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	<title>[SUPERATRATIVO] &#187; Férias</title>
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		<title>Caminho do Sol pero no mucho: Dia Três</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 02:24:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Dia 3 – 05/06/2010 Rio das Pedras &#8211; São Pedro Último dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol não podíamos nos dar ao luxo de errar feio. Falei com o Nerso e depois com o resto do pessoal que podia acontecer o que fosse, mas tínhamos de estar de volta a Piracicaba antes das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 3 – 05/06/2010<br />
Rio das Pedras &#8211; São Pedro</p>
<p>Último dia de pedal pelo pseudo Caminho do Sol não podíamos nos dar ao luxo de errar feio. Falei com o Nerso e depois com o resto do pessoal que podia acontecer o que fosse, mas tínhamos de estar de volta a Piracicaba antes das 19h00 para pegar o último ônibus para Sorocaba.</p>
<p>A estratégia de acordarmos cedo e sair logo, irmos até a rodoviária de Piracicaba e verificar os horários dos ônibus foi consenso entre todos. Às 5h50 de sábado o celular do Nerso desperta ao som de Platoon altíssimo, pronto para acordar inclusive os outros hóspedes. Chovera a noite toda, o que me deixou um pouco preocupado durante a noite, mas de certa forma dormi bem. Acordamos sem barulho de chuva e fomos ao café da manhã após o Bur e o Piola baterem na porta do quarto.</p>
<p>As pessoas que trabalhavam no hotel Silver eram realmente muito estranhas, pois sentamos na mesa ao lado de outra que estavam pai e filhos também cicloturistas e começamos a bater um papo. Chegou um senhor e perguntou se estávamos juntos e começou a colocar as coisas na mesma do lado da nossa, mesmo a gente falando que não estava junto. Depois disso voltou a nos servir e colocou quatro copos de suco de laranja na mesa (o Nerso ainda não tinha chegado) sem sequer falarmos se queríamos ou não. Quando ainda estávamos preparando o lanche, ele passou servindo um pedaço de bolo e ele teve a moral de colocar o bolo em cima da minha xícara que estava com a boca para baixo. Não aguentei e comecei a rir e ele disse que tava meio dormindo. Depois de alguns minutos, ele viu que alguns copos de suco estavam vazios e passou enchendo de todo mundo (ok, ele quis ser gentil, mas podia ter perguntado se queríamos mais, para evitar desperdícios).</p>
<div id="attachment_997" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-997" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc00660/"><img class="size-medium wp-image-997" title="DSC00660" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC00660-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">ZO rulez 6h da manhã</p></div>
<p>Por conta da intensa chuva durante a noite, o dia amanhceu bem frio e não resisti tomar um cafezinho acompanhando o bolo. Coloquei açúcar na xícara e servi o café da garrafa que estava na mesa e quando dei uma golada, quase cuspi de volta. Estava muito doce e só perguntei para ter certeza que eles serviam café já adoçado. Achei bem estranho, pois cada um tem um gosto e uma percepção de muito ou pouco doce, mas beleza, acabei me servindo novamente sem adição extra de açúcar. Terminamos o café e o Nerso ficou zuando os tiozinhos do hotel dizendo que eram zumbis e que o hotel Silver era um acrônimo para Resident Evil 5 quando lido no sentido inverso (R (abreviatura para Resident) Evli S (onde S seria o 5) -&gt; REVLIS), mas depois eu falei pra eles que o Silver não formava a palavra R EVIL S e sim R EVLI S e que eles estavam sendo influenciados pelo poder do anel (quanta besteira ao mesmo tempo!).</p>
<p><span id="more-994"></span>Imagino que não ter tido sucesso em explicar para o leitor sobre o tal do Resident Evil 5, mas isso não importa muito. Voltamos ao quarto, juntamos nossas coisas, nos trocamos e fomos pegar as bikes. Quando fizemos isso, percebemos que todas as bicicletas haviam tomado chuva! Não tinha muito o que fazer a não ser continuar a preparação para a saída. Com o clima de chuva, envolvi minha mochila em um saco de lixo azul que eu tinha levado justamente para esse fim, enquanto o Piola ficou chorando que ele não tinha como cobrir a bagagem dele caso chovesse (cabaço!).</p>
<p>Na porta do hotel, pai e filho cicloturistas também se preparavam para sair e nos deram dicas pois conheciam bem a região. Com tudo pronto saimos no pedal. Parecia brincadeira, mas no primeiro quilômetro já paramos para tirar fotos da &#8220;entrada&#8221; da cidade, pois como dizia o Nerso &#8220;isso é cicloturismo&#8221;. Tiramos fotos e logo continuamos por estrada pavimentada. A idéia era chegar em Piracicaba, ver os horários de ônibus e seguir o caminho até onde desse, sem correr muito risco de perder o último ônibus. Pai e filho nos encontraram no caminho e pedalamos praticamente juntos até Piracicaba (cerca de 10 quilômetros, ou menos).</p>
