tanta subida, dividindo espaço com carro e caminhões (tava ficando chato aquilo), veio um belo trecho de reta e mais pra frente seguido de uma longa descida que culminaria em São Pedro.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1011" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01740/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1011" title="DSC01740" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01740-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Eu estava muito cansado e fiquei bem pra trás e aproveitei para pedalar no meu rítimo e tirar últimas fotos. Mais para frente o pessoal me esperou e o Bur me perguntou se tava beleza. Consenti e disse que não queria parar, pois pra mim seria pior. Todos continuaram a pedalar e novamente o Bur o Piola dispararam na frente, porém mais uma vez eles perderam a oprtunidade de curtir o visu.</p>
<div id="attachment_1012" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1012" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01753/"><img class="size-medium wp-image-1012" title="DSC01753" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01753-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tremendo visu!</p></div>
<p>Depois da bela e suave descida, chegamos enfim na tão esperada cidade de São Pedro. Tiramos a clássica foto na entrada da cidade junto do letreiro pouco depois das 14h e logo já fomos procurar a rodoviária para comprarmos as passagens de ônibus. O céu estava mais azul com menos nuvens e a galera tava animada com a chegada e ao descobrirmos o caminho para a rodoviária o Nerso e o Piola pedalaram que nem loucos. Como já estávamos em São Pedro nem quis arriscar pedalar junto com eles e fui apreciando a cidade, já com o intuíto de procurar um bar para fazermos nossa bebemoração.</p>
<p>Passamos em frente a um galpão bem arrumadinho, olhei e vi dois silos dentro do local e o senso de alcóolatra me disse para parar e ver o que era aquilo. Voltei com a bicicleta para a calçada e me adentrei no local e percebi que era uma espécie de microcervejaria. Como não vi ninguém com algum uniforme e só eu e o Bur tínhamos parado, decidimos que era melhor comprarmos as passagens, avisar o pessoar sobre a boa nova e voltar para nos &#8220;hidratar&#8221;. Dito e feito: chegamos no guichê, falamos o destino e que íamos com as bicicletas, a mulher nos vendeu (eu percebi que tinha perdido minha carteira, mas o Nerso tinha a escondido) e subimos para o &#8220;bar&#8221;. Chegando no bar, começamos a bater um papo cervejístico forte com o dono, o Cláudio, que nos recebeu muito bem.</p>
<p>Viemos a descobrir que ele faz é chope, que servia alí mesmo e mandamos ver uma torre de 2,5 litros de chope claro Halb Zehn Bier. Claro que tínhamos que acompanhar com algo para comer e quando pedi a ele, ele nos serviu uns amedoins. Ficamos alí num clima descontraído, batendo papo, zuando, relembrando das histórias desse pedal louco e quando vimos, já tinha acabado a torre. Pedimos outra, mas não queríamos mais comer amendoim e o Cláudio mostrou um bar do outro lado da rua que o cara fazia porções e levava até a choperia.</p>
<div id="attachment_1023" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1023" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01784/"><img class="size-medium wp-image-1023" title="DSC01784" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01784-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Detonando no fim da viagem</p></div>
<p>Claro que derrubamos mais uma torre de 2,5 litros e duas porções de salame e uma de batata frita em meio a diversão e depoimentos em vídeo sobre a cicloviagem. As poucas horas que ficamos lá passou voando e quando vimos já eram 16h50 e tínhamos de pagar as contas, pegar as bikes e subir no busão.</p>
<p>Claro que tivemos problemas para colocar as bicicletas dentro da merda do ônibus (acho que foi a viação Piracicabana), mas mostramos ao motorista que já havíamos comprado as passagens e que a moça do guichê autorizou sem problemas desde lá de Piracicaba. Ele disse que era complicado por conta do espaço, mas poucos estavam usando o bagageiro e desmontamos as rodas da frente, abaixamos o selim e provamos que ocuparia muito menos que ele achava e ele se convenceu (ou não quis ficar discutindo com a gente). A viagem de São Pedro à Piracicaba foi em menos de uma hora e como estávamos extasiados e quase chapados, ficamos zuando e fazendo videos o tempo todo e então o tempo passou muito rápido novamente.</p>
<p>Chegamos em Pira novamente, descarregamos as bikes e nos despedimos dos camaradas Bur e Piola. Ao descarregar as bikes, fomos agradecer ao motorista por ter nos compreendido (de certa forma meio irônica) e não sei se ele realmente se ligou que não custou nada ou se ele realmente interpretou como ironia, mas ele falou que não tinha sido nada e que era pra gente ter uma boa viagem (na próxima conexão) e depois, antes realmente de subir no ônibus novamente, voltou a despedir de nós e falar boa viagem. Espero que ele seja mais um a passar para o lado do cicloturismo (não literalmente no sentido de passar a viajar de bicicleta, mas sim ser amigo do pedalante).</p>
<p>Compramos a passagem para Sorocaba e ficamos no aguardo da viação Pontur, a única que não fez cara feia ou tentou sabotar nossa investida em colocar as bicicletas dentro do ônibus, enquanto os capitar Piola e o Bur seguiam viagem para a cidade grande. Talvez pelo cansaço a viagem foi tranquila e rápida (1h30min) e logo já estávamos descarregando as bikes no frio de Sorocaba. Arrumamos as magrelas, enchi novamente o pneu, me despedi do Nerso e cada um foi para sua respectiva casa, em sua respectiva bicicleta (pedal até o último metro!!). Em casa, uma comida quentinha me esperava para finalizar a viagem com chave de ouro.</p>
<p>Eis os números da cicloviagem:</p>
<p>- Tempo: 3 dias de pedal (4 dias de viagem)<br />
- Tempo total (pedalando): 15h33min49seg<br />
- Distância: 230,02 Km<br />
- Vel. média: 14,7 Km/h<br />
- Vel. máxima: 64,1 Km/h<br />
- Cidades: Sorocaba, São Paulo, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itu, Salto, Elias Fausto, Capivari, Mombuca, Rio das Pedras, Piracicaba, Águas de São Pedro e São Pedro.</p>
<p>Minhas fotos do último dia:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/21/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_05062010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/21/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_05062010</a></p>
<p>Todas as fotos do Bur:</p>
<p><a href="http://ricardocarnauba.multiply.com/photos/album/1/Caminho_do_sol_dias_0306_0406_0506">http://ricardocarnauba.multiply.com/photos/album/1/Caminho_do_sol_dias_0306_0406_0506</a></p>
<p>Para fechar o post, gostaria de agradecer a todos que participaram dessa cicloviagem de forma direta ao Nerso, Bur e Piola que estiveram esses quatro dias (desde o dia zero) pedalando, zuando, tretando, passando por dificuldade e bebendo juntos; E de forma indireta aqueles que ajudaram de alguma forma, o pessoal do CaipiraCapitar, os amigos, namorada e família. Com certeza essa foi uma experiência única na minha vida e que abriu um precedente enorme para muitas coisas. Com certeza teremos mais!! Valeu!!</p>
