Caçadores da Estrada Perdida

Como aconteceu da outra vez, foi aquela chuva de emails insisttindo para todos responderem e enviarem aos seus respectivos contatos pedalísticos, por assim dizer, sobre a próxima trip propsta. Infelizmente a interação foi baixa, o que permitiu pouco desenvolver sobre o assunto.De qualquer forma a idéia inicial era aproveitar o feriadão do Carnaval para pedalar um pouco.

A opção escolhida foi o famoso Roteiro do Vinho de São Roque/SP, onde existe uma pequena estrada que beira [quase] todas as vinícolas do município de São Roque. Essa cidade é bem conhecida pela festa do Vinho e da Alcachofra. No calor da discussão, suportados pela ferramenta GoogleMaps, foi detectado que o trecho mais curto entre Sorocaba e São Roque era de pouco mais de 50 Km, o que daria mais de 100 Km entre ida e volta. O Jupa ainda sugeriu fazer um dos trechos por um caminho mais longo, passando por lugares mais bonitos e com estrada relativamente mais calma. Traçando a rota sugerida pelo mano, pensando que passaríamos invariavelmente pelo roteiro do vinho, sairíamos de Sorocaba/SP, passando por Piedade/SP, Ibiuna/SP e finalmente São Roque, o Google Maps informava a humilde distância de 68 Km, o que nos forçaria a pedalar perto dos 140 Km.

Claro que seria insanidade para nós, a maioria nerds que vivem (trabalham) na frente do computador e há poucos anos descobriu o pedal. De cara a minha sugestão foi por essa rota, porém fazendo um dos trechos de ônibus, ou seja, sairíamos de Sorocaba rumo a São Roque pelo caminho mais longo, chegaríamos no roteiro do vinho, tomaríamos uns gorós por lá e voltaríamos tranquilos para casa. Logo em seguida pesquisei as linhas de ônibus que fazem o trecho Sorocaba – São Roque e descobri o que eu temia: a viação Cometa. Como em outras oportunidades, tive sérios problemas para embarcar com a bike no ônibus, o que me deixou com receio. Com esse meu receio externado a todos, mudamos a estratégia para tentar embarcar em Sorocaba e voltar no pedal de São Roque, pois caso recebêssemos um “não” na tentativa de colocar as bicicletas no bagageiro, faríamos um outro pedal (um plano B, qual eu não lembro qual era). Com a mudança da estratégia, veio também a mudança no trajeto, que vou detalhar mais a seguir.

No dia do pedal (14/02/2010) lá pelas cinco horas da madrugada o Marcello me liga para dizer que não viria pois estava com dor de barriga ou algo do tipo (além de não vir, ainda acorda os outros de madrugada). Alguns minutos depois, para meu desespero, o relógio despertou e levantei não muito animado para um café da manhã sem café, pois o dia já amanhecera quente e resolvi acompanhar com suco. Fui finalizar os preparativos para o pedal e percebi que o pneu traseiro da minha bicicleta estava totalmente murcho (ou mucho) e me bateu uma leve preocupação a respeito. Saquei minh bomba e enchi rapidamente esperando para saber quanto tempo aguentaria até murchar novamente. Nesse meio tempo finalizei a preparação dos sanduíches, preparei a bolsa de guidão (bike tour), passei protetor solar, me troquei e deixei os outros aparatos no jeito. Como outrora, as 7 da manhã eu já estava mais que pronto.

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Da Lama ao Caos

Tenho que começar esse post dizendo: esse foi o pedal mais hardcore que já fiz (entenda hardcore como louco, sofrido, lúdico, pesado e plural).

Ah, mais um detalhe: peço desculpas de ante mão pelos possíveis erros de grafia/digitação e de frases meio sem sentido, pois o post deve ficar grande e provavelmente não terei tanta energia para fazer mais do que uma revisão. Então, preparem-se. :)

Passamos (eu, Bur, Piola, Nerso, Jupa e o Dirsão) sobre qual pedal faríamos, que dia seria e que horas seria. Só lembro que foi um inferno astral de e-mails e viadagens por conta de toda a chuva dos últimos dias. Finalmente na sexta-feira todos toparam vir para Sorocaba e acompanhar o novo (e experiente) companheiro, o Ricardo, em um pedal na famosa Trilha do Túnel. A trilha leva esse nome porque passa por dois sinistros túneis, qual vou detalhar mais na frente.