<div id="attachment_998" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-998" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01629/"><img class="size-medium wp-image-998" title="DSC01629" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01629-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto clássica</p></div>
<p>Chegando em Piracicaba nos separamos e fomos atrás de saber onde era a rodoviária. Cada um que a gente perguntava indicava um caminho diferente e isso tomou um pouco do nosso tempo, mas por bem haviámos saido no horário planejado de Rio das Pedras (antes das 8h). Na rodoviária fui atrás de saber sobre ônibus de São Pedro para Piracicaba, Águas de São Pedro para Piracicaba e por fim de Piracicaba para Sorocaba, enquanto o Bur foi atrás de saber os horários para São Paulo. Me certifiquei duas vezes com as moças do guichê sobre colocar as bicicletas no bagageiro do ônibus e ela me garantiu que isso não seria um problema.</p>
<p>Pelo horário, fazendo contas no caminho mais crítico, conseguíriamos chegar até São Pedro antes das 17h o que nos permitia arriscar a ida até lá em bicicleta. Comemos algo na própria rodoviária e apesar da preguiça e vontade de ficar por lá, seguimos nosso caminho. Na saída de Pira para o próximo destino, passamos por cima da ponte do Rio Piracicaba e os &#8220;cicloturistas&#8221; mal perceberam a beleza do rio e de suas quedas. Como eu já havia passado alí algumas vezes (inclusive almocei em um restaurante na beira do rio) tiv e um <em>deja vu</em> e considerei que seria interessante não perdemos essa beleza gratuíta, então tive de gritas para os apressadinhos que voltassem e curtissem mais essas coisas. Fiquei até zuando o Nerso dizendo &#8220;isso sim é cicloturismo&#8221;, pois ele também tinha passado reto no rio.</p>
<div id="attachment_1003" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1003" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01667/"><img class="size-medium wp-image-1003" title="DSC01667" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01667-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Sérgio Reis que o diga</p></div>
<div id="attachment_1004" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1004" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01671/"><img class="size-medium wp-image-1004" title="DSC01671" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01671-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Agora sim, cicloturistas!!</p></div>
<p>Decemos até os piers que beiram o rio e nos deslumbramos com as quedas e a força d&#8217;água. Queríamos ficar ali curtindo, o Nerso sugeriu que fossemos até o final onde supostamente havia um engenho, mas chegamos a conclusão que poderia ser perigoso gastar muito tempo alí. Depois de alguns minutos, euforia e fotos, seguimos nosso rumo com destino a São Pedro.</p>
<p>Ainda em trecho urbano, mas já na rodovia pedalamos entre carros e caminhões exercendo nosso direito e logo desembocamos na rodovia propriamente dita, onde havia um trecho de bom asfalto e acostamento. Algumas subidas e descidas e apesar do sol começar a dar o ar da graça, o vento sempre contra prejudicava o desempenho já abalado por dois dias de pedais insanos. Continuamos pedalando e pelas placas estávamos a menos de 30 km do nosso destino. Apesar dos pesares, o último dia estava sendo bem suave mesmo, já que 100% do trecho era de estrada pavimentada e também parecia ser um trecho menor.</p>
<p>A situação só ficou um pouco mais complicada com o fim do acostamento, onde o movimento de carros e caminhões não era tão baixo. Tenho que destacar a imprudência de certos motoristas, principalmente um f.d.p. que saiu buzinando a muitos metros atrás, acelerando e que me fez sair da pista (eu devia estar a uns 30 Km/h) para cair na área de escape de terra. Quando fui pra terra/grama, a trepidação obviamente aumentou muito e naquela velocidade achei que ia cair, mas felizmente conseguir segurar bem. Olhei para frente e vi todos (menos o Piola) tendo o mesmo problema com o filho da puta e vi que o Bur também ficou indignado xingando o cara e mostrando dedo do meio para ele.</p>
<p>Para contrastar com esse péssimo incidente, tenho também que destacar a bela atitude de um cara em um Toyta Corolla que percebendo talvez nossa vulnerabilidade, quando subíamos um trecho íngrime onde os carros tem duas faixas, diminuiu a velocidade quando se encontrava na faixa da direita bem atrás de nós, sei lá, a uns 11 ou 12 km/h, meio que nos protegendo, ao contrário de muitos que nos ultrapassavam &#8220;tirando fina&#8221; da gente. O corolla só saiu atrás de nós e nos ultrapassou quando não havia mais carros na fila da esquerda e mais nenhum outro atrás dele. Impressionante! Esse é o tipo de atitude que gostaríamos de ver mais. &#8220;Menos agressão; Mais educação!&#8221;. Para fechar esse trecho com chave de ouro, nada melhor que um belo visual.</p>