<p>Oss!</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Caminho do sol pero no mucho: Dia Dois</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 11:08:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho do Sol]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 2 – 04/06/2010<br />
Salto﻿ &#8211; Rio das Pedras</p>
<p>A noite passou rápida demais, com um pouco de frio, espirros, asma e até vozes noturnas sem sentido, o relógio despertou cedo (6h00) mas a dificuldade para acordar não foi tanta quanto do primeiro dia. O Bur fez o favor de despir o Nerso para que ele acordasse mais rápido e por consequência, nos acordar de maneira traumática.</p>
<p>De qualquer forma, lá pelas 6h30 já estávamos tomando nosso desjejum.  Como já falado no post <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/">anteirior</a>, a Pousada Por do Sol de Salto dava de 1000 a zero na pousada 1896, inclusive no café da manhã que tivemos direito a pão, queijo, presunto, margarina, suco de laranja, leite, café, fruta e bolo (talvez tenha esquecido de algo mais). Nos esbaldamos de comer e no final, após o Piola decidir destruir o banheiro, ficamos batendo um papo cabeça no salão onde é servido o café. Quando percebemos, tínhamos ficado lá mais de meia hora a mais. Então voltamos logo para o quarto, arrumamos todas as coisas e levamos para o saguão da pousada para colocar as bagagens nas bicicletas e partir.</p>
<div id="attachment_966" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-966" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01464/"><img class="size-medium wp-image-966" title="DSC01464" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01464-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Interior da Pousada Por do Sol de Salto</p></div>
<p>Nos despedimos do pessoal da pousada e saímos buscando novamente as setas amarelas. Paramos no primeiro posto de gasolina para dar uma limpada e lubrificada rápida nas bicicletas e depois fomos até o Carrefour de Salto para comprar água e mantimentos. Saimos do Carrefour, encontramos o caminho correto e seguimos embora. Antes mesmo de sair de Salto, demos de cara com a Fazenda Vesúvio, qual deveríamos parar, obter os devidos carimbos e transpassar pela fazenda seguindo o caminho, porém sabíamos que era inútil por não termos credencial. Conseguimos obter duas informações preciosas: uma que era possível pegar uma estrada contorna uma indústria que não me recordo o nome agora e outra que era possível contornar a fazenda, atravessar uma área de plantação de cana, passar por um grande tonel, depois passar por duas casas e sair pela portaria da frente dando de cara com uma seta amarela.</p>
<p><span id="more-962"></span>A segunda opção é a que escolhemos por parecer mais certa e mais perto. Saindo da fazenda Vesúvio pegamos a primeira entrada à esqurda em uma rua de terra, meio que paralelo a fazenda e mais adianta encontramos com dois motoristas de caminhão. Um deles conhecia muito bem a região e nos sugeriu seguir em frente até o fim da estrada e quando aparecesse uma bifuracação, <strong>não</strong> pegasse a direita e seguisse meio no caminho formado pela cana cortada. Fizemos extamente o que ele sugeriu, passamos por um objeto de madeira enorme, que lembrava um tonel, mas enorme e depois passamos na frente de duas casas (não sabíamos se estávamos em terras particulares ou não). Mais adiante nos deparamos com uma porteira de madeira que dava para outra estrada de terra, onde lá pudemos ver uma seta amarela! Conseguimos voltar ao ponto certo só conversando com as pessoas locais e arriscando um pouquinho; Foi muito legal.</p>
<div id="attachment_967" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-967" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01485/"><img class="size-medium wp-image-967" title="DSC01485" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01485-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Contornando a fazenda Vesúvio</p></div>
<div id="attachment_968" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-968" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01494/"><img class="size-medium wp-image-968" title="DSC01494" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01494-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">De volta ao caminho</p></div>
<p>Ao passar pela porteira, eu estava com muita fome, abri o figo seco que eu levava e comemos quase tudo. Voltamos a cair na estrada terra já sentindo o cansaço do primeiro dia. Essa estrada tinha muita pedra e muita piramba, o que tornava um pedal mais forte e um pouco mais técnico. Seguimos pedalando e parando de vez enquando para tomar uma água, até determinado ponto vi uma plantação de cana que considerei madura (achismo puro), onde parei, atravessei a cerca e peguei uma para tomar. Todos pararam e de repente aparece um cachorro meio que percebendo toda a movimentação na frente da fazenda. Ficamos ali comendo cana e bricando com o cachoro que tava mais interessado em comida do que qualquer outra coisa.</p>
<div id="attachment_970" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-970" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc00625-2/"><img class="size-medium wp-image-970" title="DSC00625" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC00625-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cão chupando cana - foto Carnaúba</p></div>
<p>Porém tínhamos que seguir em frente, pois queríamos chegar em Elias Fausto rápido para não termos de pedalar novamente no escuro. O calor começa a pegar um pouco e continuamos a pedalar &#8220;forte&#8221; em meio as pedras e subidas que tínhamos pelo caminho. O Piola o Bur andavam sempre na frente, deixando eu e o Nerso para trás. E foi subida, foi descida, paradas para fotos e mais subidas e descidas com muitas pedrinhas que atrapalhavam muito o desenvolver da velocidade, até quase acabar nossa água. Depois de mais de 35 Km e mais de duas horas de pedal, chegamos em Elias Fausto.</p>
<p>Já beirava as 13 horas e decidimos almoçar na cidade. Entre a procura/decisão de qual restaurante ir, encontramos alguns bikers que pareciam também fazer o caminho do Sol, mas não rolou integração já que pareciam que eles nos olhavam com desdém, mas pode ser só impressão. Eles tinham bike boas, provavelmente melhor que as nossas, não levavam as mochilas nos bagageiros (aliás, nem tinham bagageiros) e tinham carro de apoio com bike reserva e tudo; Coisa chique!</p>
<p>Depois que eu quase perdi minha carteira com dinheiro e cartão de crédito, decidimos ir no restaurante que o Nerso tanto queria ir, pois ele não tava afim de PF (prato feito). Exigências atendidas, entramos no restaurante com bicicleta e tudo a conselho de um funcionário do próprio restaurante e lá apreciamos um buffet de salada, guarnição e carnes. Todos comeram muito bem, mas o Piola exagerou, ao repetir umas duas vezes e tomar uma cerveja. Depois de terminar o almoço já estava arrependido, pois tinha comido mais que o necessário e o cansaço e a fadiga vieram forte. Decidimos que sairíamos as 14h.</p>
<p>Saímos do restaurante para tomar um café, comprar água para repor as caramanholas, o embaçado do Nerso foi comprar isotônio, passar protetor solar e finalmente sair, as 14h20. Logo encontramos as setas amarelas e logo estávamos em estrada de terra novamente. A estrada parecia ter menos pedras, porém diversos trechos tinha uma terra bem fofa o que também atrapalhava um pouco.</p>
