<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>[SUPERATRATIVO] &#187; Ciclismo</title>
	<atom:link href="http://blog.superatrativo.com.br/tag/ciclismo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blog.superatrativo.com.br</link>
	<description>simples assim!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 21 Jul 2010 23:55:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.4</generator>
		<item>
		<title>Caminho do Sol pero no mucho: Dia Três</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/</link>
		<comments>http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 02:24:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Transito]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho do Sol]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[Férias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=994</guid>
		<description><![CDATA[Dia 3 – 05/06/2010 Rio das Pedras &#8211; São Pedro Último dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol não podíamos nos dar ao luxo de errar feio. Falei com o Nerso e depois com o resto do pessoal que podia acontecer o que fosse, mas tínhamos de estar de volta a Piracicaba antes das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 3 – 05/06/2010<br />
Rio das Pedras &#8211; São Pedro</p>
<p>Último dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol não podíamos nos dar ao luxo de errar feio. Falei com o Nerso e depois com o resto do pessoal que podia acontecer o que fosse, mas tínhamos de estar de volta a Piracicaba antes das 19h00 para pegar o último ônibus para Sorocaba.</p>
<p>A estratégia de acordarmos cedo e sair logo, irmos até a rodoviária de Piracicaba e verificar os horários dos ônibus foi consenso entre todos. Às 5h50 de sábado o celular do Nerso desperta ao som de Platoon altíssimo, pronto para acordar inclusive os outros hóspedes. Chovera a noite toda, o que me deixou um pouco preocupado durante a noite, mas de certa forma dormi bem. Acordamos sem barulho de chuva e fomos ao café da manhã após o Bur e o Piola baterem na porta do quarto.</p>
<p>As pessoas que trabalhavam no hotel Silver eram realmente muito estranhas, pois sentamos na mesa ao lado de outra que estavam pai e filhos também cicloturistas e começamos a bater um papo. Chegou um senhor e perguntou se estávamos juntos e começou a colocar as coisas na mesma do lado da nossa, mesmo a gente falando que não estava junto. Depois disso voltou a nos servir e colocou quatro copos de suco de laranja na mesa (o Nerso ainda não tinha chegado) sem sequer falarmos se queríamos ou não. Quando ainda estávamos preparando o lanche, ele passou servindo um pedaço de bolo e ele teve a moral de colocar o bolo em cima da minha xícara que estava com a boca para baixo. Não aguentei e comecei a rir e ele disse que tava meio dormindo. Depois de alguns minutos, ele viu que alguns copos de suco estavam vazios e passou enchendo de todo mundo (ok, ele quis ser gentil, mas podia ter perguntado se queríamos mais, para evitar desperdícios).</p>
<div id="attachment_997" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-997" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc00660/"><img class="size-medium wp-image-997" title="DSC00660" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC00660-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">ZO rulez 6h da manhã</p></div>
<p>Por conta da intensa chuva durante a noite, o dia amanhceu bem frio e não resisti tomar um cafezinho acompanhando o bolo. Coloquei açúcar na xícara e servi o café da garrafa que estava na mesa e quando dei uma golada, quase cuspi de volta. Estava muito doce e só perguntei para ter certeza que eles serviam café já adoçado. Achei bem estranho, pois cada um tem um gosto e uma percepção de muito ou pouco doce, mas beleza, acabei me servindo novamente sem adição extra de açúcar. Terminamos o café e o Nerso ficou zuando os tiozinhos do hotel dizendo que eram zumbis e que o hotel Silver era um acrônimo para Resident Evil 5 quando lido no sentido inverso (R (abreviatura para Resident) Evli S (onde S seria o 5) -&gt; REVLIS), mas depois eu falei pra eles que o Silver não formava a palavra R EVIL S e sim R EVLI S e que eles estavam sendo influenciados pelo poder do anel (quanta besteira ao mesmo tempo!).</p>
<p><span id="more-994"></span>Imagino que não ter tido sucesso em explicar para o leitor sobre o tal do Resident Evil 5, mas isso não importa muito. Voltamos ao quarto, juntamos nossas coisas, nos trocamos e fomos pegar as bikes. Quando fizemos isso, percebemos que todas as bicicletas haviam tomado chuva! Não tinha muito o que fazer a não ser continuar a preparação para a saída. Com o clima de chuva, envolvi minha mochila em um saco de lixo azul que eu tinha levado justamente para esse fim, enquanto o Piola ficou chorando que ele não tinha como cobrir a bagagem dele caso chovesse (cabaço!).</p>
<p>Na porta do hotel, pai e filho cicloturistas também se preparavam para sair e nos deram dicas pois conheciam bem a região. Com tudo pronto saimos no pedal. Parecia brincadeira, mas no primeiro quilômetro já paramos para tirar fotos da &#8220;entrada&#8221; da cidade, pois como dizia o Nerso &#8220;isso é cicloturismo&#8221;. Tiramos fotos e logo continuamos por estrada pavimentada. A idéia era chegar em Piracicaba, ver os horários de ônibus e seguir o caminho até onde desse, sem correr muito risco de perder o último ônibus. Pai e filho nos encontraram no caminho e pedalamos praticamente juntos até Piracicaba (cerca de 10 quilômetros, ou menos).</p>
<div id="attachment_998" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-998" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01629/"><img class="size-medium wp-image-998" title="DSC01629" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01629-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto clássica</p></div>
<p>Chegando em Piracicaba nos separamos e fomos atrás de saber onde era a rodoviária. Cada um que a gente perguntava indicava um caminho diferente e isso tomou um pouco do nosso tempo, mas por bem haviámos saido no horário planejado de Rio das Pedras (antes das 8h). Na rodoviária fui atrás de saber sobre ônibus de São Pedro para Piracicaba, Águas de São Pedro para Piracicaba e por fim de Piracicaba para Sorocaba, enquanto o Bur foi atrás de saber os horários para São Paulo. Me certifiquei duas vezes com as moças do guichê sobre colocar as bicicletas no bagageiro do ônibus e ela me garantiu que isso não seria um problema.</p>
<p>Pelo horário, fazendo contas no caminho mais crítico, conseguíriamos chegar até São Pedro antes das 17h o que nos permitia arriscar a ida até lá em bicicleta. Comemos algo na própria rodoviária e apesar da preguiça e vontade de ficar por lá, seguimos nosso caminho. Na saída de Pira para o próximo destino, passamos por cima da ponte do Rio Piracicaba e os &#8220;cicloturistas&#8221; mal perceberam a beleza do rio e de suas quedas. Como eu já havia passado alí algumas vezes (inclusive almocei em um restaurante na beira do rio) tiv e um <em>deja vu</em> e considerei que seria interessante não perdemos essa beleza gratuíta, então tive de gritas para os apressadinhos que voltassem e curtissem mais essas coisas. Fiquei até zuando o Nerso dizendo &#8220;isso sim é cicloturismo&#8221;, pois ele também tinha passado reto no rio.</p>
<div id="attachment_1003" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1003" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01667/"><img class="size-medium wp-image-1003" title="DSC01667" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01667-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Sérgio Reis que o diga</p></div>
<div id="attachment_1004" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1004" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01671/"><img class="size-medium wp-image-1004" title="DSC01671" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01671-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Agora sim, cicloturistas!!</p></div>
<p>Decemos até os piers que beiram o rio e nos deslumbramos com as quedas e a força d&#8217;água. Queríamos ficar ali curtindo, o Nerso sugeriu que fossemos até o final onde supostamente havia um engenho, mas chegamos a conclusão que poderia ser perigoso gastar muito tempo alí. Depois de alguns minutos, euforia e fotos, seguimos nosso rumo com destino a São Pedro.</p>
<p>Ainda em trecho urbano, mas já na rodovia pedalamos entre carros e caminhões exercendo nosso direito e logo desembocamos na rodovia propriamente dita, onde havia um trecho de bom asfalto e acostamento. Algumas subidas e descidas e apesar do sol começar a dar o ar da graça, o vento sempre contra prejudicava o desempenho já abalado por dois dias de pedais insanos. Continuamos pedalando e pelas placas estávamos a menos de 30 km do nosso destino. Apesar dos pesares, o último dia estava sendo bem suave mesmo, já que 100% do trecho era de estrada pavimentada e também parecia ser um trecho menor.</p>
<p>A situação só ficou um pouco mais complicada com o fim do acostamento, onde o movimento de carros e caminhões não era tão baixo. Tenho que destacar a imprudência de certos motoristas, principalmente um f.d.p. que saiu buzinando a muitos metros atrás, acelerando e que me fez sair da pista (eu devia estar a uns 30 Km/h) para cair na área de escape de terra. Quando fui pra terra/grama, a trepidação obviamente aumentou muito e naquela velocidade achei que ia cair, mas felizmente conseguir segurar bem. Olhei para frente e vi todos (menos o Piola) tendo o mesmo problema com o filho da puta e vi que o Bur também ficou indignado xingando o cara e mostrando dedo do meio para ele.</p>
<p>Para contrastar com esse péssimo incidente, tenho também que destacar a bela atitude de um cara em um Toyta Corolla que percebendo talvez nossa vulnerabilidade, quando subíamos um trecho íngrime onde os carros tem duas faixas, diminuiu a velocidade quando se encontrava na faixa da direita bem atrás de nós, sei lá, a uns 11 ou 12 km/h, meio que nos protegendo, ao contrário de muitos que nos ultrapassavam &#8220;tirando fina&#8221; da gente. O corolla só saiu atrás de nós e nos ultrapassou quando não havia mais carros na fila da esquerda e mais nenhum outro atrás dele. Impressionante! Esse é o tipo de atitude que gostaríamos de ver mais. &#8220;Menos agressão; Mais educação!&#8221;. Para fechar esse trecho com chave de ouro, nada melhor que um belo visual.</p>
<div id="attachment_1007" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1007" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01700/"><img class="size-medium wp-image-1007" title="DSC01700" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01700-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">uhuuu!</p></div>
<p>Apesar do movimento de carros já era possível perceber que estávamos chegando em Águas de São Pedro. No momento que iríamos começar a descer, a gente se depara com uma casa que vende iguarias do milho. Sei que o Bur é viciado nesse tipo de comida e perguntei a ele se tava afim de parar lá e ele nem pensou duas vezes. Suco de milho verde e um salgado para amenizar a fome, tomamos nossa lanche de boa já sabendo que mais alguns quilômetros e nossa viagem chegaria ao fim. Quando saímos da casa do milho, avistamos uma seta amarela do Caminho do Sol, mas não demos muita bola e tocamos nosso próprio caminho.Já na estrada, mesmo com descida, falei pro Piola que não queria mais pedalar, que tava cansado demais, mas ele ficou me enchendo o saco pra eu continuar, que faltava pouco e blá blá blá (queria o quê?! Eu não domei dorflex com café pra ficar com &#8220;sangue nos zóio no último dia de pedal). O Piola continuou me enchendo o saco e perguntou se eu estava freiando na descida, mas obviamente eu não estava e tentei explicar pra ele que o vento contra poderia segurar um pouco e que como ele estava atrás de mim, poderia fazer uso do &#8220;vácuo&#8221; criado e ter uma percepção de velocidade diferente. Tomara que ele tenha entendido isso&#8230; Só sei que ele cansou e resolveu me passar, então continuei já que eu sabia que não ia ter outro jeito e em poucos minutos já estávamos fazendo pose no portal da Estância Hidromineral Águas de São Pedro.</p>
<div id="attachment_1008" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1008" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01733/"><img class="size-medium wp-image-1008" title="DSC01733" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01733-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Falta pouco!!</p></div>
<p>Logo que transpassamos o portal vimos uma placa para &#8220;Casa de Santiago&#8221; que é o ponto final do Caminho do Sol, lugar para onde os peregrinos se dirigem para receber o cerificado e as congratulações por terem terminado o tal caminho. O Piola, o mais evil da trupe, queria ir lá tirar um sarro, bater panela, qualquer coisa em protesto ao caminho, mas eu particularmente não quis ir, pois achei que seria uma tremenda falta de respeito para com as pessoas que organizam e para os que participam com as devidas credenciais.</p>
<p>De Águas para São Pedro eram somente 7 ou 8 km, que percorríamos facilmente. No início, ainda dentro de Águas de São Pedro, foi só subida, muita subida o que fez tirar o gás final de muita gente (menos o drogado do Piola). Depois de tanta subida, dividindo espaço com carro e caminhões (tava ficando chato aquilo), veio um belo trecho de reta e mais pra frente seguido de uma longa descida que culminaria em São Pedro.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1011" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01740/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1011" title="DSC01740" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01740-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Eu estava muito cansado e fiquei bem pra trás e aproveitei para pedalar no meu rítimo e tirar últimas fotos. Mais para frente o pessoal me esperou e o Bur me perguntou se tava beleza. Consenti e disse que não queria parar, pois pra mim seria pior. Todos continuaram a pedalar e novamente o Bur o Piola dispararam na frente, porém mais uma vez eles perderam a oprtunidade de curtir o visu.</p>
<div id="attachment_1012" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1012" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01753/"><img class="size-medium wp-image-1012" title="DSC01753" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01753-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tremendo visu!</p></div>
<p>Depois da bela e suave descida, chegamos enfim na tão esperada cidade de São Pedro. Tiramos a clássica foto na entrada da cidade junto do letreiro pouco depois das 14h e logo já fomos procurar a rodoviária para comprarmos as passagens de ônibus. O céu estava mais azul com menos nuvens e a galera tava animada com a chegada e ao descobrirmos o caminho para a rodoviária o Nerso e o Piola pedalaram que nem loucos. Como já estávamos em São Pedro nem quis arriscar pedalar junto com eles e fui apreciando a cidade, já com o intuíto de procurar um bar para fazermos nossa bebemoração.</p>
<p>Passamos em frente a um galpão bem arrumadinho, olhei e vi dois silos dentro do local e o senso de alcóolatra me disse para parar e ver o que era aquilo. Voltei com a bicicleta para a calçada e me adentrei no local e percebi que era uma espécie de microcervejaria. Como não vi ninguém com algum uniforme e só eu e o Bur tínhamos parado, decidimos que era melhor comprarmos as passagens, avisar o pessoar sobre a boa nova e voltar para nos &#8220;hidratar&#8221;. Dito e feito: chegamos no guichê, falamos o destino e que íamos com as bicicletas, a mulher nos vendeu (eu percebi que tinha perdido minha carteira, mas o Nerso tinha a escondido) e subimos para o &#8220;bar&#8221;. Chegando no bar, começamos a bater um papo cervejístico forte com o dono, o Cláudio, que nos recebeu muito bem.</p>
<p>Viemos a descobrir que ele faz é chope, que servia alí mesmo e mandamos ver uma torre de 2,5 litros de chope claro Halb Zehn Bier. Claro que tínhamos que acompanhar com algo para comer e quando pedi a ele, ele nos serviu uns amedoins. Ficamos alí num clima descontraído, batendo papo, zuando, relembrando das histórias desse pedal louco e quando vimos, já tinha acabado a torre. Pedimos outra, mas não queríamos mais comer amendoim e o Cláudio mostrou um bar do outro lado da rua que o cara fazia porções e levava até a choperia.</p>
<div id="attachment_1023" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1023" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01784/"><img class="size-medium wp-image-1023" title="DSC01784" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01784-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Detonando no fim da viagem</p></div>
<p>Claro que derrubamos mais uma torre de 2,5 litros e duas porções de salame e uma de batata frita em meio a diversão e depoimentos em vídeo sobre a cicloviagem. As poucas horas que ficamos lá passou voando e quando vimos já eram 16h50 e tínhamos de pagar as contas, pegar as bikes e subir no busão.</p>