<div id="attachment_1007" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1007" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01700/"><img class="size-medium wp-image-1007" title="DSC01700" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01700-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">uhuuu!</p></div>
<p>Apesar do movimento de carros já era possível perceber que estávamos chegando em Águas de São Pedro. No momento que iríamos começar a descer, a gente se depara com uma casa que vende iguarias do milho. Sei que o Bur é viciado nesse tipo de comida e perguntei a ele se tava afim de parar lá e ele nem pensou duas vezes. Suco de milho verde e um salgado para amenizar a fome, tomamos nossa lanche de boa já sabendo que mais alguns quilômetros e nossa viagem chegaria ao fim. Quando saímos da casa do milho, avistamos uma seta amarela do Caminho do Sol, mas não demos muita bola e tocamos nosso próprio caminho.Já na estrada, mesmo com descida, falei pro Piola que não queria mais pedalar, que tava cansado demais, mas ele ficou me enchendo o saco pra eu continuar, que faltava pouco e blá blá blá (queria o quê?! Eu não domei dorflex com café pra ficar com &#8220;sangue nos zóio no último dia de pedal). O Piola continuou me enchendo o saco e perguntou se eu estava freiando na descida, mas obviamente eu não estava e tentei explicar pra ele que o vento contra poderia segurar um pouco e que como ele estava atrás de mim, poderia fazer uso do &#8220;vácuo&#8221; criado e ter uma percepção de velocidade diferente. Tomara que ele tenha entendido isso&#8230; Só sei que ele cansou e resolveu me passar, então continuei já que eu sabia que não ia ter outro jeito e em poucos minutos já estávamos fazendo pose no portal da Estância Hidromineral Águas de São Pedro.</p>
<div id="attachment_1008" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1008" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01733/"><img class="size-medium wp-image-1008" title="DSC01733" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01733-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Falta pouco!!</p></div>
<p>Logo que transpassamos o portal vimos uma placa para &#8220;Casa de Santiago&#8221; que é o ponto final do Caminho do Sol, lugar para onde os peregrinos se dirigem para receber o cerificado e as congratulações por terem terminado o tal caminho. O Piola, o mais evil da trupe, queria ir lá tirar um sarro, bater panela, qualquer coisa em protesto ao caminho, mas eu particularmente não quis ir, pois achei que seria uma tremenda falta de respeito para com as pessoas que organizam e para os que participam com as devidas credenciais.</p>
<p>De Águas para São Pedro eram somente 7 ou 8 km, que percorríamos facilmente. No início, ainda dentro de Águas de São Pedro, foi só subida, muita subida o que fez tirar o gás final de muita gente (menos o drogado do Piola). Depois de tanta subida, dividindo espaço com carro e caminhões (tava ficando chato aquilo), veio um belo trecho de reta e mais pra frente seguido de uma longa descida que culminaria em São Pedro.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1011" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01740/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1011" title="DSC01740" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01740-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Eu estava muito cansado e fiquei bem pra trás e aproveitei para pedalar no meu rítimo e tirar últimas fotos. Mais para frente o pessoal me esperou e o Bur me perguntou se tava beleza. Consenti e disse que não queria parar, pois pra mim seria pior. Todos continuaram a pedalar e novamente o Bur o Piola dispararam na frente, porém mais uma vez eles perderam a oprtunidade de curtir o visu.</p>
<div id="attachment_1012" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1012" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01753/"><img class="size-medium wp-image-1012" title="DSC01753" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01753-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tremendo visu!</p></div>
<p>Depois da bela e suave descida, chegamos enfim na tão esperada cidade de São Pedro. Tiramos a clássica foto na entrada da cidade junto do letreiro pouco depois das 14h e logo já fomos procurar a rodoviária para comprarmos as passagens de ônibus. O céu estava mais azul com menos nuvens e a galera tava animada com a chegada e ao descobrirmos o caminho para a rodoviária o Nerso e o Piola pedalaram que nem loucos. Como já estávamos em São Pedro nem quis arriscar pedalar junto com eles e fui apreciando a cidade, já com o intuíto de procurar um bar para fazermos nossa bebemoração.</p>