<div id="attachment_973" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-973" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01538/"><img class="size-medium wp-image-973" title="DSC01538" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01538-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Estrada para Capivari</p></div>
<p>Não me recordava exatamente, mas tinha a impressão que distância entre Elias Fausto e Capivari era maior do que Elias Fausto &#8211; Salto. De qualquer forma, continuamos pedalando por estrada de terra com paisagens realmente belas. Passamos por algo que parecia um condomínio ou hotel Fazenda que somente eu percebi (os outros passaram pedalando que nem louco e nem pararam) e depois um casarão abandonado. Eu e o Nerso ainda discutíamos o caminho mais curto e falava com apoio do Bur que seria impossível pedalar pela rod. do Açúcar, enquanto o Piola só falava em seguir as malditas setas amarelas. Eu lembrava bem no mapa que fiz, que em determinado ponto teríamos que cruzar tal rodovia e quando isso aconteceu, o Nerso olhou e concordou que seria realmente complicado pedalarmos por lá.</p>
<p>Do outro lado da estrada havia somente cana de açúcar e tava muito alta e que talvez essa sim fosse boa para que pudéssemos colher e comer, mas tínhamos acabado de almoçar e comida era a última coisa que eu pensaria naquele momento. Pedalar no meio do canavial foi muito legal e deu um ânimo a mais, principalmente porque a comida já tinha baixado um pouco além de quê, a cidade de Capivaria já se encontrava no nosso campo de visão.</p>
<div id="attachment_974" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-974" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01551/"><img class="size-medium wp-image-974" title="DSC01551" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01551-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;A colheita maldita&quot;</p></div>
<div id="attachment_975" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-975" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01554/"><img class="size-medium wp-image-975" title="DSC01554" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01554-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Sangue nos zóio - pedal animado no canavial</p></div>
<p>Após cruzarmos por máquinas e trabalhadores cortando cana, avistamos Capivari, ficamos animados, posamos para fotos e batemos uma papo rápido com o pessoal que tinha um dia mais difícil que o nosso. Animados, continuamos a seguri as setas amarelas crendo estarmos a pouquíssimos quilômetros de chegar no centro de Capivari.  Não sei exatamete o que aconteceu, só sei que as setas sempre nos indicava sentido Oeste do qual cremos precisar passar e de repente não víamos mais a cidade e tínhamos a constante sensação de andarmos em círculos. Passamos por um ponto de descanso criado pelo pessoal do Caminho do Sol e para mim o caminho já não estava fazendo muito mais sentido, ou meu senso de direção tinha ido pro espaço. Claramente não foi de todo o pior, já que passamos por outros pontos belos e dígnos de fotos, mas foi estranho.</p>
<p>Passamos por uma placa que dizia &#8220;Parabéns peregrinos. Este é o meio do caminho&#8230;&#8221; e ao ler a placa eu fiquei com muita vontade de chutá-la, pois para mim AINDA era o meio do caminho. Bom, após subidas, descidas, cana de açúcar e voltas em círculo, chegamos em um trecho que margiamos algo como um lago e mais na frente nos deparamos com uma represa d&#8217;água mas não chegamos a descobrir sua real função. Depois de paradas para fotos, descobrimos que estávamos na fazenda Milhã qual a cruzamos sem parar e conversando com um rapaz a cavalo, descobrimos que finalmente estávamos a 6km de Capiravi.</p>
<p>Sem perder tempo chegamos em Capivari já preocupados com o horário, pois passava das 16h. Paramos em um supermercado, compramos um galão de 5 litros de água, nos reabastecemos, pegamos algumas instruções com o pessoal local e rumamos para a saída. A cidade de Capivari não é uma cidade pequeninha e por algum motivo estava bem agitada e com as ruas lotadas de carros (argh). Pegamos logo a saída para Mombuca numa enorme piramba, o que não foi tão ruim por ser pavimentada. Mais pra frente encontramos uma seta amarela indicando um caminho não pavimentado por meio de fazendas e canaviais. A decisão de parar de seguir as setas amarelas foi unânime e fomos pedalando forte.</p>
<div id="attachment_980" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-980" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01599/"><img class="size-medium wp-image-980" title="DSC01599" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01599-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Piramba em Capivari</p></div>
<p>Para variar o Piola e o Bur ficaram bem na frente e eu e o Nerso fomos tentando andar no mesmo rítimo. Parei para pegar meus óculos transparentes e aproveitei para ligar o brake ligth e depois disso passamos a pedalar de forma mais ritimada. Passei meu brake ligth para o Nerso para que ele ficasse atrás e eu fosse cortando o vento para que pedalássemos em rítimo mais forte. Estava bem preocupado com o horário. Passamos pela Marcelo e Bur sem parar e seguimos sempre eu na frente fazendo vácuo para o Nerso. Depois de uns 10 ou 15 minutos, ainda com o céu claro (já sem Sol), chegamos em Mombuca.</p>
<p>Paramos um pouco e esperamos pela dupla que vinha logo atrás. O Nerso falou que o rítimo tava forte e que daquele ponto até Rio das Pedras o rítimo teria de diminuir. Falei que iríamos pedalar novamente no escuro, para ligarmos os brake ligths e pedalarmos sempre juntos. A visão ainda estava boa, mas já com sinais nítidos de penumbra. Menos de vinte minutos de pedal depois já estava quase como um breu, pouco podíamos enxergar, mas nesse ponto não podíamos fazer mais nada além de pedalar com cautela na rodovia sem acostamento e chamar o máximo de atenção possível dos motoristas O Nerso sacou uns adesivos reflexivos e colocou no bagageiro do Piola que estava sem luz traseira.</p>
<p>Foi um trecho muito insano, apensar do pouco movimento de carros, toda vez que vinha um, era um aperto. Mesmo com luz traseira, tirei vesti minha jaqueta laranja (chamativa) com impressões reflexivas e andei atrás do pelotão por ser o mais &#8220;visível&#8221; entre todos. A capa da Curtlo do meu bike tour (bolsa de guidão) também é feito de tinta reflexiva, então tirei e vesti na própria bolsa, para chamar atenção dos carros que vinham na direção oposta. Pedalar totalmente no escuro não foi a pior parte, pois o corpo se adapta a escuridão, a retina dilata e você consegue enxergar muita coisa (principamente com a visão periférica). O problema é quando vinham carros/caminhões na direção oposta (que representavam pouco perigo) mas a luz nos fazia ficar praticamente cegos por alguns segundos e dava muito medo de sair da pista e cair e/ou passar em algum buraco, perder o controle e cair.</p>
<p>Mesmo assim não tinha outra saída a não ser pedalar com o maior cuidado possível e chamar a maior atenção possível. Foram momentos de muita tensão. Não sei exatamente por quanto tempo pedalamos, tenho a impressão de ter pedalado de trinta a uma hora, mas é complicado precisar. Depois de passar muito medo, começamos a ver as luzes da cidade e voltamos a nos animar e em poucos minutos havíamos chegado na entrada principal da cidade.</p>