<p>Claro que tivemos problemas para colocar as bicicletas dentro da merda do ônibus (acho que foi a viação Piracicabana), mas mostramos ao motorista que já havíamos comprado as passagens e que a moça do guichê autorizou sem problemas desde lá de Piracicaba. Ele disse que era complicado por conta do espaço, mas poucos estavam usando o bagageiro e desmontamos as rodas da frente, abaixamos o selim e provamos que ocuparia muito menos que ele achava e ele se convenceu (ou não quis ficar discutindo com a gente). A viagem de São Pedro à Piracicaba foi em menos de uma hora e como estávamos extasiados e quase chapados, ficamos zuando e fazendo videos o tempo todo e então o tempo passou muito rápido novamente.</p>
<p>Chegamos em Pira novamente, descarregamos as bikes e nos despedimos dos camaradas Bur e Piola. Ao descarregar as bikes, fomos agradecer ao motorista por ter nos compreendido (de certa forma meio irônica) e não sei se ele realmente se ligou que não custou nada ou se ele realmente interpretou como ironia, mas ele falou que não tinha sido nada e que era pra gente ter uma boa viagem (na próxima conexão) e depois, antes realmente de subir no ônibus novamente, voltou a despedir de nós e falar boa viagem. Espero que ele seja mais um a passar para o lado do cicloturismo (não literalmente no sentido de passar a viajar de bicicleta, mas sim ser amigo do pedalante).</p>
<p>Compramos a passagem para Sorocaba e ficamos no aguardo da viação Pontur, a única que não fez cara feia ou tentou sabotar nossa investida em colocar as bicicletas dentro do ônibus, enquanto os capitar Piola e o Bur seguiam viagem para a cidade grande. Talvez pelo cansaço a viagem foi tranquila e rápida (1h30min) e logo já estávamos descarregando as bikes no frio de Sorocaba. Arrumamos as magrelas, enchi novamente o pneu, me despedi do Nerso e cada um foi para sua respectiva casa, em sua respectiva bicicleta (pedal até o último metro!!). Em casa, uma comida quentinha me esperava para finalizar a viagem com chave de ouro.</p>
<p>Eis os números da cicloviagem:</p>
<p>- Tempo: 3 dias de pedal (4 dias de viagem)<br />
- Tempo total (pedalando): 15h33min49seg<br />
- Distância: 230,02 Km<br />
- Vel. média: 14,7 Km/h<br />
- Vel. máxima: 64,1 Km/h<br />
- Cidades: Sorocaba, São Paulo, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itu, Salto, Elias Fausto, Capivari, Mombuca, Rio das Pedras, Piracicaba, Águas de São Pedro e São Pedro.</p>
<p>Minhas fotos do último dia:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/21/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_05062010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/21/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_05062010</a></p>
<p>Todas as fotos do Bur:</p>
<p><a href="http://ricardocarnauba.multiply.com/photos/album/1/Caminho_do_sol_dias_0306_0406_0506">http://ricardocarnauba.multiply.com/photos/album/1/Caminho_do_sol_dias_0306_0406_0506</a></p>
<p>Para fechar o post, gostaria de agradecer a todos que participaram dessa cicloviagem de forma direta ao Nerso, Bur e Piola que estiveram esses quatro dias (desde o dia zero) pedalando, zuando, tretando, passando por dificuldade e bebendo juntos; E de forma indireta aqueles que ajudaram de alguma forma, o pessoal do CaipiraCapitar, os amigos, namorada e família. Com certeza essa foi uma experiência única na minha vida e que abriu um precedente enorme para muitas coisas. Com certeza teremos mais!! Valeu!!</p>
<p>Oss!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Igual, porém diferente</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/</link>
		<comments>http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 May 2010 02:23:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=855</guid>
		<description><![CDATA[Como alguns já sabem, alguns caipiras do pedal estão pensando seriamente em fazer o Caminho do Sol que deverá se configurar como uma das mais ousadas cicloviagens até hoje praticadas pelos CapiraCapitarBikers. Sem querer entrar muito nesse tópico, mas isso foi o gatilho para que nos obrigássemos a treinar mais e por mais em prática [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como alguns já sabem, alguns caipiras do pedal estão pensando seriamente em fazer o <a href="http://www.caminhodosol.org">Caminho do Sol</a> que deverá se configurar como uma das mais ousadas cicloviagens até hoje praticadas pelos CapiraCapitarBikers. Sem querer entrar muito nesse tópico, mas isso foi o gatilho para que nos obrigássemos a treinar mais e por mais em prática a cultura, a filosofia por assim dizer, do cicloturismo.</p>
<p>Marcamos então de fazermos uma <em>trip</em> no dia 16/05/2010, novamente sem um percurso definido. Depois de discussões (poucas, vá) sobre o tema, ficou certo que faríamos uma bela volta saindo de Sorocaba/SP, passando por Salto de Pirapora/SP, Sarapuí/SP, Capela do Alto/SP, Araçoiaba da Serra/SP e novamente Sorocaba, conforme o link desenhado no bikely:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-do-Interior-Sudoeste-SP">http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-do-Interior-Sudoeste-SP</a></p>
<p>Acontece que várias coisas aconteceram antes da cicloviagem. O Fabrício, novo integrante, logo de cara já não conseguiu alvará de soltura. O Bur teve de levar não sei quem para o aeroporto e ele tinha combinado com o desorganizado Marcelo Piola, acabaram por atrasar. Só sei que no final das contas, os paulistanos chegaram na roça depois das 8 horas da matina. Chegaram, foram comer, depois foram se trocar, arrumar as ferramentas, mantimentos e etc, para então sairmos. Opa, peraí, alguém nada satisfeito pediu pra voltar duas vezes porque o pneu dele não estava devidamente cheio (detalhe que os <strong>dois</strong> pneus estavam com cerca de 50 psi cada).</p>
<p><span id="more-855"></span>Estresse incial passado, tocamos o barco sentido Salto de Pirapora, primeiro ponto do planejamento, porém durante o percurso, fomos conversando sobre realmente fazer ou não os 120km proposto. E minha idéia foi &#8220;vamos decidir na hora&#8221;. Na estrada João Leme dos Santos, após passar a UFSCar campus Sorocaba, indiquei a entrada para um bairro de Salto de Pirapora que conheci de outra <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/09/07/batizada/">trip</a> que fiz.<br />
Perguntaram sobre a distância total e eu tinha dito algo em torno de 77km, logo concordaram em fazer um trajeto parecido e adentramos ao bairro. Menos trânsito, menos carros e mais visual.</p>
<div id="attachment_862" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-862" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01134-2/"><img class="size-medium wp-image-862" title="DSC01134" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC011341-400x300.jpg" alt="Estrada Salto - Raposo" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Estrada Salto Pirapora - Raposo Tavares</p></div>
<p>Adiante, avistamos um cara andando de bike e pensei que logo alcançaríamos o cabra, porém percebi que ele estava em um rítimo mais forte que o nosso, então deixei quieto a possibilidade de ir lá trocar idéia, interagir e tal e preferi continuar tirando fotos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-863" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01146/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-863" title="DSC01146" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01146-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Voltamos para a estrada e continuamos o pedal e pouco mais a frente, o pelotão alcançou o cabra que pedalava forte na nossa frente e viemos a descobrir que seu nome é Airton. Trocamos idéia, ele disse que também vinha de Sorocaba porém por um caminho diferente do nosso e que fazia tal percurso todos os domingos. Falamos um pouco sobre nós e fomos pedalando juntos até pouco antes de chegarmos na rodovia Raposo Tavares. Falamos sobre o grupo CaipiraCapitar e o convidamos a fazer parte. Passei meu telefone aguardando um contato para que eu pudesse enviar o convite do grupo para o email dele.</p>
<p>Pedalamos juntos, demos algumas risadas, paramos para fotos, descemos morro, subimos morro e no final da estrada, resolvemos parar para um lanche. Convidamos o Airton, mas ele não aceitou e resolveu continuar o trajeto sozinho, já ia voltar para Sorocaba e nós iríamos até a cidade de Capela do Alto. No ponto de ônibus, comemos o primeiro lanche, tomamos uma água, descansamos pouco e logo decidimos seguir a diante.</p>
<div id="attachment_864" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-864" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01170/"><img class="size-medium wp-image-864" title="DSC01170" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01170-400x300.jpg" alt="Piola, Airton e Bur fazendo graça para foto" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Piola, Airton e Bur fazendo graça para foto</p></div>
<p>Pegamos a saída a direita, que era uma outra estradinha com asfalto muito ruim e que desembocava na rod. Raposo Tavares, nosso destino. Já nessa rodovia, com bom acostamento pedalamos em um rítimo muito bom até a entrada do acesso a rodovia Sen. Laurindo Dias Minhoto que nos levaria até a cidade de Capela do Alto. A estrada estava com o asfalto realmente péssimo e isso dificultava um pouco nosso desempenho, principalmente do camarada Boo que estrada com uma bicicleta estradeira. Esse ponto negativo, tornara-se para nós também um ponto positivo, pois isso provavelmente induzia os carros a quererem evitar tal via de acesso, o que ficava um pedalar mais seguro!</p>
<p>Não recordo exatamente os número, mas creio que levamos pouco mais de 10km para chegar na cidade de Capela do Alto, onde seria nossa segunda parada para um lanche, recarregar as caramanholas e mais uma vez interagir com as pessoas. Logo que entramos na cidade já fui conversar com um cara para saber mais da cidade. Comecei puxando papo sobre &#8220;como chegar&#8221; e na conversa ele acabou falando que era de Sorocaba, e estava trabalhando fazia uma semana em Capela. Descobri também que ele mora perto da minha casa e faz o bate e volta diário de Sorocaba-Capela do Alto, assim como eu faço Sorocaba-São Paulo. Ele me mostrou o caminho, nos despedimos e fomos embora.</p>
<div id="attachment_867" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-867" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01192/"><img class="size-medium wp-image-867" title="DSC01192" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01192-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Capela do Arto!!</p></div>
<p>Seguindo o caminho indicado, acabamos chegando em uma praça onde estava rolando uma feira e como haviam vários bancos e com algumas sombras, sugeri aos camaradas para gente dar uma descansada alí. Primeiramente fui comprar água para repor as caramanholas e depois o Piola foi no tiozão do caldo de cana para pegar três garapas geladas com limão. Começamos a tomar nossa garapa e aparece um mano muito louco com cara de quem estava chapado. Para em frente de nós, entrega um &#8220;bolo&#8221; de dinheiro e diz: &#8220;conta pra mim aí por favor por que eu num to conseguindo&#8221;, eu catei aquela massaroca de dinheiro, organizei, contei, dobrei, falei o valor e devolvi; Ele consentiu, somou o valor dito a suas moedas (que estavam no seu bolso), agradeceu e me ofereceu 1 real pelo serviço. A partir daí a conversa rolou solta.</p>
<div id="attachment_870" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-870" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01197/"><img class="size-medium wp-image-870" title="DSC01197" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01197-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Típica praça</p></div>
<p>Ele começou agradecendo a gente, num parava de agradecer, depois começou a elogiar demasiadamente os atributos físicos do nosso amigo Piola. Diz exatamente assim: &#8220;&#8230; eu não so muié, eu não so viado, mas ocê é bunito pra caraio&#8230;&#8221;. uahauhuahuahuahuah. Ainda misturou o personagem Ciclope dos x-men como se fosse na verdade do jogo Street Fighter, ou seja, diversão garantida. Quando o &#8220;Fio&#8221; (como ele se auto denominou) foi embora, também nos organizamos para sair.</p>
<p>Peguei informações com a dona do boteco que nos vendeu água e saimos. Logo encontramos o posto de gasolina indicado e a saída para a Rod. Ver. João Antonio Nunes. Assim como a estrada que nos deu acesso a Capela do Alto, essa que permitia a nossa saída, também apresentava diversos buracos. e sem acostamento. Logo que entramos na rodovia, lembrei-me do mapa que tinha feito no googlemaps e me liguei que passaríamos perto do bairro Iperozinho, onde situa-se o <a href="http://pousadainglesa.blogspot.com/">Rancho dos Ingleses</a>. Depois de alguns quilômetros e uma longa subida cuzamos o referido bairro porém não planejamos parar. Após isso, mais decida e mais subida, passamos em frente ao Restaurante Apiário Morada do Sol e continuamos sem parar, para mais dois ou três quilômetros adentrarmos a cidade de Araçoiaba da Serra.</p>
<p>Como de praxe, paramos na praça, mas nada de especial havia. Tomamos água e por estarmos em um rítimo legal, resolvemos continuar até Sorocaba. Após sair da praça fomos obrigados a parar no &#8220;Parque Balneário Joubert Antonio da Rocha&#8221;. Lá havia uma ciclovia pintada em azul, que contorna um lago artificial bem grande, dando um percurso de mais de 1km, no meu ponto de vista, interessantíssimo para que quer caminhar ou correr. Além do quê, muito legal ir para lá somente para matar o tempo, curtindo um bom fim de tarde.</p>
<div id="attachment_871" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-871" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/dsc01222/"><img class="size-medium wp-image-871" title="DSC01222" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/DSC01222-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Parque Balneário</p></div>
<p>De lá, vencendo a imensa preguiça instaurada, decidimos sair e voltar logo para casa. Pegamos a rod. Raposo Tavares, já duplicada nesse trecho e implacamos um bom rítimo de pedal, que nos rendeu um aumento na velocidade média total.  Depois de mais quase 20 Km, chegamos ao nosso destino. Em casa, após higienização, mandamos para dentro um prato de salada, macarrão (tagliarine) e picanha, tudo isso regado a cervejas especiais. De sobremesa ainda pudemos saborear sorvete com <em>brownie (petit gateau)</em> e sorvete com calda quente de banana.</p>
<p>No final, os resultados foram:</p>
<p>Vel. média &#8211; 18,5 Km/h<br />
Vel. máx &#8211; 57,3 Km/h<br />
Distância &#8211; 74,91 Km<br />
Tempo total útil &#8211; 4h02min49seg<br />
Tempo total &#8211; aprox. 6h</p>
<p>E o trecho foi igual ao feito nessa <a href="../../2009/09/07/batizada/">trip</a>, porém com uma pequena diferença:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-Interior-Sudoeste-II">http://www.bikely.com/maps/bike-path/Volta-Interior-Sudoeste-II</a></p>
<p>Mais fotos podem ser encontradas no multiply:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/14/Volta_Interior_Paulista_I_-_16052010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/14/Volta_Interior_Paulista_I_-_16052010</a></p>
<p>Para concluir, novamente gostaria de agradecer a todos que participaram desse pedal e conseguimos fazer um bom percurso com um tempo total (não útil) muito menor do que outras oportunidades, devido principalmente as poucas paradas além do bom rítimo impresso. Creio que ainda teremos dificuldades no Caminho do Sol, mas com certeza iremos mais calejados o possível.</p>
<p>Ossu!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.superatrativo.com.br/2010/05/16/igual-porem-diferente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Trip Sorocaba &#8211; Piedade</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/</link>
		<comments>http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 02:11:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=780</guid>
		<description><![CDATA[Primeiramente devo desculpas a todos pela demora do relato da último pedal bate e volta que fizemos. Os motivos foram minha queda no pedal culminando com semanas extremamente complicadas no trabalho. Bom, chega de lamurias e vamos aos fatos. Agitada a viagem com proposta do Fabiano para irmos para Piedade/SP saindo de Sorocaba/SP via estrada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiramente devo desculpas a todos pela demora do relato da último pedal bate e  volta que fizemos. Os motivos foram minha queda no pedal culminando com semanas extremamente complicadas no trabalho.</p>
<p>Bom, chega de lamurias e vamos aos fatos. Agitada a viagem com proposta do Fabiano para irmos para Piedade/SP saindo de Sorocaba/SP via estrada de terra, calma e tranquila. Começou com o fato de poucos poderiam ir ou queriam ir e no final marcamos eu, o Marcelo, o Nerso e o Fabiano.</p>
<p>O dia 21/03/2010 amanheceu com leve chuva e mesmo com uma noite nem tão boa de sono, acordei animado para pedalar. Logo cedinho, lá pelas 6h30 ou 7h00 o nosso guia Fabiano me liga dizendo que não ia mais conosco, pois tinha caido e aberto o pulso.</p>