<p>Passamos em frente a um galpão bem arrumadinho, olhei e vi dois silos dentro do local e o senso de alcóolatra me disse para parar e ver o que era aquilo. Voltei com a bicicleta para a calçada e me adentrei no local e percebi que era uma espécie de microcervejaria. Como não vi ninguém com algum uniforme e só eu e o Bur tínhamos parado, decidimos que era melhor comprarmos as passagens, avisar o pessoar sobre a boa nova e voltar para nos &#8220;hidratar&#8221;. Dito e feito: chegamos no guichê, falamos o destino e que íamos com as bicicletas, a mulher nos vendeu (eu percebi que tinha perdido minha carteira, mas o Nerso tinha a escondido) e subimos para o &#8220;bar&#8221;. Chegando no bar, começamos a bater um papo cervejístico forte com o dono, o Cláudio, que nos recebeu muito bem.</p>
<p>Viemos a descobrir que ele faz é chope, que servia alí mesmo e mandamos ver uma torre de 2,5 litros de chope claro Halb Zehn Bier. Claro que tínhamos que acompanhar com algo para comer e quando pedi a ele, ele nos serviu uns amedoins. Ficamos alí num clima descontraído, batendo papo, zuando, relembrando das histórias desse pedal louco e quando vimos, já tinha acabado a torre. Pedimos outra, mas não queríamos mais comer amendoim e o Cláudio mostrou um bar do outro lado da rua que o cara fazia porções e levava até a choperia.</p>
<div id="attachment_1023" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a rel="attachment wp-att-1023" href="http://blog.superatrativo.com.br/2010/06/16/caminho-do-sol-pero-no-mucho-dia-tres/dsc01784/"><img class="size-medium wp-image-1023" title="DSC01784" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/DSC01784-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Detonando no fim da viagem</p></div>
<p>Claro que derrubamos mais uma torre de 2,5 litros e duas porções de salame e uma de batata frita em meio a diversão e depoimentos em vídeo sobre a cicloviagem. As poucas horas que ficamos lá passou voando e quando vimos já eram 16h50 e tínhamos de pagar as contas, pegar as bikes e subir no busão.</p>
<p>Claro que tivemos problemas para colocar as bicicletas dentro da merda do ônibus (acho que foi a viação Piracicabana), mas mostramos ao motorista que já havíamos comprado as passagens e que a moça do guichê autorizou sem problemas desde lá de Piracicaba. Ele disse que era complicado por conta do espaço, mas poucos estavam usando o bagageiro e desmontamos as rodas da frente, abaixamos o selim e provamos que ocuparia muito menos que ele achava e ele se convenceu (ou não quis ficar discutindo com a gente). A viagem de São Pedro à Piracicaba foi em menos de uma hora e como estávamos extasiados e quase chapados, ficamos zuando e fazendo videos o tempo todo e então o tempo passou muito rápido novamente.</p>
<p>Chegamos em Pira novamente, descarregamos as bikes e nos despedimos dos camaradas Bur e Piola. Ao descarregar as bikes, fomos agradecer ao motorista por ter nos compreendido (de certa forma meio irônica) e não sei se ele realmente se ligou que não custou nada ou se ele realmente interpretou como ironia, mas ele falou que não tinha sido nada e que era pra gente ter uma boa viagem (na próxima conexão) e depois, antes realmente de subir no ônibus novamente, voltou a despedir de nós e falar boa viagem. Espero que ele seja mais um a passar para o lado do cicloturismo (não literalmente no sentido de passar a viajar de bicicleta, mas sim ser amigo do pedalante).</p>
<p>Compramos a passagem para Sorocaba e ficamos no aguardo da viação Pontur, a única que não fez cara feia ou tentou sabotar nossa investida em colocar as bicicletas dentro do ônibus, enquanto os capitar Piola e o Bur seguiam viagem para a cidade grande. Talvez pelo cansaço a viagem foi tranquila e rápida (1h30min) e logo já estávamos descarregando as bikes no frio de Sorocaba. Arrumamos as magrelas, enchi novamente o pneu, me despedi do Nerso e cada um foi para sua respectiva casa, em sua respectiva bicicleta (pedal até o último metro!!). Em casa, uma comida quentinha me esperava para finalizar a viagem com chave de ouro.</p>
<p>Eis os números da cicloviagem:</p>
<p>- Tempo: 3 dias de pedal (4 dias de viagem)<br />
- Tempo total (pedalando): 15h33min49seg<br />
- Distância: 230,02 Km<br />
- Vel. média: 14,7 Km/h<br />
- Vel. máxima: 64,1 Km/h<br />
- Cidades: Sorocaba, São Paulo, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itu, Salto, Elias Fausto, Capivari, Mombuca, Rio das Pedras, Piracicaba, Águas de São Pedro e São Pedro.</p>
<p>Minhas fotos do último dia:</p>
<p><a href="http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/21/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_05062010">http://rafaelcasale.multiply.com/photos/album/21/Pseudo_Caminho_do_Sol_-_05062010</a></p>
<p>Todas as fotos do Bur:</p>
<p><a href="http://ricardocarnauba.multiply.com/photos/album/1/Caminho_do_sol_dias_0306_0406_0506">http://ricardocarnauba.multiply.com/photos/album/1/Caminho_do_sol_dias_0306_0406_0506</a></p>