<div id="attachment_981" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-981" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/14/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-dois/dsc01612/"><img class="size-medium wp-image-981" title="DSC01612" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01612-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">uhuuuuu!!!</p></div>
<p>Fizemos a nossa parte em pedalar sem parar na escuridão e a adrenalina fez a parte dela em nos deixar muito loucos quando terminamos o que seria a parte mais &#8220;punk&#8221; de todo o pedal. Pilhados, com o resultado da adrenalina/endorfina no sangue, pedalamos mais tranquilos pela cidade de Rio das Pedras em busca do Hotel Silver. Aliás, atravessamos a cidade para chegar no Hotel que fica localizado perto da saída oposta qual entramos, sentido Piracicaba.</p>
<p>Chegamos no hotel e não fomos muito bem recebidos pelo senhor que tomava conta no dia. Eu havia feito a reserva por telefone e conversei com um outro senhor bem simpático e atencioso que infelizmente não estava nesse dia. Depois de uma treta com os quartos , qual o atendente alegava não ter a reserva de dois quartos que pedi (apenas 1 estava reservado) qual até o Nerso ficou puto comigo, fomos então guardar as bicicletas em um lugar meio estranho onde novamente ouvi críticas por ser um lugar que parecia ser pouco seguro. Queríamos colocar as bicicletas dentro de um quartinho que já estavam duas outras bicicletas, mas o senhor atendente alegava que não podia e que as bicicletas eram do dono do hotel. POrém uma hora ele cedeu, guardamos as bicicletas no maldito quartinho e fomos para o quarto onde primeiramente pedimos pizza e depois fomos as arrumações e banho.</p>
<p>O quarto era bem simples, mas não era um primor de organização e limpeza (bem diferente da Pousada Por do Sol de Salto). Felizmente não estava muito frio no dia e não foi necessário cobertor que parecia um trapo e devia estar entupido de pó e ácaros (que cobertor que não tem? Mas veja, esse estava péssimo).</p>
<p>E no final do segundo dia, desviando um pouco o caminho do sol (Rio das Pedras não faz parte da rota), pedalamos mais de 90 Km (cerca de 93) e novamente no finalzinho pedalamos no escuro, passando pelas cidades de Salto, Elias Fausto, Capivari, Mombuca e Rio das Pedras.</p>
<p>Até amanhã!</p>
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		<title>Caminho do Sol pero no mucho: Dia Um</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 23:40:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Transito]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho do Sol]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 1 &#8211; 03/06/2010 Santana de Parnaíba &#8211; Salto Mesmo com a empolgação do primeiro dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol, foi complicado não odiar escutar o despertador tocar as 8h. Com muita dificuldade conseguimos realmente sair da cama lá pelas 9h15 para tomar o café da manhã. Quando cheguei na sala onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 1 &#8211; 03/06/2010<br />
Santana de Parnaíba &#8211; Salto</p>
<p>Mesmo com a empolgação do primeiro dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol, foi complicado não odiar escutar o despertador tocar as 8h. Com muita dificuldade conseguimos realmente sair da cama lá pelas 9h15 para tomar o café da manhã.</p>
<p>Quando cheguei na sala onde é servido o café da pousada 1896 vi que ela estava vazia.  Falei bom dia a todos que lá estavam e perguntei sobre o meu merecido e prometido desjejum. Um homem de cabelos e barba branca, que tagarelava por todo canto e fumava um cigarro dentro da sala, empurrou uma parte de tranqueira que estava na mesa e começou a colocar as coisas com uma mão só (já que a outra usava para segurar o maldito cigarro).  Ele colocou as xícaras e talheres, serviu uma bandeija cheia de pão francês cortado verticalmente, além da margarina caseira qual fiz questão de experimentar e colocou uma &#8220;lingua de sogra&#8221; sobre um cômodo antigo do lado da mesa. Peguei uma xícara de café e comecei a me servir, já sabendo que não viram frios tampouco suco de fruta natural.</p>
<p>No final ainda arrisquei perguntar a possibilidade de ter uma fruta e a resposta foi que a fruta tinha acabado porque a pousada tinha recebido muitos hóspedes. Eu fiquei MUITO decepcionado com essa pousada e pra mim não existe justificativa de ter acabado por conta da quantidade hóspedes, pois até onde o cara tinha me falado, todos tinham reservado e todos pagaram o mesmo valor pela hospedagem, então se vira e compra mais!! <strong>Minha sugestão:  não se hospeda nessa droga dessa pousada!</strong> NUNCA! Mesmo que pague pela credencial,  se for dormir em Santana de Parnaíba, procure outra que vai acabar saindo mais barato e provalvemente terá um atendimento 10 vezes melhor.</p>
<div id="attachment_919" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-919" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01345/"><img class="size-medium wp-image-919" title="DSC01345" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01345-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Hall no interior da pousada 1896</p></div>
<p>Tomei meu café tentando não pensar na merda que fizemos ao ficar nessa pousada e tentando concentrar minhas energias em deixar minha bike perfeita para sairmos. Subi até o quarto, me troquei, arrumei minhas coisas, escovei os dentes e desci com tudo que era meu. Comecei a arrumar as coisas na bicicleta e quando tava quase tudo pronto percebo um problema no freio traseiro. Puxa, estica, solta isso e aquilo, nada funciona, até que depois de muito tempo perdido o problema era na manete do freio que tinha soltado do cabo de aço por causa da bolsa de guidão. Problema corrigido e todos a postos para iniciarmos o pedal, era hora então de partir.</p>
<p><span id="more-912"></span>Logo na saída, já quase pisamos em cima dos tapetes de cerragem feitos a mão por fiéis em comemoração ao dia de Corpus Christi. A cidade de Santana de Parnaíba estava em festa, com as ruas fechadas para carros, diversas pessoas andando pelas ruas aproveitando o feriado com sentido religioso ou somente por diversão.</p>
<div id="attachment_922" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-922" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01349/"><img class="size-medium wp-image-922" title="DSC01349" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01349-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Tapete em Santana de Parnaíba/SP</p></div>
<p>Mal saímos da pousada, dez metros rua abaixo e nos deparamos com uma padoca qual paramos sem sequer subir nas bicicletas. Era importante essa primeira parada para comprarmos água, isotônico e comida para o pedal, já que não sabíamos como seriam os próximos quilômetros. O Nerso aproveitou para tomar seu café da manhã, que revoltado com a pousada não quis nem sentar a mesa com o camaradas de pedal. Feito tudo isso, no momento em que íamos sair por definitivo chega uma penca de ciclistas de meia idade e começam a bater bapo.</p>