<p>Conforme combinado, o Marcelo chegou em casa as 7h30 da manhã e com a chuva aproveitei ligar para o Nerso para saber se estava tudo nos conformes. Com a resposta positiva, saimos até o ponto de encontro (term. São Paulo) mesmo debaixo de chuva. Chegamos no terminal exatamente as 7h55 da manhã e lá esperamos. Esperamos. Cansamos. Esperamos e eis que depois que quase 1hora de atraso aparece o Nerso com mais doi pupilos (Trekker A e Trekker B).</p>
<div id="attachment_784" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-784" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01002/"><img class="size-medium wp-image-784" title="DSC01002" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01002-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">zzzzzzzzzz. Na saída de Sorocaba, esperando as frangas</p></div>
<p><span id="more-780"></span>Ele nos apresentou os Trekkers Juliano e Rui e sem mais delongas saimos pro pedal. Quando começamos a pedalar as nuvens começaram a desaparecer e parecia que íamos levar muito Sol na cabeça. Pela ciclovia chegamos até a entrada de Votorantim, atravessamos a cidade e nos deparamos com diversos motoristas imprudentes e desatenciosos. Como a cidade não é grande, logo estávamos na estrada que dá acesso ao trevo Piedade/Salto de Pirapora.</p>
<p>Dá-lhe ladeira para aquecer os músculos, ossos e o cérebro, mas dessa vez sem <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/">ciclofaixa especial</a>, então andamos sempre em linha, pois alí dava a impressão que o nível da educação no trânsito tinha despencado. A sorte foi o horário e o baixo fluxo de motorizados. No meio da ladeira percebemos um tiozinho do outro lado da pista dando um &#8220;bode&#8221; e saindo todo torto falando sozinho, chapado. Os caras ficaram meio que dando risada do tiozinho e logo vim a descobrir que um dos trekkers havia chegado em casa as 5h da matina e mal tinha dormido pro pedal!! Bom, ele não foi o primeiro, né Adirso?</p>
<p>Logo chegamos ao ponto que imaginei que seria a entrada para a tal estrada minicipal, porém a dúvida bateu. Fizemos uma rápida reunião e decidimos ir até o botecão beira de estrada que havíamos passado no último pedal, para nos reabastecer e obter informações mais confiáveis. E assim fizemos, porém no caminho para o botecão beira de estrada vimos uma nítida entrada para uma estrada de terra, o Nerso foi até lá para conferir e ficamos com a quase certeza de que era a entrada para a estrada que estávamos procurando, mas como estávamos bem perto mesmo do botecão, insistimos nesse aumento de percurso pelas razões já ditas.</p>
<div id="attachment_785" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-785" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01028/"><img class="size-medium wp-image-785" title="DSC01028" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01028-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">No botecão, da esquerda para direita: Nerso, eu, Juliano (trekker A), Marcelo e Rui (Trekker b)</p></div>
<p>Ir até o botecão realmente não foi perda de tempo. Lá pudemos recarregar as caramanholas, comer alguma coisa, tomar uma água de côco e conversar com as pessoas que alí estavam. Todos preparados e reabastecidos, decidimos tentar a sorte vontado um pedaço da estrada pavimentada e tentando passar por uma cerca. Antes mesmo de chegar na cerca de arame enfarpado, desistimos, pois o mato estava bem alto, o chão íngreme e ao abrirmos caminho percebemos a presença de muuuuitos aracnídeos. Continuamos &#8220;voltando&#8221; pela estrada pavimentada já pensando em ir até a entrada oficial da estrada, porém poucos metros a frente enxergamos uma porteira.</p>
<p>A galera não pensou duas vezes e todos pararam alí mesmo para saber como era a melhor forma de passarmos para o lado de dentro da área fechada. Bem do lado da porteira, entre o início do arame enfarpado e a própria grade da porteira, havia um espaço suficiente para a passagem de uma bicicleta. Fomos passando um por um por, do outro lado da cerca, sem ressentimento algum de sermos transgressores da lei. Claramente tive de registrar o momento.</p>
<div id="attachment_786" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-786" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01031/"><img class="size-medium wp-image-786" title="DSC01031" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01031-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Ceis vão tudo pro xadreiz!!</p></div>
<p>Essa via dentro dessa propriedade aparecentemente particular era bem legal, extremamente agradável. Agora parecia que começávamos a entrar mais em contato com a natureza e o pedal tinha tudo para ser magnífico. Logo de cara pegamos uma descidona cheia de valetas, qual eu e o Nerso descemos no maior pau, com a adrenalina na veia. Claro que depois de uma descida, sempre vem uma subida e então sebo nas canelas (ou no pedal). Mas não foi tão difícil, difícil foi a impressão que começávamos a andar em círculo.</p>
<p>No final desse trecho encontramos uma espécie de vila. Umas 5 ou 6 casas aninhadas em três fieliras. Decidimos passar sem falar nada, pensando na possíbilidade de alguém não gostar de nos vir alí. Na porta de uma das casas, havia um senhor parado e alguém decidiu (talvez eu) parar para conversar e perguntar qual o caminho para tal estrada Votorantim &#8211; Jurupará. O tiozinho estava tão bêbado, tão chapado, que ninguém entendeu nada do que ele disse e pior, deu uma vontade enorme de dar risada (lembrei do Toiço, que mesmo sem estar chapado, é difícil de compreender o que ele diz).</p>
<p>Não havia muito o que fazer, seguimos em frente, uma descida gostosa que atravessava uma estrada. Estranhei aquela estrada parei e tive a impressão que o nosso caminho seria por alí, mas o Nerso passou &#8220;voado&#8221; do meu lado, ladeira abaixo dizendo que o caminho era em frente e que ele tinha certeza, já que o fanho (tiozinho bêbado) tinha dito isso a ele. Eu (e talvez todos) muito desconfei e ao ver um outro tiozinho numa bicicleta, resolvi perguntar o caminho da estrada. Ele disse: &#8220;é aquela estrada que vocês acabaram de cruzar, ladeira acima&#8221;. Nem preciso dizer que todos ficaram puto com o Nerso, pois nos fez subir uns bons metros em ladreira bem íngreme.</p>
<p>Não tinha muito como reclamar, após a subidinha, pegamos a tão esperada estrada Votorantim-Jurupará e rumamos embora. A estrada tava tranquila, levemente íngreme, havia uma parede de terra enorme do nosso lado direito e do lado esquerdo várias árvores o que tornava o clima bem ameno. Mesmo assim, com a subida leve, porém longa, fez nos derramar muito suor. Mais para frente, a parede do lado direito foi &#8220;abaixando&#8221; (na verdade o terreno é que estava se elevando) e já ficava quase nivelado com a estrada e mais para frente ainda todo o matagal sumiu e começaram a aparecer campos de gado.</p>
<p>O barulho de água corrente era constante e um dos trekkers tentou ver se achava uma cachoeira ou algo do gênero. Ele achou, mas era uma trilhinha muito apertada e muitíssimo íngreme (daquelas que você deve descer sentado) e ninguém acho que valeria o esforço. Continuamos pedalando e começaram a aparecer algumas (duas) casas e muitos bois e vacas, qual o Nerso até tentou investir numa conversa, mas sem muito sucesso.</p>
<div id="attachment_797" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-797" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01040/"><img class="size-medium wp-image-797" title="DSC01040" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01040-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Visual tranquilo, longe da feiura do concreto</p></div>
<p>No final da subida (até que enfim) vimos um descampado com um açude (parecia um açude) com algumas pessoas pesacando, e uma casa logo mais acima. Como vencemos a longa subida, a para nos certificarmos que estávamos no caminho certo, decidimos bater na porta da casa e perguntar o caminho correto. A mulher lá de dentro estranhou um pouco, mas disse o que queríamos ouvir: a estrada era essa mesma e Jurupará ficava, segundo ela, à uns seis quilômetros dali. Quando voltamos para a estrada para chegar logo nesse tal de Jurupará, o Marcelo percebeu que seu pneu tinha furado. Trocamos a câmara e já que tínhamos parado, era a hora do segundo &#8220;brake&#8221; para um lanche.</p>
<p>Caboridratos para dentro do organismo, água para hidratar e pé na estrada! A empolgação tomou conta de mim e do Nerso e descemos as ladeiras &#8220;a millhão&#8221;, sem muito medo do que poderia acontecer.  Claramente tínhamos que andar todos junto, já que somos um grupo e algumas vezes eu parei para esperar o resto da trupe. A paisagem estava muito bela e tinha árvores bem altas, fazendo com que o clima desse uma amenizada novamente. Depois de descer uma ladeirinha meio rápida (mas não tão rápido assim), comecei a conversar com um dos trekker, acho que o trekker A, ele me chamou de &#8220;retardado&#8221; e falou que tinha um cara que queria ir para o Nordeste de bicicleta. Eu achei legal e começamos a bater papo sobre o assunto. Nesse momento passa o Nerso muito rápido do meu lado e eu, sei lá porque cargas d&#8217;água, resolvi seguir a mesma cadência do doido. Foi aí que saímos para uma clareira, onde as árvores altas diminuíram e o chão mais seco (obviamente) juntamente com o início de outra ladeira. No meio da ladeira tinha um morrinho, pulamos juntos e quando voltei ao chão perdi totalmente o controle da bicicleta eu fui pro chão.</p>
<p>Só senti as pancadas e ví o mundo literamente girar, só esperando para parar e saber o resultado. Dor, muita dor na coxa direita, nos cotovelos e no dedo do pé direito. Fiquei alí parado uns minutos que pareceram uma eternidade, enquanto os outros vieram para ver o que tinha acontecido. Tentei levantar e a pressão baixou, voltei a sentar e respirar, jogar água na cabeça. O Nerso e alguém mais que não lembro tentava ver se a bicicleta tinha sofrido alguma avaria (claro sim) e tentavam consertá-la. Depois de uns minutos, tentei levantar novamente, mas novamente senti que ia desmaiar. Fique mais tempo sentado e o trekker B veio empurrar minha cabeça para baixo enquanto eu tentavaempurrá-la para cima, alegando que isso faria minha pressão normalizar. Conicidência ou não, funcionou.</p>
<p>Ainda atordoado, não sabia direito o que fazer, pois a minha perna direita doia muito e não sabia se teria condições de continuar o pedal. Após esperar mais um tempo, adotamos a estratégia de tentar pedalar por mais um pouco e iria fazendo auto avaliações durante o percurso para saber até que ponto eu conseguiria ir. Bem onde eu havia caído, havia paisagens belíssimas qual eu não sentia mais vontade de apreciar.</p>
<div id="attachment_802" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-802" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01044/"><img class="size-medium wp-image-802" title="DSC01044" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01044-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Parecia cena de filme (de terror). Muito louco.</p></div>
<p>Fomos pedalando vagarosamente e a força exercidas pela perna direita me causava muita dor e isso abalava meu psicologico pois vinha constantemente a minha cabeça a idéia de eu ter quebrado a perna. Antes mesmo de chegar em Jurupará, os trekkers descobriram outra cachoeira, essa mais acessível e mais bela, porém da mesma forma, não senti vontade em apreciar ou mesmo entrar na água.</p>
<div id="attachment_805" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-805" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01051/"><img class="size-medium wp-image-805" title="DSC01051" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01051-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cachoeira &quot;descoberta&quot; pelos trekkers</p></div>
<p>Eu não queria estragar o passeio da galera, mas minha decepção e tristeza era facilmente perceptível. Já no bairro de Jurupará, decidimos procurar uma farmácia ou uma venda que tivesse algum tipo de medicamento para os ralados dos ccotovelos e do joelho, mas foi em vão. Encontramos apenas uma vendinha qual pudemos comprar água e um algodão para tentar limpar os ferimentos. Após isso, com a cabeça um pouco mais no lugar, cheguei a conclusão de que não conseguiria voltar para Sorocaba e a solução foi ligar para a mãe da minha namorada que estava em uma chácara e combinar de me pegar lá (a história contada não foi bem essa, mas para não alarmamos ninguém resolvemos omitir o porquê da desistência do pedal completo), mas ainda tínhamos que pedalar até Piedade, pois ainda estávamos no meio do caminho para tal cidade.</p>
<p>Nem preciso dizer que o caminho foi angustiante, pelo menos para mim. Apesar das dores e do cansaço, eu ainda via animação na cara dos outros pedalantes, mas não conseguia, de jeito algum, esquecer minhas preocupações. De Jurupará até Piedade era só subida, eu estava desacreditando. Certa hora um dos trekkers se perguntou (em voz alta) se teríamos mais subida e, mesmo perbendo que ele não queria uma resposta necessariamente, eu afirmei que se subíssemos mais, chegaríamos no céu, mas queimei minha lingua ao perceber que ainda havia mais um derradeira subida.</p>
<div id="attachment_806" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-806" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01055/"><img class="size-medium wp-image-806" title="DSC01055" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01055-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Montanhaaaa!! (olha o cotovelão)</p></div>
<p>O caminho para Piedade foi relativamente rápido. Na verdade foi lerdo pela quantidade de subidas, mas foi curto e as paisagens insistiam em nos chamar para uma parada para fotos, o que foi impossível de recusar mesmo querendo ir chegar logo ao encontro do meu socorro.</p>
<div id="attachment_807" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-807" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01057/"><img class="size-medium wp-image-807" title="DSC01057" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01057-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Visual</p></div>
<p>Depois de quase chegarmos no céu, chegamos finalmente a uma estradinha de asfalto muito íngreme. Como eu estava em péssimas condições físicas, psicológicas e sem o freio dianteiro, fui descendo muito lentamente, mesmo parecendo impossível. Em poucos segundos ví o Nerso fazendo uma curva muito rápida lá embaixo, há uns sei la, 500 metros na minha frente (imagino que ele deve ter atingido uns 50 ou 60 km/h). Chegando em Piedade, aportamos em uma padoca com as moças foram muito gentis e me forneceram gelo e depois jornal para forrar o carro de apoio.</p>
<p>A Albany chegou, colocamos a bicicleta no carro e fomos até chácara do Sandro e depois fui embora até Sorocaba para dar uma passadela no hospital. Enquanto isso, os capirabikers continuaram a aventura. Não posso dizer muito sobre o que aconteceu na viagem de volta, só sei que eles seguiram o planejamento inicial e voltaram pela estrada dos Garcias até a represa da light. De lá devem ter pegado aquela subida enorme e depois aquela descida monstruosa até Votorantim. Pelo centro de Votorantim chegaram em Sorocaba são e salvos, onde se espalharam, cada um para seu destino.</p>
<div id="attachment_808" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-808" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01073/"><img class="size-medium wp-image-808" title="DSC01073" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01073-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto clássica</p></div>
<div id="attachment_809" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-809" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/dsc01088/"><img class="size-medium wp-image-809" title="DSC01088" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC01088-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Represa Itupararanga</p></div>
<p>Nenhum corno estava com odômetro, então o percurso completo ficou uma incógnita. Eu arrisco a dizer que eles pedalaram em torno de 75 a 80 Km. Depois disso falei com o Marcelo e o Nerso e fiquei sabendo que eles chegaram uma 19h00 em Sorocaba. Eu passei no hospital e além dos hematomas, feridas na pele (ralados) e a dor insuportável na coxa, não era nada grave, nenhuma trinca ou quebra. Ainda faltam alguns exames para fazer sair, mas minha perna está quase 100%.</p>
<p>Depois fiquei refletindo sobre o que me aconteceu e eu só tenho de estar feliz por não ter acontecido nada de mais grave. As dores dos machucados serviram de lembrete para quando eu quiser achar que sou um &#8220;downhilheiro&#8221;, me por no meu lugar e voltar a pensar como um cicloturista. Como é de praxe, para finalizar gostaria de agradecer a todos que socorreram desse acidente e pedir desculpas aos pedalantes por ter, de certa forma, estragado com o passeio deles.</p>
<p>Mais fotos do pedal em:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/13/Trip_Sorocaba_-_Piedade_-_21032010#">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/13/Trip_Sorocaba_-_Piedade_-_21032010#</a></p>