<p>Para fechar o post, gostaria de agradecer a todos que participaram dessa cicloviagem de forma direta ao Nerso, Bur e Piola que estiveram esses quatro dias (desde o dia zero) pedalando, zuando, tretando, passando por dificuldade e bebendo juntos; E de forma indireta aqueles que ajudaram de alguma forma, o pessoal do CaipiraCapitar, os amigos, namorada e família. Com certeza essa foi uma experiência única na minha vida e que abriu um precedente enorme para muitas coisas. Com certeza teremos mais!! Valeu!!</p>
<p>Oss!</p>
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		<title>Chapada do Veadeiros &#8211; Parte V</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 00:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
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		<category><![CDATA[Férias]]></category>

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		<description><![CDATA[Era o último dia de passeio na Chapada dos Veadeiros e tínhamos de fazer o checkout na pousada até o meio dia. Podíamos fazer mais um passeio em São Jorge e dar um jeito de ir para Alto Paraíso de Goiás no final do dia ou pegaríamos o único ônibus para Alto na parte da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era o último dia de passeio na Chapada dos Veadeiros e tínhamos de fazer o <em>checkout </em>na pousada até o meio dia. Podíamos fazer mais um passeio em São Jorge e dar um jeito de ir para Alto Paraíso de Goiás no final do dia ou pegaríamos o único ônibus para Alto na parte da manhã e dava um jeito de fazer um passeio por lá, rezando para ter um maleiro onde deixar as mochilas.</p>
<p>Como as passagens para Goiânia não estavam compradas (e corríamos um pequeno risco de não encontrar mais), escolhemos a segunda opção. Às 10h da manhã da quinta-feira já estávamos em Alto Paraíso com as passagens compradas e ávidos para fazer um último passeio. Demos uma passada no Centro de Atendimento ao Turista e olhamos as opções.</p>
<p>A Juliana queria ir para as &#8220;Loquinhas&#8221;, distante 4Km de Alto, mas seria um passeio rápido e a moça do CAT disse que provavelmente não estaria tão belo, pois era época de estiagem. Tentei armar uma estratégia de como nos locomoveríamos de um ponto ao outro e sugeri que fôssemos de bicicleta. Para meu espanto a Juliana topou e fui atrás de saber quanto gastaríamos.</p>
<p>Negocição fechado a R$ 20,00 cada uma, pelo dia inteiro de pedal, porém com grande problema: o pagamento somente em dinheiro. Como não tinha caixa eletrônico do Banco Real, tentei trocar cheque, passar o cartão de crédtio/débito e nada! A solução foi pegar um moto táxi, a R$1,00 o quilometro rodado. Fomos então até a fazenda São Bento, onde os pilotos nos deixaram na entrada da trilha Almécegas I e II. A pé até a cachoeira Almécegas I foram bons minutos (quase uma hora) e a tensão em andar na trilha, após a aparição da <a href="http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/29/chapada-dos-veadeiros-parte-iv/">cobra</a> nos deixou um pouco ariscos.</p>
<div id="attachment_498" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-498" title="Almécega I" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03731-400x300.jpg" alt="Almécega I" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Almécegas I</p></div>
<p><span id="more-496"></span>A cachoeira era enorme, mas não chegamos a entrar na água. Como não sabíamos a distância exata até a Amécegas II e já se passava da uma hora da tarde, resolvemos ir para a segunda sem perder muito tempo.</p>
<p>No caminho para a cachoeira Almécega II o sol estava de rachar. Não havíamos passado protetor solar e nossa água estava acabando. Por sorte o caminho era mais curto e logo chegamos ao destino.</p>
<div id="attachment_499" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-499" title="Almécega II" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03749-400x300.jpg" alt="Almécegas II" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Almécegas II</p></div>
<p>É uma cachoeira pouco menor que a primeira, mas tão bonita como.</p>
<p>Ao chegarmos lá, haviam outras pessoas curtindo o local também, inclusive um guia e um turista de São Jorge. Nadamos um pouco, tiramos algumas fotos e nessa fui conversar com o guia. Troquei uma idéia com ele e garanti uma carona até a cachoeira São Bento (na entrada do sítio, o que nos rendeu uns 4Km a menos de caminhada).</p>
<p>De carro a chegada a cachoeira São Bento foram menos de 10 minutos. De lá, consegui sinal para ligar para o moto táxi e pedir para ele não me buscar na hora marcada (16h30) e pelo mesmo preço (R$ 20,00) o seu Irinei (guia) nos levaria até Alto Paraíso e aproveitava para dar um rolezinho com o Everton (turista) lá.</p>
<div id="attachment_500" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-500" title="Cachoeira do São Bento" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03760-400x300.jpg" alt="Cachoeira do São Bento" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira do São Bento</p></div>
