abril 11th, 2010 — Ciclismo, Esporte, Pessoal, Viagem
Primeiramente devo desculpas a todos pela demora do relato da último pedal bate e volta que fizemos. Os motivos foram minha queda no pedal culminando com semanas extremamente complicadas no trabalho.
Bom, chega de lamurias e vamos aos fatos. Agitada a viagem com proposta do Fabiano para irmos para Piedade/SP saindo de Sorocaba/SP via estrada de terra, calma e tranquila. Começou com o fato de poucos poderiam ir ou queriam ir e no final marcamos eu, o Marcelo, o Nerso e o Fabiano.
O dia 21/03/2010 amanheceu com leve chuva e mesmo com uma noite nem tão boa de sono, acordei animado para pedalar. Logo cedinho, lá pelas 6h30 ou 7h00 o nosso guia Fabiano me liga dizendo que não ia mais conosco, pois tinha caido e aberto o pulso.
Conforme combinado, o Marcelo chegou em casa as 7h30 da manhã e com a chuva aproveitei ligar para o Nerso para saber se estava tudo nos conformes. Com a resposta positiva, saimos até o ponto de encontro (term. São Paulo) mesmo debaixo de chuva. Chegamos no terminal exatamente as 7h55 da manhã e lá esperamos. Esperamos. Cansamos. Esperamos e eis que depois que quase 1hora de atraso aparece o Nerso com mais doi pupilos (Trekker A e Trekker B).

zzzzzzzzzz. Na saída de Sorocaba, esperando as frangas
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março 17th, 2010 — Ciclismo, Esporte, Meio ambiente, Pessoal, Viagem
Finalmente estamos nos organizando e a quantidade de pedais tem aumentado. Esse último fim de semana (07/03/2010) foi a vez de visitarmos a famosa Pedreira em Salto de Pirapora.
Mas o que tem de especial em uma pedreira? Em uma pedreira, não sei, mas essa é famosa por ser uma pedreira desativada e qual a água de um lençol freático fez preencher boa parte dá área que fora devastada pela ação do homem.
A sugestão de visitar a pedreira foi do camarada Fabiano, que já tinha feito um rolê por lá há um tempo atrás e nos convidou a fazê-lo novamente. Já usando tecnologia “nova”, boa parte do pedaleiros confirmaram a ida, menos os manos Adilson, Fominha, Boo e Ricardo. Marcamos às 8h00 em frente ao terminal São Paulo e como de costume, uma atrasadinha nos fez sair às 8h30 (nos encontramos às 8h15). O Piola havia vindo de Sampa e chegou no horário marcado (7h00 em ponto!), tomou café da manhã (café na caneca do Tux/Linux), se trocou, arrumamos as bicicletas e saimos ao encontro do mano Jupa. Ao nos encontrarmos ele confirmou que sua namorada, a Carol, ia conosco, estreiando assim em uma cicloviagem totalmente independente de motor (já fizera com auxilo de ônibus uma vez).
Passamos na casa da Carol, reorganizamos as coisas que iríamos levar e saímos para o encontro com o resto da trupe. Ao chegarmos na marginal Dom Aguirre, avistamos o Nerso Loco que não sabia do paradeiro do Fabiano. Voltamos pela ciclovia até a frente do terminal e vimos dois cabras pedalando no sentido contrário, qual eu saí cumprimentando com um “e aí?”, mas os caras passaram reto e eu com cara de bobo, mas o Jupa o reconheceu e eles se abraçaram. Apresentações feitas, por fim conhecemos pessoalmente o próprio Fabiano e o Zé, camarada de faculdade do primeiro elemento.