<p>O percurso no bikely:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Sorocaba-Piedade-estr-terra">http://www.bikely.com/maps/bike-path/Sorocaba-Piedade-estr-terra</a></p>
<p>Logo, logo estarei na ativamente novamente para encarar um próximo desafio!</p>
<p>Até a próxima.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.superatrativo.com.br/2010/04/11/trip-sorocaba-piedade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Trip Pedreira de Salto de Pirapora</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/</link>
		<comments>http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 02:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=736</guid>
		<description><![CDATA[Finalmente estamos nos organizando e a quantidade de pedais tem aumentado. Esse último fim de semana (07/03/2010) foi a vez de visitarmos a famosa Pedreira em Salto de Pirapora. Mas o que tem de especial em uma pedreira? Em uma pedreira, não sei, mas essa é famosa por ser uma pedreira desativada e qual a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente estamos nos organizando e a quantidade de pedais tem aumentado. Esse último fim de semana (07/03/2010) foi a vez de visitarmos a famosa Pedreira em Salto de Pirapora.</p>
<p>Mas o que tem de especial em uma pedreira? Em uma pedreira, não sei, mas essa é famosa por ser uma pedreira desativada e qual a água de um lençol freático fez preencher boa parte dá área que fora <strong>devastada</strong> pela ação do homem.</p>
<p>A sugestão de visitar a pedreira foi do camarada Fabiano, que já tinha feito um rolê por lá há um tempo atrás e nos convidou a fazê-lo novamente. Já usando tecnologia &#8220;nova&#8221;, boa parte do pedaleiros confirmaram a ida, menos os manos Adilson, Fominha, Boo e Ricardo. Marcamos às 8h00 em frente ao terminal São Paulo e como de costume, uma atrasadinha nos fez sair às 8h30 (nos encontramos às 8h15). O Piola havia vindo de Sampa e chegou no horário marcado (7h00 em ponto!), tomou café da manhã (café na caneca do Tux/Linux), se trocou, arrumamos as bicicletas e saimos ao encontro do mano Jupa. Ao nos encontrarmos ele confirmou que sua namorada, a Carol, ia conosco, estreiando assim em uma cicloviagem totalmente independente de motor (já fizera com auxilo de ônibus uma vez).</p>
<p>Passamos na casa da Carol, reorganizamos as coisas que iríamos levar e saímos para o encontro com o resto da trupe. Ao chegarmos na marginal Dom Aguirre, avistamos o Nerso Loco que não sabia do paradeiro do Fabiano. Voltamos pela ciclovia até a frente do terminal e vimos dois cabras pedalando no sentido contrário, qual eu saí cumprimentando com um &#8220;e aí?&#8221;, mas os caras passaram reto e eu com cara de bobo, mas o Jupa o reconheceu e eles se abraçaram. Apresentações feitas, por fim conhecemos pessoalmente o próprio Fabiano e o Zé, camarada de faculdade do primeiro elemento.</p>
<div id="attachment_737" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-737" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00762/"><img class="size-medium wp-image-737" title="DSC00762" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00762-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fabiano, Carol e Nerso - bla bla bla</p></div>
<p>Todos estavam felizes e sorridentes, mas era a hora de partirmos. Saímos pela ciclovia da marginal sentido Votorantim, passamos por baixo do viaduto da rodovia Raposo Tavares, subimos o morro até a divisa entre Sorocaba e Votoratim, infelizmente pedalamos um curto trecho sob a calçada, voltamos as regras de trânsito pedalando no sentido correto do fluxo, atravessamos a cidade e pegamos a rodovia de acesso as cidades de Piedade e Salto de Pirapora.</p>
<p><span id="more-736"></span></p>
<p>Nesse ponto, esperamos o grupo de formar novamente e o Fabiano sugeriu que fôssemos pela &#8220;calçada&#8221; (entre aspas, porque era marginal a rodovia, mas não tinha nada de pavimentação, sinalização e etc.), mas como somos do contra, resolvemos ir em linha pela estrada mesmo, como é de nosso direito. Nem preciso que os carros passavam &#8220;rasgando&#8221; pela gente, sem um pingo sequer de senso de segurança, pois possivelmente estavam com pressa para ir buscar seus respectivos café da manhã. Mesmo assim, passamos por uma ciclofaixa que fora criada justamente para os cicloturistas passarem <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<div id="attachment_740" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-740" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00777/"><img class="size-medium wp-image-740" title="DSC00777" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00777-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Ciclofaixa na rodovia</p></div>
<p>Infelizmente a ciclofaixa improvisada acabou e continuamos a pedalar no canto da pista. Ainda no perímetro urbano, boas subidas e em um trecho plano, passei por um cara que estava pedalando na &#8220;calçada&#8221;. Quase não vi o cara, pois depois da guia vinha um longo e alto tufo de mato, um pedacinho de terra (a tal da calçada) e mais mato depois. Engraçado porque ele nos viu passando por ele e percebeu que ele podia pedalar na pista também, foi então que ele resolveu apertar o rítimo do pedal ainda na terra e pulou na minha frente já no asfalto e ainda foi na &#8220;busca&#8221; do Zé e do Piola que pedalavam mais na frente. Percebi que ele ficou lá por um bom tempo só no vácuo e quando percebeu que podia ultrapassar os caras, não teve dúvidas, mandou ver. Depois eu fiquei tirando sarro do caras porque eles, com suas bikes caras, tinham sido ultrapassados por um tiozinho de barra forte (claro que era gozação minha, pois a bicicleta ajuda, mas é só uma pequena parte do todo).</p>
<p>Distanciando-nos da urbanização, rapidamente a paisagem começava a mudar e, mesmo sendo parte do belo visual mais uma forma de exploração demasiada, passamos por uma grande quantidade de eucalipitos, qual nos ajudava muito com a leve redução da temperatura local e com o leve e agradável aroma da planta. Uma agradável descida e entramos em um trecho mais complicado, com pista única e toda mal cuidada mas que tinha um pequeno acostamento (em piores condições que a pista, claro), qual nos sentimos obrigados a andar por ela. A Carol ficou reclamando que aquilo era passeio para &#8220;meninos&#8221; e que devíamos ter escolhido um trecho com menos pedras, mas era questão de sobrevivência <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Fora os caminhões que passavam &#8220;lambendo&#8221; nossas bicicletas, o trecho era curto e passou bem rápido. O final do trecho dava em uma rotatória, que indicava um retorno para Sorocaba e outro sentido para Piedade qual foi nossa opção. A pista estava em melhores condições e com o acostamento também na mesma proporção. Pedalamos por um curto trecho de reta e logo veio uma descida, qual logo nos primeiros metros avistamos placas indicativas de Caldo de Cana e Água de Côco.  Era uma casa comercial típica de beira de estrada: feita toda de madeira e  teto de zinco e obviamente paramos para reabastecermos o corpo e as caramanholas.</p>
<div id="attachment_747" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-747" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00795_edited/"><img class="size-medium wp-image-747" title="DSC00795_edited" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00795_edited-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Botecão beira estrada</p></div>
<p>A cana estava em falta ou o camarada estava com preguiça de ligar a máquina de moer, então ficamos só na água de côco. Não posso deixar de lembrar e enfatizar que o Nerso encheu sua mochila de hidratação com quatro sabores diferentes de um refresco meio duvidoso. Claro que ficou com sabor de nada (ou de tudo). Segundo o tiozão do bar, mais três quilômetros para frente iríamos encontrar a entrada para a pedreira. Dito e feito, após uma boa descida e uma leve subida, seguida de uma outra subida um pouco mais pesada e perigosa (com vários caminhões lotados passando pela gente), passamos em frente a fábrica de cimentos Votorantim e menos de 1 Km a frente chegamos na entrada da pedreira.</p>
<p>Começava então um trecho de estrada de terra com o que figurava uma ótima descida, típica de um cross contry arrojado, que foi impedido forçosamente pelo demasiado fluxo de caminhões, que levantavam muita poeira ao passar. No final da descida pudemos observar a esquerda a continuidade da degradação da mãe Terra e do nosso lado direto o primeira vista da pedreira alagada. Isso nos deu ânimo para encarar a subida que viria e chegar logo ao local desejado. Continuamos na estrada de terra e logo vimos um primeiro bar, qual paramos novamente para comer um quitute antes nos de encontrarmos com a famosa pedreira. Saímos com ânsia de logo chegar e a partir desse ponto já observávamos bastante sinal de civilização: mais bares, algumas casas e alguns carros. Poucos metros bastaram para que pudéssemos curtir a primeira &#8220;miragem&#8221; do deserto.</p>
<div id="attachment_752" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-752" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00814/"><img class="size-medium wp-image-752" title="DSC00814" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00814-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A recompensa</p></div>
<p>Era um buraco enorme e largo, não achegava a perder de vista, mas era grande, cheio de água com uma cor verde de ser perguntar como, nem parecia que era obra do abuso do ser humano para com a natureza. Uma beleza estonteante e convidativa a um banho, principalmente por conta do calor que fazia. Admiramos a paisagem por alguns minutos, tiramos fotos e voltamos a contemplar a beleza do lugar, mas não sei porquê, se foi timidez ou receio, ninguém arriscou cair na água. Já que ficamos nessa situação, o Fabiano propôs visitarmos outra escavação da pedreira, quase tão bonita, um pouco menor mas com menos gente. Segundo ele, era menos &#8220;muvucado&#8221; porque o acesso era mais difícil e deveríamos pular uma cerca de arame enfarpado e poucos sabiam do lugar. Como transgressores da lei que somos, topamos na hora.</p>
<p>Voltamos um pouquinnho, passamos de volta pelo &#8220;mata burro&#8221;, atravessamos um fiozinho de água e chegamos na cerca. Com um pouco mais de cuidado, um a um, formos transpondo a barreira. Pedalamos um pouquinho numa mata pouco alta e nesse ponto era possível escutar uma queda d&#8217;água. Do nosso lado direito passava um regato pouco forte, o que dava a impressão de ser oriundo do tal lençol freático que o maquinário da pedreira atingiu. Mas isso é só especulação. <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Em poquíssimos metros já podíamos ver a nova paisagem. Saímos no ponto mais alto da esvavação (ou quase) e imagem era como uma cópia da primeira, porém  em uma proporção menor. Da mesma forma, contemplamos o lugar e novamente meio que esquencendo como a paisagem surgiu, agradecemos por ela existir.</p>
<div id="attachment_755" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-755" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00834/"><img class="size-medium wp-image-755" title="DSC00834" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00834-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Visual de tirar o fôlego</p></div>
<p>Desse ponto, demos a volta onde havia um acesso menos íngreme até a região alagada. Lá fazia uma generosa sombra por conta da ribanceira, tiramos mais fotos, comemos alguma coisa e decidimos entrar na água. Todos foram para água, mesmo os que não sabiam nadar (ficaram no raso, claro) e estar alí, nadando no meio daquela monstruosidade, sem som de carros passando e poulindo nosso ar, se refrescando com água limpa (pelo menos acreditávamos), com bons e lembrar que chegamos até ali pedalando, era coisa difícil de acreditar. Nunca me arrependi de ter saído para algum pedal (principalmente para essas viagens), mas não sei porque eu ficava repetindo para mim mesmo &#8220;Valeu a pena. Valeu muito a pena&#8221;. Muita coisa passou pela minha cabeça naquele momento, passou que o Ricardo (Bur) não tinha conseguido ir conosco, que eu podia nunca ter conhecido o lugar, que muitas pessoas simplesmente levam a vida atrás de dinheiro, sucesso e <em>status </em>e que essas coisas não vão trazer a real paz de espírito (justificativas são ecoadas como em um livro de auto ajuda).</p>
<p>Refelxões a parte, o lago, por assim dizer, era muito fundo e a maioria de sua área não dava pé, então tínhamos que ficar nadando ou flutuando o tempo todo. Como sabíamos que ainda nos restava o caminho de volta, decidimos sair logo pois o tempo nadando, era energia que poderia nos faltar no final do pedal.</p>
<p>Arrumamos logo as coisas, o Fabiano trocou a câmara furada por uma nova e saimos no pedal. Pelo mesmo lugar que entramos, saímos. Saímos novamente na estrada de terra e depois no asfalto a mesma estrada da fábrica de cimentos Votorantim. Nesse ponto tínhamos algumas opções: 1- Voltar pelo mesmo caminho por aslfato até pegarmos a entrada para rod. João Lemes dos Santos; 2- Pegar a rod. João Leme por dentro da plantação de eucaliptos, pelo caminho que o fabiano sabia; 3- Também fazer o percurso pelos eucalitipitos, porém por uma entrada que o Nerso indicara sem saber ao certo; 4- Por final, continuar a rodovia da fábrica até o centro de Salto de Pirapora e de lá pegarmos a rodovia João Leme dos Santos. A opção escolhida foi utilizar o caminho que o Fabiano fizera uma vez, por dentro dos eucaliptos, saindo em um acesso a rod. João Leme dos Santos.</p>
<p>Seria redundante dizer que nos perdemos. Primeiramente entramos na trilha entre eucalipitos, meio que tendo a certeza que estávamos certos. As trilhas foram se esgotando e as alternativas sempre davam a impressão de que iríamos voltar ao lugar que entradamo. Seguimos tentando nos basear em Norte olhando para o Sol e em certo ponto o Fabiano já não sabia mais nos dizer o caminho e foi aí que alguns queriam voltar e pegar a estrada novamente. Eu achava um desperdício largar mão da aventura para voltar para a certeza da estrada. Com o apoio do Nerso e a dúvida de outros, seguimos caminho no instinto (o que é errado segundo dicas de sobrevivência), o Nerso, loco que só ele, enfiava a bike em tudo quanto é matinho mais baixo em busca de uma trilha.</p>
<p>Depois de uma subida fdp, passei por uma trilha que me chamou a atenção por parecer haver um portão bem no final. Mesmo assim, seguimos um pouco mais a frente onde havia um tronco caído no meio do caminho. O Jupa se predispôs a descer um trecho para saber se valia a pena gastarmos energia na trilha, pois dava impressão que iríamos pegar sentindo estrada novamente. O bródi foi e voltou com a resposta que não queríamos ouvir. Nessa hora mais gente foi a favor de voltar, mas algo me dizia que iríamos nos arrepender e o Nerso ficava repetindo &#8220;vamos no instinto. Da hora! Vamos no instinto&#8221;. Não sei porquê, mas gostava disso.</p>
<p>Mas éramos um grupo e a decisão da maioria devia prevalecer. Como última carta, falei da entrada que me chamou a anteção por causa do portão e sem muito crédito o pessoal consentiu em verificar como última alternativa. Quando chegamos de frente tive a impressão de ver um cara passando de cavalo. Não precisei nem falar pro doido do Nerso descer a trilha &#8220;sentando a madeira&#8221; no pedal. Era um trecho muito bonito, com eucalípitos mais velhos e maiores, o que formava um aconchegante caminho de sombra.</p>
<div id="attachment_762" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-762" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00870/"><img class="size-medium wp-image-762" title="DSC00870" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00870-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">High way to hell (or heaven?)</p></div>
<p>Lá de longe ele acenou para descermos e me senti obrigado a descer no maior pau, mas no meio do caminho desisti, freiei e fui descendo de vagar, curtindo a sombra, a paisagem e a descida em si, com os braços abertos e agradecendo pelo momento ímpar em minha vida. Quando chegamos, demos de cara com uma estrada (estreita, mas não chegava a ser uma &#8220;trilha&#8221;) de terra e o Nerso disse que era por aquele caminho mesmo. Quando o Fabiano chegou, reconheceu a estrada e disse que se lembrava dela e então estávamos no caminho certo.</p>
<p>Passamos pelo cara do cavalo, acenamos e continuamos no pedal. Depois disso vieram duas descidas alucinantes, cheias de &#8220;costelas de boi&#8221;, valetas e pedras, muitas pedras. Eu não sei onde eu tava com a cabeça, só sei que eu vi o Nerso descendo igual a uma <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/">vaca loca</a>, não resisti e fui na mesma pegada. Infelizmente dei um susto no Floresta (Zé) pois passei muito perto dele e muito mais rápido e não tive como passar mais longe, senão cairia numa valeta e provavelmente sairia numa ambulância. Nesse interim de subidas e descidas alucinates, chegamos a um ponto onde indicava a chácara do restaurante Komida, qual eu reconheci por ter organizado um dos churras de minha formatura lá. Demos continuidade e depois de uma leve descida pudemos avistar a estrada pavimentada, que era justamente a estrada que desemboca na rod. João Leme dos Santos, como haviámos planejado.</p>