<p style="text-align: left;">Mais enturmado com a galera que alí estava (havia um outro grupo de turistas) ficamos alí por um bom tempo. Nadamos, bebemos água e comemos o restinho do lanche. Já era fim de tarde (17h00) e percebemos que outras pessoas iam chegando para curtir o local, muitos deles estavam alí apenas um banho rápido após um dia de trabalho. Conversei com um paulista de São Caetano (acho) que tinha ido pra Brasilia a negócios e resolveu ir pra a Chapada para conhecer, tinha acabado de chegar na cidade (Alto) e já correu fazer um passeio!</p>
<div id="attachment_501" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-501" title="São Bento" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/DSC03764-400x300.jpg" alt="São Bento" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira do São Bento</p></div>
<p style="text-align: left;">A água estava bem fria e com o final da tarde chegando, foi deixando a sensação térmica ligeiramente mais baixa. Era dada a hora de levantar acampamento e ir embora. Seu Irinei nos deixou na frente da estação de moto táxi de Alto Paraíso, deixei meus contatos com o Everton e um cheque para o guia.</p>
<p style="text-align: left;">Como não havia pago o moto táxi, fui até para saldar minha dívida. Agradeci por eles terem nos deixado lá e compreendido a razão por eu ter pego carona, e então voltamos para a rodoviária trocar de roupa e ir procurar um lugar para jantar. Antes de chegar na rodox, passamos num mercadinho que aceitava cartão Visa e compramos umas garrafas de água, chocolate (toiço!) e uns <em>keep cooler</em> para relaxarmos (não ia comprar um uísque, né?).</p>
<p style="text-align: left;">Para jantar escolhemos a Massa da Mamma, onde pedimos uma salada grande e uma picanha (um prato com arroz, feijão, batata frita e picanha), qual dividimos em dois.</p>
<p style="text-align: left;">Quando estávamos voltando para a rodoviária (nossa &#8220;pousada&#8221;), demos de cara com os amigos que conhecemos em São Jorge e estavam viajando em seu <em>motor home, </em>Ângelo, Nice e Raul. O engraçado re-encontro foi muito legal e a família nos convidou para jantar. Como já havíamos feito, apenas tomamos uma cerveja juntos, também na Massa da Mamma. Depois do jantar, ainda fomos convidados a  tomar um café feito no fogão do próprio <em>motor home. </em>Café moído na hora, preocupação do Ângelo para que água estivesse na temperatura ideal (abaixo do ponto de ebulição), preocupação em servir o café em xícaras de porcelana (mesmo com a limitação de recursos de um <em>motor home</em>) e o detalhe em servir pedacinhos de chocolate meio amargo para harmonizar com a bebida dos céus, evidenciaram toda a hospitalidade dessa família e mais, mostrou também como, provavelmente, eles  solidificam as amizades que constróem durante suas respectivas vidas. Parabéns e muito obrigado!!</p>
<p style="text-align: left;">Com uma agradabilíssima noite de primavera goiana, passamos mais de uma hora conversando dentro do veículo-casa, com as portas abertas, sem medo de assalto ou lobisomem <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> . Pouco antes das 22h, decidimos voltar para nossa pseudo pousada, em respeito aos amigos que teriam mais um dia de passeio pela frente.</p>
<p style="text-align: left;">O tíquete da companhia São José do Tocantins que vinha de alguma cidade desse estado e tinha como destino Goiânia/GO, marcava o horário de saída de Alto Paraíso às 23h15 e com previsão de chegada as 5h00. Como já eram quase 22h, retiramos nossas bagagens do maleiro para organizarmos os itens entre mochilas e malas de mão, fazer higiene bucal e etc. Organizamos tudo e aguardamos a chegada do ônibus.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Dica:</strong> a opção de utilizar o maleiro foi uma ótima pedida, pois deixamos as malas em &#8220;segurança&#8221; e pudemos fazer um último passeio sem estar hospedados em pousada alguma. O maleiro de Alto Paraíso é na verdade uma sala simples sem armários individuais como os malex de São Paulo (todas as malas ficam juntas e vai da honestidade de cada um), custa apenas R$ 1,00 por volume por dia e é gerenciado pelo dono da lanchonete da rodoviária (a única). Claro que uma dica mais importante é não deixar coisas de valor dentro das malas. Leve o máximo de coisa de valor sempre junto de você: carteira, dinheiro, cheque, câmera fotográfica e etc. Outra dica que pode valer é levar um cadeado para cada zíper de sua mala/mochila (mas não acho isso muito efetivo, sinceramente, pois alguém que queira, pode acabar levando a mala inteira).</p>
<p style="text-align: left;">Quase no horário marcado pegamos o ônibus e fomos para a cidade de Goiânia. Bom, esse foi praticamente o fim da viagem. Ainda ficamos em Goiânia/Nerópolis/Caldas Novas por mais quatro dias, mas não irei relatar aqui, pois algo foi algo mais familiar, calmo e sem muitas aventuras pra contar.</p>