Na véspera do pedal, mais precisamente no início da noite caiu um “pé d’água” em Sorocaba e parecia que o mundo estava desabando. Eu estava no aniversário de um amigo e pensava “amanhã vai ser foda”. Foi então que comecei a receber algums SMSs dos amigos pedaleiros que estavam ansiosos para o dia posterior e quando voltei pra casa resolvi ligar para o Jupa que me passou o e-mail do Adirso que foi enfático “…do jeito que tá chovendo agora, não vai sobrar nada para amanhã”.

As sábias palavras do camarada pedaleiro se profetizaram e me dei por conta quando, 6h20 da manhã do dia 24/01/2010 minutos após ter acordado, escovado os dentes e preparado o café, sai de casa para comprar pão fresquinho na padaria (fui a pé, claro).

Um novo amanhecer...

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Tempos modernos

Um amigo mandou a charge por e-mail e resolvi reproduzir.

Retirado de igualvoce

Quando vi, dei risada, parei, lembrei de um monte de gente (inclusive de pessoas que nem conheço), parei, me senti decepcionado com essa lembrança (foi um quase nojo), esperei, refleti, balancei a cabeça e decidi divulgar.

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Quebrada a barreira dos cem

Em qualquer coisa que se faça, o fator psicológico conta muito. Aliás, conta demais! Agitamos um pedal perto do feriado dia 12 de outubro/2009, no primeiro fim de semana após meu retorno ao trabalho. Talvez por esse motivo (volta ao trabalho) eu tenha ficado com minha não mais costumeira crise de asma, justamente no fim de semana do pedal!

Tal fim de semana estava escrito para ser totalmente frustante, pois muito provavelmente eu não conseguiria fazer alguma atividade. O tempo tinha dado uma virada e eu que ainda estava pouco acostumado com o clima do centro oeste brasileiro, sofri. Tentei me controlar, mas na madrugada de sábado para domingo (11/10/2009) sucumbi a falta de ar.

O Ricardo estava vindo de São Paulo só para pedalar conosco e o Jupa e o Nelson estavam preparados. Como dormi na casa da minha namorada, precisava pelo menos cumprir o papel de levar meu amigo Ricardo ao encontro do dois outros pedalantes. No tempo entre me aprontar e voltar para casa para esperar o Ricardo, dei uma leve melhorada. Mesmo assim não me sentia apto para fazer uma cicloviagem.

Em casa, bem agasalho (até de certa forma exagerada), descansei um pouco no sofá, enquanto o paulistano não chegava. Mais uma leve melhora obtive. Quando o Ricardo chegou, perto das 7h40min, o dia já estava mais quente. Quando começamos a descarregar a bike dele, começou a me dar uma vontade enorme de sair com os caras para pedalar. Nesse momento liguei para o Jupa para dizer que não ia e expliquei o motivo, e ele simplesmente disse: “tu acha que dá, mas tá com medo de passar mal? Vamo aí “de boa” até um local perto, se você se sentir mal ou volta sozinho ou a gente volta contigo”. Por mais incrível que pareça, a Juliana consentiu com a idéia. Parece que a partir de então minha melhora ocorreu de forma exponencial.

Preparados, eu e o Ricardo passamos primeiramente em uma padoca, já que eu não tinha comido nada. Depois de dois pães na chapa e um cafezinho, me despedi da Juliana e fomos para a casa da Carol, encontrar com o Jupa.

Início

Eu, Boo (Ricardo) e Jupa - Eu era o único agasalhado

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Batizada!

Não foi um batismo com água benta (ou isotônico (que ainda vou fazer)), foi um batismo com lama!

Na fria manhã de sábado do dia 22/08/2009, saí com mais dois pedalantes (Jupa e Nelson) para fazer mais uma cicloviagem. Como os dois são mais experientes do que eu, fiquei tranquilo em relação à organização e ao planejamento, tendo com simples tarefa chegar no horário, levar meus suprimentos nutricionais (especificados pela NutriSaudável) e ter disposição.