<p>Mesmo todos (ou a maioria) sendo adeptos de estradas de terra, ficamos muito felizes por não termos desistido da aventura ao nos perder, além da satisfação de chegar no lugar que queríamos cortando boa parte do caminho em estradinhas simples sem bolhas metálicas poluidoras. Daí pra frente foi tranquilo (ou quase), pois em alguns quilômetros pegamos a tal da rod. João Leme dos Santos. Passamos um pouco de sufoco nela, pois era um trecho sem acostamento, onde tivemos que andar em linha e procurando andar juntos para formar uma &#8220;massa&#8221;. Apesar do aperto, percebi que muito carros e caminhões sempre abriam distância lateral quando era possível.</p>
<div id="attachment_763" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-763" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00888/"><img class="size-medium wp-image-763" title="DSC00888" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00888-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Em linha</p></div>
<p>Logo chegamos na &#8220;entrada&#8221; de Sorocaba e adentramos via avenida Dr. Antonio Pannunzio, onde eu e o Piola ficaríamos. Paramos para despedir da galera bem em frente a um tiozinho que vendia caldo de cana, qual quase todos optaram por tomar (como estava perto de casa, eu preferi guardar espaço pra cerveja).</p>
<p>Após despedias e agradecimentos pelo pedal, em questão de minutos chegamos em casa, para bater aquele prato de comida e tomar aquela cerveja.</p>
<div id="attachment_764" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-764" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/dsc00896/"><img class="size-medium wp-image-764" title="DSC00896" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/DSC00896-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Tá ficando chato isso</p></div>
<p>No final de mais um dia de pedal, obtivemos os valores:</p>
<p>Distância: 53,34 Km<br />
Vel. Média: 14,1 Km/h<br />
Vel. Máx.: 57,3 Km/h<br />
Tempo total (útil): 3h46&#8217;06&#8221;</p>
<p>Mais fotos na minha conta no <a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/10/Trip_Pedreira_Salto_de_Pirapora_-_07032010#">multiply.</a> E o trajeto segundo rota no <a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/Trilha-Pedreira-Santa-In-s">bikely</a>.</p>
<p>Mais uma vez, gostaria de agradecer imensamente a todos pelos momentos compartilhados (congratulações especiais ao Zé Floresta e a Carol). Não imaginei que seria tão gratificante conhecer a pedreira, tão energizante tomar aquele banho de piscina natual e tão emocionante se perder no meio dos eucalipitos. Sinto que cada pedal tem valido cada vez mais a pena, pelos lugares, pela aventura e pela companhia. Obrigado!</p>
<p>p.s. quero me perder de novooooooo! <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.superatrativo.com.br/2010/03/17/trip-pedreira-de-salto-de-pirapora/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Caçadores da Estrada Perdida</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/</link>
		<comments>http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 02:21:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[Estrada do Vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Pedal]]></category>
		<category><![CDATA[Represa Itupararanga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=661</guid>
		<description><![CDATA[Como aconteceu da outra vez, foi aquela chuva de emails insisttindo para todos responderem e enviarem aos seus respectivos contatos pedalísticos, por assim dizer, sobre a próxima trip propsta. Infelizmente a interação foi baixa, o que permitiu pouco desenvolver sobre o assunto.De qualquer forma a idéia inicial era aproveitar o feriadão do Carnaval para pedalar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como aconteceu da outra <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/">vez</a>, foi aquela chuva de emails insisttindo para todos responderem e enviarem aos seus respectivos contatos pedalísticos, por assim dizer, sobre a próxima <em>trip</em> propsta. Infelizmente a interação foi baixa, o que permitiu pouco desenvolver sobre o assunto.De qualquer forma a idéia inicial era aproveitar o feriadão do Carnaval para pedalar um pouco.</p>
<p>A opção escolhida foi o famoso Roteiro do Vinho de São Roque/SP, onde existe uma pequena estrada que beira [quase] todas as vinícolas do município de São Roque. Essa cidade é bem conhecida pela festa do Vinho e da Alcachofra. No calor da discussão, suportados pela ferramenta GoogleMaps, foi detectado que o trecho mais curto entre Sorocaba e São Roque era de pouco mais de 50 Km, o que daria   mais de 100 Km entre ida e volta. O Jupa ainda sugeriu fazer um dos trechos por um caminho mais longo, passando por lugares mais bonitos e com estrada relativamente mais calma. Traçando a rota sugerida pelo mano, pensando que passaríamos invariavelmente pelo roteiro do vinho, sairíamos de Sorocaba/SP, passando por Piedade/SP, Ibiuna/SP e finalmente  São Roque, o Google Maps informava a humilde distância de 68 Km, o que nos forçaria a pedalar perto dos 140 Km.</p>
<p>Claro que seria insanidade para nós, a maioria nerds que vivem (trabalham) na frente do computador e há poucos anos descobriu o pedal. De cara a minha sugestão foi por essa rota, porém fazendo um dos trechos de ônibus, ou seja, sairíamos de Sorocaba rumo a São Roque pelo caminho mais longo, chegaríamos no roteiro do vinho, tomaríamos uns gorós por lá e voltaríamos tranquilos para casa. Logo em seguida pesquisei as linhas de ônibus que fazem o trecho Sorocaba &#8211; São Roque e descobri o que eu temia: a viação Cometa. Como em <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/11/26/pedal-na-serra-da-cantareira/">outras</a> oportunidades, tive sérios problemas para embarcar com a bike no ônibus, o que me deixou com receio. Com esse meu receio externado a todos, mudamos a estratégia para tentar embarcar em Sorocaba e voltar no pedal de São Roque, pois caso recebêssemos um &#8220;não&#8221; na tentativa de colocar as bicicletas no bagageiro, faríamos um outro pedal (um plano B, qual eu não lembro qual era). Com a mudança da estratégia, veio também a mudança no trajeto, que vou detalhar mais a seguir.</p>
<p>No dia do pedal (14/02/2010) lá pelas cinco horas da madrugada o Marcello me liga para dizer que não viria pois estava com dor de barriga ou algo do tipo (além de não vir, ainda acorda os outros de madrugada). Alguns minutos depois, para meu desespero, o relógio despertou e levantei não muito animado para um café da manhã sem café, pois o dia já amanhecera quente e resolvi acompanhar com suco. Fui finalizar os preparativos para o pedal e percebi que o pneu traseiro da minha bicicleta estava totalmente murcho (ou mucho) e me bateu uma leve preocupação a respeito. Saquei minh bomba e enchi rapidamente esperando para saber quanto tempo aguentaria até murchar novamente. Nesse meio tempo finalizei a preparação dos sanduíches, preparei a bolsa de guidão (bike tour), passei protetor solar, me troquei e deixei os outros aparatos no jeito. Como outrora, as 7 da manhã eu já estava mais que pronto.</p>
<p><span id="more-661"></span>Com a não vinda do Piola, o camarada Bur (ou Boo) se atrasou um pouco e ainda não tinha conseguido comprar os plásticos bolha para embalarmos as bicicletas. Como já não tínhamos muito mais a perder, mantivemos a estratégia já pensando em uma rota alternativa ao pedal. Em poucos minutos o Bur já estava pronto e mais ou menos 7h45 saímos de casa. Passamos pela avenida Gal. Carneiro, encontramos com o camarada Jupa e continuamos pedalando até a rodoviária.</p>
<p>Logo que chegamos, o ônibus das 8h06min da viação Cometa com destino a São Paulo via São Roque já estava com o motor ligado e quase pronto para sair&#8230; não teríamos tempo de muita ação. O lance foi primeiramente encontrar os outros e depois ver o que faríamos. Dentro da rodoviária avistei o Nerso Vaca Loca e depois saimos procurar o Adirso e o Fominha. Uns vinte minutos depois e muitas ligações no telefone móvel deles, encontramo-os saindo de uma lanchonete da rodoviária, onde fizeram &#8220;uma boquinha&#8221;. Alí mesmo pensamos em um plano B, já que sequer tínhamos os plásticos bolha, mas como a discussão estava dificil, veio a lucidez de primeiro receber o &#8220;NÃO&#8221; oficial da viação Cometa e depois discutir uma possível rota alternativa. O Jupa foi até o guichê e disse que precisava de seis passagens para São Roque, porém todos precisavam embarcar com suas respectivas bicicletas. Fiquei observando não muito perto, vi expressões, a moça do balcão conversou com alguém de dentro e o Jupa acenou e agradeceu. Tudo muito rápido.</p>
<p>Quando ele veio na minha direção, já estava certo que teríamos de começar a pensar em um novo trajeto, porém para minha surpresa e espanto, eles iriam permitir que embarcássemos com as bicicletas! Sem sequer questionar ou implorar de joelhos!! Eu mal podia acreditar. Perguntei se eles exigiram que as bikes estivessem embaladas e o Jupa respondeu que nada fora exigido. Novamente: impressionante!! Antes que eles mudassem de idéias, sugeri que comprássemos as passagens logo e assim fizemos. Infelizmnete o próximo coletivo para São Roque seria somente as 9h36 e tivemos de esperar por quase uma hora sem fazer nada. Ficamos apenas sentados na praça em frente a rodocenter, batendo papo, bebndo e comendo algo.</p>
<div id="attachment_667" class="wp-caption aligncenter" style="width: 471px"><a rel="attachment wp-att-667" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00592/"><img class="size-full wp-image-667" title="DSC00592" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00592.jpg" alt="Eu dormi na praça..." width="461" height="346" /></a><p class="wp-caption-text">Eu dormi na praça...</p></div>
<p style="text-align: left;">Depois de conversar, dar risada e comer, vimos um ônibus modelo antigo da Cometa chegar e corremos olhar para saber se era o nosso. Ao constatar que sim, pegamos as bikes e nos dirigimos em frente ao bagageiro do ônibus com as passagens nas mãos. A segunda surpresa positiva do dia foi em relação a atitude do motorista que ao olhar as magrelas ávidas para embarcar, abriu o bagageiro do ônibus e foi saindo de canto com um sorriso no rosto dizendo algo como &#8220;se virem, o bagageiro é de vocês&#8221;. O Jupa já pulou para dentro do bagageiro e começou a organizar as bicicletas utilizando-se das aranhas que havíamos trazido. Mais uma surpresa positiva!</p>
<p style="text-align: left;">Em dez minutos todas as magrelas estavam organizadas e nós estávamos prontos para subir no ônibus. Um último alerta do Jupa foi em relação a integridade física das bicicletas, já que não iríamos utilizar feltros nem plástico bolha para proteger o quadro (dito e feito, o quadro da bike Bur ficou com uma pequeno risco e a minha com um risco pouco mais leve que vim a descobrir somente hoje). Felizes e animados, subimos no busão com destino a cidade de São Roque.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_678" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><a rel="attachment wp-att-678" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00597/"><img class="size-full wp-image-678" title="DSC00597" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00597.jpg" alt="" width="432" height="324" /></a><p class="wp-caption-text">Para provar que não estou mentindo</p></div>
<p style="text-align: left;">Menos de uma hora depois, já estávamos na rodoviária de São Roque, prontos para começar o verdadeiro pedal (não vou entrar em detalhes da viagem para não comprometer meus companheiros de pedal).</p>
<p style="text-align: left;">Bloqueadores solar renovados (o Sol tava muito forte), caramanholas rebastecidas era hora de partir. O Nerso foi na ponta do pelotão, pois dizia saber o caminho. Quando começamos a sair da região central de São Roque, pegamos o acesso a Ibiúna e dá-lhe ladeira. Em poucos quilômetros já começamos a perceber os sinais das videiras porém nada de encontrar o tal do caminho (ou o roteiro) do vinho. Em uma dessas intermináveis subidas, o mano Adilson já tinha &#8220;quebrado&#8221;&#8230; Achei estranho, pois no último <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/">pedal</a> ele se mostrou extremamente resistente e foi aí, empurrando a bike ao lado dele, ele me confessou que tinha ido curtir o carnaval junto da namorada e fora dormir depois das três da manhã (prá acordar às 7). Combinamos de que na primeira descida, iríamos subir nas bikes e pedalar e assim aconteceu até o Jupa não ver uma estação de trem abandonada para querer ir tirar fotos.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_687" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a rel="attachment wp-att-687" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00616/"><img class="size-full wp-image-687" title="DSC00616" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00616.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Que céu!</p></div>
<p style="text-align: left;">Depois disso veio outra ladeira e no cume, para esperar o Adilson empurrar a bicicleta, o Jupa foi tirar informações sobre o trecho e descobrimos que pegamos o caminho errado e estávamos justamente no final do roteiro do vinho. Se quiséssemos fazê-lo, teríamos que começar do final. E voltar era uma palavra que estava na última página do nosso dicionário. A informação que obtivemos foi de que a &#8220;última&#8221; vinícola da estrada do vinho era a vinícola Góes e estavamos a 1km dela, então decidimos que ela iria ser a única vinícola visitada por nós naquele dia.</p>
<p style="text-align: left;">Achei que ia encontrar algo como uma entrada de uma fazenda, algo simples, talvez com alguma recepção um pouco mais sofitiscada, mas ao contrário da minha imaginação, encontramos uma estrutura moderiníssima, com portal de entrada, pavimentação, estacionamento, quiosques fixos (alvenaria), a recepção da vinícola, um restaurante e um lago artificial com grama e baquinhos em volta. Realmente me surpreendeu. Mas essa estrutura toda fez com que o turismo, ou melhor o enoturismo a tornasse bem mais movimentada.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_690" class="wp-caption aligncenter" style="width: 514px"><a rel="attachment wp-att-690" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00625/"><img class="size-full wp-image-690" title="DSC00625" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00625.jpg" alt="" width="504" height="378" /></a><p class="wp-caption-text">Vinícola Góes</p></div>
<p style="text-align: left;">Na vinícola tivemos tempo de descansar, nos hidratar, repor as caramanholas (tava muito quente o dia), comemos também uns sanduíches feitos por nós mesmos. O Adilson conseguiu dar uma descansadinha de leve e se alimentou bem. Por lá ficamos bons minutos, tirando fotos, conversando e descansando ao som de um MPB ao vivo que rolava no meio do &#8220;parque&#8221;. Depois de muito enrolar, decidimos que era hora de começar a volta para casa. Olhamos o mapa, pegamos algumas informações e &#8220;pé na estrada&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Voltamos para a via que entramos na estrada do vinho e pegamos sentido Ibiúna, onde segundo as placas era um caminho de 17Km. A estrada estava exelente, assim como o acostamento e então não demoramos muito para chegar na próxima cidade, o que seria muito mais rápido se não fossem as pirambeiras. E por falar em pirambeira, logo na primeira rua que pegamos de Ibiúna encaramos talvez a maior pirambeira do pedal, a rua Mário Oniuoko. Foi flórida.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_697" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a rel="attachment wp-att-697" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00641/"><img class="size-full wp-image-697" title="DSC00641" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00641.jpg" alt="" width="450" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Entrada de Ibiúna</p></div>
<p style="text-align: left;">Depois disso, paramos na praça da matriz para tomar mais uma sobra e repor as caramanholas com água, porque como eu já disse duas vezes, o Sol tava literalmente , de matar. Tirando a menina que não parava de olhar para o Nerso, todos alguns comeram uns salgados, outros só beberam e logo seguimos em frente. Metros a frente e voltamos a cair na rodovia Bunjiro Nakao, onde rumamos sentido Piedade. Nesse ponto a estrada estava mais perigosa, com trechos sem acostamentos e boa parte sinuosa, além do agravante do fluxo de motorizados ter aumentado. Seguimos por bons quilômetros e certa hora o Jupa foi diminuindo a velocidade para acompanhar a galera que estava mais para trás e, não sei extamente porquê, me pediu para puxar o rítimo na frente.</p>