<p style="text-align: left;">Essa foi minha grande viagem do ano, muito legal e com muitos aprendizados. Com certeza valeu muito a pena. Espero que esses relatos auxiliem no planejamento de viagem de muitos leitores. Fique à vontade para entrar em contato e perguntar mais coisas (não prometo que terei as respostas <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  ) através do endereço rafael(em)superatrativo.com.br.</p>
<p style="text-align: left;">Obrigado pela companhia!</p>
<p style="text-align: left;">
]]></content:encoded>
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		<title>Chapada dos Veadeiros &#8211; Parte IV</title>
		<link>http://blog.superatrativo.com.br/2009/10/29/chapada-dos-veadeiros-parte-iv/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 01:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Casale Abe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Férias]]></category>

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		<description><![CDATA[Era último dia de passeio em São Jorge e novamente combinamos com os amigos de fazer algum passeio juntos. Acordamos uns minutinhos mais tarde, já que a idéia era fazer um passeio mais leve, já que todos estavam quase esgotados. O mesmo ritual foi seguido: café da manhã, arrumação, compra de mantimentos e passeio. Desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era último dia de passeio em São Jorge e novamente combinamos com os amigos de fazer algum passeio juntos. Acordamos uns minutinhos mais tarde, já que a idéia era fazer um passeio mais leve, já que todos estavam quase esgotados.</p>
<p>O mesmo ritual foi seguido: café da manhã, arrumação, compra de mantimentos e passeio. Desta vez o amigo Ângelo conseguiu alguém de carro para nos levar para o sítio Morada do Sol. O trajeto todo ficou em R$ 50,00 e como fomos em cinco pessoas (mais o motorista), ficou R$ 10,00 per capita. No sítio (entrada R$5,00 / pessoa), pegamos uma trilha curta de mais ou menos 1,5 Km qual bifurcava e levava aos destinos Vale das Androrinhas e Morada do Sol.</p>
<p><span id="more-484"></span></p>
<p>Por indicação do motorista (que também era guia, mas não estava com essa função nesse dia), fomos primeiramente ao Vale das Andorinhas, onde existe um mirante qual pode-se observar a queda d&#8217;água e tirar fotos, nada mais. Foi uma descida tranquila, curta, porém um pouco íngreme no final.</p>
<div id="attachment_485" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-485" title="DSC03636" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03636-400x300.jpg" alt="Vale das Andorinhas (cadê as andorinhas?)" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Vale das Andorinhas (cadê as andorinhas?)</p></div>
<p>Ficamos pouco tempo por alí e por falta de um espaço mais confotável para todos, decidimos ir para o segundo destino. A trilha para a Morada do Sol também foi curta, tranquila e levemente íngreme no final. Com enormes pedras dispostas, onde dava pra sentar e relaxar, além da possibilidade de tomar um banho de cachoeira, por alí ficamos bons minutos. Mesmo com a água bem fria, não tive como escapar de um banho.</p>
<div id="attachment_487" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-487" title="DSC03651" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03651-400x300.jpg" alt="Morada do Sol" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Morada do Sol</p></div>
<p>Andei, nadei e relaxei debaixo da bela queda d&#8217;água. Por alí fiquei uns bons minutos. Resolvi voltar e comer algo, já que o lanche já estava rolando entre as pessoas que não quiseram entrar na água. Ficamos na margem do rio São Miguel conversando, tirando foto, comendo e admirando a paisagem.</p>
<p>Depois do banho e do lanche a conversa rolou solta por um bom tempo. Não estávamos preocupados com a hora de voltar, aliás, não estávamos preocupados com o tempo em si. Em determinado ponto da conversa escutei um barulho do meu lado e imaginei ser um galho ou algo do gênero que havia caído de uma parte não muito alta do barranco ou da pedra. Me virei como num reflexo e realmente vi um galho (ou minha mente viu) e, como se admirando o galho caído percebi que continuava a se mexer.</p>
<p>De forma instantânea medi os detalhes e percebi que era uma cobra de &#8220;barriga&#8221; pra cima se desvirando para o lado como se realmente tivesse caído de algum lugar. Claramente tomei um baita susto, me levantei anunciando a presença do réptil  sem patas e  todos, sem precisar desconfiar da minha palavra , se levataram num piscar de olhos para depois querer saber do que se tratava. Enquanto íamos para um lado, a cobra ligeiramente foi para o outro e, de longe, ficamos observando um ao outro com elevado grau de medo (pelo menos da parte dos seres humanos).</p>
<div id="attachment_489" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-489" title="DSC03683" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03683-400x300.jpg" alt="Víbora dando seu show" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Víbora dando seu show</p></div>