<p>Foi muito legal o bate papo. O pessoal vinha de sampa e o trajeto que fizeram foi pegar o trem até Barueri e de lá pedalar até Sanatana de Parnaíba, coisa que nós CapiraCapitarBikers podíamos ter feito. De qualquer forma, o pessoal foi pedalar até lá, simplesmente para conhecer e/ou visistar a cidade, pra mim o mais singelo Cicloturismo (intermodal além de tudo) e depois iam voltar do mesmo modo: bicicleta + trem. Tivemos que nos despedir, já que estávamos mais que atrasados e não dava pra compartilhar mais experiências.</p>
<p>Seguimos as setas amarelas indicadas ao longo do caminho e caimos na estrada dos Romeiros, sentido Pirapora do Bom Jesus. Esse primeiro trecho era recheado de subidas, descidas e belas vistas. Se não me falha a memória, depois de duas ingrimes subidas, veio a frustrante descida pois logo no começo dela já havia uma seta amarela indicando a entrada por um caminho de terra batida. Era uma subida forte, mas dava pra ir devagar e logo chegamos ao topo (mirante) da cidade de Pirapora do Bom Jesus.</p>
<div id="attachment_933" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-933" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01375/"><img class="size-medium wp-image-933" title="DSC01375" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01375-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">In the Sky - Mirante de Pirapora do Om Jeseus</p></div>
<p>Esse mirante avançava um penhasco que quase se debruça pela cidade de Pirapora, mostrando um visual fenomenal. Fizemos uma parada rápida para fotos, vídeos e água, curtimos um pouco o ambiente com muito vento no rosto, mas nossa parada devia ser breve pois havíamos pedalado apenas 13 quilômetros.</p>
<p>Morro abaixo ainda em estrada de terra, continuamos a seguir as setas amarelas e agora do lado direito o morro terminva exibindo com graça o rio Tietê e a barreira construída provavelmente para geração de energia. Mais fotos, mas de forma rápida e já demos continuidade ao pedal que passou por um pequeno trecho em <em>Single Track.</em> Saindo desse trecho já caímos em estrada pavimentda novamente (ainda estrada dos Romeiros) mas logo paramos em um carrinho para tomar um Caldo de Cana.  Depois da garapa já estávamos no centro da cidade e que também estava toda enfeitada com tapetes especiais, onde obviamente também paramos para tirar algumas fotos.</p>
<div id="attachment_950" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-950" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01381/"><img class="size-medium wp-image-950" title="DSC01381" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01381-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Energia!!</p></div>
<p>O percurso <strong>dentro </strong>da cidade foi bem vagaroso, pois havia muito movimento de pessoas mesmo nas ruas e a atitude mais prudente foi descer da bicicleta e empurrá-la. Depois das fotos e água, resolvemos continuar a pedalar, pois o percurso ainda estava no começo. Continuamos a seguir as setas amarelas e retornamos a sair na estrada dos Romeiros, com muias subidas e descidas.</p>
<div id="attachment_951" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-951" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01393/"><img class="size-medium wp-image-951" title="DSC01393" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01393-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pirapora do Bom Jesus</p></div>
<p>O trecho entre as cidades de Pirapora do Bom Jesus e Cabreúva foi talvez a mais bela do dia.  No começo pegamos muita subida, seguido de uma enorme descida (onde atingimos velocidade de mais de 60Km/h) e depois fomos serpenteando a terra as margens do rio Tietê, com uma mata. Esse trecho foi bem produtivo já que era estrada pavimentada com asfalto bom e baixo movimento de carros. Passamos por diversos ciclistas que pareciam fazer seu treino de feriado.</p>
<p>Paramos algumas vezes para reagrupar todo mundo (fiquei várias vezes para trás), para descansar e tomar água. Passamos também por dois peregrinos caminhantes, que aliás foram os únicos que vimos durante todo o percurso de três dias, coisa que me espantou já que imaginei que a quantidade seria muito maior.</p>
<div id="attachment_952" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-952" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01408/"><img class="size-medium wp-image-952" title="DSC01408" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01408-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A bela estrada dos Romeiros </p></div>
<p>Mais descidas e subidas, o que fez com que a fadiga começasse a aparecer. Havíamos pedalado pouco mais de 30 Km e ainda não havíamos chegado em Cabreúva e eu sentia que meu rítimo diminuira mais ainda. Após uma piramba relativamente grande, paramos no topo para apreciar a paisagem e aproveitar a dar mais um desncanso para as pernas e nesse momento começamos a pensar na estratégia para a chegada. No meu planejamento deveríamos pedalar quase 70 Km e fizemos todo o cálculo de velocidade média e horário de chegada em cima desse valor. Inoncetes&#8230;</p>
<p>Mais descida e mais subida e com uma reta no final chegamos a cidade de Cabreúva! Essa cidade também estava bem enfeitada com os tapetes especiais de Corpus Christis e mais uma vez paramos para comer. Chegamos em uma praça que parecia a praça &#8220;principal&#8221; da cidade, onde encontramos uma padaria bem legal. Lá tomei um refrigerante de cola (cafeína!!) e um salgado bem reforçado. O Nerso ficou vendo alguma coisa estranha na bicicleta dele, enquanto o Piola ficava fazendo um filminho besta, se recusando a comer alguma coisa. Ele ficou falando que toda vez que a gente parava, comíamos alguma coisa e chegamos no acordo que deveríamos apelidar o caminho de Caminho Gastronômico. Besteiras a parte, o Nerso chegou na padoca, arrematou metade do meu salgado e mandou mais dois isotônicos para dentro da sua mochila de hidratação e o Piola hipocritamente ia pro segundo salgado.</p>
<p>Todos alimentados (novamente) resolvemos sair logo, pois passava das 15h e isso começava a preocupar. Continuamos com a estratégia de seguir as setas amarelas, achando que isso era o mais certo e confiável a fazer e isso nos levou a uma estrada de terra e que por consequência uma paisagem mais bela do que apenas asfalto e concreto. Mas nem tudo são flores, pois o solo mais rugoso, subidas mais ingremes e infelizmente um percurso maior, nos fizeram sofrer. Pedalamos por um bom tempo praticamente sem parar sem saber se valeria a pena termos seguido o caminho por estrada pavimentada ou não. Já depois do quilômetro 60 passamos pelo Armazém do Limoeiro,  que ouvi dizer muito bem sobre e muito queríamos ter parado para ter pelo menos tomado uma pinguinha.</p>
<div id="attachment_953" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-953" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01444/"><img class="size-medium wp-image-953" title="DSC01444" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01444-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cabreúva - itu/Salto - Paisagem para tirar o fôlego</p></div>