<p style="text-align: left;">Tive a impressão que apareceram mais decidas (num dava pra somente subir, né? <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  ) e isso fez com que o rítimo do pedal aumentasse. Creio que a puxada que dei fora um pouco exagerada, pois em determinado ponto, somente o Bur me acompanhava. Vimos um pouco de civilização e paramos num ponto de ônibus para perguntar das referências que tínhamos (estrada do Bairro do Colégio e estrada para represa de Itupararanga), mas o homem disse que não conhecia muito o local. Atravessamos de volta a pista para tomar uma sombra e esperar o resto da trupe, quando sai um homem de dentro de uma chácara e começamos a perguntar sobre as mesmas referências do primeiro. Ele disse que estávamos no caminho e que tinha algumas descidas boas. Agradecemos e ele atravessou para o outro lado da pista para ir no ponto de ônibus.</p>
<p style="text-align: left;">Eu e u Bur já estávamos cansados de esperar e decidimos seguir em frente, porém antes iríamos renovar a camada de bloqueador solar. Quando terminamos e vestimos os capacetes, o homem do outro lado grita dizendo: &#8220;olha lá, tem mais ciclistas vindo!!&#8221; &#8211; como se parecesse mera coincidência. Consenti e falei que era o resto do pessoal que estávamos esperamos. Saimos novamente para o pedal sem mais delongas. Fiz mistério no começo do post, mas a idéia agora era não passar em Piedade e sim pegar algum caminho perdido sentido Votorantim (para que passássemos pela represa de Itupararanga). Buscando no googlemaps uns dias antes, percebemos que tinha uma estrada que parecia de terra, nos evitaria passar por Piedade e nos daria uns 12Km de economia. Porém, feliz ou infelizmente, era uma estrada que só dava pra ver via fotos de satélite (o mapeamento do google não indicava tal estrada).</p>
<p style="text-align: left;">Fomos pedalando com um pouco mais de cautela e nos deparamos com uma pequena vila, com dois homens sentado em um banco na beira da estrada. O Jupa estava na frente e parou para bater um papo e perguntar se aquela entrada saía na Estrada dos Garcias e os homens disseram que sim e que ainda haveria um bar a uns três quilômetros para dentro. Mesmo sem ter muita certeza se daria certo, depositamos nossa confiança na palavra dos dois homens e seguimos em frente, em estrada de terra. Ficamos felizes por entrar alí, pois a incidência de veículos automotores diminuira drasticamente. A felicidade durou pouco tempo, porque nos deparamos com três enormes pirambeiras (duas no começo e uma no final), porém após pouco mais 3Km chegamos ao bar para nos reabastecer, conforme o senhor da estrada falou.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_704" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a rel="attachment wp-att-704" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00661/"><img class="size-full wp-image-704" title="DSC00661" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00661.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Bar no meio do nada</p></div>
<p style="text-align: left;">Nesse ponto fizemos uma parada estratégica para nos alimentarmos direito. Sacamos os lanches feitos em casa e todos comeram com gosto (aliviou parte do peso da minha bolsa de guidão), ainda tomamos uns refris (eu tomei refri de cola por causa da cafeína) e no final ainda tinha banana desidratada e biscoito passatempo. Acabamos com o estoque de água do Bar No Meio do Nada e enchemos novamente as caramanholas e mochilas de hidratação. De pança cheia e cabeça levemente mais fresca, saimos com destino a estrada dos Garcias. Logo que saímos do bar, já nos deparamos com a última piramba, cerca de 1Km ainda em estrada de terra.</p>
<p style="text-align: left;">No final dessa pirambeira jpa conseguíamos enxergar a estrada, que deveria ser a estrada dos Garcias. Era o final da Estrada Perdida.</p>
<p style="text-align: left;">Sem saber exatamente se era a estrada certa ou não, olhando para o mapa que tinha na minha bolsa de guidão, deduzi que deveríamos sair a direita da Estrada Perdida para que pudéssemos seguir até Votorantim, margeando a represa de Itupararanga. Logo na primeira descida já conseguimos contemplar parte do nosso troféu:</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_708" class="wp-caption aligncenter" style="width: 514px"><a rel="attachment wp-att-708" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00669/"><img class="size-full wp-image-708" title="DSC00669" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00669.jpg" alt="" width="504" height="378" /></a><p class="wp-caption-text">Mal podíamos acreditar ao ver a pontinha da represa</p></div>
<p style="text-align: left;">Mais alguns quilômetros rodados e o mano Bur me fala: &#8220;Cara, esse pedal vai dar mais de 80 Km&#8221;. Eu fiquei um pouco espantado e neguei sem pensar direito, porém quando olhei no odômetro já estávamos quase atingindo os 60 e então me desculpei dizendo que ele tinha razão, pois nosso pedal muito provavelmente ultrapassaria a marca dos 80.</p>
<p style="text-align: left;">Poucos quilômetros a frente e mais alguns sobe e desce nos deparamos com mais uma ponta da represa, que uma fazenda margeia e onde creio termos tirado a melhor fotografia:</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_711" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a rel="attachment wp-att-711" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00690/"><img class="size-full wp-image-711" title="DSC00690" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00690.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Foto dígna de um poster</p></div>
<p style="text-align: left;">Depois disso o pedal fluir muito tranquilo, pelo menos eu acho. Rapidamente passamos em frente a entrada de dois &#8220;clubes&#8221; que fazem uso da represa e fornecem espaço a banhistas e jetski. Nada muito organizado porém com uma atmosfera sociável (pra não dizer &#8220;muvucado&#8221;) e eclética (tocava de samba a rap). Nada que nos interessasse muito, então passamos sem parar e o trânsito nesse ponto começara a aumentar (pista sem acostamento pra variar) e logo chegamos ao ponto que tanto queríamos, a Represa de Itupararanga.</p>
<p style="text-align: left;">Em bicicleta é tudo mais tranquilo, você aproveita o tempo no seu tempo e o espaço no seu espaço. Os automóveis tinham de passar um por vez, além de não poderem parar no meio da barragem para tirar fotos como as que tiramos.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_712" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a rel="attachment wp-att-712" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00694/"><img class="size-full wp-image-712" title="DSC00694" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00694.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Represa!!!</p></div>
<div id="attachment_713" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a rel="attachment wp-att-713" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00697/"><img class="size-full wp-image-713" title="DSC00697" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00697.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">SkiBunda</p></div>
<p style="text-align: left;">Após contemplar mais uma obra, dessa vez da engenharia &#8220;moderna&#8221; (vamos ser sinceros, deve ter sido foda construir uma barragem dessa, inclusive pela época que foi feita) saimos novamente pro pedal, mas desta vez sem muito mais surpresas, pois era hora de chegar em casa e pegar o troféu pela aventura. Para variar um pouco encaramos uma subida enorme, onde devíamos estar pedalando a menos de 10Km/h. Fim do sufoco, paramos eu e o Bur em frente a uma barraquinha de água de côco para esperar o restante da trupe. Quando o Jupa chegou fomos até a barraquinha tomar água de côco, mas chegamos tarde, pois tinha acabdo.</p>
<p style="text-align: left;">Todos reunidos era hora de &#8220;cair pra dentro&#8221;, pois teríamos muitas descidas. O Bur foi na frete e eu em seguida, já atingindo velocidade de mais de 40 km/h, segurando no freio. O início da descida foi ruim pois haviam muitos carros e trechos péssimos de estrada (muitos buracos, o que deu mais medo do que dividir a pista com os motorizados). Depois desse trecho ruim a descida começou a apertar e, ainda bem, a estrada a melhorar significativamente. Sem pedalar atingimos velocidades muito altas e a penúltima vez que olhei no meu odômetro marcava quase 70Km/h e ainda nos restavam bons metros (ou quilôemtros) de descida. Tentei pedalar, mas com uma relação &#8220;curta&#8221;, foi em vão, mesmo assim, ao final da descida, com todos quase juntos, verificamos que tínhamos atingido mais de 80Km/h (o meu odômetro marcou 85,6 Km/h). Impressionante!! Todos ficaram estasiados com os números e alucinados com a adrenalina. Foi muito loco!</p>
<p style="text-align: left;">Depois desse momento ímpar, o pedal fluiu bem, com mais alguns trechos de leves subidas e descidas e logo chegamos a cidade de Votorantim, onde houve a primeira divisão do grupo. Os pedalantes Adirso e Fominha iriam seguir um outro caminho para suas respectivas casa, enquanto o resto iria pedalar até minha casa para degustarmos uma bela massa.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_716" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a rel="attachment wp-att-716" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00701/"><img class="size-full wp-image-716" title="DSC00701" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00701.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Despedida - Da esquerda para direita: Jupa, Adilson, Fomina e Eu. Embaixo: Nerso e Bur</p></div>
<p style="text-align: left;">Ainda levamos uns bons minutos para chegar em Sorocaba, mais precisamente em minha casa. Foram mais subidas e muita dor na perna, mas tudo valeu a pena. Depois de chegar e tomar um banho era hora de comer e degustar as artesanais, como já tem virado praxe.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_717" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a rel="attachment wp-att-717" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/dsc00708/"><img class="size-full wp-image-717" title="DSC00708" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/DSC00708.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Artesanais</p></div>
<p style="text-align: left;">Depois nutrido e hidratado, fui conferir os dados do meu odômetro que me informava:</p>
<p>Tempo total (útil): 4h44min42seg<br />
Distância percorrida: 81,78 Km<br />
Velocidade média: 17,2 Km/h<br />
Velocidade máxima: 85,6 Km/h</p>
<p>Para finalizar, claro que gostaria de agradecer a todos por compartilhar momentos como esse e que conto com a presença de cada um nos próximos eventos. Esse ano está sendo muito produtivo pela quantidade e qualidade dos pedais e espero que melhore ainda mais. Valeu galera!!</p>
<p>Para visualizar todas as fotos, acesse o link no multiply:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/9/9">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/9/9</a></p>
<p>Para ver todo o trajeto, veja o link no bikely:</p>
<p><a href="http://www.bikely.com/maps/bike-path/S-o-Roque-Sorocaba">http://www.bikely.com/maps/bike-path/S-o-Roque-Sorocaba</a></p>
<p>Até a próxima.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.superatrativo.com.br/2010/02/19/cacadores-da-estrada-perdida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Da Lama ao Caos</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/</link>
		<comments>http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 01:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[trilha]]></category>
		<category><![CDATA[trip]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=613</guid>
		<description><![CDATA[Tenho que começar esse post dizendo: esse foi o pedal mais hardcore que já fiz (entenda hardcore como louco, sofrido, lúdico, pesado e plural). Ah, mais um detalhe: peço desculpas de ante mão pelos possíveis erros de grafia/digitação e de frases meio sem sentido, pois o post deve ficar grande e provavelmente não terei tanta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho que começar esse <em>post</em> dizendo: esse foi o pedal mais <em>hardcore</em> que já fiz (entenda <em>hardcore</em> como louco, sofrido, lúdico, pesado e plural).</p>
<p>Ah, mais um detalhe: peço desculpas de ante mão pelos possíveis erros de grafia/digitação e de frases meio sem sentido, pois o post deve ficar grande e provavelmente não terei tanta energia para fazer mais do que uma revisão. Então, preparem-se. <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> <em> </em></p>
<p>Passamos (eu, Bur, Piola, Nerso, Jupa e o Dirsão) sobre qual pedal faríamos, que dia seria e que horas seria. Só lembro que foi um inferno astral de <em>e-mails </em>e viadagens por conta de toda a chuva dos últimos dias. Finalmente na sexta-feira todos toparam vir para Sorocaba e acompanhar o novo (e experiente) companheiro, o Ricardo, em um pedal na famosa Trilha do Túnel. A trilha leva esse nome porque passa por dois sinistros túneis, qual vou detalhar mais na frente.</p>
<p>Na véspera do pedal, mais precisamente no início da noite caiu um &#8220;pé d&#8217;água&#8221; em Sorocaba e parecia que o mundo estava desabando. Eu estava no aniversário de um amigo e pensava &#8220;amanhã vai ser foda&#8221;. Foi então que comecei a receber algums SMSs dos amigos pedaleiros que estavam ansiosos para o dia posterior e quando voltei pra casa resolvi ligar para o Jupa que me passou o e-mail do Adirso que foi enfático &#8220;&#8230;do jeito que tá chovendo agora, não vai sobrar nada para amanhã&#8221;.</p>
<p>As sábias palavras do camarada pedaleiro se profetizaram e me dei por conta quando, 6h20 da manhã do dia 24/01/2010 minutos após ter acordado, escovado os dentes e preparado o café, sai de casa para comprar pão fresquinho na padaria (fui <a title="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/" target="_blank">a pé</a>, claro).</p>
<div id="attachment_615" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-615" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00381/"><img class="size-medium wp-image-615" title="DSC00381" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00381-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Um novo amanhecer...</p></div>
<p><span id="more-613"></span></p>
<p>Exatamente às 7h05 da manhã já estava prontíssmo aguardando os camaradas de sampa chegarem. Um pequeno atraso de um horae saímos para encontrar o camarada Jupa na Av. Gal. Carneiro. Encontro rápido e saimos batidos para o mini <em>shopping </em>da Granja Olga, onde encontramos o resto da galera (Adirso, Ricardo e Nerso) com mais três agregados (Fábio, Fominha e ) e hora que o sol já começava a dar o ar da graça.</p>
<p>Todos se cumprimentaram, se conheceram, era mais do que hora para pedalar. Pegamos um pequeno trecho da rod. Raposo Tavares sentido bairro Brigadeiro Tobias e logo mais entramos numa estradinha de terra rumo a &#8220;boca da trilha&#8221;. Curto pedal cross country passando por carro, ônibus e motos, entre chácaras e beirando a rod. Raposo Tavares e chegamos ao local.</p>
<p>No bar local, ao pé do morro, nos deparamos com diversos carros tipo <em>pickup </em>e muita moto. Conversando com o pessoal, fomos informados que estava acontecendo uma competição de resistência de moto por todo morro. Bem, perder viagem não era uma opção foi encarar mesmo assim e a instrução era &#8220;ouviu barulho de moto, se joga com a bicicleta pro lado (no mato).</p>
<p>Caramanholas reabastecidas, era a hora da diversão. Uma pequena subida e nos deparamos com o local &#8220;oficial&#8221; da organização dessa competição, quebramos a direita, veio uma leve descida e depois uma enorme subida. Ela não era apenas íngreme, ela era íngreme, comprida e tinha vários pontos escorregadios, onde a bike patinava. Era uma mistura de técnica com preparo físico.</p>
<p>Como ainda era começo, muitos tentaram ser fortes e subir até o fim no pedal, mas a maioria sucumbiu ao cansaço e acabaram empurando as magrelas (eu inclusive). Depois empurrar as bikes morro acima, chegamos em um trecho plano e feliz por ter desbravado talvez a parte mais íngreme do pedal. Doce ilusão. Poucos metros a frente, uma leve descida, uma quabradinha à direita e outra à esquerda e pronto, nova subida, não era somente maior, como parecia muito mais técnica, pois haviam trechos lisos e outros onde chão &#8220;cedia&#8221;.</p>
<div id="attachment_624" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-624" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00412/"><img class="size-medium wp-image-624" title="DSC00412" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00412-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Montanha!</p></div>
<p>Um novo trecho plano, suficiente para respirar, tomar uma água e esperar os remanescentes antes de seguir caminho e dar de cara com o início do vale:</p>
<div id="attachment_625" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-625" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00419/"><img class="size-medium wp-image-625" title="DSC00419" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00419-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Vale</p></div>