Às 8h30 da manhã, os três cavaleiros já estavam apostos na rod. João Leme dos Santos (na saída de Sorocaba, sentido Salto de Pirapora). Seguimos pela referida rodovia por alguns quilômetros (uns 5 ou 7) e entramos em um dos primeiros bairros de Salto de Pirapora, na entrada para a Universidade do Cavalo. Atravessamos o bairro acabando em uma estradinha que nos levaria a outra com acesso à rodovia Raposo Tavares. Essa primeira estradinha tinha um relevo variado, com constantes subidas e descidas e vistas panorâmicas (o Nelson quase desceu da bike para correr entre os campos de trigo :) ).

Pouco mais de 20km pedalados, paramos para descansar um bocado e nos alimentar. Nesse ponto, estávamos a decidir se pegaríamos a “Raposo” por estrada ou via uma trilha desconhecida que o companheiro Jupa vira no GoogleMaps. Não foi difícil decidir pela trilha e para lá fomos nós. Ao adrentarmos a trilha, uma leve subida seguida e uma íngreme descida, que nos esperava no final com uma bela poça de água (e lama). Hesitamos um pouco, mas não tinha jeito e assumimos que era parte da diversão e, foi nesse momento, que minha bike foi batizada. Não caí na poça, mas a bicicleta foi bem atingida pela lama.

Depois da lama, veio o caos: uma subida muito íngreme, com barro e algumas pedras soltas e que fizeram que nós descessemos das bicicletas e empurrássemos-nas morro acima. Trilha não muito estreita, mas com mato bem fechado dava um clima silencioso e um pouco escuro (dadas as proporções de horário (meio dia) e clima nublado, claro), qual finalizamos poucos quilômetros depois.

Demos de cara, enfim, com a Rodovia Raposo Tavares, também com subidas e descidas, mas em asfalto, o que nos fez desenvolver um pouco mais de velocidade. Saímos da “Raposo” e encaramos mais um pedacinho de estrada de terra e depois de poucos quilômetros, com o odômetro marcando 42 km percorridos, chegamos a chácara do Jupa (município de Capela do Alto). Passamos numa padoca, compramos pão, queijo, presunto, laranja e banana, e detonamos com quase tudo isso em poucos minutos.

Lá demos uma descansada e resolvemos voltar. Decidimos voltar pela “Raposo” direto (daria para escolher outro trajeto), sem perder muito tempo. O percurso foi tranquilo, com exceção de um dos poucos trechos sem acostamento que pegamos perto de Araçoiaba da Serra, onde um caminhão do grupo Votorantim (ou da empresa que fazia o transporte para) deu-nos uma buzinada altíssima e uma fechada sem nenhuma necessidade (fazendo-nos sair da pista). Diversos caminhões passaram pela gente, em trechos também sem acostamento e nenhum deles sequer deu uma buzinadinha “de alerta”. É realmente lamentável esse tipo de atitude, principalmente de uma empresa que se diz “ecologicamente correta” (pelo menos era o que dizia nas lonas de outros caminhões que passavam), já que a bicicleta não polui como os motorizados.

Estresse passado, pista com acostamento e nova pausa para um lanche, foram os momentos que precederam nossa chegada em Sorocaba. Na av. Gal. Carneiro, sentido centro, nos despedimos do Nelson, que ainda encararia mais uns 10 quilômetros até sua respectiva residência.

Ao chegar em casa e conferir o odômetros, fizemos:

Distância: 78km
Tempo total útil: 5h00min29seg
Velocidade Média: 15,5 Km/h
Velocidade Máxima: 57,0 Km/h
Cidades: Salto de Pirapora, Capela do Alto, Araçoiaba da Serra e Sorocaba

Foi uma experiência muito boa, um pedal com poucas paradas, com um clima bem ameno (muito vento, na verdade) e com um visual muito legal na maioria das vezes. Nunca havia passado por tantas cidades assim. Mais uma cicloviagem para ficar registrada!

Até a próxima.

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