<p>Estabelecida a calma, tomamos um pouco mais de coragem para tirar fotos e tentar identificar a dita cuja. Olhando bem de perfil, parecia ter a cabeça arrendodada, o que me fez lembrar das aulas de biologia do colégio, onde o professor citava características para se determinar quando uma cobra poderia ser venenosa ou não, ou seja, para mim aquela cobra <strong>não</strong> era venenosa. O problema é que eu nunca tive uma aula prática desse assunto. <img src='http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Depois disso ninguém mais arriscou entrar na água. Então levantamos acampamento, colocamos as mochilas nas costas e voltamos para São Jorge (o amigo Raul que tinha uma câmera bem legal e tirou uma foto &#8220;de cima&#8221; da cobra, mostrou para o motorista que disse sem pestanejar: &#8220;essa cobra é venenosa, olha a cabeça trinagular da bicha&#8221;. E não é que ele tinha razão?).</p>
<p>Em São Jorge fizemos nossa despedida da família Ângelo, Nice e Raul no restaurante da Nenzinha, perto das 15h00. Restaurante do tipo <em>Self Service, </em>com relativa variedade e boa qualidade (saiu cerca de R$15,00 por pessoa com bebida e 1/2 sobremesa). Almoçamos, jogamos mais conversa fora e nos despedimos. O céu estava limpo a sugestão da Yamitch como &#8220;grand finale&#8221; (já que não dava mais tempo pra nada) era ver o pôr do Sol no mirante.</p>
<p>Descansamos um pouco e as 16h45 saímos rumo ao mirante. Eram cerca de 3 Km em estrada de terra e algumas subidas e descidas. Quase chegando lá, um carro passou pela gente e perguntou onde era o mirante e dissemos: &#8220;acho que é por alí&#8221;.  Com esse &#8220;acho&#8221; a motorista sacou que também estávamos indo para lá e nos deu uma carona. Chegamos em cima da hora! Mal deu tempo de tirar algumas fotos, curtir um pouco (nem 5 minutos) e o Sol já tinha se escondido atrás da chapada. Voltamos de carona e conversando no rápido trecho (para quem ia de carro) descobrimos que a Adriana estava para se casar com um dos holandeses que estava no carro, além disso ela já tinha morado em Sorocaba e a família inteira dela é de Barretos&#8230; coincidência, não?!</p>
<div id="attachment_490" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-490" title="DSC03708" src="http://blog.superatrativo.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/DSC03708-400x300.jpg" alt="Pôr do Sol quase perdido" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Pôr do Sol quase perdido</p></div>
<p>De volta a pousada e depois de um merecido banho, saímos para finalizar o passeio em São Jorge, comendo uns petiscos, tomando umas cervejas (Restaurante Papa Lua, comendo um crepe, tomando uma cerveja e um suco &#8211; R$19,00) e mandando ver um açaí no final (espaço da Jia, um açaí na tigela, um creme de abóbora e uma água &#8211; R$15,50). Perto das 23h00, já na cama da pousada, conversando com a Juliana sobre o memorável episódio da cobra, recebo um SMS do Raul, que tinha mostrado sua foto para alguém que conhecia do assunto e descoberto a espécie da criatura: jararaca &#8220;achatadeira&#8221;. Veneno? Imaginem&#8230;</p>
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		<title>Sol e mar com muita gente e trânsito</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Feb 2009 19:28:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Tarantelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Férias]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito trânsito, muita gente e nem sempre realizar o que tanto deseja no meu caso &#8220;descanso&#8221;. Tudo bem que já esperava isso quando minha esposa disse: &#8220;Sábado vamos à praia!&#8221; Logo me veio à cabeça sol, mar mulheres bonitas, cerveja e&#8230; muito mas muito congestionamento acompanhado de muita gente não tendo espaço nem para ficar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito trânsito, muita gente e nem sempre realizar o que tanto deseja no meu caso &#8220;descanso&#8221;. Tudo bem que já esperava isso quando minha esposa disse: &#8220;Sábado vamos à praia!&#8221; Logo me veio à cabeça sol, mar mulheres bonitas, cerveja e&#8230; muito mas muito congestionamento acompanhado de muita gente não tendo espaço nem para ficar a frente do mar.</p>
<p>Foi assim, mas foi bom esse fim de semana, afinal estava precisando sair da mesmice.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-171" title="pict0047" src="http://blog.superatrativo.com.br/wp-content/uploads/2009/02/pict0047-300x225.jpg" alt="pict0047" width="400" height="298" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-172" title="pict0040" src="http://blog.superatrativo.com.br/wp-content/uploads/2009/02/pict0040-300x225.jpg" alt="pict0040" width="400" height="299" /></p>
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