<p>Apreciamos o momento, tiramos fotos e começamos a presenciar a infeliz realidade qual passaríamos durante todo o resto do pedal, os motoqueiros. Poluindo o ambiente com fumaça e barulho, passavam &#8220;rasgando&#8221; nos obrigando a jogarmos-nos aos lados fora da trilha em ato desesperado. Tenho que admitir que não houve momento de extremo perigo, porém a cada som de motor zunindo em nossos ouvidos, sempre gritávamos &#8220;motooooo!!&#8221; indicando o momento de parar de pedalar e nos salvaguardar.</p>
<p>Depois dessa rápida parada, saimos para um novo trecho de subida, porém muito mais leve e muito menos íngreme. Nesse trecho foi possível desenvolver uma velocidade um pouco maior, além de poder pedalar sem parar (sem precisar empurrar).Ao fim dessa subida chegamos finalmente ao cume da montanha, onde pudemos novamente desfrutar de um belo visual.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-628" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00439/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-628" title="DSC00439" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00439-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Após essa nova pausa para fotos, era hora de encarar um dos trechos mais complicados do pedal, uma descida em <em>single track</em>. Na verdade a descida era muito mais do um &#8220;simples&#8221; <em>single track </em>e oportunamente eu a apelidaria de &#8220;trincheira&#8221; ou &#8220;valeta&#8221;. É difícil descrever a situação mas por conta de algum evento natural ou por ação do homem, entrar nessa trilha dava nitidamente a impressão que estava em uma vala onde os pedais geralmente encostavam nas paredes de terra e os pedaleiro tinham de descer apoiando os pés nessas paredes, como se estivessem fazendo um rapel (sem cordas de segurança <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ).</p>
<p>O mais estranho e perigoso é quando escutávamos barulho de motor e então era um &#8220;deus nos acuda&#8221; para parar, achar uma brecha no mato, se embrenhar por lá tentando se esquivar do maluco que descia alucinado.</p>
<div id="attachment_633" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-633" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00452/"><img class="size-medium wp-image-633" title="DSC00452" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00452-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pra vala, literalmente</p></div>
<p>A instrução era de descermos mais esparsados uns dos outros, para que se alguém caíssem, não causasse um efeito dominó. Porém havia um insano entre nós que descia sem muito medo e como disse o amigo Bur &#8220;o Nerso parece uma vaca louca descendo a trilha&#8221;. Insanidades a parte e muito tempo de uma descida muito perigosa, conseguimos chegar ao fim. Fim dessa parte, claro.</p>
<p>Depois disso a trilha melhorou e ficou bem plana, porém bem fechada e com muita lama. Por causa das chuvas da semana o chão estava literalmente encharcado. Em determinado ponto, já beirando o riacho que cruzava o morro, nos deparamos com vários motoqueiros parados em um trecho muito complicado da trilha. Os mais inteligentes e sensantos, que não usavam veículo motorizado, podiam passar pelo trecho simplesmente levantando a bicicleta e subindo em algumas pedras, ao contrários dos infelizes motorizados já que seria impossível levantar o peso de uma moto de trilha (200 Kg? Sei lá). Mesmo assim, alguns bons garotos ajudaram muitas motos, tentando levantar o guidão enquanto o piloto acelerava para tentar subir entre as pedras.</p>
<p>Passado esse momento que nos fez perder preciosos minutos, alguns quilômetros (ou nem tanto) a frente chegara um dos trechos mais interessantes da trilha, o tal do túnel. Naõ sei exatamente o propósito do túnel, mas é uma estrutura de pedras e concreto que permitia fluir a água do riacho de um lado a outro e por não prever a passagem se pessoas (utilizando quaisquer veículos) não há pontos de iluminação dentro dele. Primeiro que para chegar ao túnel, foi preciso entrar no riacho onde a água dava na altura da cintura e para isso alguns do aventureiros optou por sair pedalando em terra enquanto os mais cautelosos prefiriram entrar carregando a bicicleta.</p>
<div id="attachment_638" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-638" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00472/"><img class="size-medium wp-image-638" title="DSC00472" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00472-300x400.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiro Túnel</p></div>
<p>E depois, atravessar um túnel sem ilumunição e com água corrente na altura do joelho foi uma experiência muito interessante, recheada de adrenalina. Como não tínhamos farois nas bicicletas (apenas um ou dois previnidos que foram na frente) tivemos que adentrar em fila indiana beirando o lado <strong>direito</strong> do túnel, conforme a orientação dos mais experientes. Foi um percurso curto que fomos com extrema cautela e sempre confiando um no outro. Na saída do túnel, já com iluminação natural do dia, a orientação era saírmos pela <strong>esquerda</strong> que era a parte mais rasa do riacho. Depois o Jupa me contou que se confudiu e foi sair pelo lado direito do túnel e levou um capote <em>a lá Cirque du Soleil </em>e quando levantou das águas profundas não achou sua respectiva bicicleta&#8230; o cara perdeu a bicicleta no meio do riacho!! (lógico que ele achou depois, mas deve ter rolado um certo desespero momentaneo).</p>
<div id="attachment_639" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-639" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00483/"><img class="size-medium wp-image-639" title="DSC00483" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00483-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Saída do 1o túnel</p></div>
<p>Eu só sei que foi um euforia geral, depois entrar na água pedalando, atravessar o túnel sem enxergar quase nada e sair do túnel com a água quase na cintura (em certos pontos acima dela), a galera tava em êxtase! Muito louco.</p>
<p>Depois disso, voltamos a atravessar o riacho para pegar a continuação da trilha (saída para direita), andamos por mais alguns bons trechos em <em>single track, </em>sempre desviando dos malditos motoqueiros, quando finalmente entramos em uma bifurcação da trilha onde os competidores de moto não poderiam passar. Nesse ponto estávamos indo direto ao segundo túnel qual enfrentaríamos e dessa bifurcação até lá foi um trecho com diversas partes alagadas; Realmente as chuvas desse janeiro de 2010 estavam causando estragos.</p>
<p>Algumas &#8220;lagoas&#8221; e alguns quilômetros depois estavam todos parados na entrada do segundo túnel, mais longo e consequentemente muito mais escuro. Esse túnel realmente estava escuro e não dava para enxergar nada! Esse túnel era realmente sinistro, pois além da escuridão, havia água parada e gelada e o lado qual estávamos percorrendo (no lado direto, bem colado a parede, meio que tateando para auxiliar) parecia ceder rumo ao centro do túnel!</p>
<div id="attachment_642" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-642" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00497-2/"><img class="size-medium wp-image-642" title="DSC00497" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00497-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Segundo túnel</p></div>
<p>Depois da tensão de atravessar esse segundo túnel, ainda passamos por algumas lagoas e seguimos a trilha até o primeiro sinal de civilização. Ainda seguimos por mais alguns quilômetros por estrada de terra (porém mais cross country), até a Rodovia Raposo Tavares, no bar do &#8220;risca faca&#8221; em Inhaíba. Nesse último trecho eu estava pedalando igual um condenado e minha bicicleta mals saía do lugar, achei que tinha &#8220;quebrado&#8221; e fiquei um pouco preocupado com a volta. Porém quando paramos no bar para reabastecer percebi que mesmo para empurar a bicicleta estava difícil e imaginei ser um problema mecânico.</p>
<p>Porém não tive muot tempo pra identificar o que era, já que todos queriam sair logo do bar com certo receio em relação a segurança do grupo. O problema foi que, mesmo no asfalto onde a bicicleta deveria render mais eu não estava conseguindo pedalar e era justamente em um enorme subida. Fiz um esforço DESCOMUNAL para terminar o trecho de subida qual todos fizeram com certa facilidade. Creio que só consegui terminar a subida porque o amigo Jupa foi pedalando junto comigo meio que dando um incentivo moral e também pelo fato de ver todos sentados ladeira acima me esperando a sabor de uma sombra.</p>
<p>Quando me juntei ao grupo, o Jupa, Nerso e o Bur chegaram para olhar o que poderia estar errado com a bike. Tiramos a roda da frente, eles desmontaram o pino do centro do cubo e perceberam um desgaste enorme no garfo. Algo estava atritando muito entre o garfo e a roda e o esforço que fiz gerou um significativo sulco no metal (do garfo). Creio que inverteram o lado do pino e seus estribos, montaram na roda e montaram no garfo e quando testaram, a roda voltara a rodar livremente! <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A partir de então o pedal fluiu tranquilo e numa velocidade mais aceitável até o mini shopping qual havíamos saído. O Ricardo e sua trupe já tinham colocado as bikes no carro e já estavam tomando um chope dentro do mini shopping. Conversamos um pouco, tomamos alguma coisa e como ainda tínhamos mais 12Km de pedal, nos despedimos e tomamos caminho de volta pra casa. Nesse trecho, passamos pela cicloponte e vimos o rio Sorocaba alagado. Uma leve chuva ameaçou cair, mas deixou todos só na vontade. Em frente a academia BioFit nos separamos e despedimos do amigo Jupa e pedalamos até em casa, terminando assim o mais plural dos pedais que já fiz, como os dados:</p>
<p>Total útil: 4h15min46seg<br />
Distância: 54.55 Km<br />
Vel. Média: 12.7 Km/h<br />
Vel. Máxima: 68.2 Km/h</p>
<p>Para comemorar a aventura, nada melhor que um bom banho, uma bela pratada de massa (só uma?? <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  ) e várias cervejas para hidratar:</p>
<div id="attachment_647" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-647" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/dsc00528/"><img class="size-medium wp-image-647" title="DSC00528" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/DSC00528-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Seleção de &quot;artesanais&quot;</p></div>
<p>Gostaria de dizer obrigado a todos que participaram do pedal pelas conversas, pelas risadas, pelas orientações, pelas demonstrações de companheirismo, pelos lanches ou simplesmente por ter participado. É por essas que eu digo que nunca vou parar&#8230; &#8220;a vida é loca&#8221;.</p>
<p>Até a próxima.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/28/da-lama-ao-caos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tempos modernos</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/</link>
		<comments>http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 01:17:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Transito]]></category>
		<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=604</guid>
		<description><![CDATA[Um amigo mandou a charge por e-mail e resolvi reproduzir. Quando vi, dei risada, parei, lembrei de um monte de gente (inclusive de pessoas que nem conheço), parei, me senti decepcionado com essa lembrança (foi um quase nojo), esperei, refleti, balancei a cabeça e decidi divulgar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo mandou a charge por <em>e-mail </em>e resolvi reproduzir.</p>
<div id="attachment_605" class="wp-caption aligncenter" style="width: 254px"><a rel="attachment wp-att-605" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/image001/"><img class="size-full wp-image-605" title="image001" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/image001.png" alt="" width="244" height="581" /></a><p class="wp-caption-text">Retirado de igualvoce</p></div>
<p>Quando vi, dei risada, parei, lembrei de um monte de gente (inclusive de pessoas que nem conheço), parei, me senti decepcionado com essa lembrança (foi um quase nojo), esperei, refleti, balancei a cabeça e decidi divulgar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.superatrativo.com.br/2010/01/20/tempos-modernos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quebrada a barreira dos cem</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/11/12/quebrada-a-barreira-dos-cem/</link>
		<comments>http://blog.superatrativo.com.br/2009/11/12/quebrada-a-barreira-dos-cem/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 01:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=510</guid>
		<description><![CDATA[Em qualquer coisa que se faça, o fator psicológico conta muito. Aliás, conta demais! Agitamos um pedal perto do feriado dia 12 de outubro/2009, no primeiro fim de semana após meu retorno ao trabalho. Talvez por esse motivo (volta ao trabalho) eu tenha ficado com minha não mais costumeira crise de asma, justamente no fim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em qualquer coisa que se faça, o fator psicológico conta muito. Aliás, conta demais! Agitamos um pedal perto do feriado dia 12 de outubro/2009, no primeiro fim de semana após meu retorno ao trabalho. Talvez por esse motivo (volta ao trabalho) eu tenha ficado com minha não mais costumeira crise de asma, justamente no fim de semana do pedal!</p>
<p>Tal fim de semana estava escrito para ser totalmente frustante, pois muito provavelmente eu não conseguiria fazer alguma atividade. O tempo tinha dado uma virada e eu que ainda estava pouco acostumado com o clima do centro oeste brasileiro, sofri. Tentei me controlar, mas na madrugada de sábado para domingo (11/10/2009) sucumbi a falta de ar.</p>
<p>O Ricardo estava vindo de São Paulo só para pedalar conosco e o Jupa e o Nelson estavam preparados. Como dormi na casa da minha namorada, precisava pelo menos cumprir o papel de levar meu amigo Ricardo ao encontro do dois outros pedalantes. No tempo entre me aprontar e voltar para casa para esperar o Ricardo, dei uma leve melhorada. Mesmo assim não me sentia apto para fazer uma cicloviagem.</p>
<p>Em casa, bem agasalho (até de certa forma exagerada), descansei um pouco no sofá, enquanto o paulistano não chegava. Mais uma leve melhora obtive. Quando o Ricardo chegou, perto das 7h40min, o dia já estava mais quente. Quando começamos a descarregar a <em>bike </em>dele, começou a me dar uma vontade enorme de sair com os caras para pedalar. Nesse momento liguei para o Jupa para dizer que não ia e expliquei o motivo, e ele simplesmente disse: &#8220;tu acha que dá, mas tá com medo de passar mal? Vamo aí &#8220;de boa&#8221; até um local perto, se você se sentir mal ou volta sozinho ou a gente volta contigo&#8221;. Por mais incrível que pareça, a Juliana consentiu com a idéia. Parece que a partir de então minha melhora ocorreu de forma exponencial.</p>
<p>Preparados, eu e o Ricardo passamos primeiramente em uma padoca, já que eu não tinha comido nada. Depois de dois pães na chapa e um cafezinho, me despedi da Juliana e fomos para a casa da Carol, encontrar com o Jupa.</p>
<div id="attachment_512" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-512" title="Início" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC00497-400x300.jpg" alt="Início" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Eu, Boo (Ricardo) e Jupa - Eu era o único agasalhado</p></div>
<p><span id="more-510"></span>De lá, reorganizamos as coisas (eu estava com o mala de guidão) e partimos ao encontro do Nelson no Carrefour Sônia Maria. Lá, depois de um chá de cadeira que levamos do maledeto Nerso, conseguimos sair para o pedal. Eram 8h30 da manhã.</p>
<p>Pegamos a avenida Ipanema, passamos pela Cruz de Ferro e pegamos a rodovia sentido Porto Feliz. Como era início do pedal e haviam diversas descidas (e subidas, claro), consequimos fazer um pedal em um rítimo relativamente forte. Cruzamos a rod. Castello Branco e mandamos ver.  Fizemos uma primeira parada em uma barraquinha no meio da estrada que vendia uma água de côco.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-515" title="DSC00526" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC00526-400x300.jpg" alt="DSC00526" width="400" height="300" /></p>
<p>Saímos &#8220;voados&#8221; pela estrada e desta vez sem mais paradas rumo a tão esperada cidade de Porto Feliz! Até a entrada da cidade, se não me falha a memória, foram cerca de 45 km. Já na cidade, procuramos a tal da gruta, mas o portão que dá acesso estava fechado.</p>
<p>Decidimos então que era a hora do &#8220;almoço&#8221;. Paramos em uma praça grande e bem arborizada. Nessa praça estava rolando um culto religioso, mas ficamos por alí mesmo assim. Estacionamos as bikes, tiramos as caramanholas e comecei a sacar os lanches que estavam na mochila de guidão. Ficamos alí descansando, comendo, bebendo água e conversando por alguns bons minutos.</p>
<div id="attachment_517" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-517" title="Em Tatuí" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC00547-400x300.jpg" alt="Eu, Jupa, Boo e Nerso" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Eu, Jupa, Boo e Nerso</p></div>