<p>Fácil imaginar que não paramos, pois o horário realmente nos preocupava, mas creio que foi um erro não termos pelo menos recarregado as caramanholas e ter obtido informação de quanto ainda faltaria para chegar a Salto. Na doidera, seguimos o belo caminho atrás de uma trupe de bikers que seguiam o caminho sem bagagem e com carro de apoio. Obviamente nem chegamos perto dos caras,  mas o importante foi que demos um adianto no trajeto que já fazia bastante calor há um bom tempo. Felizmente, depois do Armazém, passamos por um ponto de hidratação de alguma prova de aventura onde havia água filtrada disponível e pudemos recarregar as caramanholas. Logo depois do ponto de hidratação, veio uma longa descida, onde tirei várias fotos legais e fiquei para trás do grupo e na descida mais forte vi o Nerso e o Piola parados no meio, o que me fez imaginar que alguém tinha sofrido um acidente.</p>
<p>Fui chegando perto, continuei vendo os dois, mas não via a bicicleta do Nerso, imaginando que o doido tinha detonado com ela. Perguntei de forma angustiada o que tinha acontecido; Quem tinha caído. Os dois deram risada e o Nerso disse que ele havia caído. Como passei por algo parecido há pouco tempo fiquei meio apreensivo perguntando se estava tudo bem, se tinha se quebrado, se ralado, mas incrivelmente parecia tudo bem, quero dizer, quase tudo pois tinha batido o ombro que ficara dolorido por todo o pedal. Verificamos o ombro do cidadão que alegou ter condições físicas de continuar, depois verificamos a bicicleta e incrivelmente estava tudo em ordem! Depois de alguns minutos o próprio Nerso falou que podíamos seguir e voltamos a pedalar em rítimo mais lento.</p>
<p>O pedal continuou sempre em estrada de terra e nessa altura do campeonato não havia outra alternativa a não ser seguir as setas amarelas. O sol começava a baixar e a preocupação foi aumentando, com medo de não encontrarmos mais setas, ou sofrermos algum acidente mais sério por conta da falta de iluminação. Passamos pela fazenda Cana Verde, onde encontramos uma mulher andando pelas redondesas. Conversamos com ela e ela disse que também estava fazendo o Caminho do Sol, disse que se hospedou na referida fazenda e que iria fazer o percurso em quatro dias e nos indicou o caminho sem precisar ir até a fazenda. Ela ainda perguntou sobre cinco caras que ainda não tinham chegado, dissemos que vimos cinco bicigrinos parados no armazém do Limoeiro e seguimos nosso caminho.</p>
<p>O dia foi caindo e quando demos por nós estávamos pedalando praticamente na penumbra da noite. Parei, liguei o brake light e coloque na bolsa de guidão, ajudando muito pouco. Começamos a ver luzes ao longe porém não sabíamos se era Salto ou Itu, mas não tinha caminho a não ser continuar. Foi o que fizemos, passamos ao lado de uma estrada de ferro e mais adiante um trem e ainda tivemos tempo para zuar o Jupa, sem o mesmo estar presente. Passamos por baixo de um viaduto do trem, seguimos mais uns metros adiante e chegamos num cruzamento e não sabíamos o que fazer. Passou um carro e disse que o caminho da direita chegava em Salto porém havia uma ponte em construção (ou reforma), mas acreditamos que daria pra passar de bicicleta e resolvemos arriscar. Quando estávamos saindo vimos a seta amarela e sabíamos que estávamos no caminho certo.</p>
<p>Realmente a ponte em reforma só permitia passar pedestres, bicicletas e no máximo motos. Passamos mais ou menos numa boa, pois apesar da luz adianta, naquele ponto ainda estava bem escuro. Adentramos a cidade em clima de comemoração, já que o pior tinha passado. Pegamos informação sobre o hotel com alguns moradores locais e o Nerso nos guiou para um lado nada a ver da cidade. Rolou um pequeno estresse entre nós, mas resolvemos quando achamos um cidadão que sabia nos indicar mais ou menos a direção do hotel. Depois de cruzar a cidade de Salto, passado das 20h chegamos a posada Por do Sol de Salto, onde o camarada Bur já nos aguardava.</p>
<div id="attachment_954" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-954" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01452/"><img class="size-medium wp-image-954" title="DSC01452" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01452-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Achando o caminho para a pousada</p></div>
<p>Nos acomodamos, tomamos banho e pedimos pizza. A sra Gil e o sr. Paulo nos atenderam muitissimo bem e deixou nossa estadia muito agradável. Depois disso, ficamos no quarto dando uma zuada até nos preparamos para dormir o mais cedo possível, pois o segundo dia seria mais duro e a idéia era acordamos mais cedo para evitar de ter de pedalar a noite por caminhos desconhecidos novamente. O quarto era para quatro pessoas com um banheiro, TV e frigobar, por R$35,00 por pessoa com café da manhã. Bem melhor do que a pousada 1896.</p>
<div id="attachment_955" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-955" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/09/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-um/dsc01455/"><img class="size-medium wp-image-955" title="DSC01455" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01455-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pousada Por do Sol</p></div>
<p>No final do primeiro dia, pedalamos 83 km, passando pelas cidades Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itu e Salto e o primeiro dia do Caminho do Sol acabou sem Sol.</p>
<p>Mais fotos em: <a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/18/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_03062010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/18/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_03062010</a></p>
<p>Até amanhã.</p>
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		<title>Caminho do Sol pero no mucho: Dia Zero</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 03:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
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		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho do Sol]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Não consegui escrever um pré post falando da cicloviagem que os Capira e os Capitar iam fazer, mas a maioria das pessoas que acompanham o blog (pouquíssimas) já sabiam do fato. De qualquer forma, falha minha, me desculpem. Sigo escrevendo agora de trás para frente, ou seja, da forma como se ainda estivesse na trip, como se estivesse postando ao fim de cada dia de pedal, pois fazendo dessa forma cronológica, me ajuda a lembra de mais coisas e aumenta a riqueza dos detalhes&#8230; vamos ao que interessa.</p>
<p>Há um bom tempo, os amigos do pedal já queriam fazer uma viagem de mais de um dia e esse sonho começou a se concretizar quando muitos toparam fazer o famoso <a title="http://www.caminhodosol.org" href="http://www.caminhodosol.org">Caminho do Sol</a>. De lá para cá foram dezenas de conversas sobre o trajeto, compramos o DVD do Caminho do Sol, pesquisamos na internet sobre relatos de pessoas já haviam feito, vimos fotos, trocamos idéias com pessoas mais experientes e no final batemos um papo com o sr. José Palma, idealizador do caminho, sujeito muito atencioso e prestativo, qual nos informou sobre as &#8220;regras&#8221; e valores.</p>
<p>Concentrada toda essa gama de informções em nossa lista de discussão, a maioria questionou o valor cobrado da credencial que permite o peregrino carimbar e &#8220;validar&#8221; nos devidos postos sua passagem por lá. Além disso a credencial te permite se hospedar em locais especiais, por preços especiais, que foram cuidadosamente escolhidos pelo sr. Palma. O próprio sr. Palma se encarrega de fazer as devidas reservas.</p>