Fabiano, Carol e Nerso - bla bla bla
Todos estavam felizes e sorridentes, mas era a hora de partirmos. Saímos pela ciclovia da marginal sentido Votorantim, passamos por baixo do viaduto da rodovia Raposo Tavares, subimos o morro até a divisa entre Sorocaba e Votoratim, infelizmente pedalamos um curto trecho sob a calçada, voltamos as regras de trânsito pedalando no sentido correto do fluxo, atravessamos a cidade e pegamos a rodovia de acesso as cidades de Piedade e Salto de Pirapora.
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fevereiro 19th, 2010 — Ciclismo, Esporte, Pessoal, Viagem
Como aconteceu da outra vez, foi aquela chuva de emails insisttindo para todos responderem e enviarem aos seus respectivos contatos pedalísticos, por assim dizer, sobre a próxima trip propsta. Infelizmente a interação foi baixa, o que permitiu pouco desenvolver sobre o assunto.De qualquer forma a idéia inicial era aproveitar o feriadão do Carnaval para pedalar um pouco.
A opção escolhida foi o famoso Roteiro do Vinho de São Roque/SP, onde existe uma pequena estrada que beira [quase] todas as vinícolas do município de São Roque. Essa cidade é bem conhecida pela festa do Vinho e da Alcachofra. No calor da discussão, suportados pela ferramenta GoogleMaps, foi detectado que o trecho mais curto entre Sorocaba e São Roque era de pouco mais de 50 Km, o que daria mais de 100 Km entre ida e volta. O Jupa ainda sugeriu fazer um dos trechos por um caminho mais longo, passando por lugares mais bonitos e com estrada relativamente mais calma. Traçando a rota sugerida pelo mano, pensando que passaríamos invariavelmente pelo roteiro do vinho, sairíamos de Sorocaba/SP, passando por Piedade/SP, Ibiuna/SP e finalmente São Roque, o Google Maps informava a humilde distância de 68 Km, o que nos forçaria a pedalar perto dos 140 Km.
Claro que seria insanidade para nós, a maioria nerds que vivem (trabalham) na frente do computador e há poucos anos descobriu o pedal. De cara a minha sugestão foi por essa rota, porém fazendo um dos trechos de ônibus, ou seja, sairíamos de Sorocaba rumo a São Roque pelo caminho mais longo, chegaríamos no roteiro do vinho, tomaríamos uns gorós por lá e voltaríamos tranquilos para casa. Logo em seguida pesquisei as linhas de ônibus que fazem o trecho Sorocaba – São Roque e descobri o que eu temia: a viação Cometa. Como em outras oportunidades, tive sérios problemas para embarcar com a bike no ônibus, o que me deixou com receio. Com esse meu receio externado a todos, mudamos a estratégia para tentar embarcar em Sorocaba e voltar no pedal de São Roque, pois caso recebêssemos um “não” na tentativa de colocar as bicicletas no bagageiro, faríamos um outro pedal (um plano B, qual eu não lembro qual era). Com a mudança da estratégia, veio também a mudança no trajeto, que vou detalhar mais a seguir.
No dia do pedal (14/02/2010) lá pelas cinco horas da madrugada o Marcello me liga para dizer que não viria pois estava com dor de barriga ou algo do tipo (além de não vir, ainda acorda os outros de madrugada). Alguns minutos depois, para meu desespero, o relógio despertou e levantei não muito animado para um café da manhã sem café, pois o dia já amanhecera quente e resolvi acompanhar com suco. Fui finalizar os preparativos para o pedal e percebi que o pneu traseiro da minha bicicleta estava totalmente murcho (ou mucho) e me bateu uma leve preocupação a respeito. Saquei minh bomba e enchi rapidamente esperando para saber quanto tempo aguentaria até murchar novamente. Nesse meio tempo finalizei a preparação dos sanduíches, preparei a bolsa de guidão (bike tour), passei protetor solar, me troquei e deixei os outros aparatos no jeito. Como outrora, as 7 da manhã eu já estava mais que pronto.
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novembro 12th, 2009 — Ciclismo, Esporte, Pessoal, Viagem
Em qualquer coisa que se faça, o fator psicológico conta muito. Aliás, conta demais! Agitamos um pedal perto do feriado dia 12 de outubro/2009, no primeiro fim de semana após meu retorno ao trabalho. Talvez por esse motivo (volta ao trabalho) eu tenha ficado com minha não mais costumeira crise de asma, justamente no fim de semana do pedal!
Tal fim de semana estava escrito para ser totalmente frustante, pois muito provavelmente eu não conseguiria fazer alguma atividade. O tempo tinha dado uma virada e eu que ainda estava pouco acostumado com o clima do centro oeste brasileiro, sofri. Tentei me controlar, mas na madrugada de sábado para domingo (11/10/2009) sucumbi a falta de ar.
O Ricardo estava vindo de São Paulo só para pedalar conosco e o Jupa e o Nelson estavam preparados. Como dormi na casa da minha namorada, precisava pelo menos cumprir o papel de levar meu amigo Ricardo ao encontro do dois outros pedalantes. No tempo entre me aprontar e voltar para casa para esperar o Ricardo, dei uma leve melhorada. Mesmo assim não me sentia apto para fazer uma cicloviagem.
Em casa, bem agasalho (até de certa forma exagerada), descansei um pouco no sofá, enquanto o paulistano não chegava. Mais uma leve melhora obtive. Quando o Ricardo chegou, perto das 7h40min, o dia já estava mais quente. Quando começamos a descarregar a bike dele, começou a me dar uma vontade enorme de sair com os caras para pedalar. Nesse momento liguei para o Jupa para dizer que não ia e expliquei o motivo, e ele simplesmente disse: “tu acha que dá, mas tá com medo de passar mal? Vamo aí “de boa” até um local perto, se você se sentir mal ou volta sozinho ou a gente volta contigo”. Por mais incrível que pareça, a Juliana consentiu com a idéia. Parece que a partir de então minha melhora ocorreu de forma exponencial.
Preparados, eu e o Ricardo passamos primeiramente em uma padoca, já que eu não tinha comido nada. Depois de dois pães na chapa e um cafezinho, me despedi da Juliana e fomos para a casa da Carol, encontrar com o Jupa.