<p>De repente o Nerso saca o telefone e começa a fazer umas ligações. Ninguém deu bola, pois ninguém tava interessado em saber da vida pessoal, muito menos da vida profissional (se fosse o caso) dele. Enquanto isso fui até a padaria da esquina comprar um litro de água para reabastecer a galera.</p>
<p>O Nerso voltou e disse que tinha falado com uma amiga dele que mora em Porto e perguntou o que a gente achava de dar uma passadela lá. Não lembro de termos sido convictos na resposta, só sei que o lance já tava armado, pois depois de uns minutos a amiga dele aparece e eles começam a conversar. Ele ficou meio longe conversando e a gente ficou falando que ele tava de xaveco furado.</p>
<p>Depois de uns 15 minutos de conversa ele vem até a gente, apresenta a amiga dele e nos convida para ir lá encher as caramanholas, comer algo e etc. É claro que ficamos um pouco sem graça em aceitar o convite, mas as vezes parece que esquecemos que existem pessoas que se sentem bem apenas por ajudar, sem querer nada em troca, esquecemos que temos amigos e que existem pessoas que não são egoístas. Maldita influência do mundo moderno.</p>
<p>Após adentrarmos na casa da Sabrina, chegamos em uma varanda bem grande e alta, onde dava para ver boa parte da vizinhança. Nessa área ficava a geladeira da casa e nossa anfitriã a abriu e começou a colocar com um monte de coisa sobre a mesa: refrigerante, sorvete, pavê, amendoim e etc. Como já havia comido na praça, não estava com muita fome, mas petisquei uns amendoins sabendo que poderiam me dar energia extra no caminho para Itu. O Nerso comeu de tudo, só não tomou sorvete e no final, para aparecer mais ainda, achou uma garrafa de vinho pela metade e quase encheu um copo de requeijão. Além de folgado é doido, pois iríamos pedalar mais uns 50 quilômetros (E ainda saiu todo alegre dizendo que tinha tomado vinho &#8220;do Porto&#8221;).</p>
<p>Depois de conversar e descansar um pouco, decidimos que era hora de ir. A Sabrina nos explicou a melhor forma de pegar a estrada para Itu e lá fomos nós. Era um dia quente, principalmente por termos ficado expostos várias horas debaixo do Sol e aquilo tudo foi pesando. A estrada Porto Feliz &#8211; Itu tinha muita subida e o asfalto não era dos melhores, o que fez cair ainda mais nosso rendimento. Lá pelo quilômetro 60 eu acho que &#8220;quebrei&#8221;, pois estava sentindo dores nos quadríceps e para conseguir acompanhar o pessoal, tinha de fazer um esforço descomunal.</p>
<p>Quase chegando em Itu, numa subida que parecia não ter fim, os aficcionados em locomotiva ficaram olhando uma dessas passar (passava por debaixo da rodovia) e eu quase morrendo, segui meu caminho, pois não sabia que conseguiria continuar se parasse naquele ponto. No cume, resolvi esperar o pessoal debaixo de uma sombra e quando eles chegaram, tive de apelar e pedir para o Jupa levar minha <em>bike tour </em>(bolsa de guidão), pois aquilo estava realmente pesando. Ele aceitou de boa e aquele peso fez muuuuita diferença.</p>
<p>O relógio marcava 15healgumacoisa, então não teríamos tempo de passar dentro do perímetro urbano da cidade de Itu, apenas contornamos a entrada e pegamos o acesso para a rodovia do açúcar (?). Apesar do odômetro marcar mais de 70Km, mais leve consegui manter um rítimo melhor e acompanhar o pessoal.</p>
<p>O Nerso parou no posto/restaurante &#8220;Bife de Tira&#8221; para comprar isotônico e eu avisei os apressados que estavam muito na frente. O Sol ainda pegando forte, fez com que fôssemos para uma sombra e lá quedamos por uns 30 minutos, esperando a donzela chegar.</p>
<div id="attachment_520" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-520" title="DSC00589" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC00589-400x300.jpg" alt="zzzzzzzzzz" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">zzzzzzzzzz</p></div>
<p>Com o aslfato melhor, desenvolvemos melhor velocidade o que amenizou o caos do cansaço. A volta foi tranquila, porém cansativa, onde paramos apenas na saída do pedágio da Castelinho para comer as últimas migalhas de banana desidratada que eu havia levado e os últimos quatro pêssegos que o Jupa tinha guardado. Dali em diante o cansaço dominou total. Eu olhava pros lados e parecia que os caras, apesar de cansado, ainda tinham gás pra pedalar bons quilômetros. Eu estava desacreditado.</p>
<p>Na última subida da Castelinho antes de chegar em Sorocaba, o Nerso começou com uma brincadeira besta de ficar acelerando meio que competição e quando vi a subida que nos aguardava, incitei-o falando que no final da subida, debaixo da ponte, valia pontos para a meta volante de escalador (camisa branca de bolinhas vermelhas) e doido como só ele, sentou a madeira no pedal e disparou na minha frente levando o Boo com ele (que não valia muito, já que estava de speed). Claro que aumentei o rítimo também, mas não loucamente como os dois, porém mantive a cadência e no final, quase sem pernas, passei pelos dois (que já estavam mais que quebrados) e passei por debaixo da ponte &#8220;por primeiro&#8221;.</p>
<p>Enfim a última descida! Ultima?? Bom, de estrada seria a última e o Nerso, doido de pedra, passou rasgando por mim mais ou menos na altura da Facens. Na ultima placa da Castelinho, ele parou, desceu da bicicleta e deitou no chão (sim, no acostamento da pista!) comemorando sua chegada! Ele iria ficar por alí, enquanto o resto ainda iria atravessar a cidade.</p>
<div id="attachment_523" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-523" title="DSC00596" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC00596-400x300.jpg" alt="Fin" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Fin</p></div>
<p>Logo depois da despedida do Nerso, levei um capote da minha bicicleta e a coitada estatelou no chão, gerando um pequeno problema no meu câmbio traseiro (damn it!). Problema semi corrigido, seguimos mais dez ou doze quilômetros praticamento nos arrastando pelas ruas de Sorocaba. Antes de chegar em casa, passei numa padoca e comprei um litro de suco de laranja e uma baguete recheada, que não deu pra nada, mas pelo menos o Ricardo sobreviveria em seu retorno a São Paulo.</p>
<p>Depois do pedal mais difícil que fiz, eis os resultados:</p>
<p>Distância: 110,52 Km<br />
Tempo total útil: 5h50min<br />
Velocidade média: 18,95 Km/h<br />
Cidades: Porto Feliz, Itu e Sorocaba</p>
<p style="text-align: left;">Foi um desafio enorme, porém muito divertido. Mostra que com um pouco mais de treino seria possível fazer essa mesma distância com menos esforço e seria o início de um planejamento mais sério para uma cicloviagem de vários dias. Quem sabe em breve?</p>
<p style="text-align: left;">Até a próxima.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.superatrativo.com.br/2009/11/12/quebrada-a-barreira-dos-cem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Batizada!</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/09/07/batizada/</link>
		<comments>http://blog.superatrativo.com.br/2009/09/07/batizada/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 03:26:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Casale]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=393</guid>
		<description><![CDATA[Não foi um batismo com água benta (ou isotônico (que ainda vou fazer)), foi um batismo com lama! Na fria manhã de sábado do dia 22/08/2009, saí com mais dois pedalantes (Jupa e Nelson) para fazer mais uma cicloviagem. Como os dois são mais experientes do que eu, fiquei tranquilo em relação à organização e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não foi um batismo com água benta (ou <a href="http://felizcidadefeliz.blogspot.com/2009/02/sabado-sem-samba-batismo-de-bicicletas.html">isotônico</a> (que ainda vou fazer)), foi um batismo com lama!</p>
<p>Na fria manhã de sábado do dia 22/08/2009, saí com mais dois pedalantes (Jupa e Nelson) para fazer mais uma cicloviagem. Como os dois são mais experientes do que eu, fiquei tranquilo em relação à organização e ao planejamento, tendo com simples tarefa chegar no horário, levar meus suprimentos nutricionais (especificados pela <a href="http://www.nutrisaudavel.ntr.br">NutriSaudável</a>) e ter disposição.</p>
<p>Às 8h30 da manhã, os três cavaleiros já estavam apostos na rod. João Leme dos Santos (na saída de Sorocaba, sentido Salto de Pirapora). Seguimos pela referida rodovia por alguns quilômetros (uns 5 ou 7) e entramos em um dos primeiros bairros de Salto de Pirapora, na entrada para a Universidade do Cavalo. Atravessamos o bairro acabando em uma estradinha que nos levaria a outra com acesso à rodovia Raposo Tavares. Essa primeira estradinha tinha um relevo variado, com constantes subidas e descidas e vistas panorâmicas (o Nelson quase desceu da bike para correr entre os campos de trigo <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  ).</p>
<p>Pouco mais de 20km pedalados, paramos para descansar um bocado e nos alimentar. Nesse ponto, estávamos a decidir se pegaríamos a &#8220;Raposo&#8221; por estrada ou via uma trilha desconhecida que o companheiro Jupa vira no GoogleMaps. Não foi difícil decidir pela trilha e para lá fomos nós. Ao adrentarmos a trilha, uma leve subida seguida e uma íngreme descida, que nos esperava no final com uma bela poça de água (e lama). Hesitamos um pouco, mas não tinha jeito e assumimos que era parte da diversão e, foi nesse momento, que minha bike foi batizada. Não caí na poça, mas a bicicleta foi bem atingida pela lama.</p>
<p>Depois <a href="http://letras.terra.com.br/nacao-zumbi/77655/">da lama, veio o caos</a>: uma subida muito íngreme, com barro e algumas pedras soltas e que fizeram que nós descessemos das bicicletas e empurrássemos-nas morro acima. Trilha não muito estreita, mas com mato bem fechado dava um clima silencioso e um pouco escuro (dadas as proporções de horário (meio dia) e clima nublado, claro), qual finalizamos poucos quilômetros depois.</p>
<p>Demos de cara, enfim, com a Rodovia Raposo Tavares, também com subidas e descidas, mas em asfalto, o que nos fez desenvolver um pouco mais de velocidade. Saímos da &#8220;Raposo&#8221; e encaramos mais um pedacinho de estrada de terra e depois de poucos quilômetros, com o odômetro marcando 42 km percorridos, chegamos a chácara do Jupa (município de Capela do Alto). Passamos numa padoca, compramos pão, queijo, presunto, laranja e banana, e detonamos com quase tudo isso em poucos minutos.</p>
<p>Lá demos uma descansada e resolvemos voltar. Decidimos voltar pela &#8220;Raposo&#8221; direto (daria para escolher outro trajeto), sem perder muito tempo. O percurso foi tranquilo, com exceção de um dos poucos trechos sem acostamento que pegamos perto de Araçoiaba da Serra, onde um caminhão do grupo Votorantim (ou da empresa que fazia o transporte para) deu-nos uma buzinada altíssima e uma fechada sem nenhuma necessidade (fazendo-nos sair da pista). Diversos caminhões passaram pela gente, em trechos também sem acostamento e nenhum deles sequer deu uma buzinadinha &#8220;de alerta&#8221;. É realmente lamentável esse tipo de atitude, principalmente de uma empresa que se diz &#8220;ecologicamente correta&#8221; (pelo menos era o que dizia nas lonas de outros caminhões que passavam), já que a bicicleta não polui como os motorizados.</p>
<p>Estresse passado, pista com acostamento e nova pausa para um lanche, foram os momentos que precederam nossa chegada em Sorocaba. Na av. Gal. Carneiro, sentido centro, nos despedimos do Nelson, que ainda encararia mais uns 10 quilômetros até sua respectiva residência.</p>
<p>Ao chegar em casa e conferir o odômetros, fizemos:</p>
<p>Distância: 78km<br />
Tempo total útil: 5h00min29seg<br />
Velocidade Média: 15,5 Km/h<br />
Velocidade Máxima: 57,0 Km/h<br />
Cidades: Salto de Pirapora, Capela do Alto, Araçoiaba da Serra e Sorocaba</p>
<p>Foi uma experiência muito boa, um pedal com poucas paradas, com um clima bem ameno (muito vento, na verdade) e com um visual muito legal na maioria das vezes. Nunca havia passado por tantas cidades assim. Mais uma cicloviagem para ficar registrada!</p>
<p>Até a próxima.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.superatrativo.com.br/2009/09/07/batizada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dèjà vu</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/08/21/deja-vu/</link>
		<comments>http://blog.superatrativo.com.br/2009/08/21/deja-vu/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 02:08:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Cicloviagem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.superatrativo.com.br/?p=380</guid>
		<description><![CDATA[Parecia que já tinha acontecido uma vez &#8211; mesmo dia da semana, mesmo horário e mesmo destino &#8211; mas diversas outras coisas caracterizavam como um novo evento. Um pouco mais frio do que da última vez, infelizmente outra bicicleta e felizmente muito mais pessoas. Agora acompanhado de mais um pedalante (ou como quiser chamar), o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parecia que já tinha <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/03/15/a-segunda-e-sempre-melhor/">acontecido</a> uma vez &#8211; mesmo dia da semana, mesmo horário e mesmo destino &#8211; mas diversas outras coisas caracterizavam como um novo evento. Um pouco mais frio do que da última vez, <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/05/01/dor-de-uma-perda/">infelizmente</a> outra bicicleta e felizmente muito mais pessoas.</p>
<p>Agora acompanhado de mais um pedalante (ou como quiser chamar), o ônibus também foi o meio de transporte escolhido para chegar até a cidade de Itu. Chegando por lá as 7:30 da manhã, descarregamos as bikes, demos uma ajustada, tomei meu café-da-manhã na própria rodoviaria e partimos para o <em>shopping</em> Plaza Itu, ponto de encontro com o resto do pessoal.</p>
<p>Depois de mim e do Jupa, o primeiro a chegar foi o Boo e depois de algumas horas de atraso chegam os últimos quatro cavaleiros (Gaba, Limão, Biriba e Rogério). Descarregam as <em>bikes</em>, fizeram alguns ajustes e ainda esperamos uma parte das dondocas tomarem um lanche para aguentar o pedal. Perto das 11 da manhã, saimos com destino a Fazenda do Chocolate.</p>
<div id="attachment_386" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-386" title="naestrada" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/naestrada-400x397.png" alt="Na estrada" width="400" height="397" /><p class="wp-caption-text">Na estrada</p></div>
<p>Foi basicamente um pedal tranquilo, poucos quilômetros de descida, reta e uma subida íngreme para não dizer que foi fácil. Como de praxe, paramos na fazenda, comemos e tomamos alguma coisa (o Biriba desdenhou da Nova Schin). Ao sair de lá, a galera cogitou não voltar e seguir caminho. Ao sair da fazenda sentido Cabreúva, pegamos um bom trecho de muita descida, onde percorremos (eu pelo menos) sem praticamente pedalar. Paramos logo em seguida para tirar fotos em um lugar estratégico, antes de outra enorme descida, qual resolvemos não continuar, já pensando na volta <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Agora sim de volta para Itu, passamos pela longa subida (parecia ser pior do que foi), passamos na frente da fazenda do chocolate novamente e descemos a serra. Quando no pé do morro, avistamos um congestionamento e viemos a saber que era devido a um acidente envolvendo uma moto (ou eram duas?).</p>
<div id="attachment_384" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-384" title="Mont Ventoux" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/DSC00384-400x300.jpg" alt="Mont Ventoux" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Pra não dizer que foi fácil: &quot;Mont Ventoux&quot; (entre aspas, claro)</p></div>
<p>Depois de mais alguns quilômetros de reta e um pouco mais de subida na volta, chegamos novamente ao <em>shopping. </em>Nesse momento, depois da clássica pausa para a foto de despedida e enquanto a maioria arrumava as coisas em seus respectivos automotores, eu e o camarada Jupa decidíamos se voltavamos pela estrada &#8220;velha&#8221; ou pela estrada &#8220;nova&#8221; rumo a Sorocaba, no pedal obviamente.</p>
<div id="attachment_385" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-385" title="Despedida" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/fim-400x294.png" alt="Despedida" width="400" height="294" /><p class="wp-caption-text">Despedida</p></div>
<p>A decisão foi pela estrada nova, por ser mais conhecida por nós, a certeza de haver acostamento em todo o percurso e a existência de pontos de hidratação (restaurantes, concessionárias, postos de gasolina e etc). Mesmo a estrada sendo boa e eu sempre no fim do &#8220;pelotão&#8221; (pelotão de duas pessoas :p), foi um pedal cansativo, pois o ritimo foi mais forte (a velocidade média que estava em torno de 17 km/h foi para 20km/h), o sol estava  a pino e eu parecia uma tartaruga perto de uma <em>speed</em>. Mesmo assim, depois de cerca de 42 km percorridos, com duas paradas para hidratação e alimentação (as duas na estrada), chegamos ao destino tão sonhado.</p>
<p>A contagem final ficou:</p>
<p>Velocidade Média: 20,4 km/h<br />
Distância percorrida: 74 km<br />
Tempo total útil: 3h42min<br />
Cidades: Itu e Sorocaba</p>
<p>Até a próxima!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.superatrativo.com.br/2009/08/21/deja-vu/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