<p>Depois de muita discussão acerca do assunto, enfim resolvemos fazer tudo da nossa maneira, ou seja, ligar para pousadas, pequisar/negociar preços, fazer as reservas e etc. Desde a hospedagem até o traslado, saiu quase tudo da maneira planejada, mas isso detalharei mais adiante e/ou nos próximos posts.</p>
<p>Dia Zero &#8211; 02/06/2010<br />
Sorocaba(SP) &#8211; Santana de Parnaíba(SP)</p>
<p>O dia que antecedeu  cicloviagem foi cheio de afazeres e alguns imprevistos.  Não trabalhei nesse dia e aproveitei para revisar tudo o que precisava para a viagem (fiz isso duas vezes), montei minha bagagem, retirei algumas coisas que acha desnecessário, coloquei anti furos nos pneus, revisei freios e marchas, lavei as caramanholas e comecei toda a montagem das coisas na bicicleta.</p>
<div id="attachment_888" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-888" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01317/"><img class="size-medium wp-image-888" title="DSC01317" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01317-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Kilza pronta pra guerra</p></div>
<p><span id="more-883"></span>Nesse interim, liguei para as empresas de ônibus que nos levaria de São Paulo à Santana de Parnaíba (Viação Osasco, argh!) e no final, de Piracicaba à Sorocaba (Pontur) e tudo certo, com os horários devidamente sincronizados e respondendo positivamente a minha pergunta sobre bicicletas no bagageiro. Fiquei mais animado com essas respostas e o único problema seria a viação Cometa (argh!!), mas como eu nã queria ficar implorando ou justificando nada pra ninguém, combinei com o Nerso que a gente ia embalar as bikes e entrar como bagagem normal.</p>
<p>O Nerso ficou de passar num loja para comprar plástico bolha e fita adesiva para embulharmos as bicicletas. Ele tava todo atrasado, pois ainda não tinha arrumado nada para a viagem. Creio que com a intenção de ganhar tempo, ele pediu pro pai dele nos levar paraa rodoviária, mesmo ele morando do lado oposto da cidade em relação a minha casa.</p>
<p>Depois de muito esperar, o Nerso chega em casa com um pedaço grande de papelão dizendo que mudou de idéia e resolveu não comprar plástico bolha, já que era mais caro e o papelão protegia mais e era mais ecologicamente correto. Não gostei muito da mudança substancial de planos, pois com o papelão levamos mais tempo (ainda) pra embrulhar, além da área ocupada ter sido maior (apesar de concordar com os argumentos dele).</p>
<p>Pouco depois das 15h30 chegamos na rodoviária de Sorocaba e compramos as passagens de 15h50 para São Paulo. O planejamento inicial era pegar o das 14h e tentar pegar o ônibus das 16h para Santana de Parnaíba e pelo horário já havíamos furado o planejamento logo ao sair. Como um cara prevenido, tinha o telefone gratuíto (0800) da viação Osasco e liguei para confirmar os próximos horários: 17h50 e 19h35.</p>
<p>Não tivemos problemas ao embarcar com as bikes embaladas e dentro do ônibus falei com o Piola sobre o horário que ele deveria chegar na rodoviária e fiquei sabendo que o Bur tinha desistido do pedal por conta de uma gripe. Chegamos na rodoviária da Barra Funda as 17h20 e liguei para o Piola para saber onde estava, porém o maldito não havia sequer saído de sua residência. Mais um furo no planejamento. Esperamos na Barra Funda até as 18h30, quando finalmente ele dá o ar da graça. Eu já tava meio zuado, corri na farmácia comprar um remédio para dor de cabeça e uns lenços para assoar o nariz, enquanto o Piola ia em algum canto comprar algo pra comer.</p>
<div id="attachment_893" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-893" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01318/"><img class="size-medium wp-image-893" title="DSC01318" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01318-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Bikes embaladas e tetris no telefone</p></div>
<p>Depois de uma rápida discussão sobre horários, decidimos ir até o ponto onde o ônibus deveria parar. Estava bem dificil de carregar as bicicletas embaladas, principalmente a minha e a solução foi colocá-la sobre a bicicleta do Piola e carregá-la até lá. Antes de subir ou descer escadas, sai correndo para saber onde era exatamente o ponto e depois de finalmente descobrir, voltei ao encontro dos outros camaradas para carregar as bicicletas até lá. Quando estávamos chegando, havia um ônibus parado e como não dava pra ver qual linha era e nossa velocidade era limitada por conta das bicicletas, apenas vimos o ônibus partir sem ter como tentar alguma coisa. Fiquei, assim como o Piola, com a nítida impressão que havíamos perdido o ônibus. Tentei ligar para o 0800 da companhia, mas o horário comercial já tinha passado.</p>
<p>A solução foi esperar. E esperamos. Esperamos. E esperamos. Nada do maldito ônibus da maldita viação Osasco passar. Eu tava puto, querendo voltar para Sorocaba no próximo ônibus, mas deixamos como hora limite as 21h30 (repare no horário e pense em quem tinha como meta factível pegar o ônibus das 16h). Às 21h14 eu falei pro Piola &#8220;o ônibus não vai chegar até as 21h30&#8243; e as 21h15 o f.d.p do ônibus encosta no ponto (devia ter dito que ele não ia chegar bem antes). As pessoas desceram do ônibus e o motorista mandou a gente entrar. Falei para ele que tínhamos que colocar as bagagens no bagageiro, ele desceu pra abrir e quando viu as bicicletas (mesmo embaladas) disse que não ia caber. Insisti em dizer que caberia (mas não cabia), que o cara do 0800 me confirmou que cabia quando eu liguei e que a gente tinha que dar um jeito na situação, já que não tínhamos para onde ir. O motorista não deu muita bola e eu louco pra tretar com o cara, mas consegui ficar mais nervoso com o Nerso que tava jogando contra, dizendo que não adiantava eu argumentar que não ia caber e a gente tinha que dar um jeito. Não concordo!! Quem tinha que dar um jeito era a empresa que disse que dava e depois não dava. Nessa o motorista entrou no ônibus, fez cara de &#8220;fazer o quê&#8221; e foi embora (e eu com vontade de chutar a lataria do ônibus).</p>
<div id="attachment_896" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-896" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01324/"><img class="size-medium wp-image-896" title="DSC01324" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01324-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cubículo onde deveriam caber as bicicletas</p></div>
<p>Os doidos queriam ir para Santana de Parnaíba no pedal, mas eu com asma não ia nem que me batessem. Perguntei pro Piola se ele não tinha um amigão que quebrasse o galho nessas horas difíceis e levaria a gente para Santana no carro dele (Piola) e ele foi enfático: &#8220;o Bur!&#8221;. O Piola sugeriu que fôssemos até a Mooca, pegasse o carro dele e fôssemos então até a casa do Bur.</p>
<p>Antes de sair que nem doido, no pedal a noite fria e em São Paulo, pedi pra ele ligar antes e combinar certinho o com nosso futuro carona. Tudo acertado e pedalamos como loucos para a Mooca. Depois de mais ou menos 20km chegamos na casa do Piola, tomamos água, usamos o banheiro, arrumamos as bikes e fomos para casa do Bur. Antes demos uma passada no Habib`s para &#8220;jantar&#8221;. Pegamos o Bur que tava com uma cara de sono, de acabado e de bravo, e rumamos para Santana de Parnaíba.</p>