Eu, Boo (Ricardo) e Jupa - Eu era o único agasalhado
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agosto 21st, 2009 — Ciclismo, Esporte, Meio ambiente, Pessoal
Parecia que já tinha acontecido uma vez – mesmo dia da semana, mesmo horário e mesmo destino – mas diversas outras coisas caracterizavam como um novo evento. Um pouco mais frio do que da última vez, infelizmente outra bicicleta e felizmente muito mais pessoas.
Agora acompanhado de mais um pedalante (ou como quiser chamar), o ônibus também foi o meio de transporte escolhido para chegar até a cidade de Itu. Chegando por lá as 7:30 da manhã, descarregamos as bikes, demos uma ajustada, tomei meu café-da-manhã na própria rodoviaria e partimos para o shopping Plaza Itu, ponto de encontro com o resto do pessoal.
Depois de mim e do Jupa, o primeiro a chegar foi o Boo e depois de algumas horas de atraso chegam os últimos quatro cavaleiros (Gaba, Limão, Biriba e Rogério). Descarregam as bikes, fizeram alguns ajustes e ainda esperamos uma parte das dondocas tomarem um lanche para aguentar o pedal. Perto das 11 da manhã, saimos com destino a Fazenda do Chocolate.

Na estrada
Foi basicamente um pedal tranquilo, poucos quilômetros de descida, reta e uma subida íngreme para não dizer que foi fácil. Como de praxe, paramos na fazenda, comemos e tomamos alguma coisa (o Biriba desdenhou da Nova Schin). Ao sair de lá, a galera cogitou não voltar e seguir caminho. Ao sair da fazenda sentido Cabreúva, pegamos um bom trecho de muita descida, onde percorremos (eu pelo menos) sem praticamente pedalar. Paramos logo em seguida para tirar fotos em um lugar estratégico, antes de outra enorme descida, qual resolvemos não continuar, já pensando na volta
Agora sim de volta para Itu, passamos pela longa subida (parecia ser pior do que foi), passamos na frente da fazenda do chocolate novamente e descemos a serra. Quando no pé do morro, avistamos um congestionamento e viemos a saber que era devido a um acidente envolvendo uma moto (ou eram duas?).

Pra não dizer que foi fácil: "Mont Ventoux" (entre aspas, claro)
Depois de mais alguns quilômetros de reta e um pouco mais de subida na volta, chegamos novamente ao shopping. Nesse momento, depois da clássica pausa para a foto de despedida e enquanto a maioria arrumava as coisas em seus respectivos automotores, eu e o camarada Jupa decidíamos se voltavamos pela estrada “velha” ou pela estrada “nova” rumo a Sorocaba, no pedal obviamente.

Despedida
A decisão foi pela estrada nova, por ser mais conhecida por nós, a certeza de haver acostamento em todo o percurso e a existência de pontos de hidratação (restaurantes, concessionárias, postos de gasolina e etc). Mesmo a estrada sendo boa e eu sempre no fim do “pelotão” (pelotão de duas pessoas :p), foi um pedal cansativo, pois o ritimo foi mais forte (a velocidade média que estava em torno de 17 km/h foi para 20km/h), o sol estava a pino e eu parecia uma tartaruga perto de uma speed. Mesmo assim, depois de cerca de 42 km percorridos, com duas paradas para hidratação e alimentação (as duas na estrada), chegamos ao destino tão sonhado.
A contagem final ficou:
Velocidade Média: 20,4 km/h
Distância percorrida: 74 km
Tempo total útil: 3h42min
Cidades: Itu e Sorocaba
Até a próxima!