<p>Já na cidade, demos de cara com o monumento principal. Paramos para tirar fotos e aproveitamos para pedir informações ao policiais que por alí estavam (já se passavam da 1h30 da manhã). Informações adquiridas, em poucos minutos chegamos na pousada 1896. A pousada é bem rústica, estilosa, como um casarão antigo, muita madeira. Descarregamos as bicicletas e o Bur ficou animado com aquele movimento todo e foi embora afimando que nos encontraria em Salto/SP no dia seguinte.</p>
<div id="attachment_907" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-907" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/07/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-zer/dsc01332/"><img class="size-medium wp-image-907" title="DSC01332" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01332-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tirando foto 2 da manhã numa friaca total</p></div>
<p>Na pousada, após guardar todas as bikes e as respectivas malas, a primeira coisa feita foi pagar. O valor de cada um era R$ 50,00 em quarto coletivo com direito a café da manhã (já paguei bem menos por coisa muuuuito melhor). Como estava bem frio, perguntei sobre coberta extra e o cara respondeu perguntando se a gente não tinha saco de dormir (obviamente que não, já que eu tava pedindo cobertor a mais). Fomos para o quarto e já avisei a galera que não iríamos ter toalha para banho, o que gerou dúvidas, mas confirmada na manhã do póximo dia.</p>
<p>Antes de dormir, o Nerso ficou fazendo a maior zona na pousada, barulho para tudo quanto é lugar e ligando o som do celular. Mas depois se acalamou e conseguimos dormir de boa. Já se passavam das duas da manhã e o primeiro dia de pedal prometia ser difícil.</p>
<p>Mais fotos do dia zero:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/17/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_02062010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/17/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_02062010</a></p>
<p>Até amanhã.</p>
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		<title>Tempos modernos</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 01:17:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
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		<description><![CDATA[Um amigo mandou a charge por e-mail e resolvi reproduzir. Quando vi, dei risada, parei, lembrei de um monte de gente (inclusive de pessoas que nem conheço), parei, me senti decepcionado com essa lembrança (foi um quase nojo), esperei, refleti, balancei a cabeça e decidi divulgar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo mandou a charge por <em>e-mail </em>e resolvi reproduzir.</p>
<div id="attachment_605" class="wp-caption aligncenter" style="width: 254px"><a rel="attachment wp-att-605" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/image001/"><img class="size-full wp-image-605" title="image001" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/image001.png" alt="" width="244" height="581" /></a><p class="wp-caption-text">Retirado de igualvoce</p></div>
<p>Quando vi, dei risada, parei, lembrei de um monte de gente (inclusive de pessoas que nem conheço), parei, me senti decepcionado com essa lembrança (foi um quase nojo), esperei, refleti, balancei a cabeça e decidi divulgar.</p>
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		<title>22 de Setembro &#8211; Dia Mundial Sem Carro</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/17/22-de-setembro-dia-mundial-sem-carro/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 20:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>

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		<description><![CDATA[Movimento praticado em vários países do mundo, dia 22 de setembro é o dia dedicado reflexão [com atitude] sobre questões da mobilidade consciente (além da luta diária). Logicamente isso envolve muito mais temas, como meio ambiente, sociedade e convivência, qualidade de vida entre outros. Como em mais de 75% de meus dias no ano, também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Movimento praticado em vários países do mundo, dia 22 de setembro é o dia dedicado reflexão [com atitude] sobre questões da mobilidade consciente (além da luta diária). Logicamente isso envolve muito mais temas, como meio ambiente, sociedade e convivência, qualidade de vida entre outros.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-461" title="dmsc" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/dmsc.jpg" alt="dmsc" width="116" height="96" /></p>
<p>Como em mais de 75% de meus dias no ano, também fiz minha parte (não deixei o carro na garagem porque não tenho carro). Nesse dia, fiz tudo o que eu tinha de fazer a pé. E você? O que fez com seu &#8220;sonho de consumo parcelado em 60 vezes&#8221; nesse dia?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Surpresa</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/03/02/surpresa/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 00:35:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Transito]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu: E aí, Fernando? Tudo beleza? Fazendo uma comprinha? F:Beleza. Um ventiladorzinho&#8230; Esse calor tá demais. Depois de uma rápida conversa, meu interlocutor mirando meu capacete debaixo do meu braço pergunta: F: Pô! Veio pro supermercado de bicicleta? Eu: É! Não tenho carro, esse é meu veículo! F: Cê tá &#8220;bom&#8221; hein? &#8220;Menos carro, mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu: E aí, Fernando? Tudo beleza? Fazendo uma comprinha?</p>
<p>F:Beleza. Um ventiladorzinho&#8230; Esse calor tá demais.</p>
<p>Depois de uma rápida conversa, meu interlocutor mirando meu capacete debaixo do meu braço pergunta:</p>
<p>F: Pô! Veio pro supermercado de bicicleta?</p>
<p>Eu: É! Não tenho carro, esse é meu veículo!</p>
<p>F: Cê tá &#8220;bom&#8221; hein?</p>
<p>&#8220;Menos carro, mais bicicleta!&#8221;  (:</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A culpa é de quem?</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/02/28/a-culpa-e-de-quem/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 02:28:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Transito]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de trinta minutos de chuva, eis o resultado do excesso de pavimentação e do excesso de carros: Desesperados, os motorizados perdem o controle e iniciam um ritual mortal, abusando quando já se é perigoso: E no final das contas, a culpa é de São Pedro. Au revoir]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de trinta minutos de chuva, eis o resultado do excesso de pavimentação e do excesso de carros:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-184" title="excesso" src="http://blog.superatrativo.com.br/wp-content/uploads/2009/02/excesso.png" alt="excesso" width="342" height="257" /></p>
<p>Desesperados, os motorizados perdem o controle e iniciam um ritual mortal, abusando quando já se é perigoso:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-185 aligncenter" title="ritual" src="http://blog.superatrativo.com.br/wp-content/uploads/2009/02/ritual-300x225.png" alt="ritual" width="300" height="225" /></p>
<p>E no final das contas, a culpa é de São Pedro.</p>
<p>Au revoir</p>
]]></content:encoded>
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